sexta-feira, julho 09, 2004

Por falar em António Medeiros...

(Artigo da autoria de Eduardo Torres)



Soubemos recentemente que António Medeiros integra a nova estrutura futebolística do Belenenses. Esperemos que com bons frutos.

Lembramos que ele foi treinador do clube nas épocas de 77/78 e 78/79. Foram duas épocas bem distintas, até no próprio estilo de jogo praticado, muito contido (uma espécie de Grécia) na primeira dessas épocas, e bastante mais aberto na temporada seguinte. Falaremos disso futuramente, na rubrica das 4ªs feiras.


Equipa de 1977/78


Aproveitando, contudo, este ensejo, pensámos que seria interessante publicar no blog os resultados da primeira dessas épocas, por nós anotado num caderno de então do jornal “A Bola” (julgo que o primeiro desse género a sair). Dada a relativa antiguidade do documento, tenho por ele, como é óbvio, bastante “carinho”.

Resultados da 1ª Volta de 1977/78
Resultados da 2ª Volta de 1977/78

No final desse campeonato, obtivemos um 5º lugar, com a mais ou menos célebre equipa do “patinho feio”. Gostaria de fazer notar que, já dentro da 2ª volta, ocupávamos o 3º lugar e perdemos soberana oportunidade de nos colar aos dois primeiros (Benfica e F.C.Porto), quando recebemos os encarnados no Restelo, emoldurado com grande assistência. No final do jogo, contudo, subsistiu o 0-0, apesar de grande oportunidade por nós desperdiçada em cima dos 90 minutos.

quinta-feira, julho 08, 2004

Momentos do nosso Belém


jogo da festa que pôs termo a pesadelo da 1ª descida: estádio quase cheio de belenenses


Belenenses - Benfica na época de 86/87. Empate 1-1 perante mais de 40.000 pessoas


O Restelo a transbordar de público, em 58-59, em jogo Belenenses-Benfica, que terminou empatado




Vitória contra o Sporting (3-1) na meia final da Taça de Portugal de 1989


Heróis Belenenses na 1ª vitória contra a França


Um campeonato perdido a 4 minutos do fim!

Perguntar não ofende

(Artigo da autoria de Joaquim Nunes)

* Há no Belenenses alguma prática instituída de, numa parte, remunerar os jogadores por objectivos? Não nos referimos só aos golos marcados mas também aos golos não sofridos, ou a coisas cada vez mais fáceis de apurar com os novos métodos, como por exemplo, o número de assistências?

* É dada aos jogadores uma informação detalhada do peso da história do Belenenses e do que representa aquela camisola? É-lhes renovadamente incutida ambição, e é-lhes lembrado que o Belenenses não se pode conformar com objectivos medíocres?

* Há no Belenenses alguma estratégia definida para lidar com a comunicação social, em termos de esta promover o clube e as suas realizações quando, actualmente, quase o ignora por completo?

* Há no Belenenses algumas estratégias definidas para captar simpatizantes entre os jovens, os quais o sintam como o seu clube do coração?

As saídas:

Hélder Rosário - na minha opinião, foi muito mal dispensado, na medida em que, a meu ver, era dos jogadores com mais potencial no nosso plantel. Com 23 anos, central, que fazia ainda o posto de lateral direito, ainda tinha mais 2 épocas para evoluír, sendo já presentemente um elemento com valor

Carlos Fernandes - tenho muita pena de ter feito o que fez no nosso clube, pois após uma época positiva, esta última foi vergonhosa. E eu sei que ele tem capacidades para muito mais, e tenho pena que as vá mostrar para outro lado, sabe-se lá porquê

Hugo Henrique - ao que parece dispensado por razões financeiras. Mas é um ponta-de-lança de qualidade indiscutível, apesar de perceber que talvez não se adeque ao nosso tipo de jogo, pois precisa de jogar numa equipa com extremos para receber cruzamentos

Rui Borges - uma saída inevitável, um jogador com valor mas que foi fustigado por lesões e colocado sempre a jogar fora da sua posição. No Restelo insistiu-se que ele era médio ou extremo, quando na realidade ele era avançado, encostado a uma ponta, a rasgar diagonais nas costas das defesas. Pela sua fragilidade física, a meio-campo, não tinha qualquer hipótese

Neto - quando apareceu no Belenenses mostrou qualquer coisa, mas nada de especial. Emprestado ao Mafra, não conquistou a titularidade, e de regresso não fez sequer um jogo. Uma dispensa esperada.

Verona - sendo um dos jogadores mais caros do plantel, com 30 anos e após uma época fraca, é natural a sua dispensa. Apesar de ser dos poucos jogadores com classe no Belém.

Paulo Sérgio - mais um contratado em Janeiro, dispensado em Maio... até mostrou fazer uma boa dupla com o Emerson, mas curiosamente saíram os dois. Este por ser velho

Emerson - bom jogador, mas ao que parece muito caro. Mas tinha qualidade.

Mauro - dispensado, apesar de ainda não ter sido encontrada uma solução para o seu caso. Um ordenado das arábias numa aquisição irracional. Mostra cada vez menos.

Leandro - um jogador fantástico, dispensado não se percebe porquê. Defendia, atacava, à esquerda, à direita e ao centro, marcava bolas paradas, rematava, desmarcava, cruzava. Seria demasiado bom???

André Xavier - uma eterna promessa adiada

Bruno Simão - sem oportunidades

Lécio Pereira - um jogador de grande qualidade, que será emprestado

Byung Min - contratado após fazer 2 (DOIS) jogos pelo Mafra!!! Como é óbvio, não jogou no Restelo e na meia-época de regresso ao Mafra também não jogou. Está agora na Coreia, a cumprir o serviço militar!!!

quarta-feira, julho 07, 2004

Sandro (Botafogo) no Belenenses?

Segundo várias fontes na Internet, como o Blog Vestiário Alvi-Negro, do Botafogo, ou o Blog Terceiro Anel, o Belenenses acaba de assegurar um reforço de peso para o eixo da defensiva, o experiente central (30 anos) Brasileiro Sandro, titular e capitão do Botafogo. Na corrida pelo jogador estava também o Beira-Mar, que está interessado no jogador desde Janeiro.

Este central tem uma boa reputação no campeonato Brasileiro, depois de representar o Botafogo desde 1999 e o Santos entre 1996 e 1999. Antes disso, iniciou-se no Náutico, passando depois para o Sport Recife. É conhecido por aliar uma excelente capacidade defensiva a uma boa capacidade de concretização, nomeadamente um remate potentíssimo, que lhe vale a alcunha de zagueiro-artilheiro. Na sua última época no Sport Recife, marcou 18 golos!

Nasceu a 17/03/1973, em Recife, no Paraná, mede 1,81m e pesa 78Kg. Segundo algumas descrições do jogador pela Internet, "Sandro é um defesa forte e autoritário, bom no desarme e bom no jogo aéreo, o que lhe permite marcar alguns golos na sequência de lances de bola parada. Tem também um forte pontapé, o seu ponto mais forte, que utiliza, com alguma eficácia, na transformação de livres directos. Tecnicamente tem qualidade e é um defesa que gosta de sair a jogar, servindo bem os avançados com passes longos."

Por outro lado, e sem referir o clube, até mesmo o Site Oficial do Botafogo fala da saída do jogador para Portugal, revelando mesmo que ele já se encontra em Lisboa desde 6ª feira.

Parece-me, muito sinceramente, um jogador bem contratado, até pelos comentários que um pouco por toda a Internet os adeptos do Botafogo fazem deste jogador. E os 30 anos, num central, equivalem a 28 num jogador de campo. Ou seja, não é para vender, mas ainda faz umas épocas. Força Sandro!

terça-feira, julho 06, 2004

Eu acredito!

Pois é, após a apresentação do Belenenses 2004/05 no dia de ontem, e consequentes declarações de treinador e jogadores, parece que se respira um novo ar no seio das hostes azuis.

É bom saber que está a ser criado um Gabinete de Prospecção, "tecla" já muito "batida" aqui nos Blogs. É bom saber que se está a contratar em qualidade e não quantidade. É bom saber que não está ninguém à experiência. É bom saber que já não temos comentários infelizes dos administradores da SAD. É bom saber que temos treinador e jogadores imbuídos da grandeza do nosso clube. É bom saber que o Jorginho é capaz de estar perto do Restelo. É bom saber que, não tendo solucionado o "caso Ceará", ele foi reintegrado no plantel e não será desaproveitado. Só me entristece a dispensa do Hélder Rosário, na minha opinião dos jogadores com mais potencial que nós tinhamos (não se esqueçam que contava só 23 anos), mas parece que o trabalho está a ser feito com pés e cabeça, portanto têm a minha confiança.

Preocupa-me ainda a duração dos vínculos contratuais (ver a secção "Plantel", na coluna da direita, ao fundo), curtíssimos. A velha "estória" de não deixar heranças para quem vier depois significa que não se deixa nada, nem bom, nem mau, o que é claramente negativo. Era o mesmo que não se fazer a remodelação do estádio, porque com as obras ia-se gastar mais em manutenção.

Eu acredito!

Pretérito Mais Que Perfeito... - Dia 33

Nota: este artigo é escrito sob protesto contra o recurso a jogadores emprestados pelo Benfica

1. Depois, de anteriormente, termos visto as pontuações que resultariam de um campeonato privado a quatro, entre o Belenenses, o Benfica, o F.C.Porto e o Sporting, alarguemos isso agora ao Boavista. Ou seja, considerando os embates para o Campeonato Nacional (só) entre os clubes que foram campeões nacionais, o que teríamos? Vamos ver a evolução ao longo das décadas. No fim da década de 40 (época 49/50), tínhamos: Benfica, 102; Sporting, 96, Belenenses - 86, Porto - 73, Boavista - 11. No fim da década de 50 (fim da época 59/60): Benfica - 185; Sporting - 179; Belenenses - 160; Porto - 152; Boavista - 34. No fim da década de 60 (época 69/70): Benfica – 265; Sporting – 255; Porto – 220; Belenenses – 188; Boavista – 38. No fim da época 79/80: Benfica – 380; Sporting – 334; Porto – 306; Belenenses – 247; Boavista – 93; No fim da época 89/90: Benfica – 476; Porto – 416; Sporting – 404; Belenenses – 285; Boavista – 110; No fim da última época: Benfica – 590, Porto – 567; Sporting – 518; Belenenses – 340; Boavista – 205.

2. Se a isto acrescentarmos os 4 Campeonatos da I Liga que antecederam o Campeonato Nacional, então, chegamos a este total: Benfica – 622; Porto – 594; Sporting – 543; Belenenses – 364; Boavista – 208. Computaram-se sempre 2 pontos por vitória. (Um abraço ao Pedro Domingues, que nos facultou elementos que nos faltavam).

3. No primeiro jogo de futebol que o Belenenses disputou contra o Barcelona, registou uma vitória por 2-1 (em Maio de 1958).

segunda-feira, julho 05, 2004

O futebol foi derrotado

Ontem foi, desportivamente falando, talvez o dia mais triste da minha vida. Perdemos contra uma equipa que joga qualquer coisa com uma bola e duas balizas, mas não é futebol. Com 11 jogadores dentro da área, um ponta-de-lança que aparece a dobrar os centrais (Vryzas), com um avançado a lateral-direito (Charisteas, por várias vezes), onde é sequer impossível tentar o chuveirinho porque pura e simplesmente eles parecem um cão vadio a ver um pedaço de carne, tudo o que seja adversário é para caír em cima, chocar, nem que isso seja falta. Não posso dizer que sejam violentos, mas são de um anti-jogo atroz.

Sinceramente, só me fazem lembrar o Boavista, é tudo o que posso dizer. E isso não abona nada a favor. Tal como em Portugal, tirando os Loureiros e meia dúzia de capangas, mais ninguém suporta sequer ouvir falar no nome dessa espécie de clube de bairro (mas em mais pequeno), também na Europa do futebol ninguém gosta da vitória dos Gregos.

Porque foi a vitória da brutalidade sobre a beleza. Porque foi a vitória do jogo sujo sobre o futebol.

Gostava, por outro lado, de deixar uma palavra de clara desaprovação para com o público português, que mostrou uma vez mais, como é normal, que vai ao estádio para dizer que vai e não para apoiar a equipa. Éramos mais do dobro dos Gregos e, até ao golo Grego, ainda se ouviam umas coisas. A partir do golo, o público foi uma vergonha. Os Gregos jogaram em casa. Obrigado aos 40.000 inúteis que foram ao Estádio para gritar se estivessemos a ganhar. Se calhar era boa ideia reverem as atribuições de bilhetes, pois das 7 pessoas que comigo estavam a ver o jogo, todas as pessoas que conhecíamos que foram ao Estádio ver a final (e eram mais de 15), NENHUMA delas era adepta de futebol, e iam simplesmente porque tinham arranjado um convite, porque a prima da tia era amiga do filho da mãe, etc e tal. Os estádios são para quem gosta de futebol, e os adeptos estão lá para apoiar as equipas. É muito bonito as meninas aparecerem na TV todas pintadas, A Bola fazer capas com uma menina que deve ser "engate" de alguém da redacção e que, para além de não valer rigorosamente nada como mulher ao lado de muitas beldades que passaram pelo Euro, ainda tem direito a falar sobre futebol no jornal. Claro que está no estádio, claro que não canta. Porque no fim ainda é entrevistada e tem de brilhar. PÚBLICO VERGONHOSO!

As boas notícias, ou talvez não, é o regresso do Belenenses aos trabalhos, tema que ao longo do dia terá novos desenvolvimentos.

Pretérito Mais Que Perfeito... - Dia 31

Nota: este artigo é escrito sob protesto contra o recurso a jogadores emprestados pelo Benfica

1. Ana Linheiro, grande nadadora do Belenenses na década de 40, foi recordista nacional absoluta de 100 metros livres, 100 metros costas e 200 metros costas, além de ter detido vários records em outros escalões. Foi campeã nacional e regional de Lisboa em diversas provas. Tem desempenhado, desde então, várias funções de relevo no clube, nomeadamente ao nível directivo, o mesmo já tendo acontecido na Federação Portuguesa de Ginástica. A esta grande senhora, o Belenenses atribui vários galardões, nomeadamente o de Sócia de Mérito, Sócia Honorária e ainda o troféu “Pepe”.

2. No primeiro jogo que disputou contra o actual detentor da Taça UEFA, o Valência, o Belenenses triunfou por2-1. Foi em Abril de 1958, no Estádio do Restelo.

3. José Pinto, atleta do Belenenses nos anos 80 e 90, nas disciplinas de Marcha, de que foi recordista Nacional, esteve presente nos Jogos Olímpicos de 1984 e 1988, nos Campeonatos da Europa de 1982, 1986 e 1990, nos Campeonatos do Mundo de 1983 e 1987 e, ainda, nas Taças do Mundo de Marcha de 1987 e 1989. Foi campeão nacional em 1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1985, 1987, 1989, 1990 e 1991. É Sócio de Mérito do clube.

domingo, julho 04, 2004

Um dia para a história

Hoje é, porventura, o dia mais importante para o desporto português de todos os tempos. Apesar de grandes resultados conseguidos por grandes atletas portugueses, nunca chegámos tão perto do zénite como nesta final do Campeonato da Europa de Futebol, a modalidade com mais repercussão a nível mundial.

Aconteça o que acontecer esta tarde, este Euro 2004 foi já uma vitória, mais do que do futebol português, do povo português, tão necessitado que anda de motivos de orgulho. Elevou-se bem alto o nome e o espírito de Portugal.

Heróis do Mar,
Nobre povo,
Nação valente e imortal.
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal.
Entre as brumas da memória
Ó pátria, sentes a voz,
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória.
Às armas, às armas, sobre a terra e sobre o mar...
Às armas, às armas, pela pátria lutar,
Contra os canhões, marchar, marchar!!!

Digam lá se o nosso hino não diz tudo? Ah, como eu vou cantar o hino a plenos pulmões mais logo! Vai ser uma nação inteira!

Já agora, e com toda a noção do rídiculo da comparação, hoje também é um dia especial para o Blog do Belenenses: atingimos as 20.000 visitas, em 5 meses certos. É um orgulho saber que tantas pessoas levam em consideração a minha opinião, a do Rui Vasco e a do Luís Vieira. Como é óbvio, não posso deixar de enviar um agradecimento especial a todos aqueles que contribuem com textos para enriquecer e pluralizar o Blog, bem como a todos os que comentam, ou somente visitam. O meu muito obrigado. Bem hajam, hoje merecemos a glória!

Pretérito Mais Que Perfeito... - Dia 31

1. Em 25 de Janeiro de 1989, em Atenas, dois jogadores do Belenenses, Sobrinho e Adão, contribuíram para a vitória de Portugal sobre a Grécia. Obviamente, esta referência justifica-se pela final do Campeonato Europeu de hoje, em que todos esperamos o triunfo. Já agora, visto que outra selecção poderia ser o nosso adversário nesta final, lembremos que a primeira vitória da selecção portuguesa contra a Checoslováquia (hoje “desmembrada” em República Checa e Eslováquia), teve lugar em 1930. No onze português, esteve um trio de jogadores belenenses: José Luís, Carlos Rodrigues e Pepe. Este último fez o único golo do jogo, garantindo o nosso triunfo.

2. Vimos já quais os Campeonatos Nacionais e Taças de Portugal ganhos pelo Belenenses em Rugby, no escalão Sénior (embora nos tenhamos esquecidos de registar mais 2 Taças de Portugal, em 1979 e 1985) e, também, em Iniciados. A esses, somam-se os seguintes: Campeonatos de Lisboa, em Seniores, em 1943, 1945, 1952, 1956, 1957 e 1958; Campeonatos Nacionais de Juniores, em 1969, 1970, 1979, 1982 e 1988; Campeonatos Nacionais de Juvenis em 1969, 1971, 1976 e 1987;

3. Também já listámos anteriormente, num outro número desta série de apontamentos, os 11 Campeonatos Nacionais ganhos pela equipa Feminina de Atletismo do Belenenses. A estes, adicionam-se 13 Campeonatos de Lisboa: 1943, 1944, 1946, 1947, de 1949 a 1955, 1957 e 1958.

sábado, julho 03, 2004

Adeus Rui Costa, és grande!

Devo admitir que, ao longo dos anos, Rui Costa sempre foi o meu jogador preferido pela sua maneira de estar e classe dentro de campo. Baía podia ser o guarda-redes milagreiro, Couto o central imperial, Paulo Sousa o trigonometrista do meio-campo, Figo o carregador da equipa ou João Pinto o explosivo do ataque. Mas Rui Costa era o génio.

Sou adepto da Fiorentina desde muito antes de Rui Costa, num passe de mágica que me fez delirar, lá ter ido parar. Não sei porquê, só sei que é a minha equipa preferida em Itália desde muito miudo. Será por serem o Belenenses lá do sítio? 1 Scudetto há muitos anos, meia dúzia de Taças, muito nome, muita história, mas com a Série B no horizonte, intercalado com uns brilharetes na Série A?

Rui Costa é uma pessoa de uma humanidade ímpar, um verdadeiro amigo. É daquelas pessoas com que não se consegue antipatizar. Há uns anos fizeram-lhe um "apanhado" na televisão, que acho sinceramente que devia ser passado de novo, onde ficava bem vincado o carácter do Príncipe de Florença: numa visita à tabacaria dos pais (na Damaia, os principes não vêm da Damaia), gerava-se uma confusão e um homem andava com uma arma aos tiros e acertava numa pessoa. Pensam que o "famosíssimo" Rui Costa se escondeu? Não, ele deu a cara e o corpo ao suposto criminoso, encarou-o e tentou demovê-lo das suas intenções.

Hoje foi sinceramente um dia triste para mim. Já receava que Rui Costa abandonásse a selecção após o Euro. Mas ainda esperava que não. Agora que, finalmente, ao fim de uns 2 anos o seleccionador tinha descoberto que a única forma de Rui Costa continuar genial era entrar na 2ª parte, ele sai. Tenho pena, espero só que saia coberto de glória, no Estádio do seu coração.

Rui Costa é, para mim, mais do que um jogador. É um amigo que eu nunca conheci, é o jogador que eu gostaria de ser. Mais que um Toldo, um Carnasciali, um Couto, um Lula, um Fernando Mendes, um Emerson, um Nii Lamptey, um Ryan Giggs, um Mauro Airez ou um Batistuta. Eram estes os heróis da minha infância. Mas havia um super-herói: chamava-se Rui Costa.

Obrigado por tudo o que desta a Portugal, Rui!


Frases soltas de António Pedro Vasconcelos sobre Rui Costa
- "... há apenas duas espécies de grandes jogadores - e estamos a falar de vedetas, daqueles que ficam para sempre na memória dos adeptos: os temperamentais, que jogtam como se cada jogo fosse um ajuste de contas com a vida, uma vingança das feridas de infância, jogadores para quem cada vitória é uma vitória sobre o infortúnio. São revoltados, arrogantes, conflituosos, indisciplinados - e geniais. Chamam-se Maradona, Stoichkov, Gascoine, Cantona. E depois há os outros: os que jogam com o coração, que agradecem o dom que Deus lhes deu para jogar à bola, que transmitem felicidade ao jogo e tranquilidade à equipa. Esses, que não são menos geniais, chamam-se Pélé, Eusébio, Platini, Roberto Baggio. E Rui Costa."
- "Na Fiorentina, Trapattoni, que compreendeu que ele não é um jogador que precisa de sacrifício, mas alegria, mandou-o jogar 30 metros mais à frente, e ele encontrou, finalmente, o seu lugar: como encontrou o companheiro ideal, Batistuta, com quem tem um "contrato telepático", como disse Ranieri, e que, além do seu melhor amigo, é o seu complemento perfeito, que transforma em golos os seus passes mágicos e dá a melhor conclusão aos seus arranques inesperados."
- ... e que mais se pede a um génio, senão o que pediu Diaghilev a Cocteau: Que nos surpreenda."

Pretérito Mais Que Perfeito... - Dia 30

Nota: este artigo é escrito sob protesto contra o recurso a jogadores emprestados pelo Benfica

1. A primeira vitória de Portugal num jogo do Campeonato Europeu de Futebol, neste caso na Fase de Qualificação, ocorreu em 21 de Junho de 1959, em jogo fora, na ex-República Democrática Alemã (Alemanha Oriental, antes da reunificação alemã). O resultado foi favorável aos portugueses por 2-0. Estiveram presentes 3 jogadores do Belenenses: Matateu, Vicente e Raul Figueiredo. Matateu marcou um dos golos e, com os seus dribles e fintas, pôs milhares de militares russos a entoar o seu nome, em forma de cântico! Quanto a Raul Figueiredo, foi considerado o melhor jogador português em campo. Dele se escreveu então no jornal Record: “Foi indiscutivelmente o jogador mais regular da equipa e o mais confiante da defesa, com uma exibição em bom plano, sobretudo no jogo por alto”.

2. Vimos já anteriormente os campeonatos Nacionais e Taças de Portugal que o Belenenses ganhou em Basquetebol, no escalão sénior, tanto no sector masculino como no sector feminino. A estes, acrescentam-se os seguintes: Campeonatos Nacionais de Juniores em 1982, 1983 e 1984; Campeonatos Nacionais de Juvenis em 1980, 1981 e 1982; Campeonatos Nacionais de Infantis em 1964 e 1965; Campeonatos de Lisboa, no sector Feminino, em 36/37, 37/38, 42/43, 55/56 e 56/57.


3. Igualmente no Andebol, vimos já os Campeonatos Nacionais e Taças de Portugal ganhos pelo Belenenses, tanto no sector masculino como no sector feminino. Também a estes, acrescem os seguintes: Campeonato de Lisboa, no sector Feminino, em 1975; Campeonatos Nacionais de Juniores em 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1971 e 1979 (os dois primeiros, ainda na versão com 11 jogadores); Campeonato Nacional de Juvenis em 1979; Campeonatos de Lisboa em 1940, 1941, 1942, 1946 e 1947 (Andebol de Onze), e 1970 e 1971 (“Sete”); Campeonatos de Lisboa em Juniores, em 1963, 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1970, 1971 e 1987; Campeonatos de Lisboa de Juvenis em 1968 e 1972.

sexta-feira, julho 02, 2004

Força

(Hino oficial do Euro 2004, por Nelly Furtado)

It is the passion flowing right on through your veins
And it's the feeling that you're oh so glad you came
It is the moment you remember you're alive
It is the air you breathe, the element of fire
It is that flower that you took the time to smell
It is the power that you know you got as well
It is the fear inside that you can overcome
This is the orchestra, the rhythm and the drum

Como uma força, como uma força
Como uma força que ninguém pode parar
Como uma força, como uma força
Como uma fome que ninguém pode matar

It is the soundtrack of your ever-flowing life
It is the wind beneath your feet that makes you fly
It is the beautiful game that you choose to play
When you step out into the world to start your day
You show your face and take it in and scream and pray
You're gonna win it for yourself and us today
It is the gold, the green, the yellow and the grey
The red and sweat and tears, the love you go. Hey!

Como uma força, como uma força
Como uma força que ninguém pode parar
Como uma força, como uma força
Como uma fome que ninguém pode matar

Closer to the sky, closer way up high, mais perto do céu, mais perto do céu!


Como uma força, como uma força
força!! força!!
Como uma força que ninguém pode parar
Como uma força, como uma força
força!! força!!
Como uma fome que ninguém pode matar
força!! força!!
Força! Força! Força! Força! Força! Força! Força! Força!
Este amor, este amor, é tão grande e tão forte,
come on!

Será demais pedir a Taça?

(Música de apoio à selecção, utilizada como jingle na publicidade da GALP relacionada com o Euro 2004. Cantada por PacMan, dos Da Weasel)

Está tudo pronto? Dá-lhe gás!

Três, dois, um, vai arrancar
uma espécie de hino em versão popular,
sem coisas de mão no peito e ar pesado.
Em 2004, o campeonato vai mudar o nosso fado
do coitado, do conformado, do comido.
Porque é que o país se queixa do que podia ter sido?
Mas nunca é. E a culpa nunca é nossa
é do árbitro, é do campo, é de quem nos deu uma coça.
Chega! Queremos mais! É um murro na mesa!
Um grito do Ipiranga em versão portuguesa.
Porque até hoje, quase marcámos, quase ganhámos, quase fizemos…
Mas porquê quase? …
Passemos à próxima fase.

Marca mais!
Corre mais!
Menos ais, menos ais, menos ais!
Quero muito mais!

O conceito é muito simples: não desistir.
Mas será que é chato aquilo que acabamos de pedir?
É chato agora, acreditem no que digo:
nós jogamos em casa e contamos com o Figo,
o Rui Costa, o Deco, o Simão e o Pauleta.
Razões para querermos mais que um lugar que não comprometa.
Será demais pedir a taça?
Nada que um adepto com orgulho não faça.
Bonito, bonito, é dar o litro,
e não pôr culpas no gajo do apito.
Vá lá gritar noventa minutos, cento e vinte, o que for,
do princípio ao fim, por favor.
Vamos lá, people, afinem-me essa voz!
No fim, só ganha um… e temos que ser nós.

Marca mais!
Corre mais!
Menos ais, menos ais, menos ais!
Quero muito mais!
Joga mais!
Sua mais!
Menos ais, menos ais, menos ais!
Quero muito mais!

Nem custa tanto assim imaginar a vitória.
No fundo, é só uma soma de momentos de glória.
Era bonito… Um abraço aqui, um abraço ali…
Abraço toda a gente, abraço quem nunca vi.
Vamos lá transformar isto numa grande festa.
Sem pressão, Selecção, és a esperança que nos resta.
Por isso, escuta: não te esqueças que a sorte protege os filhos da luta.
Não levem a mal a exigência
Mas p'a empates e derrotas já não há paciência.
Queremos mais, muito mais, menos ais!
Scolari, já vimos do que cê é capais.
Cê sabe que para ganhar é preciso ter fé.
E a bola no pé.
yo… querem mais?
Então, baza lá, vamos lá outra vez...
Quem não salta agora aqui, não é português.
Sempre com o desejo de cantar na final
"levantai hoje de novo o esplendor de Portugal".
Tudo a postos,
vamos ter fé uma vez na vida
e acabar o europeu de cabeça e de taça erguida.
Se temos saudade, temos vontade, temos saúde, temos atitude...
Se temos tudo, de que é que o português se queixa?
Era esta a vossa deixa.

Belém precisa de alegria

(Artigo da autoria de Eduardo Torres)

Ainda que o ânimo guerreiro da equipa de basquetebol nos tenha trazido alento e satisfação, nós vemos o clube, nos seus sócios e adeptos, a entristecer.

Talvez faça parte de um certo jeito de ser belenenses, especialmente para os menos jovens, um sentimento de saudade, uma ideia entre o trágico e o épico, de uma grandeza passada, de uma glória que se vai perdendo nas brumas... Sou dos que sinto assim; mas nunca me conformei, e espero não me conformar nunca, com viver dos feitos do passado, desistindo de um futuro digno, forte, combativo e alegre. Sim, alegre: já basta de nostalgia, no que ela ultrapassa a justa medida das coisas (que é a de nimbar de um quase misticismo as raízes do clube), já basta de insatisfação, já basta de adiamentos, já basta de fracassos, já basta de desencantos e amarguras que nos vão minando o ânimo, que nos vão tornando quase rabugentos (“marretas), apesar do nosso estoicismo, que nos podem até, por vezes, tornar injustos nas nossas apreciações.

Ser belenense implica que a nossa alma seja sempre maior que as desventuras, as contrariedades, os caprichos da sorte ou do azar, a campionite cega e insensível que odeia e quer esmagar tudo e todos. Nunca amaríamos tanto este clube como o amamos, se ele nos tivesse sempre a encher de vitórias e de conquistas fáceis. Mas... há um limite. Ou, antes, há momentos em que atingimos um limite. Este é um deles. Já sofremos demasiado. Já entristecemos que chegue. São treze anos negros na história do clube: duas descidas de divisão no futebol, o afastamento dos lugares de topo que ainda continuam a ser a exigência da história do nosso clube, a ausência das competições europeias, e, pior ainda, a perda (quase) do direito de ter ambição. Treze anos negros na história do clube: duas gestões financeiras catastróficas (90-91 e 94-96), a desertificação progressiva do estádio (quando não há entradas livres ou oferecidas), o apagamento definitivo do reconhecimento de um lugar de distinção no desporto português. A maioria dos jornalistas, dos jogadores, dos comentadores, até dos árbitros e treinadores, pela sua juventude, não sabe o que é o Belenenses. E cada dia que passa, mais nos afastamos do nosso estatuto. Somos gratos a quem devolveu credibilidade financeira ao clube; a quem acrescentou, reembelezou e melhorou o seu património; a quem possibilitou várias conquistas nas modalidades amadoras. Constituíram esforços notáveis, é justo reconhecer. Mas nem a isso a comunicação social liga, e o que hoje tem peso, força e influência é aquilo que os media ampliam. Esta é realidade.

Precisamos de devolver a alegria ao clube, precisamos de criar no Restelo um ambiente alegre que chame e contagie, sobretudo, os mais jovens, em vez de o enchermos com sofrimentos, protestos e resmunguices (inevitáveis, pelas circunstâncias). Precisamos que o clube esteja vivo, presente e noticiado (por boas razões, claro) todos os dias. Precisamos de recuperar ambição, orgulho, vitalidade, projecção. Precisamos de algo que nos reanime. Precisamos de ousadia (diferente de aventureirismo), de métodos originais, de um golpe de asa. Mesmo um belenense, de vez em quando, necessita de uma alegria. Sim, necessitamos de alegria que se torne contagiante – e de uma alegria real, não ilusória, forçada, distorcida. Está na hora... porque se faz tarde, muito tarde, cada vez mais tarde!

(nota: este artigo é escrito sob protesto contra o recurso a jogadores emprestados pelo Benfica).

Pretérito Mais Que Perfeito... - Dia 29

Nota: O autor deste artigo escreve sob protesto contra a política de recorrer a jogadores emprestados pelo Benfica

1. A primeira vitória da selecção portuguesa de futebol, em jogos fora de casa reconhecidos pela FIFA, foi em 4 de Maio de 1947: 2-0 contra a Irlanda. Estiveram presentes dois jogadores do Belenenses: Feliciano e Mariano Amaro.

2. Deixamos agora a relação completa de vitórias do Belenenses por 5 ou mais golos de diferença, em jogos do Campeonato Nacional de Futebol ou, ainda, da 1ª Liga (note-se que sem nenhum desprimor para os clubes goleados, especialmente para aqueles que nunca tiveram atitudes de arrogância ou prepotência): 7-0 ao Académico do Porto e 5-0 à Académica de Coimbra (fora), em 34/35; 8-0 à Académica, em 35/36; 9-0 ao Leixões e 5-0 ao Vitória de Setúbal, em 36/37; 5-0 à Académica, em 37/38; 8-1 à Académica, 7-1 ao Casa Pia e 7-2 ao Académico do Porto, em 38/39; 6-0 ao Barreirense, 5-0 à Académica, 9-0 ao Leixões e 8-0 ao V.Setúbal, em 39/40; 10-0 ao Boavista e 13-0 ao União de Lisboa em 40/41; 9-0 ao Leça em 41/42; 12-0 ao V. Guimarães, 5-0 ao Sporting, 8-0 ao Olhanense, 5-0 ao Leixões, 5-0 ao União de Lisboa (fora) e 8-0 ao Unidos do Barreiro (fora), em 42/43; 6-1 ao Salgueiros (fora), em 43/44; 15-2 à Académica e 14-1 (casa) e 6-1 (fora) ao Salgueiros, em 44/45; 10-0 à Oliveirense, 6-1 ao Boavista, 6-0 ao Olhanense e 7-0 à Académica em 45/46; 7-0 à Sanjoanense, 7-1 ao Boavista e 8-0 ao Famalicão em 46/47; 7-0 ao Boavista, 7-1 ao V.Setúbal, 7-1 à Académica e 5-0 ao Lusitano de Évora em 47/48; 6-1 ao Covilhã, 5-0 ao Boavista e 7-1 ao Atlético (fora), em 48/49; 7-2 ao Oriental e 7-0 ao Salgueiros em 51/52; 5-0 ao V.Guimarães e 5-0 ao Boavista em 52-53; 6-0 ao Boavista, em 54/55; 5-0 ao Lusitano de Évora, 7-2 ao Braga e 5-0 à Académica (fora), em 55/56; 5-0 ao Caldas e ao Lusitano de Évora em 56/57; 9-3 ao Braga em 57/58; 7-0 ao Braga, 6-0 ao Covilhã, 9-1 (casa) e 5-0 (fora) ao V.Setúbal e, ainda, 6-1 (fora), ao Caldas, em 58/59; 8-0 ao Boavista e 5-0 à Académica (fora), em 59/60; 8-1 ao Salgueiros em 60/61; 6-0 ao V.Guimarães, em 62/63; 7-1 ao Atlético e 5-0 à CUF em 66/67; 6-0 ao Barreirense (fora), em 67/68; 6-0 ao União de Tomar (fora) em 72/73; 6-0 à Académica em 73/74; 7-1 ao Braga, em 79/80; 5-0 ao Portimonense, em 86-87; 7-0 ao Famalicão, em 92-93; 5-0 (tanto em casa como fora), ao Leça, em 95/96; 5-0 ao Desportivo das Aves em 2000/2001.

3. Mesmo sendo uma modalidade em que o clube nunca investiu muito (com pena minha…) nem obteve grandes sucessos, em hóquei em patins, no meio da mais grave crise de sempre do nosso clube, na época de 1982/83, o Belenenses foi campeão nacional de juniores.

quinta-feira, julho 01, 2004

Mais um banner

Mais uma vez decidimos actualizar o aspecto do nosso blog com um novo banner.
Desta vez apresentamos uma fotografia tirada pelo Rui Vasco. É mais uma imagem do jogo Belenenses - Braga no Restelo, encontro que registou a maior enchente da época passada com cerca de 20.000 pessoas.

Renovamos o pedido a todos os bloguistas para fazerem as vossas criticas e apresentarem sugestões para o melhoramento do aspecto do Blog do Belenenses.

Estamos na final!

Eliminámos a Holanda, depois de deixar pelo caminho a Espanha e a Inglaterra. Grécia ou República Checa esperam por nós na final. Só posso dizer:

OBRIGADO SCOLARI! OBRIGADO PORTUGAL!!!


Pretérito Mais Que Perfeito... - Dia 28

Nota: O autor deste artigo escreve sob protesto contra a política de recorrer a jogadores emprestados pelo Benfica

1. Dois jogadores do Belenenses, Vicente e Yaúca, estiveram presentes na 1ª vitória de Portugal sobre o Brasil (então bi-campeão mundial) por 1-0, em 21 de Abril de 1963. Vicente foi o melhor em campo, “secando” o Rei Pelé. Sobre Vicente, escreveu-se em “A Bola”, no dia seguinte: “Sessenta mil pessoas viram, com os seus próprios olhos, como Vicente conseguiu transformar um ‘rei’ num ´plebeu’, converter um ‘fenómeno’ num jogador vulgar, impedir que Pelé fizesse pingar, ao menos uma vez, sobre o relvado do Jamor, um fio de luz do seu decantado (e real) génio futebolístico. (…) foi isso mesmo que aconteceu: Pelé não lhe ganhou uma única jogada. (…) Outros têm procedido de outra forma e foram esmagados. Ele procedeu assim e esmagou Pelé”. O outro jogador belenenses (Yaúca) fez o passe para o marcador do golo (José Augusto).

2. O Belenenses foi a primeira equipa portuguesa de andebol feminino a participar numa Taça Europeia. Foi em 76/77, na Taça dos Vencedores de Taça.

3. No seu primeiro jogo internacional, em 1921, a equipa de futebol do Belenenses ganhou ao Sevilha por 2-0.