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domingo, fevereiro 17, 2008

Luciano...peço desculpa!


Amigo, quero apenas, em primeiro lugar, pedir-te desculpa por só hoje (sábado - dia 16) ter lido o artigo que escreveste. A minha vida profissional, uma vez mais, e também o meu alheamento voluntário deste "monstro" em que se tornou a blogosfera, não me o permitiu.

Em segundo lugar, quero dizer que compreendo (mas compreendo mesmo) o teu artigo. Aliás, penso que devo ter sido dos poucos que o percebeu. É exactamente isso que eu sinto e reconheço-te toda a legitimidade (que não presunção) para o dizeres. Tenho muita pena de não ter conseguido dizer "in loco" apenas isto: concordo! E quanto à acusação de que contribuiste, ainda mais, para instigar o levantamento popular respondo que o problema é precisamente esse, é pensar-se que apelar ao bom-senso e à união é estar-se a promover a guerrilha...é pensar-se que alguém só presta um bom serviço quando concorda connosco...

Termino isto apenas agradecendo o teu regresso, ainda que momentâneo, a este universo...

Grande abraço!

quinta-feira, julho 26, 2007

Mantenhamos os Símbolos



Nesta altura fala-se, quase todos os dias, em hipotéticas vendas de jogadores. E os nossos são sempre muito apetecíveis. Os jornais já “venderam” o Ruben, o Alvim, o Rolando, o Dady, o Zé Pedro, o Silas…enfim…a totalidade do plantel titular da época passada (dos suplentes nem se lembram eles, claro). Mas não são as habituais sem-vergonhices de alguma imprensa que agora me importa. Interessa-me somente mandar uma mensagem à Direcção, SAD, equipa técnica, neste momento tão… delicado da época. Estamos no seu começo mas já há muita coisa em jogo.


Nesta altura podem fazer-se negócios que conseguem cobrir a totalidade, ou parte, do orçamento do futebol. Negócios que, embora sejam aparentemente rentáveis (e no imediato o possam ser) vêm a revelar-se um desastre a médio ou longo prazo. É necessário agir com prudência e, acima de tudo, bom-senso. A mim nesta hora o que me preocupa não são tanto os números nem a consequência dos mesmos no fim da época. Essa é outra questão – de máxima importância – mas que não pretendo tratar agora.


A mim o que me importa é a possibilidade de ver sair (mais uns) símbolos do nosso clube! Ontem, na capa do jornal “Record”, o título é “Já é leão”. Não foi isso que me chamou a atenção, quando passei pela banca de jornais por onde passo todos os dias, mas sim o facto do Silas lá aparecer! Por momentos pensei que fosse ele, que o tínhamos vendido! E, como se costuma dizer… caiu-me tudo! Por instantes nem queria acreditar que tínhamos vendido o nosso capitão (goste-se ou não dele e ele às vezes irrita-me e faz-me desesperar). O Silas no Sporting? Ainda por cima no Sporting?!?

Quase fiquei deprimido… mas felizmente a notícia era para “um tal de” Pedro Silva, que ninguém sabe quem é. Acho a fotografia muito infeliz, com o Silas com o mesmo destaque desta nova “vedeta”, mas isso pouco importa. O que eu quero dizer é que, por favor, não me façam ter estes calafrios novamente. Os nossos símbolos não são para vender! Fazem-nos muita falta. E no actual plantel temos poucos, até porque estão no clube não há muito tempo.

Temos o Silas, o Zé Pedro, o Ruben e talvez o Rolando. Mas temos que os deixar crescer como símbolos! Eles ainda estão a amadurecer. E são símbolos de muita qualidade. Fico muito, mas muito, contente pelo facto de o Zé Pedro ficar. Foi para compensar aquilo que senti quando deixamos ir embora o Marco Aurélio… ou o Wilson! É claro que para os mantermos é preciso que eles também queiram mas eu acredito que se um jogador for tratado como um verdadeiro símbolo só mesmo uma “oferta das Arábias” o fará querer mudar-se. E muitas vezes nem isso.

O Belenenses sempre teve muitos símbolos, jogadores amados pelos adeptos, idolatrados, verdadeiras referências para os mais jovens. Hoje em dia estamos um bocado deficitários neste campo. Por isso, as hipóteses que houver de vender qualquer um dos actuais “potenciais” símbolos do nosso clube deve ser muito, mas muito, bem pensada. Deve o clube pesar, principalmente, se uma eventual compensação financeira pela venda, imediata, não terá repercussões nas gerações seguintes, nos adeptos, na imagem do clube.

Quero que os “Zé Pedros” e os “Silas” fiquem! E quero também que se “construam” mais Zé Pedros e mais Silas

sexta-feira, março 02, 2007

Escrever Direito - Sem Vergonhices...





Há uns tempitos que não escrevia nada mas hoje algo me deu imensa vontade. Bastou ler os resumos do jogo de ontem nalguns jornais desportivos. Em especial a crónica de “O Jogo”…é inacreditável como há coragem para se escrever determinadas coisas como se da mais pura verdade se tratasse. Então não é que o moço de recados destacado para dar a conhecer aos que não estiveram presentes em Braganca, as incidências do jogo (é isso que faz um jornalista, não é?), um tal de Adriano Calh…desculpem…Palhau, termina a sua crónica dizendo que “A equipa lisboeta reentrou mais forte e o Bragança já não tinha a mesma coesão e capacidade de resposta. Não se estranharam, pois, os golos que permitiram a cambalhota no marcador, mas só uma má decisão da equipa de arbitragem fez com que o jogo acabasse mais cedo.”…Oi? “só uma má decisão da equipa de arbitragem fez com que o jogo acabasse mais cedo.”??? Então mas depois, quando faz a análise ao árbitro diz que “Paulo Costa não conseguiu passar ao lado da história do jogo. Aos 69' perdoou um penálti ao Bragança, quando Ximena derrubou Eliseu na área, depois do avançado ter desviado a bola do guarda-redes. Já no final dos descontos, invalidou um golo legal a Josivan, que daria direito a prolongamento.”…Hein? É preciso ter lata, de facto…Então se perdoaram um penalti ao Braganca aos 69 minutos e se no fim do jogo, apenas no fim do jogo, terão anulado um golo ao Braganca, pode-se dizer que “só uma má decisão da arbitragem fez com que o jogo acabasse mais cedo”? Vamos lá pensar, amigo… se o tal penalti de que fala tivesse sido efectivamente marcado, o resultado passaria para 3-1, logo, aí é que o jogo teria, ou podia ter, terminado. E se o Braganca eventualmente fizesse mais um golo, no tal lance alegadamente legal, então ficaria 3-2. De qualquer das formas o jogo só acaba quando o árbitro apita, certo? Vamos lá rever esses conceitos, para ver se depois não escrevemos coisas sem nexo e só para ver se chamamos a atenção com os habituais truques do “coitadinhos que eles são de uma região portuguesa pouco populosa e não mereciam ser prejudicados”…

Mas se continuarmos a ler o diário em causa, deparamo-nos com um justíssimo (!!!) resumo do jogo de Braganca, feito por Fernando Rola, um dos comentadores residentes (afinal o mal vem de cima ou dos lados, como quiserem), no qual é dito que foi um jogo “(…) onde Paulo Costa negou o golo do empate ao Bragança a segundos do fim, inviabilizando o prolongamento.”. Foi, portanto, diz o senhor, “a lei do mais forte”. Que bonito…que bela forma de resumir os 90 minutos de Braganca, sr. Rola…Ora então, o Belenenses, esse clube sem paralelo mundial no que respeita à arte do gamanço, veio retirar ao Bragança as pouquinhas possibilidadezinhas de seguir em frente na Taçinha, essa que é a competição por excelência dos injustiçadinhos, dos fraquinhos e dos oprimidinhos...

Tenho pena, muita pena mesmo, de não ter lido a crónica do comentador em causa, naquelas situações em que fomos violentamente esbulhados em nossa casa, contra equipas mais fortes, entre golos mal anulados, penaltis não assinalados (já chegaram a ser 3 no mesmo jogo), expulsões premeditadas e outras derivações. É que nesses casos nunca somos vítimas. Nunca somos vítimas de um sistema que, só quando interessa, está feito para proteger o mais forte. Começo a concluir que para isso seria necessário estarmos fora da I Liga ou fazer parte de uma cidade com menos de 5.000 habitantes. É que estamos naquela linha ténue em que para a comunicação social não somos carne nem peixe, em que não somos suficientemente coitadinhos (e ainda bem, por um lado) para se levantarem vozes em nossa defesa quando defrontamos equipas do nosso campeonato (em especial aquelas que sabemos) e em que somos grandes o bastante para se resumir o jogo de ontem como “foi a lei do mais forte”…

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Escrever Direito - 26/01/2007





Há uns tempos fiz aqui referência aos inenarráveis inquéritos que os vários jornais desportivos contêm, dia após dia e que, invariavelmente, são feitos em benefício de uma qualquer questão envolvendo as 3 colectividades do costume e que em nada contribuem para a melhoria do futebol, a sua credibilização e a melhor compreensão dos problemas que o afectam.

Ontem, dia 25, ao ler o Record On Line, deparei-me com uma pergunta inocentemente colocada do lado direito do meu écran e que me fez pasmar. Não pasmei de espanto – tal é já a minha conformação com estes atropelos à justiça desportiva - mas de tristeza. É triste, de facto. Triste que um dos jornais desportivos de maior audiência em Portugal (o 2º creio) não tenha qualquer tipo de vergonha na cara para manter no seu site, mais do que 5 minutos, este inquérito. Reza assim o dito:

Miccoli fez bem ao anunciar a sua disposição de deixar o Benfica se o clube não estiver satisfeito?
 Sim
 Não

É que…o problema não passa apenas pela inconsequência e inutilidade da pergunta mas, igualmente, pela absoluta falta de sentido da mesma. Então pretende-se saber se o Miccoli fez bem em anunciar que deixaria o clube se este último não estiver satisfeito? Mas qual é a pergunta que se pretende ver respondida mesmo? E qual é a dúvida? A sério… tive muita dificuldade em entender o que queria, e quer, o ROL saber afinal. Só falta criarem uma rubrica do género do consultório sentimental da revista Maria, em que os jogadores do Benfica podem colocar as suas dúvidas existenciais e receber, em troca, conselhos grátis e apoio psicológico por parte dos adeptos. Quem sabe se não chegaremos a ver o Simão a colocar aos adeptos uma pergunta do género: “Será que os adeptos gostavam que eu fosse mais alto?”

Não seria muito mais interessante inquirirem os leitores sobre as perspectivas que têm para o jogo de sábado ou sobre se os jogadores do Benfica fazem ou não bem em entrar todos borrados no Restelo?

Bom… isto tudo para pedir aos adeptos e jogadores do Belenenses que no sábado dêem nas bancadas e no campo uma resposta a todas as injustiças que diariamente por aí pululam e, em especial aos jogadores, nos encham de orgulho… e VENÇAM POR NÓS!!!

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Escrever Direito: 29-12-2006





Vou falar-vos de um assunto que me perturba. Aliás, sempre me perturbou mas nunca me apeteceu falar dele. Hoje apetece, até porque, a cada dia que passa, a minha revolta contra a manipulação que é feita nos jornais no que respeita às notícias dos 3 palhaços do costume é maior… Refiro-me aos inquéritos que diariamente são colocados a votação nos vários pasquins, como se de questões nacionais se tratassem, seja nos jornais em formato papel, seja nos jornais on-line.

É verdadeiramente abusiva e irresponsável a forma como determinados jornais se consideram no direito de colocar à nossa consideração, para eles de leitores de clubes “menores”, assuntos que não nos dizem respeito e que não nos interessam minimamente, sem cuidar se haverão outros, igualmente importantes, que devessem ser discutidos. Invariavelmente, como não podia deixar de ser, as questões que com maior frequência nos deparamos e assumem contornos de “drama-nacional-a-precisar-urgentemente-de-resposta” estão relacionadas com milhafrices. Pois, está claro… Ultimamente, então, tem sido escandalosa a mediocridade e inutilidade dos inquéritos em causa e, principalmente e mais grave, a sua intenção obsessivamente tendenciosa. Por outras palavras, a sua intenção manipuladora e manifestamente favorecedora dos 3 idiotas do costume.

Vejamos alguns exemplos

1. Inquérito disponível no site MAIS FUTEBOL:
José Veiga deve voltar ao Benfica?
 Já
 Não
 Só depois de todos os casos resolvidos
(para além da falta de interesse da pergunta para o comum dos mortais, repare-se na anormalidade que é perguntar-se se alguém que está indiciado por crimes fiscais deve ou não voltar a exercer funções de exposição pública!)

2. Inquérito disponível no JORNAL RECORD:
O paraguaio Oscar Cardozo é o tipo de ponta-de-lança que o Benfica precisa?
 Sim
 Não
(Será que é? Será que não é? Será que o nome indicia alguma coisa? Será bom? Será mau? Deviamos conhecer o Oscar? Ó meu Deus…ajudai-nos a todos a resolver este dilema…)

3. Inquérito disponível no JORNAL RECORD:
Qual foi o melhor jogador da Liga em 2006?
 Moutinho
 Quaresma
 Simão
 Outros
(Gosto do “Outros”…é assim tipo…reconfortante…e depois é giro porque dá para pensar em imensas coisas ao mesmo tempo…Para quê nomear jogadores de outros clubes quando podemos colocá-los a TODOS numa categoria residual!!!Acaba por ser, de certa forma, mais democrático…)

4. Inquérito disponível no JORNAL RECORD:
Em qual dos três grandes gostaria de ver Scolari quando este deixar a Selecção Nacional?
 FC Porto
 Sporting
 Benfica
(Que pena…neste nem se lembraram de colocar a opção “Outros”…logo agora que já nos estávamos a habituar a esse conceito, não era?)

5. Inquérito disponível no JORNAL RECORD:
O Benfica deveria deixar sair o defesa brasileiro Anderson, que está insatisfeito por não jogar?
 Sim
 Não
(Esqueçam o drama de que vos falei acima…o do ponta de lança para o Benfica…este é muito maior e mais urgente…trata-se de um jogador que está insatisfeito…é preciso fazer algo…e rápido!!!Respondamos todos ao inquérito!!!Já!!!)

6. Inquérito disponível do JORNAL O JOGO:
O médio Diego, do Penafiel, é um bom reforço para o FC Porto?
 Sim
 Não
 Não sei quem é
(esta pergunta é tão estupida que o próprio jornal o reconhece ao colocar a hipótese “Não sei quem é”…É que ninguém sabe mesmo quem seja o Diego do Penafiel! Pode ser cunhado do Oscar Cardozo e aí está explicado o nosso desconhecimento. Mas e se for cunhado do Deco, já temos desculpa para não saber quem é? Enfim…sai mais uma pergunta idiota!!!)

O Sporting faz regressar Bruno Pereirinha (ainda com idade de júnior) para reforçar o plantel que enfrentará a segunda metade da época. É uma boa aposta?
 Sim
 Não
(que pena não haver outra vez a opção “Não sei quem é”…neste eu gostava de participar…)

Qual o sector da equipa do Benfica que mais precisa de ser reforçado?
 Defesa
 Meio-campo
 Ataque
(Enfim...que fazer? Estes, como colocam sempre 3 perguntas sobre as 3 colectividades de jumentos, tinham que perguntar qualquer coisa sobre os milhafres. E pronto…saiu isto!!!)

Bom… era isto que me vos queria transmitir, era esta minha revolta, que, enquanto se mantiver e enquanto eu continuar a ver estas anormalidades e desigualdades de tratamento, continuarei a dar conta e a não calar!

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Escrever Direito - 06/12/06





Tenho-me mantido afastado desta discussão por várias razões…

Em primeiro lugar, porque não tenho paciência para participar em discussões onde tudo aquilo que os opositores desta Direcção (já vou dizer se é boa ou má) pretendem é sangue e onde tudo o que conseguem dizer é “Vão-se embora!”, “Demitam-se todos porque tem que ser!” ou “CF não vales nada” (para não dizer pior). Em segundo lugar porque, para mim, a situação é tão periclitante que, um movimento em falso, um passo errado, uma opinião mal fundamentada… e isto parte-se tudo. E em terceiro lugar, porque eu próprio, embora saiba desde o início aquilo que não deve acontecer , confesso que não sabia, até hoje, o que deve acontecer

Vejamos…

Primeiro que tudo, importa que percebamos que não estamos neste momento a discutir apenas uma equipa de futebol, nem a filosofar sobre os seus sucessos ou insucessos circunstanciais. O problema é muito mais profundo e, por essa razão, não se pode tratar como se de uma equipa de futebol se tratasse. Aí mandar-se-ia imediatamente embora o treinador, aqui as cautelas têm que ser outras. Bem diferentes! É que a factura que se paga por despedir um treinador à 12ª jornada não é a mesma que haveria que suportar no caso de ficarmos sem Presidente, sem Direcção, sem estes mesmos que agora criticamos. Já basta a gestão de mercearia a que temos assistido nos últimos…15 anos…Pelo menos nesta hora há-que ter algum bom-senso. Nem que seja da nossa parte…

O nosso clube está doente, disso ninguém duvida. E de quem é a culpa? Quem é que deve ser chamado à responsabilidade pela notória falta de ambição da nossa equipa de futebol (pilar deste clube!!!), pela diminuição progressiva do número de sócios, pelo inexistencia de brio de alguns profissionais, pelo desconhecimento do nosso passado (porque, em futebol, tudo o que tenha acontecido há mais de 15 anos é efectivamente passado), pela inexistencia de estruturas profissionais e profissionalizantes, por mais parecermos, por vezes, uma associação de acolhimento de profissionais (???) em fim de carreira? Minha não é certamente. Nem sequer contribui com o meu voto para colocar os que hoje lá estão. E não o fiz simplesmente porque as opções me pareceram tão insípidas que…nem me dignei a perder tempo com eleições. Ora, todos nós sabemos que a culpa tem, no nosso clube, uma cara. Aliás, várias. O actual presidente não tem que arcar, sozinho, com as desresponsabilidades e a falta de ambição dos seus antecessores. Antes dele houve outros delapidadores da nossa história e estão bem identificados, felizmente. E a explicação para a situação de ruptura financeira a que chegámos atinge-se facilmente, sem ser necessário perceber a diferença entre um custo e um proveito, ou entre uma despesa e uma receita.

Agora… a actual situação do clube e todo o legado que a tem suportado podem e devem ser julgadas a seu devido tempo. Não me venham dizer que a não aprovação do orçamento (irrealista) apresentado na última AG originou a formação de grupos suficientemente credíveis para lhes confiarmos, cegamente, o destino do clube à 12ª jornada! Isto aconteceu há 1 semana… alguém estava à espera? Acham mesmo que, de um dia para o outro, foi feito um programa eleitoral sensato, realista, foram garantidos apoios financeiros, foram pré-acordados patrocínios? Onde é que estão essas pessoas? São a meia-dúzia que votou contra o orçamento? São os que foram lá apenas para gritar impropérios contra tudo e contra todos? Ou os anónimos que vêm aos blogs dizer alarvidades? São estes o futuro do Belenenses? Mas que raio de consciencia é esta? Eu próprio acho que mais 4 meses desta (não) política são 4 meses perdidos…Mas com eleições antecipadas não seriam 4…seriam 6 ou 7 ou mais! E seria também o próprio campeonato. Que divertido seria uma Direcção nova na II Liga, não era? Temos que reagir consoante o momento que se nos depara, creio eu. Reparem… eu não sou dos que tem medo dos aventureiros (não confundir com irresponsáveis e incompetentes) mas o meu bom-senso diz-me, como atrás referi, que mais vale não mexer agora no que está quebrado. Pode partir. Há anos que digo que se precisa de sangue novo, de mentalidades adequadas aos tempos de hoje, de um impulso, de um estrondo, de uma quebra com a apatia do passado. Se dependesse de mim, o meu clube seria gerido profissionalmente, teria regras e objectivos bem definidos para todo e cada um dos profissionais. Mas isto não pode ser tratado, insisto, como se trata a equipa de futebol. Não é como na época passada, em que, tendo-se cometido o erro crasso (que eu sempre antecipei) de ir buscar o Couceiro, não se emendou quando ainda havia tempo. Nem que fosse a 3 jornadas do fim ou mesmo na última deviamos tê-lo feito! Aqui não. Livrarmo-nos de uma Direcção implica que nos debruçemos sobre interesses bem superiores a uma derrota pontual (ainda que na época passada nos tenha custado a descida de divisão, é certo).

Todos os dias vejo comentários do tipo “estou farto disto e daquilo”, “faça-se isto e aquilo”, “mande-se este embora e aquele”…mas e alternativas? Alguém consegue dar um nome ou garantias de que, pegando alguém no clube neste momento, a situação iria não piorar? Eu também estou farto! Farto desse comentários inconsequentes, das ideias que não saem do papel, das críticas que são feitas por fazer, da falta de coragem em assumir que queremos ser diferentes! Tal como estou farto deste pesadelo! Só que não consigo vislumbrar uma realidade alternativa, digamos…paralela. Mudar agora não nos livra de uma época mediocre. E depois… tenho ouvido alguns nomes e sabido de pessoas que já pensaram em candidatar-se e, sinceramente, quando penso nisso, só me apetece fugir deste país para não sofrer mais e esquecer que um dia fui deste clube.

Faltam 4 meses para as eleições. Esta Direcção ou outra qualquer, estas pessoas ou outras quaisquer, têm muito tempo, a partir de agora, para se prepararem com cabeça, tronco e membros. Quanto aos outros, apresentem-me um projecto ao qual eu não aponte erros primários, que recupere o sentimento que temos todos cá dentro. Sem sensacionalismos e argumentos bacocos, por favor. Aos que lá estão, façam a limpeza que é necessária, preparando a remodelação das várias estruturas profissionais e amadoras do clube. Preparem a contratação de profissionais, de formadores de profissionais. Façam estudos credíveis e consentâneos com a realidade do clube, já a preparar o orçamento para o próximo ano. E, no imediato, apresente-se aos sócios um novo orçamento, ainda para este ano, tendo-se a humildade de reconhecer que o clube está de rastos e que não é com políticas de sobrevalorização dos recursos financeiros, nem com políticas de agressão aos (poucos) sócios sobreviventes, que evitamos o hipotecar do nosso futuro. Provem-nos que merecem continuar e que perceberam exactamente onde e como erraram. Em especial, prove-nos Sr. Presidente (que eu não conheço) que afinal é mesmo boa pessoa e que afinal quer mesmo dar a volta a isto tudo. São vocês que têm que continuar com este barco até ao fim e só vos damos mais esta oportunidade. É pegar ou largar

Quanto a todos nós, deixemos de ser irresponsáveis. Todos estamos a sofrer, a cada dia que passa, em silêncio. Mas a seu tempo seremos chamados a decidir. Não agora, que estamos a chegar ao fim do caminho e, haja esperança, um novo se nos deparará já em 2007

segunda-feira, novembro 27, 2006

Escolhas erradas!

T.Carvalho

Parece que tudo de mau nos acontece há anos a esta parte…

O Belenenses, que actualmente e para grande tristeza minha de grande só tem o estádio, está condenado à mediocridade de um Gigante em declínio obvio, provocado pela incompetência das sucessivas escolhas quer, para a constituição dos planteis quer fundamentalmente, para as Direcções do Clube. Contudo, desta ultima, falaremos mais tarde noutro post.

Relativamente ás escolhas para este ano, como é obvio, ninguém esperaria um Belenenses a lutar pelos lugares cimeiros, apesar desse “sonho” inconscientemente estar sempre presente nas nossas mentes. Mas há coisas que apesar de tudo custam a assimilar, de uma equipa que não é assim tão pior que muitas outras deste campeonato, que mais bem classificadas na tabela, não são de certo superiores à do Belenenses, como é possível abdicarmos de ganhar os jogos??? Onde está a nossa ambição??? Porque não temos várias situações de golo??? Porque não concretizamos???

Temos um plantel desequilibrado, pois temos, mas quantos são os planteis de futebol deste Portugal que são equilibrados? 3 ou 4 não mais e nem sequer estou a falar da qualidade dos jogadores dos mesmos.

Mas há erros que se pagam carosperder pontos com clubes que têm o mesmo objectivo que nós (tanto me custa dizer isto), não pode acontecer, principalmente como acontece quase sempre com o nosso Belenenses. Desta vez, e falo apenas dos dois últimos encontros, Amadora e Porto, fomos nós que não soubemos inverter a situação.

Que fique claro antes de escrever o que vou escrever. O Jesus é o treinador indicado nesta fase para o Belenenses, não tenho dúvida disso, mas falha como todo o ser humano, só que falhar uma vez é normal, duas vezes com o mesmo erro é aceitável, mais do que isso começa a ser burrice. Eu explico:

Na Amadora, depois de até estarmos a fazer uns jogos com qualidade aceitável, pelo menos para aquilo a que no ano passado estávamos habituados a ver, muito embora as limitações que temos ao nível da capacidade dos nossos jogadores, o treinador inventou duas substituições, retirando os jogadores mais esclarecidos nas posições de ponta de lança e extremo esquerdo para colocar duas soluções sem provas dadas. Para quê mexer na equipa???? Não era caso de lesão nem de falta de rendimento???? ERRO 1º.

No Restelo com o Porto, a mesma coisa ERRO 2º. Teimosia, ou talvez lapso de leitura de jogo resultaram em 2 derrotas merecidas, mesmo com casos que só não são punidos pelos árbitros porque são contra o Belenenses.

O que será que irá acontecer a seguir no próximo jogo??? … a ver vamos.

E a Direcção, ou melhor, e o responsável pelo departamento de futebol??? Onde anda ele que não “estrebucha”???, não marca posição de indignação, junto destas situações, não “puxa as orelhas” a quem de direito.

Já o disse e repito, quem joga para não perder acaba sempre ou quase, por ser presenteado com uma REDONDA derrota.

O Belenenses tem obrigação, pelo menos em casa e fora com os clubes do “seu campeonato” de jogar para ganhar, é a marcar golos que se ganham jogos.
Falta-nos elementos, bem sabemos, mas falta-nos principalmente liderança, personalidade, profissionalismo, dedicação e vontade.

Se acreditarmos seremos capazes.

FORÇA BELENENSES

sexta-feira, novembro 17, 2006

Escrever Direito - Votação Record





Termina hoje a votação para a eleição do maior desportista de todos os tempos, da autoria do jornal Record. Apesar de esta ser uma iniciativa com alguma piada e estimulante para as nossas mentes, não posso deixar de comentar os criterios que estiveram na origen da elaboração da lista que o dito jornal levou a votação.

Daquilo que percebi, a eleição servirá para premiar (isto num sentido obviamente literal porque muitos dos contemplados já nem são vivos) o melhor ou maior desportista português de sempre. Não estamos, pois, a falar de eleger o melhor futebolista português de todos os tempos, penso eu. Então, se não estamos, é legítimo perguntar quais foram os criterios utilizados para a selecção feita.

Um desportista é, na minha opinião, alguém que se destacou dos demais desportistas por uma qualquer razão específica. Será, igualmente, alguém que contribuiu significativamente para o desenvolvimento e para o prestígio e divulgação de uma determinada modalidade. Assim como, por fim, alguém que elevou o nome do país, o fez ficar mais conhecido e deu uma ajuda a que este ganhasse maior credibilidade, prestígio e respeito.

Ora, partindo desta definição, pergunto… o que estão lá, por exemplo, a fazer o António Sousa? E António Oliveira? Que têm eles a mais, por exemplo, que os jogadores do Porto que foram campeões da Europa com o Mourinho, como o Maniche, o Costinha ou o Ricardo Carvalho? É por terem sido treinadores? Mas um treinador é um desportista? E depois… está lá o João Pinto que foi o capitão da equipa do FCP que foi campeã europeia em 87, não está? Então porque não está igualmente o capitão da equipa do FCP que foi campeã europeia em 2004? Porque não está Jorge Costa?

Não percebo…

E o Ricardo do SCP? Porquê o Ricardo? Que tem ele a mais do que teve o guarda-redes da brilhante Selecção Nacional do Campeonato do Mundo de 1966, que, por acaso, até era do Belenenses, o grande José Pereira, o pássaro azul?

Igualmente não percebo

Depois… JVP… com possibilidade de ser eleito o melhor desportista portugués de todos os tempos (era só Vale e Azevedo não ter corrido com ele no SLB e hoje todos os benfiquistas votavam no “menino de oiro”)… Logo ele que deu um soco num árbitro, num jogo de qualificação, em pleno Campeonato do Mundo de Futebol??? Mas que raio de exemplo de desportista é este para os nossos jovens? Que fez ele de relevante? É por causa da Marisa Cruz…? Vale isso assim tanto?

Continuo sem perceber

Por fim… o cúmulo dos cúmulos: Nuno Gomes e Simão????? Isto é para gozar com os restantes 4 milhões de portugueses que não são do SLB, certo? É que só assim se comprende, de facto… O único jogador do SLB que não lá está e que, na minha modesta opinião, deveria, é o Veloso. Mas pronto... vá-se lá comprender isto também…

Por fim… uma nota para mais 2 jogadores azuis que foram propositadamente esquecidos. Primeiro Pepe e, depois, Vicente. Quanto ao primeiro, deixem-me que lhes diga, que é o próprio site da Federação Portuguesa de Futebol que, fazendo um breve historial do futebol portugués, afirma que “Foi também no final da década de 20, que o futebol começou a produzir os seus mitos. A vida curta e a morte estranha de Pepe fizeram dele um ícone”. Isto não basta? Se fosse do SLB já o tinham imortalizado na vossa lista e colocado a votação, não é? Quanto ao Vicente…palavras para quê… É “o jogador que secou Pelé”, sabem disso, não sabem? No Mundial de 1966, não foi? E também sabem que não foi esse o único jogo que esse grande jogador fez, pois não? Por último… sabem como é que nós, Belenenses, somos, enormes revivalistas e “velhos do Restelo”… mas… não se conseguiria atribuir um bocadinho de mérito que fosse a algum dos jogadores que foram campeões em 1945/1946? Sei lá…assim de repente… ao Quaresma, ao Feliciano, ao Amaro ou ao Capela? (que eu, por ter apenas 29 anos, somente conheço de nome…)

E agora para terminar… mesmo… sejam honestos e não tentem falsear os resultados finais da votação. Se ganhar Matateu foi porque quem votou assim o quis. Se ganhar Eusébio, Carlos Lopes ou Livramento é igualmente justo. Mas não falseiem os resultados. Senão mais valia terem ficado quietos. Eu sei que estão com medo que o vosso “rei” não ganhe e da forma como depois explicam isto ao Veiga e ao Vieira, mas os benfiquistas são, segundo vocês admitem, uns 6 milhões, por isso podem perfeitamente, se assim o entenderem, tirar de lá o nosso Matateu

Se não tiram é porque… se calhar até votam nele! Engraçado ver as coisas nesta perspectiva, não é?

sexta-feira, novembro 10, 2006

Escrever Direito: 10/11/2006





Nestes últimos dias discutiu-se no Plenário da Assembleia da República a proposta de Orçamento de Estado (OE) apresentada pelo Governo para o ano de 2007. O OE é o mais importante instrumento de execução da política daquele órgão governativo, porque reflecte as suas opções sociais, económicas e políticas para determinado período de tempo. A sua importância vai, no entanto, muito para além do ano civil a que se refere, porquanto no mesmo são consagradas políticas cuja execução pode, e deve, ser protelada ao longo de vários anos. É através do OE que o órgão executivo coloca em prática as suas ideias e princípios básicos de orientação e a forma como pretende direccionar os diversos recursos à sua disposição. É igualmente através do OE que o Governo define as suas prioridades sociais e económicas e as áreas de intervenção preferenciais, sendo, nesta medida, através daquele que distribui a riqueza e gere as despesas. O OE é, no fundo, o instrumento, por excelência, de saneamento das finanças públicas.

O mesmo se passa com o Orçamento que irá ser apresentado pela Direcção do Clube de Futebol Os Belenenses, na Assembleia Geral Ordinária a realizar ainda este mês. Nela irão ser igualmente apresentadas as políticas que a Direcção pretende implementar no próximo ano, designadamente, as suas áreas de actuação preferencial e a canalização de maiores ou menores recursos financeiros para as mesmas, a forma de obtenção de receitas, a forma de distribuição e controlo de despesas, enfim, a gestão dos vários recursos disponíveis. De igual modo, o Orçamento irá reflectir a gestão das contas do Bingo e a utilização dos seus lucros nas àreas em que a mesma é legalmente permitida, a gestão de contratos de sponsorização ou de outro tipo como o da Sportv ou, ainda, as relações financeiras entre o Clube e a SAD.

Aproxima-se, em suma, um momento decisivo da vida do nosso clube, à semelhança do que sucedeu com o OE acima referido e que acabou de ser aprovado pela AR.

Há, no entanto, uma enorme diferença entre ambas as situações.

É que, enquanto que o Governo sabia de antemão que o OE por si elaborado (e as políticas no mesmo incluídas) iriam ser – como foram - aprovadas pelo Grupo Parlamentar do Partido que o apoiou e elegeu e pela maioria absoluta que o sustenta, no caso do Orçamento que irá ser apresentado na próxima Assembleia Geral, são os sócios – apoiantes ou não desta Direcção – que terão o DIREITO e o DEVER de se pronunciarem sobre as propostas que irão a escrutínio. Esta Direcção não tem maioria absoluta para decidir. Esta Direcção não define o futuro do nosso clube, limita-se a apresentar propostas. Cabe-nos a nós, verdadeiro poder legislativo, aprovar ou não as opções definidas pelo órgão executivo. Acresce que os estatutos do Clube, no seu artigo 74.º, exigem, para que o Orçamento seja aprovado, maioria absoluta. Assim, torna-se, ainda mais, determinante a presença de todos na próxima Assembleia Geral. É muito diferente se essa maioria absoluta for conseguida pelo número mínimo de sócios votantes, do que se for obtida por um esmagador número de votantes. Assim como é diferente se forem poucos ou muitos a não aprovar, novamente o Orçamento.

Na última AG estiveram cerca de 150 pessoas. É pouco, muito pouco. Se queremos invocar determinados estatutos, de 4.º grande e coisas desse género, temos que ser igualmente grandes nestes momentos, complicados da vida do clube. É necessário participar, temos nós agora a palavra. Se não gostarmos, votemos contra, se gostarmos, digamos que sim! Façamos é qualquer coisa! Compareçamos em número que se veja!

Até porque, quanto menos participarmos, menos legitimidade temos para pedir satisfações...

quinta-feira, novembro 02, 2006

Escrever Direito - Azar ou algo mais?




Considero que é hora de reflectirmos, todos nós e sobretudo os responsáveis deste clube, acerca de um mal de que tem vindo a padecer o nosso Belenenses e que, em minha opinião, deverá ser alvo de uma séria e profunda discussão. Falo-vos das lesões que têm atingido, implacavelmente, alguns dos nossos jogadores nos últimos anos.

Quero, desde logo, que fique bem claro que não tenho absolutamente nada contra (ou a favor, diga-se em abono da verdade) dos profissionais que integram o departamento médico do clube, nem sequer alguma vez levantaria qualquer suspeita acerca da sua integridade ou ética profissional. A verdade é que, convenhamos, se podem colocar sérias reservas sobre a sua actual aptidão para dar conta do recado no que toca à… enfermaria azul.

Dir-me-ão…mas isso acontece em TODOS os clubes. Pois acontece! Mas, não só com o mal dos outros posso eu bem, como também sempre me habituei a elogiar, e a ver elogiada, a competência dos profissionais médicos do Restelo. Acresce que tenho sérias dúvidas de que determinadas situações se passassem em determinados outros clubes. E já não estou a falar daqueles que têm mais responsabilidades, mais sócios, mais adeptos, mais visibilidade, mais títulos e melhores jogadores do que nós. Refiro-me a clubes que, supostamente, têm como objectivo retirar-nos o estatuto de 4ª grande do futebol português… Há limites para tudo e, últimamente, muitos têm sido ultrapassados.

Logo nós, que nos podemos orgulhar de ser um clube muito reconhecido a este nível, habituado a ter médicos na Selecção Portuguesa. Eu não queria ir tão longe mas parece-me que, após a saída de Camacho Vieira e de João Silva, nunca mais as coisas foram as mesmas...

Limito-me a constatar este facto: nos últimos anos têm sido contratados jogadores que passam mais de 50% do tempo do seu contrato, ou de determinada época, lesionados. Dou exemplos. Romeu, Djurdjevic, Silas, Cabral, Neca, Mangiarrati, Rui Borges, Rogério, João Paulo Brito, Marco Paulo, Mauro, o próprio Antchouet, que, de cada vez que contraía uma lesão de tipo muscular, ficava 1 ou 2 meses no estaleiro… E estes são apenas casos de jogadores com lesões verdadeiramente crónicas. Outros há, como o Wilson ou o Filgueira, que passaram os 2 últimos anos das suas carreiras sem conseguir fazer mais do que 3 jogos seguidos. Mas, enfim, nesses casos podemos dizer que “a idade não perdoa” e que o departamento médico está, de certa forma, ilibado, porquanto pouco podia fazer.

Mas voltando atrás… e os outros? É normal tanto caso… crónico? É que a estes ainda podemos juntar as situações de lesões mais graves, como roturas de ligamentos, fracturas, etc, que sofreram, a título de exemplo, jogadores como Sousa, Amaral, Marco Aurélio, Carlos Fernandes ou o próprio Romeu (embora este acumule lesões acidentais, normais, com problemas crónicos). Serão apenas os os sócios/adeptos a achar isto estranho?lesões que se arrastam e arrastam e arrastam... Insiste-se que ninguém, penso eu, quer levantar suspeitas sobre a competência do nosso departamento médico, muito menos eu que nem sequer tenho qualificações para tal. A minha área é outra, bem outra. Estou, e estamos, somente a constatar uma realidade, dura nos últimos anos, apoiando-me no meu sentimento, no dos demais adeptos e, porque não, em declarações dos próprios treinadores. Tudo isto são factos. E não são contestáveis. Apenas o poderão ser numa perspectiva puramente técnica e essa, uma vez mais, eu não domino. Por isso me limito a questionar se determinadas incidências são ou não normais.

Considero exisitirem momentos, fulcrais no que concerne à gestão de um plantel profissional de futebol, em que o departamento médico tem que intervir. Primeiro, quando emite parecer em momento anterior à contratação de um jogador, certificando, após aturados exames médicos, da sua condição física e, segundo, quando, depois de contratado, o jogador se lesiona e é necessário recuperá-lo. Se em relação a este último não posso opinar em demasia, até porque acredito que haja lesões que podem ser, à partida, mais fáceis de debelar do que outras, já em relação ao aval que deve ser dado no momento da contratação de um jogador parece-me que deveria haver pouco espaço de manobras, pouco espaço para serem cometidos erros. Caramba, não dará para identificar problemas crónicos ou a propensão de certo jogador para se lesionar? Será que se conhece o passado/percurso médico do jogador antes de o contratar? Será que se pede algum tipo de boletim médico, paralelamente aos exames que são feitos? Olhando para determinadas contratações, sou levado a acreditar que isto não tem sido bem feito...

Ora, considero que todos os factos que enumerei têm, pelo menos, importância suficiente para suscitar uma reflexão por parte dos responsáveis do meu clube… ou vamos continuar a assobiar para o ar também nesta matéria?

É tempo de pararmos e avaliar as situações passadas e presentes de contratação de atletas com lesões crónicas ou as situações de lesões aparentemente fáceis de debelar e que se revelam, no fim, autênticos calvarios para o jogador, para o treinador, para a equipa, para os adeptos e para os cofres dos clubes (no caso de não serem as Seguradoras a suportarem os ordenados). É tempo de nos questionarmos sobre se estamos mesmo a fazer tudo o que podiamos fazer e se temos as pessoas certas para o fazer. Pelo menos pensem nisso, nem que seja para concluirem que está tudo bem e que apenas precisa de uma afinação...

quarta-feira, outubro 18, 2006

Escrever Direito: 18/10/2006





Embora quase todos nós já tenhamos mandado os nossos "bitaites" sobre o actual plantel, decidi, ainda assim, deixar-vos a minha opinião pessoal sobre alguns deles...

COSTINHA: A verdade é que não havia muitas opções no final da época passada para substituir o nosso "imperador". As que havia (Nelson, por exemplo) eram incomportáveis para os cofres do clube. O critério terá sido apenas financeiro. Sem prejuízo disso, acho que o MARCO merecia, pelo menos, um voto de confiança e jogar 1 ou 2 jogos...Depois logo se vê. Nestas coisas não há nada como experimentar, até para evitar que se possa dizer que nunca "apostou" em determinado jogador.

SANDRO GAÚCHO: Até gosto dele mas a verdade é que quando jogava apenas o RUBEN a jogar a trinco, mais o ZÉ PEDRO no apoio, conseguiamos ser mais pressionantes...O SANDRO é daqueles jogadores capaz de fazer 1 ou 2 jogos excepcionais mas que nos outros 10 é mediano e não desequilibra (e há trincos que desequilibram e enchem o campo). Um deles está no banco de suplentes e chama-se Tuck, mas infelizmente não pode jogar...

ROMA: Para mim não é uma desilusão, simplesmente porque nunca me iludiu. Não gosto do género "sósia do Romário". Não digo que seja mau, mas nem sequer é bom ou, muito menos, muito bom. É um jogador como tantos outros que, felizmente para mim e infelizmente para o clube, nunca me impressionou...

DADY: Bom...que dizer? O mais simpático que consigo dizer sobre ele é que não percebo se o problema não será mera falta de confiança. Pode ser que seja...O Cafú, quando chegou ao Restelo, também parecia mais destinado a vender algodão doce do que a ser jogador de futebol e, no entanto e com muita pena minha, é alguém que nos faz neste momento muita falta.

NIVALDO: É um jogador interessante, impetuoso, forte, que não facilita nem brinca com os adversáros, mas continuo a achar que precisa de um jogador com experiência ao lado dele. Tal como o Pelé precisava...tal como o Rolando precisa...tal como o Gaspar precisa...tal como o Vasco Faísca precisaria...Enfim, continuo a achar que necessitamos de um central forte, com experiência em campeonatos portugueses (pode até vir da II Liga...qual é o problema? Não custa por mês, com certeza, mais do que o Gaspar ou o que o Faísca...).

SILAS: Tem que ser apertado...ainda mais do que o JJ já o deve ter apertado! É o nosso jogador mais esclarecido, capaz de fazer passar por ele todo o jogo, de organizar e de fazer jogar. No entanto, tem tendência para se esquecer que os jogos têm 90 minutos e alguém tem que lhe começar a explicar - antes que seja tarde - que o Belenenses não pode continuar a ser o clube para onde se vem gozar a "pré-reforma"...Este ano tem a responsabilidade acrescida de ser o capitão e todos nós esperamos muito dele...

ZÉ PEDRO: Se continuar com a atitude demonstrada nas primeiras jornadas - porque a capacidade ele tem, pelo menos técnica - esta pode ser, finalmente, a sua época de confirmação como um grande jogador. Caso contrário, está condenado a ser outro Neca, sendo que é mais velho do que ele...

RUBEN: Forma com o ZÉ PEDRO e com o SILAS um meio campo que, bem trabalhado, pode render muito mesmo. É um jogador em evolução que já se assumiu, de certa forma, como o patrão, em virtude da maturidade que demonstra dentro de campo.

Em CONCLUSÃO... julgo que precisamos de nos reforçar em Dezembro e de chegar a acordo com 2 ou 3 jogadores, que não tenham espaço no plantel, para se irem embora. Tem que ser, não vejo outra alternativa. Implica abrir um bocado os cordões à bolsa mas vamos ficar à espera para ver o que acontece? Mas alguém minimamente inteligente prefere estar a pagar a 5 ou 6 jogadores, durante uma época inteira, para que estes façam 40, 60 ou 90 minutos no total, do que tentar cegar a acordo com eles? Eu não falo em dispensas, falo em acordos com os jogadores. Duvido que todos se sintam muito felizes e contentes, há naturalmente jogadores que preferem estar em equipas onde joguem. É em relação a estes que devem ser tentadas negociações para sairem.

Assim…considero ser necessário comprar 1 central (acredito que os haja na II Liga, será fundamental começar já a observá-los, se é que isso ainda não foi feito!!!) e 2 avançados ou 1 ponta de lança + 1 avançado. Há, com certeza, jogadores em final de contrato, também na II Liga, assim como há jogadores sem contrato (lembro-me do Bock...porque não???). Há júniores (basta um) que tenham, condições para começarem a fazer uns joguitos, ou não? E o mercado do leste europeu, onde o Guimarães e o Boavista têm ido buscar jogadores? E não me digam que lá só existem jogadores caros! Não vão é buscar o refugo do refugo, aos distritais do Brasil, aos dispensados de clubes da I Liga e coisas parecidas. Acho que com 1 ou 2 passos de mágica conseguimos fazer desta uma equipa competitiva e que ainda nos pode trazer alegrias.

Pensem com a cabeça, por favor!

quarta-feira, outubro 11, 2006

Escrever Direito - 11/10/2006





A ser verdade a notícia de hoje d’ “O Jogo”, penso que o acordo com a Victoria Seguros, relativo ao patrocínio das camisolas de futebol, é bastante positivo. Segundo o jornal alegadamente apurou, o acordo em causa será para as próximas duas épocas e “deverá ser superior a um milhão de euros, num contrato superior àquele que existia, até ao fim do ano passado, com o Montepio Geral. Acresce, segundo aquele pasquim, que ficou prevista, igualmente, uma “melhoria das condições contratuais em função da classificação da equipa no final da temporada, nomeadamente se acontecer uma classificação para a Taça UEFA.”

Atendendo ao que se passa com outros clubes, nomeadamente da Superliga, penso que este constitui, de facto, motivo para sorrirmos. Principalmente porque se trata de uma multinacional que, pelo menos na área da saúde, tem parcerias com empresas de enorme relevância. Penso que seja a primeira vez que podemos ostentar nas nossas camisolas o nome de uma empresa com projecção internacional. Se bem que, para eles, deva constituir igual orgulho a circunstância de terem o seu nome em tão belas e honrosas camisolas

Isto leva-me, igualmente, a concluir que os dirigentes que temos até revelam alguma capacidade negocial, principalmente em momentos delicados. Foi, a ser verdade a referida notícia, com o acordo com a Victoria Seguros… foi com a “aquisição” de jogadores num período altamente conturbado (em que o Caso Mateus estava no auge)…foi com o “segurar” de possíveis rescisões, quer no futebol, quer noutras modalidades, em especial no andebol e foi, por exemplo, com a própria gestão jurídico-processual do Caso Mateus. Agiram quando e como deviam ter agido…

Ou seja, parece-me que os dirigentes que temos se dão mal com a abundância e com o futebol em si, como arte que tem que ser desenvolvida a várias mãos. Quando temos muito, as expectativas são altas e os recursos aparentemente suficientes, têm uma inexplicável tendência para falhar. O que me leva a concluir que, de facto, são excelentes gestores nos momentos difíceis, mas…parecem “perceber pouco de horta”…

quarta-feira, outubro 04, 2006

Escrever Direito:




Os recentes maus desempenhos da equipa de futebol trouxeram, qual enxurrada, alguma lama que se encontrava por aí acumulada, adormecida nalguns cantos. Daquela que está à espreita da hora certa para inundar tudo e todos e avançar, de mansinho, sobre alvos fáceis, daqueles que nem sequer estão em movimento.

Justiça seja feita. Se não tivesse havido uma enxurrada, a lama teria permanecido quieta, inerte, no seu cantinho. Não é isso, porém, que me faz ter sentimentos mais nobres pelas descargas que têm proliferado nos últimos dias.

Refiro-me, obviamente, a ataques cegos, feitos por quem dispara para toda e qualquer frente, sem cuidar de saber se está ou não a ferir um aliado ou a si próprio. É que criticar ao primeiro vestígio de fracasso é, não apenas precipitado, mas, igualmente, estar a contribuir para o caos em si mesmo. Pelo menos enquanto não houver sinais de que a ordem vem a caminho. É uma regra de elementar lógica.

Isto não significa que nos devamos comportar como ovelhas num rebanho. Nem que devamos obediência, submissa, ao pastor que segue à nossa frente. Se ele nos guia na diagonal pode ser que seja porque não sabe andar em linha recta ou, quem sabe, precise da ajuda de todos para o conseguir. A mim, a falta de jeito desculpabiliza-se mais facilmente do que a sacanice, por exemplo. Ambas originam que os protagonistas abandonem este mundo sem glória, só a penitência é diferente. Todos acabam por tê-la…e se a falta é de jeito, de nada vale antecipar a pena. Todo o julgamento tem uma sede própria. A desta Direcção será no próximo escrutínio eleitoral.

Aí sim, fará verdadeiro sentido apresentar armas e lutar ao lado ou contra quem nos aprouver. Até lá…é atirar sobre nós próprios. É que a crítica cega é destrutiva e, pior do que isso… contagia. Contagia os de dentro e os de fora. Contagia quem veste a camisola no dia-a-dia e quem veste apenas no fim de semana. Contagia quem tem dúvidas se vai ou não ficar no sofá. Contagia quem tem dúvidas se vai ou não assinar a Sportv, ao invés de pagar as suas quotas. Estes, para além das amarguras que lhes trazem os maus resultados, ainda têm de conviver com este clima de mal-estar nos fóruns de discussão do futebol azul, verdadeira azia cibernáutica. O mais provável é que não voltem ou desistam de voltar.

E aflige-me tanto que este mal-estar seja feito a coberto do anonimato, cobarde e irracionalmente, ou por quem, identificado, pesou bem o alcance das suas palavras.
O meu clube necessita de paz, de cachecóis e bandeiras azuis no estádio. Basta de arruaça gratuita. Levantemo-nos mas é da poltrona e deixemos de utilizar o teclado e o poder que este nos dá, sem cuidar de saber se com isso afundamos ainda mais o clube. O lugar de um belenense é no Restelo!

Para o resto… encontramo-nos todos na próxima Assembleia Geral… boa?

quarta-feira, setembro 27, 2006

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Diogo M.

No site oficial do nosso clube aparece a seguinte curiosidade: “Sabia que… o Estádio do Restelo é hoje o único espaço privado a possuir uma pista sintética para atletismo?

Bom...ao deparar-me com tal circunstância, levantou-se em mim mesmo uma dúvida: será isso bom? Será mau? Indiferente? Será que existem outras coisas - mais importantes – que devíamos mas não temos?

Senti-me inevitavelmente inclinado para esta última hipótese. Quando me dizem “ah…nós temos uma pista de atletismo sintética”, logo penso que sim e que vou dormir com um pouco mais de orgulho do meu clube esta noite, mas não vou dormir descansado. Não vou porque há, efectivamente, outras circunstâncias que me impedem de pensar que está tudo bem. É que – e perdoem-me os adeptos do atletismo, modalidade que muito admiro e que tanto nos tem alimentado de orgulho – uma pista de atletismo sintética é, para mim que sou um adepto incondicional do futebol e de tudo o que se jogue com uma bola, manifestamente inútil. Quer isto dizer que não devíamos ter uma pista em 2 tons de azul, bonitinha, para que os nossos atletas (verdadeiros profissionais da coisa) possam treinar em condições? Claro que não!

A minha conclusão é outra. É que eu, tal como, por certo, a maioria dos adeptos deste GRANDE clube, preferiria ver umas cadeiras limpas de cada vez que entra no estádio. Ou poder pagar as quotas de uma forma menos arcaica do que ter que estar 45 minutos numa fila de um guichet que, muitas vezes, nem é o nosso. Ou de os cartões de sócio serem inteiramente informatizados e não termos de colar aqueles papelinhos ridículos que, mais tarde ou mais cedo, acabam, eles próprios, por danificar o cartão. Ou de torniquetes à entrada do estádio para controlar o número de espectadores. Ou que a Loja Azul fosse mais dinâmica e eficiente. Ou que os funcionários do clube que lidam com o público, seja ele belenense ou de outro clube, sejam mais profissionais e não tenham ar de quem “toda a gente lhes deve e ninguém lhes paga”. Ou que os bares do estádio tivessem uma melhor apresentação. Ou que o placard que marca o resultado não pareça comprado numa loja de antiguidades… há muitos anos atrás… E a cobertura das piscinas, já está resolvido esse problema? Acredito que seja necessário mais orçamento mas não é mais importante revitalizar as piscinas e recuperar os sócios da natação, antes de nos regojizarmos com a pista de atletismo? Parece-me que sim… e, de certo, que todos nós já falámos ou pensámos nisto.

Não quero com isto dizer mal da Direcção. Abstive-me deliberadamente nas últimas eleições mas penso que são credores de todo o nosso apoio. Esta Direcção tem que ter o nosso apoio, até porque alternativas… nem vê-las! Tal como este artigo não é contra o atletismo, insisto.

Só que, na verdade, de nada vale “parecermos” modernos, quando o maior síntoma de modernidade é quando os próprios sócios não são tratados como meros… contribuintes.

quarta-feira, setembro 20, 2006

Escrever Direito: A Inversão da Culpa

Diogo M.

Li algures o presidente do Gil Vicente fazer, de forma encapotada como é seu hábito, uma espécie de pressão sobre aqueles a quem incumbe o poder de decidir, tentando sensibilizá-los para as dificuldades por que estarão a passar os profissionais do seu clube. Parece que os jogadores e respectivas famílias atravessam, agora, um período difícil das suas sobressaltadas vidas. A eles, porque alheios ao que se está a passar e credores de todo o meu respeito, endosso a minha solidariedade e o meu pesar pelo facto de lhes estar a ser vedado um dos direitos mais básicos do ser humano, qual seja, o direito ao trabalho e, em alguns casos, a possibilidade de garantir o sustento da família.

Não podemos, no entanto e na tentativa de apontar os culpados desta situação, escamotear os factos e disparar à toa sobre aqueles que menos culpas no cartório têm. A responsabilidade de todo o futebol amador do Gil Vicente estar suspenso não é dos Tribunais. Tal como não é do Belenenses. Tal como não é da Académica ou do Vitória de Setúbal. Tal como não é nem dos políticos ou das leis que estes fizeram, nem das organizações internacionais ou dos seus regulamentos. Nem sequer é da cabala! Aliás…cabala…o que é uma cabala? Não será antes uma cavala? Ou melhor…um cavalo? Não faria melhor o Sr. Presidente do Gil Vicente se se montasse num e deixasse em paz quem tem umas quantas bocas para sustentar?

Os factos são simples, inequívocos e pouco há a dizer neste caso. Houve uns quantos clubes que, querendo a) participar em competições nacionais e internacionais de futebol e b) formar uma “associação” internacional e outras a nível nacional que fossem responsáveis pela gestão , organização e regulamentação de tais competições, decidiram instituir um conjunto de regras, imperativas para si próprios. Depois, houve uns quantos senhores (não confundir com o clube como um todo) que, sabendo das sanções que daí podiam advir, decidiu quebrar tais regras e, colocando em risco um clube e uma cidade, desafiou tudo e todos, numa guerra que, à partida, estava perdida. Pelo menos no que respeita à tentativa de não aplicação das regras por eles próprios referendadas. A questão de uma eventual ilegalidade - ainda que ela só exista nalgumas mentes mais perversas – vem depois.

A violação de tais regras constitui, não só uma traição aos demais membros mas, igualmente e neste caso, ao próprio povo de Barcelos. A sanção toda a gente sabia qual era, tal como se sabia que a mesma, muito provavelmente, iria mesmo ser aplicada.

Que não venham agora, que estamos na eminência de uma decisão judicial, ainda que preparatória ou meramente adjectiva, invocar falsas moralidades, na tentativa de induzir o julgador num sentido mais…chamemos-lhe poético. Primeiro, porque é de uma inaceitável cobardia e, depois, porque o julgador está, espera-se, imune a tais pressões psicológicas.

De nada adianta tentarem culpar-nos de estarmos a deixar pessoas na miséria, à beira do precipício. A verdadeira pobreza está nas mentes das pessoas que governam o futebol naquela cidade e que são os únicos que têm nas mãos o poder para resolver, já e a bem, esta contenda. Eles são os mentores desta lide. O mal está feito, não adianta pretenderem transportá-lo para quem para ele não contribuiu. O mínimo que se lhes exige é a assunção do erro cometido. Não desculpa mas atenua a responsabilidade.

E de uma coisa não podem acusar ninguém… é de não terem sido bem avisados das consequências.