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sexta-feira, março 13, 2009

Baú Azul: Macaé





Fernando Ferreira de Assis, natural de Campos (Rio de Janeiro) e não de Macaé como a alcunha poderia fazer crer.

Fernando Macaé começou a carreira no Americano de Campos e jogou também no Botafogo. No Bangú, Macaé então treinado por Moisés de Andrade, foi vice-campeão brasileiro onde se destacou também como goleador, ele que era médio foi o 2º melhor marcador da equipa.

Em 1988/89 ingressa no Belenenses e impõe-se como titular no meio campo azul, era um nº 8, mas com uma atitude muito combativa não se esquecendo de apoiar o ataque e surgir na zona de golo amiudadamente.

Marinho Peres não prescinde dele na caminhada que leva o Belenenses ao Jamor.Nessa final da Taça, volta a ser um elemento preponderante no “segurar” do meio campo e no respeito que impõe ás vedetas benfiquistas desde o início de jogo.

Fica ainda mais duas temporadas no clube, até que em 1992 regressa ao Brasil, passagem breve, pois logo volta a Portugal para jogar no Amora. Representa ainda o Juventude e o Lusitano de Évora e finalmente o Atlético.

Hoje em dia é comerciante em Macaé e compete no circuito de ténis para veteranos.



quinta-feira, março 05, 2009

Baú Azul: Raúl Figueiredo





Filho de um extraordinário jogador o célebre “Tamanqueiro” internacional português que se destacou no Olhanense e no Benfica, foi em Olhão que nasceu em 1930 o futuro central e “capitão” Belenenses.

Com apenas 11 anos Raul Figueiredo vê o seu pai morrer com apenas 39 anos de idade, esta ocorrência muda o destino da sua família e Raul e os seus irmão vão para a Casa Pia.

Até aos 16 anos não se interessa por futebol, a mãe estava empregada no Benfica e Raul quando aí se deslocava ouvia constantemente “Então não jogas futebol?” “Eras capaz de sair ao teu pai, que foi um grande jogador…”.Então resolve experimentar, vai aos treinos do Benfica, mas é reprovado no teste.

Um dia é desafiado a tentar a sua sorte nas Salésias, mas a opinião de Scopelli é desanimadora para o jovem. Não desiste, passa a treinar sozinho, a habilidade não é o ponto forte mas a compleição física acaba por assegurar-lhe um lugar como defesa nos juniores do Belenenses. Passa também a jogar pelas reservas e um dia por lesão de Feliciano, tem a sua chance na primeira categoria, joga contra o Boavista, com brilhantismo segundo a critica.

Em 1953/54 a veterania de Feliciano vai dando lugar á juventude de Figueiredo e este vai-se impondo no futebol azul. Participa na taça latina, faz parte da equipa vice-campeã nacional (o titulo perdido a 4 minutos do fim).

Chega a capitão de equipa e cabe-lhe a honra de ostentar a braçadeira quando o Estádio do Restelo é inaugurado.

Alcança a internacionalização, por três vezes joga pela selecção “A”, sendo que pela primeira vez na história do nosso futebol, pai e filho alcançam tal feito.

No final de 1959, vai para os Estados Unidos onde é jogador treinador no Português de Nuor. Deixa o futebol para se dedicar ao comércio. Regressa em 1974 ao futebol onde colabora com o Cosmos de Pele, em 1976 vai treinar nas Antilhas Francesas. Volta aos Estados Unidos, dedicando-se ao futebol de formação e universitário.

Em 1982 regressa a Portugal, treina o Tires, quando mais tarde é convidado pelo Belenenses para treinador adjunto/ tradutor de Jimmy Mélia onde alcança o tão desejado regresso ao escalão principal do nosso futebol.

Filho de um extraordinário jogador o célebre “Tamanqueiro” internacional português que se destacou no Olhanense e no Benfica, foi em Olhão que nasceu em 1930 o futuro central e “capitão” Belenenses.

Com apenas 11 anos Raul Figueiredo vê o seu pai morrer com apenas 39 anos de idade, esta ocorrência muda o destino da sua família e Raul e os seus irmão vão para a Casa Pia.

Até aos 16 anos não se interessa por futebol, a mãe estava empregada no Benfica e Raul quando aí se deslocava ouvia constantemente “Então não jogas futebol?” “Eras capaz de sair ao teu pai, que foi um grande jogador…”.Então resolve experimentar, vai aos treinos do Benfica, mas é reprovado no teste.

Um dia é desafiado a tentar a sua sorte nas Salésias, mas a opinião de Scopelli é desanimadora para o jovem. Não desiste, passa a treinar sozinho, a habilidade não é o ponto forte mas a compleição física acaba por assegurar-lhe um lugar como defesa nos juniores do Belenenses. Passa também a jogar pelas reservas e um dia por lesão de Feliciano, tem a sua chance na primeira categoria, joga contra o Boavista, com brilhantismo segundo a critica.

Em 1953/54 a veterania de Feliciano vai dando lugar á juventude de Figueiredo e este vai-se impondo no futebol azul. Participa na taça latina, faz parte da equipa vice-campeã nacional (o titulo perdido a 4 minutos do fim).

Chega a capitão de equipa e cabe-lhe a honra de ostentar a braçadeira quando o Estádio do Restelo é inaugurado.

Alcança a internacionalização, por três vezes joga pela selecção “A”, sendo que pela primeira vez na história do nosso futebol, pai e filho alcançam tal feito.

No final de 1959, vai para os Estados Unidos onde é jogador treinador no Português de Nuor. Deixa o futebol para se dedicar ao comércio. Regressa em 1974 ao futebol onde colabora com o Cosmos de Pele, em 1976 vai treinar nas Antilhas Francesas. Volta aos Estados Unidos, dedicando-se ao futebol de formação e universitário.

Em 1982 regressa a Portugal, treina o Tires, quando mais tarde é convidado pelo Belenenses para treinador adjunto/ tradutor de Jimmy Mélia onde alcança o tão desejado regresso ao escalão principal do nosso futebol.

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Baú Azul: Yaúca





António Fernandes, Yauca porque já o era o seu avô, nasceu em Benguela e foi aí que representou oficialmente o seu 1º clube Beira Mar. Jogou ainda no Desportivo de Benguela e no Sporting de Catumbela.

Destacou-se ao ponto de ser cobiçado pelo Sporting e depois pelo Benfica.

A rápida intervenção do então presidente do Belenenses capitão Soares da Cunha, trouxe o jogador para Belém.

Rápido e desconcertante Yauca , cedo se impôs na 1ª equipa do Belenenses.

Destaque para os seus dois golos na Luz ao Costa Pereira, ou uma vitória no Restelo ao Sporting com um golo seu , a conquista da Taça de Portugal e as suas boas exibições logo o levaram á Selecção Nacional.

No verão de 1963 o Benfica entra em negociações para a aquisição do avançado . O Belenenses ,precisava de dinheiro e 2075 contos foram uma fortuna para aquela época.

Os sócios do Belenenses ficaram muito tristes e revoltados por verem partir aquele que já era um dos seus jogadores mais queridos.

Por curiosidade, as filhas de Yauca, Sandra e Dora Fidalgo eram as cantoras de apoio nos Delfins, tendo já lançado discos a solo. A faixa que serve de fundo é da Dora Fidalgo.

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Báu Azul: Luiz Gustavo



Luiz Gustavo

Em 91-92 o Belenenses então na divisão de honra, procura o regresso ao seu lugar natural e contrata então (entre outros) 3 jovens. Foram eles Emerson, Mauro Airez e Luís Gustavo.

Luiz Gustavo representava o Cruzeiro no Brasil e englobado no acordo da sua transferência existiu um famoso particular Belenenses –Cruzeiro no Restelo onde se deu a estreia internacional de um jovem então com 17 anos, Ronaldo “o fenómeno”.

Luiz Gustavo desde cedo, mostrou um futebol de hábil técnica com alguma capacidade de choque e embora jogasse mais pela direita, adaptava-se bem a outras posições no ataque.

O seu melhor momento é o golo que mostramos nas imagens, talvez inspirado pela linda tarde de sol que se fazia sentir nesse domingo á tarde, Luiz Gustavo dá um nó cego ao defesa direito do Benfica, Abel Silva, antes de atirar para o golo.

Isso deve ter impressionado de tal maneira os benfiquistas que acabaram por contratar o brasileiro ao Belenenses.

Como tantos outros só se deu bem com os ares do Restelo, já que nas águias foi um fracasso tremendo.

Rumou ao Brasil onde jogou por vários clubes, o Internacional, o Vitória, o Fluminense e em 2007 ao serviço do Remo abandonou os relvados.

sexta-feira, janeiro 23, 2009

Báu Azul: Sambinha



Sambinha,

Celebramos hoje (23 de Janeiro) mais um aniversário de Raúl Ferreira dos Santos, o nosso estimado “Sambinha”.

Começou na sua terra natal, Lobito, nas tatas começou a dar nas vistas ao ponto do Lusitano de Lobito se interessar pela sua colaboração, começando aí a sua carreira oficial.

Percorreu as camadas jovens do Lusitano, quando um antigo jogador do Belenenses, Pinalho o indicou ao nosso clube.

Assim Sambinha embarcou para Lisboa, para actuar nos juniores . O primeiro ano foi difícil, longe da família o jovem Raúl pouco se destacou e foi por um triz que não voltou a Angola.No 2º ano tudo mudou impondo-se claramente e este jovem magricela conquista as boas graças dos adeptos azuis.

Peres Bandeira entretanto ensaiava o miúdo nas “Reservas” e um dia Pietra lesiona-se e a estreia de Sambinha, num jogo com o Vitória de Guimarães é de tal maneira positiva, que Pietra quando volta aos relvados irá ocupar uma posição no meio campo.

Sambinha que já tinha uma internacionalização nos juniores passa a integrar frequentemente os convocados das “Esperanças”(sub-21) .

Falar deste grande jogador é lembrar um duelo com o então enorme Cruyff, favorável ao Sambinha, um jogo com o Sporting onde Gonzalez marcou um golo fabuloso e Sambinha não deixou Dinis tocar na bola. Uma endiabrada tarde de 4-2 ao Benfica onde Sambinha e Vasques realizaram uma exibição realmente fantástica.

Numa digressão do C.F.”Os Belenenses” por Espanha impressiona de tal maneira que o Sp.Gijon manifesta interesse na sua aquisição que não se concretiza devido ao facto de Sambinha ir incorporar o serviço militar.

E como não saiu do clube nessa altura, continuou a espalhar o seu futebol, a sua entrega ao jogo, o seu brio profissional foram emblemáticos durante largos anos no Belenenses.

Acompanha o clube na sua primeira descida á 2ª divisão, e é ver o Sambinha nesses campos tantas vezes pelados a dar o máximo e a transmitir aos mais novos a mística Belenense, e a conseguir a tão desejada subida ao escalão principal.

Em 1986, injustamente e com grande mágoa segundo ele próprio, o clube não lhe renova o contrato, foi o último dos jogadores com amor á camisola que passou pelo Belenenses. Foi então para o Trofense acabando a sua carreira no clube da terra da sua esposa, o Valenciano.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Baú Azul: Delgado



Delgado

Em 77-78 um então jovem guardião que na época anterior havia brilhado no Montijo, ingressa no Belenenses.

José Manuel Delgado tinha já um passado recheado de internacionalizações ao serviço das selecções de juvenis e juniores.

No seu primeiro ano no Belenenses, uma lesão grave, rotura de ligamentos impede-o de lutar pela titularidade com o guardião principal na época Rui Paulino.

No ano seguinte o treinador da altura António Medeiros, coloca Delgado como titular em vários jogos e este jovem, então estudante de Direito ganha de imediato a simpatia dos adeptos belenenses.

Afirma-se então como uma jovem promessa do futebol português e faz excelentes exibições ao serviço do nosso clube.

Como não há bela sem senão no final da época de 80-81 não renova o compromisso com o Belenenses tentado pelo muito dinheiro que havia na altura em Portimão.

Volta ao Belenenses na época do presidente Matias, como secretário técnico.

Mais tarde foi director do jornal “ Record “e hoje em dia é editor executivo do jornal “A Bola”.



sexta-feira, janeiro 09, 2009

Báu Azul: Vasques



Vasques

João Vasques, iniciou-se no clube da sua terra natal, o Lusitano de Vila Real de Sto António. Despertou mais tarde a cobiça do Atlético, onde ingressou em 71-72 e onde realizou excelentes exibições até 74-75.

O Belenenses então treinado por Peres Bandeira reparou nas qualidades deste extremo direito e em 1975-76 passa a fazer parte do plantel azul.No nosso clube realiza jogos fantásticos, combina na perfeição com Sambinha, numa ala direita de luxo.

Na memória de todos que assistiram um 4-2 no Restelo ao Benfica, tendo Vasques apontado dois golos ou quando em 1978/79 aponta o tento da vitória(esse jogo podia ter terminado dois a zero mas o arbitro Inácio de Almeida, depois de ter apitado para penalty, sofreu pressão de jogadores do Benfica e voltou com a decisão atrás).

Nos torneios de verão em Espanha e que valeram vitórias no torneio de Santander e no de Córdoba, Vasques chegou a receber convites quer do Málaga quer do Saragoça que não se concretizaram.

Outro episódio histórico acontece em 1976, ao Belenenses calha na eliminatória da taça UEFA o Barcelona e depois de um injusto 2-2 no Restelo, uma eliminatória disputada palmo a palmo no Camp Nou, com um golo e soberba exibição de Vasques e com um falhanço incrível de Alfredo nos instantes finais que nos teria dado o apuramento.

Foi pois um grande jogador este “nosso” Vasques.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Baú Azul: Capela



Capela

Manuel Capela nasceu em Angeja, concelho de Albergaria-a-Velha (quem se lembra do Alba?) distrito de Aveiro.

E vamos começar por aí Aveiro distrito indiscutível e de excelsos Belenenses que ao longo destes quase 90 anos nos têm feito sentir que um clube que nasceu em Belém, nasceu para todo um país toda uma comunidade e se hoje somos o que somos, Aveiro tem uma fatia bem grande nessa comunhão, acreditem o que digo é não só do fundo do coração é de alguém que deve (provavelmente a Mário Duarte) essa expressão única do ser do “Belenenses”.

Capela, guardião Belenenses. Que me perdoem os adeptos dos outros clubes mas quando procuro na internet, os maiores admiradores de guarda-redes somos nós, escrevemos textos do Capela, do Sério, do José Pereira, do Félix Mourinho, do Delgado, do Melo, do Jorge Martins, do “Imperador” Marco Aurélio como ninguém. E é certo que por circunstância do destino nem Roquette, nem Azevedo (adepto Belenenses) nem Damas nem Bento defenderam as nossas balizas, mas nesse capítulo ninguém nos bate.

Voltemos ao Capela, guarda-redes do nosso clube entre as épocas de 42-43 e 47-48, campeão nacional e afamada Torre de Belém, sem demérito pela constituição que Feliciano, Vasco e Capela proporcionavam.

Pois bem de Manuel Capela internacional se contam estórias infindáveis tais como, no campeonato de 1945/46 os rapazes de Belém só perderam a corrida pelo titulo quando num jogo no Lumiar perderam ante o Sporting tendo o arbitro validado três golos azuis, mas um juiz de linha de seu nome Rosa, fez anular dois ameaçando ir embora se a sua intenção não fosse avante, e o Sporting venceu 2-1, deixando o título ao alcance do Benfica. Em Janeiro de 1947 a estreia de Capela pela selecção nacional, num jogo contra a Suiça , por gracejo os jogadores da selecção ao passarem por Capela benziam-se , não fora ele Capela.

Segundo jogo e um feito histórico Portugal ganha à Espanha pela primeira vez e logo por 4-1.Capela esteve muito bem ao ponto de receber elogios espanhóis “Este es Capela? Es un fenomeno! Más alto y más maravilloso que la Giralda”

E chega um célebre jogo dos 10-0 com a Inglaterra. Aos 27 minutos de jogo e já com 4-0, o seleccionador substitui Azevedo por Capela, mas este pouco pôde fazer para travar o poderio dos ingleses.

No rescaldo deste jogo, os jogadores tiveram de explicar-se na PVDE (mais tarde PIDE) e como sequência do inquérito, Capela é suspenso por seis meses.

O Profissionalismo entretanto surgia como uma nova ordem emergente, e Capela alegando o propósito de ir continuar os seus estudos de letras, pretende ir para a Académica. Como o Belenenses, suspeita que por detrás desta intenção está o facto de o jogador pretender dar o salto para o FC Porto, a DGD autoriza a transferência para a Académica , mas com uma limitação no caso de sair da AAC teria de regressar ao antigo clube.

Capela continuaria por isso em Coimbra voltando a representar a selecção nacional e levando o emblema de Coimbra à final da Taça de Portugal de 1951 trazendo uma inovação, ao intervalo os jogadores academistas inalaram oxigénio, tentando diminuir o cansaço, o que não lhes permitiu mesmo assim ganharem o troféu.

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Báu Azul: Sobrinho



Sobrinho

Luís Sobrinho internacional juvenil e júnior pelo V.Setúbal cedo se destacou ao ponto de em 1980 81 passar a integrar os seniores do clube do Sado.

Após 2 anos em Setúbal a qualidade deste jovem jogador não escapa aos olhares do F.C.Porto que o contrata, Sobrinho porém não vinga nesta cidade, uma lesão a par do ingresso no serviço militar não lhe permite lutar de igual para igual com os então titulares João Pinto e Gabriel.

Regressa a Setúbal para mais dois anos de destaque pela positiva.
Em 85/86 vem juntamente com Jorge Martins fortalecer o sector recuado do Belenenses. É ele o substituto para a saída de Pereirinha para o Farense pois Luís Sobrinho era á época defesa direito e foi como tal que fez os primeiros jogos pelo C.F.” os Belenenses”.

Recordo-me de num particular com o Internacional de Porto Alegre Jorge Coroado o ter expulso. Com Depireux, este passa a testar Sobrinho numa nova posição defesa central, formando uma dupla tão completa como memorável, com o saudoso José António.

Central rápido, possante, dominador nas alturas Sobrinho permanece um dos esteios da defesa Belenense. Tal facto leva-o ao Mundial do México, juntamente com Jorge Martins e José António.

Tal como os outros seleccionados, passa pelo período sabático que o há-de afastar temporariamente da Selecção.Por essa altura contribui para um terceiro lugar no campeonato e as históricas disputas uefeiras contra o Barcelona e o Leverkussen.

A Taça de Portugal é a sua última conquista pelo nosso clube uma vez que vai jogar no Racing de Paris, onde não é muito feliz, regressa mais tarde ao V.Setúbal onde joga duas temporadas e finaliza a carreira no Paços de Ferreira e Felgueiras.

Iniciou então uma carreira de treinador embora sem a projecção que alcançou como jogador.

Aproveito ainda para desejar a todos os sócios e adeptos Belenenses um excelente e feliz ano de 2009 com muitas vitórias do nosso clube.

Luís Pereira


sexta-feira, dezembro 19, 2008

Báu Azul: Jorge Martins



Jorge Martins

Nasceu em Alhos Vedros a 22 de Agosto de 1954.Começou a jogar no Real da Baixa da Banheira, transferindo-se para o Barreirense com 16 anos. Em 77-78 representa o Vitória de Setúbal, regressando ao Barreirense no ano seguinte.É nesta fase da carreira numa tarde de principio de campeonato que o então primodivisionário Barreirense comandado pela velha raposa Manuel de Oliveira, chega ao Restelo e bate o então favorito Belenenses com uma exibição fástastica de uns miudos tais como o Jorge Martins na baliza o Frederico na defesa e o Carlos Manuel e o Araújo a meio campo.A qualidade destes miúdos faz com que o Benfica os contrate a todos.

O Jorge no entanto tem o caminho tapado ora pelo Bento ora pelo Fidalgo e a sua hipotese de titularidade ocorre de uma forma inesperada quando Bento dá uma cabeçada no Manuel Fernandes do Sporting. Expulsão e lá entra o Jorge para tentar defender a frio o penalty , o que diga-se não conseguiu.Vai representar uma equipa do Farense então na 2ª divisão , tal como o nosso Belém.Nas temporadas seguintes representa o V.Setúbal e as suas exibições levam-no a ser seleccionado como 3º guarda redes no Europeu de 84.

Em 85-86 , essa excelente notícia , Jorge Martins no Belenenses, a sua regularidade e qualidade ditaram o resto, titularíssimo deixa a sua marca como um dos melhores guarda redes que nós tivemos. Em 86 é convocado mais uma vez para uma fase final desta vez no México.

O caso Saltillo provoca que praticamente todos os jogadores presentes não joguem pela selecção na fase de apuramento para o Europeu seguinte e Jorge perde assim a oportunidade de ser o dono das balizas da selecçãol A, o que não deixa de ser caricato , um jogador presente em duas fases finais não é Internacional uma única vez na sua carreira.

Voltemos ao Belenenses , está presente na final da Taça de 86, consegue um brilhante 3º lugar em 87 , é o nosso guarda-redes nesses lendários jogos com o Barcelona ou o Bayer Leverkussen.

E finalmente chegámos á época de 88/89 , começam os sócios Belenenses a achar que o “Stallone “ já não era o mesmo que as codornizes (Jorge Martins disse numa entrevista que criava codornizes, daí que não dava frangos) já eram algumas e que nos custaram alguns pontos , no entanto o comportamento individual e colectivo nas eliminatórias da Taça eram brilhantes e a final um facto.

Soubemos então que ná época seguinte o Jorge Martins iria representar o V. Setúbal, e o Jorge quis despedir-se em beleza.

Excepcional exibição nesse dia no Jamor ,defendia tudo até o impossível, como um remate do Vata e deixou-nos para sempre esse travo de saudade.

Ainda hoje é uma presença frequente nos jogos do Restelo.

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Báu Azul: Galo



Galo

Esta semana mais um grande galo e isto em virtude de outro tipo de aves não tão raras assim que incessantemente sobrevoam a nossa equipa e já não escondem o á vontade com que bicam violentamente o nosso Belenenses.

Mas o destaque de hoje é o nosso ex-jogador João Galo que veio do Atlético na época de 1986/87. Não foi fácil conquistar a titularidade muito por culpa ora de Carlos Ribeiro, ou Teixeira.

Era um jogador muito rápido preferencialmente colado á linha que combinava muito bem nestas deambulações com Jaime Mercês. Era melhor a atacar do que a defender, isto segundo o meu ponto de vista.

Após a conquista da Taça impõem-se definitivamente na equipa do Belenenses, com tal qualidade exibicional que foi chamado á selecção nacional.

È igualmente recordado por num jogo nas Antas, Aloísio o ter agredido com uma cabeçada (vídeo em anexo) e o árbitro ter decidido mostrar o cartão amarelo aos dois jogadores.

Terminou a sua carreira no clube de uma forma inglória quando o treinador da altura, Moisés de Andrade, o decidiu afastar juntamente com Jaime e Sadkov.

A ultima imagem refere-se a uma participação enquanto componente do núcleo de veteranos do Belenenses http://nucleoveteranosbelenenses.blogspot.com.

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Báu Azul: Feliciano



Feliciano

António Feliciano nasceu a 19 de Janeiro de 1922 na Covilhã, orfão de pai ,aos 6 anos ingressa na Casa Pia onde mais tarde o lendário António Roquete reparou nele e dessa forma o fez integrar a equipa do Casa Pia Atlético Clube. Fixou-se no clube e na temporada de 1939-40 subiu ao 1º “team”.

Chegou a ir treinar ao F.C.Porto por influência de um jornalista e adepto portista. Agradou e quando se preparava para voltar para o Norte a cobiça do Sporting fez-se sentir tendo no entanto o clube de Alvalade optado por Frazão. O Belenenses por intermédio de Aires Martins, conhecido dirigente azul levou-o para as Salésias estávamos na época de 1940-41 , onde se estreou ao lado de José Simões contra a Cuf.

Este esquerdino ficou no Belenenses durante 14 temporadas onde conquistou 1 Taça de Portugal e o lendário Campeonato Nacional.

Alto e forte fez parte das célebres Torres de Belém juntamente com Vasco e Capela. Ficaram ainda famosos os seus duelos com Peyroteo onde cada um se esforçava por saltar mais alto ou chegar primeiro á bola , mas no final dos jogos ,invariavelmente terminavam abraçados tal a admiração que possuiam um pelo outro.

14 internacionalizações pela selecção nacional, num período (2ª guerra mundial e pós-guerra) em que os jogos eram escassos. Foram memoráveis os confrontos com os avançados Zarra de Espanha e com Bihel de França, ganhos invariavelmente por Feliciano, alías o L’Equipe considerou o jogador do Belenenses, o melhor defesa da Europa.

Aos 32 anos, em 1954/55, Fernando Riera dispensou-o do Belenenses. Feliciano conhece então clubes como o Marinhense, o Desp. Beja e o Desp. Chaves.

No final dos anos 60 foi convidado para treinar as camadas jovens do F.C.Porto, tarefa que desempenhou com notável eficácia e que formou entre outros Gomes, Jaime Magalhães, João Pinto, Vitor Baía, Domingos, só para citar alguns.

Em 1985 o F.C.Porto presta-lhe a devida homenagem e em 1986 o Governo Português atribui-lhe a Medalha de Bons Serviços Desportivos, ”pelo seu passado como praticante e valiosa acção técnica e pedagógica”.

sexta-feira, novembro 28, 2008

Báu Azul: Ana Linheiro



Ana Linheiro

Figura emblemática e referência do Belenenses, a Dª Ana Linheiro foi também uma campeã como atleta do Clube. Iniciou-se no desporto na natação e como todos os atletas belenenses da época a escola de natação funcionava no tanque do Jardim Colonial, também apelidado de “caldo verde” tal a quantidade de limos e verdete. Condições difíceis que ainda pioraram para os atletas quando o clube teve de abandonar o tanque.

Nessa época em Lisboa só o Algés, o Pedrouços e o Clube Nacional de Natação tinham piscinas, e Ana Linheiro inscreveu-se como sócia do Sport Algés e Dafundo para continuar a praticar a sua modalidade.

No Algés figuravam as grandes figuras da natação mas Ana Linheiro, continuou a ligação ao seu Belenenses e apesar das dificuldades em treinar uma vez que a distância de onde morava era grande, entre 1942 e 1945 foi campeã nacional e regional e bateu várias vezes o record nacional dos 100 e 200 metros livres e costas.

Exerceu ainda no Belenenses, vários cargos directivos respectivamente na junta presidida pelo Dr. Juiz Gouveia da Veiga e nas direcções do Major Baptista da Silva, Coronel Marcelino Marques, Mário Rosa Freire e Major Ferreira de Matos. Fez ainda parte a partir dos elencos da Federação Portuguesa de Ginástica, pela qual foi distinguida com a Medalha de Bons Serviços.

Sócia de Mérito, Sócia Honorária e Troféu Pepe do nosso Belenenses é hoje em dia a guardiã do nosso tesouro e é com total dedicação e extraordinária simpatia que nos recebe quando visitamos a sala de troféus.

sexta-feira, novembro 21, 2008

Báu Azul: Chiquinho Conde



Chiquinho Conde

Chiquinho nasceu na Beira, Moçambique faz amanhã 44 anos (22 Novembro).

Antes de pisar a relva do Restelo já a sua contratação era muito propalada, tal a disputa que aconteceu á época entre o Belenenses e o Benfica, conseguindo o nosso clube junto do Maxaquene e do jogador o difícil acordo. Era pois com natural expectativa que acolhíamos mais um jogador natural dessa terra que tanto nos havia já dado.

Chiquinho não desiludiu, era um jogador muito rápido com bom toque de bola, bom poder de impulsão embora franzino.

Durante 4 épocas fez duplas com Mapuata, Mladenov, Chico Faria, Saavedra, Jorge Silva e Raudnei, durante as quais obteve 29 golos. A sua contribuição para a conquista da Taça foi bastante importante.

Em 1991 e com a descida de divisão sai do clube para o Sp. Braga e seguidamente V.Setúbal onde realiza muito boas exibições e assinala em duas temporadas sadinas 27 golos.Desperta a cobiça do Sporting que o contrata embora sem o sucesso desejado e ao fim de ano e meio regressa ao Belenenses como uma espécie de pagamento de dívida moral que o clube de Alvalade tinha devido á contratação de Mauro Soares.

Esta segunda passagem de Chiquinho Conde por Belém não é muito feliz, pouco joga e golos nem um.

Regressa a Setúbal, após o que inicia uma nova etapa nos Estados Unidos, volta mais uma vez ao Vitória e joga ainda no Alverca, Portimonense, Imortal e Montijo.

Estagia no Real Madrid e Manchester Un. apadrinhado por Carlos Queiroz, após o que regressou á sua terra natal para oriental o Maxaquene embora sem grande sucesso.Nos últimos seis meses treinou o Desportivo Maputo, mas no passado domingo viu cessar também essa ligação.

sexta-feira, novembro 14, 2008

Baú Azul: Mihailov




Mihailov

Temporada de 1989/90 o escolhido para substituir Jorge Martins nas balizas belenenses foi o búlgaro Mihailov, como alcunha “o gato”.Alimentaram então grandes esperanças os adeptos azuis, pois Mihailov era titular da selecção do seu havia estado presente no Mundial de 86 e vinha referenciado como um grande guarda-redes.

A época de 89/90 foi um pouco decepcionante, a expectativa depois da conquista da Taça era grande, mas as derrotas para a Supertaça, a eliminação pelo Mónaco, alguns maus resultados no campeonato, derrota para a Taça nas meias finais no Restelo com o Farense, proporcionavam algum clima de insatisfação. Mihailov não escapou também ele, ás críticas, alternava grandes defesas com exibições confrangedoras como num jogo na Amadora que ao intervalo já perdíamos por 4-0 sendo o búlgaro substituído pelo Justino.

No ano seguinte pior ainda, ano da descida de divisão, culmina para Mihailov com a perda da titularidade para o então jovem Pedro Espinha, que é lançado num célebre jogo nas Antas em que o nosso emblema empata 0-0 e Pedro faz uma exibição notável.

Findos esses dois anos Mihailov ruma a França onde prossegue a carreira. Vamos encontra-lo mais tarde na fase final do Mundial de 1994 onde ao serviço da selecção búlgara alcança um brilhante e inesperado 4º lugar, sendo Mihailov figura de destaque, pelas brilhantes exibições e pelo visual renovado.

É o jogador búlgaro com mais internacionalizações (102) na história de futebol do seu país e actualmente é o presidente da União (Federação) Búlgara de Futebol.

sexta-feira, novembro 07, 2008

Baú Azul: Gonzalez



Gonzalez

Francisco (Paco) Gonzalez foi o melhor futebolista (a par com Mladenov, aqui lanço a discussão, qual dos dois) do nosso clube nos últimos 40 anos.

Gonzalez, paraguaio de nascimento, veio para a Europa para jogar no Real Madrid, ao abrigo da lei da dupla nacionalidade que vigorava no campeonato espanhol, a alteração dessa lei fez com que o empresário o encaminhasse para o Belenenses. Na altura era treinador Scopelli que rapidamente ficou cativado por este jogador, a propósito, eis algumas palavras de Scopelli sobre Gonzalez:

-“ Jogador extraordinário pela sua velocidade e técnica, muito oportuno dentro da área com grande poder de remate e colocação. Um autêntico operário da equipa. Um profissional que se alheia da sua categoria para se integrar numa equipa sem vedetas, embora um jogador de grande classe tinha a humildade dos predestinados ao sucesso”.

E o sucesso não tardou, jogo de estreia com o Barreirense, vitória por 6-0, com dois golos do paraguaio.1º jogo oficial, no Lavradio, vitória por 2-1 com dois golos de Gonzalez.

Era uma excelente equipa a dessa época de 1972/73 com Mourinho; Murça,Calado,Freitas,J.Cardoso;Quaresma,Quinito,Godinho;Laurindo,Luís Carlos e Gonzalez. Nesse ano ainda o Belenenses foi convidado a participar na festa de homenagem a Gento e simultaneamente o festejo das bodas de prata do Santiago Barnabéu.

Gonzalez era então para mim, a referência, o meu ídolo de infância, e aqueles livres de pé esquerdo eram emblemáticos. A propósito, Gonzalez era o marcador de penaltys e nunca falhava, mas um dia num jogo com o Montijo, Gonzalez chuta, o guarda-redes estica o braço e detém a bola, e eu pensei como é possível isto acontecer, mas… a bola ia com tanta força que o guardião adversário acabou por entrar com a bola dentro da baliza. Outro episódio marcante foi o de um golo no Restelo ao Sporting, sem deixar cair a bola no chão chuta com tal força e colocação que o Damas (extraordinário guarda-redes) quando deu por ela já passava a caminho das redes.

Ao fim de 4 anos fantásticos, ruma ao F.C. Porto, onde apesar dos dois campeonatos ganhos não é feliz, uma grave lesão, rotura muscular e uma operação que não correu bem, retiraram faculdades ao Paco.

Voltou ainda ao Belenenses, mas já não era o mesmo, continuavam os efeitos da lesão, mais uma época e o fim de carreira.

Seguiu o percurso ligado ao futebol como treinador dos escalões jovens do nosso clube.

Actualmente treina os iniciados do Sp.Linda-a–Velha (última imagem do site) e joga como sempre nos veteranos do Belenenses.

sexta-feira, outubro 31, 2008

Baú Azul: Juanico



Juanico

O Juanico veio do Rio Ave para o Belenenses juntamente com Chico Faria, custaram na altura 30 mil contos segundo era voz corrente. Era um trinco que se caracterizava pelo forte pontapé e boa colocação de bola á distância além de uma grande disponibilidade para o jogo. Titular indiscutível, marcava tradicionalmente os lances de bola parada, penaltys, livres e contribui decisivamente para o 3 º lugar alcançado e a jóia da coroa o magnifico desempenho na final da Taça de 1989.

O primeiro golo nasce de um passe seu e quando no segundo tempo o Benfica empata e o nosso tradicional fatalismo parecia vir ao de cima eis que num livre bem longe, Juanico arranca um tal pontapé que nos deixou todos em delírio.

Praticamente uma semana depois da final da taça, Juanico é titular na selecção nacional no particular realizado no Brasil contra o escrete, a derrota é por 4-0 e fica-se por aí a sua participação pela selecção principal.

Cabe-lhe a honra de ser o capitão de equipa depois do abandono de José António e em 1991 encerra o seu capítulo como jogador do Belenenses.

Actualmente treina o GD Longos (ultima foto) clube da região de Guimarães e que participa na 1º divisão distrital de Braga.

sexta-feira, outubro 24, 2008

Baú Azul: João Silva



João Silva

Massagista do Belenenses durante mais de 50 anos, João Silva faz parte da galeria das figuras lendárias do clube.

Na sua juventude enquanto escuteiro descobre a vocação para o socorrismo, mais tarde faz o curso geral de enfermagem e o curso de fisioterapia no hospital Miguel Bombarda. Estágios em Espanha e no Brasil completam a sua formação.

Convidado pelo antigo médico do Belenenses e grande figura da medicina desportiva em Portugal, o Dr. Silva Rocha, João Silva começou por apoiar a equipa médica em dia de jogos e mais tarde integrar o “staff” que tinha como enfermeiro chefe, uma também grande figura Belenense, Pama.

João Silva faz ainda parte do quadro da selecção nacional por mais de uma década, onde é acompanhado pelo Dr. Camacho Vieira também ele uma referência no clube.

Em 2004, a UEFA distingue-o no Mónaco, com o prémio carreira reconhecendo desta forma a sua dedicação ao desporto rei.

Actualmente com 82 anos é ainda uma presença frequente nos jogos do nosso clube.

sexta-feira, outubro 17, 2008

Baú Azul: Stoycho Mladenov





Este jogador de classe mundial e nosso jogador nos anos 80, nasceu a 12 de Abril de 1957 na Bulgária. Com apenas 20 anos sagra-se o melhor marcador do campeonato búlgaro ao serviço do Beroe. Entre 1980 e 1986 representa o CSKA de Sófia e rapidamente se distingue neste emblema, fica conhecido internacionalmente quando em 1982 nos ¼ de final da Taça dos Campeões Europeus o Cska elimina o Liverpool com os dois golos a serem apontados pelo Mladenov.

Em 1983 é o futebolista do ano na Bulgária. Internacional pelo seu país por 59 vezes aponta 15 golos. Faz parte da selecção que está presente no Mundial do México e é com um misto de surpresa e enorme satisfação que os adeptos do Belenenses recebem a notícia da sua contratação.

Logo de início mostra o perfume do seu futebol, um pé esquerdo fabuloso, um óptimo jogo de cabeça e um sentido de posicionamento em campo fora do vulgar. O início de campeonato do clube nesse ano é impressionante e a dupla Mapuata, Mladenov marca que se farta. O seu golo ao Sporting no Restelo é memorável.

O seu pé esquerdo era magnético, a bola pura e simplesmente ia ter com ele fosse um pontapé de baliza ou o alívio de um qualquer defesa, depois era uma questão de uma fracção de segundo para se livrar dos adversários que o tentavam marcar.

Os jogos com o Barcelona, a eliminação do Bayer Leverkussen (detentor do título) mostravam a toda uma Europa a sua classe em campo. No seu último ano de cruz de Cristo ao peito ajuda o clube a chegar á final da Taça embora não jogue na sua despedida do Belenenses. Prematuramente deixa o Restelo e vai para o V. Setúbal onde durante dois anos marca respectivamente 15 e 8 golos no campeonato. Representa ainda o Estoril-Praia durante dois anos e posteriormente inicia a sua carreira de técnico no Olhanense.

Em 1997 é o eleito para técnico principal da nossa equipa, com um plantel muito, muito fraco, os resultados não aparecem e á 6ª jornada e com 3 pontos de 3 empates é substituído por Manuel Cajuda e no final da época a descida ao escalão secundário.

Regressou ao seu país onde treinou a selecção e posteriormente o Cska, treinou outros clubes entre os quais outra vez o Cska onde o ano passado foi campeão búlgaro. Actualmente treina o Al Ahli da Arábia Saudita.



sexta-feira, outubro 10, 2008

Báu Azul: A mudança de treinador




Os maus resultados, a falta de um modelo de jogo, uma defesa frágil, destroçada pela saída de elementos importantes do ano anterior, nomeadamente os centrais e o lateral esquerdo, jogadores no meio campo muito habituados aos métodos do anterior treinador levaram o clube à rescisão do contracto com o actual treinador do Belenenses.

Não, engana-se quem neste momento pensa que estas palavras se dirigem ao actual momento da nossa equipa de futebol, estou a referir-me á época de 1989/90.

O ano anterior tinha proporcionado a conquista da Taça de Portugal e um grau de euforia elevado entre as hostes belenenses, porém esse momento diz-nos hoje a história não foi capitalizado de uma forma eficiente.

A época de 1989/90 inicia-se com um treinador novo, Marinho Peres alega problemas familiares e regressa ao Brasil, o Sr. Hristo Mladenov, antigo seleccionador búlgaro e figura respeitada no seu país é a figura escolhida para orientar o nosso clube. Porém a saída de jogadores como Sobrinho, Jorge Martins ,Baidek e Mladenov, não conseguem ser superadas pelos substitutos. Para substituir Jorge Martins o titularíssimo Mihailov da selecção búlgara não faz esquecer o seu antecessor, a defesa anterior bastião dos azuis, está muito pior , José Mário “desaparece” para o Brasil , o novo organizador de jogo do Belenenses, Sadkov(também internacional búlgaro) que nos treinos é um assombro de técnica nos jogos mal se vê, Jorge Silva um dos melhores goleadores de anteriores campeonatos é um fiasco e o o clube perde a Supertaça, é eliminado pelo Mónaco e tem um inicio de campeonato verdadeiramente mau.

De Hristo Mladenov dizia-se que não tinha mão na equipa, que adormecia no banco e chegámos a um dia em que ao intervalo já perdíamos 4-0 na Amadora e o pequeno filme que se segue ilustra o que se passou.