terça-feira, junho 13, 2006

Selecção do Dia: Suíça

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Photobucket - Video and Image HostingSuíça
Grupo G: França, Coreia do Sul e Togo

Após 12 anos sobre a última participação da Suiça numa fase final de um mundial de futebol eis que os suíços regressam para mais uma aventura desta vez bem mais perto de casa. O passaporte para a Alemanha foi conseguido através de um segundo lugar na fase de apuramento, ficando apenas atrás da toda poderosa França.

A experiência do seu seleccionador – Koebi Kuhn, foi construída com base nas experiências obtidas no FC Zurich e na selecção Suiça. Como jogador esteve 17 anos ligado ao FC Zurich, conquistando 6 campeonatos suíços e 5 taças internas.

Esta formação não apresenta grandes estrelas na sua constituição. Jogam tradicionalmente num 4*4*2, pouco ofensivo, privilegiando a segurança defensiva e as jogadas de contra-ataque.

Na baliza o já mítico Zuberbuehler, chega a esta competição com 35 anos. É um guarda-redes regular, muito certinho, não gosta de inventar.

Na linha defensiva destaca-se o Philippe Senderos, um jogador proveniente do Arsenal, com uma estampa física notável. É bastante jovem mas é já uma certeza, um grande central.

No meio campo a grande estrela desta selecção – Vogel (A.C. Milan). Apesar da época mais discreta da sua carreira, tapado no Milão por jogadores como G. Gattuso, é um médio defensivo de grande qualidade e tem uma excelente visão de jogo. Faz muito bem as transições defesa ataque da sua equipa.

A servir a dupla atacante está o brilhante Daniel Gygax (Lille). Este jogador poderá constituir uma das maiores surpresas deste mundial pois é relativamente desconhecido, mas joga bastante bem com os dois pés, e faz alguns golos de meia distância.

A frente de ataque está muito bem fornecida por dois homens bastante rotinados do futebol europeu – Frei (Rennes) e Yakin (Young Boys). Já passaram por bastantes clubes, são dois goleadores natos (lembram-se do Basileia à 4 anos atrás, na liga dos campeões).

Inseridos no Grupo G terão seguramente uma palavra a dizer, pois nenhuma das selecções que o compõem está em grande forma. A França e a Coreia do Sul, são os adversários mais complicados enquanto que o Togo será de uma dificuldade menor.

Dados:
Selecção: Suiça
Fundação: -
Títulos mundiais: 0
Equipamento: Camisola vermelha e calções brancos
Seleccionador: Koebi Kuhn
Figura dos mundiais: Stéphane Chapuisat
Estrela: Vogel / Senderos

Nortada - Miguel Sousa Tavares

Blog

Artigo publicado hoje no jornal "A Bola", da autoria de MST:

3 - Lendo por alto, é possível estabelecer vários momentos no chamado caso Gil Vicente e ver claro. Num primeiro momento, há uma lei absurda que obriga um jogador a fingir-se amador quando já é profissional, assim limitando, de facto, a sua liberdade de trabalho. Num segundo momento, o Gil Vicente, consciente da lei e da sua aplicação ao jogador Mateus, resolve contorná-la, apelando para a justiça comum e através da esperteza saloia de fingir que quem recorria era o jogador e não o clube. Ora, mal ou bem, existem regras, nacionais e internacionais, que vedam o acesso à justiça comum em matéria de direito desportivo. Ninguém é obrigado a aceitar tais regras nem a inscrever-se nas competições onde ela vigora: trata-se de competições particulares e fechadas, com regras próprias. Ou se aceita, ou não se aceita, não se pode é aceitar para lá estar dentro e não aceitar quando não convém. A Comissão Disciplinar da Liga decidiu, pois, e com toda a lógica, despromover o Gil Vicente, por não ter acatado tal regra. Mas depois resolveram inventar nova reunião, como se a primeira não tivesse existido, trazer a votar quem não tinha votado e inventar um voto de qualidade do presidente para mudar tudo. Foi uma palhaçada: mais uma, digna de um órgão que tudo o que faz é uma palhaçada – jurídica, desportiva, ética.

Selecção do Dia: França

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Grupo G: Suíça, Coreia do Sul e Togo

Foram os últimos campeões do mundo sem ser o Brasil, interrompendo em 1998 a hegemonia dos brasileiros. Actualmente ainda contam com alguns jogadores que chegara ao ceptro à 8 anos atrás. Esta formação tem um misto de veterania e juventude.

O seu apuramento para a Alemanha não foi nada fácil, principalmente sabendo que os seus adversários directos eram equipas bastante mais inferiores tais como: Suiça, Israel, Rep. Irlanda… Conquistaram apenas 20 pontos em 30 possíveis.

O seleccionador Raymon Domenech tem uma missão muito difícil pois a França não chega à competição na melhor forma possível e perderam de forma brutal mais um jogador dos 23 seleccionados (Cissé). Como jogador Domenech, foi um lateral esquerdo bastante duro, foi 8 vezes à Selecção gaulesa e foi campeão pelo Bordéus e pelo Estrasburgo. Como treinador tem pouco historial passando apenas por clubes como Mulhouse e Lyon na década de 80.

Normalmente jogam num 4*4*2 bem definido alternando para um 4*2*3*1. Na baliza o histórico Barthez, capaz de defesas espectaculares mas por vezes falha em momentos decisivos do jogo. Os centrais são O Boumsong (Newcastle) e o adaptado Thuram (Juventus). O primeiro é um monstro cheio de músculos, com um poder físico indescritível, o segundo é um histórico do futebol mundial, foi várias vezes considerado o melhor lateral do mundo. Curiosamente Gallas (central de origem) vai ser adaptado a lateral esquerdo, e Sagnol (B. Munique) é o lateral direito. Ambos são pouco ofensivos mas muito fortes defensivamente.

No meio campo pontificam os monstros sagrados, os melhores trincos do mundo – Makelélé (Chelsea) e P. Vieira (Juventus). Apesar da veterania de ambos continuam a ser dois verdadeiros muros de betão. Na frente de destes dois trincos, a verdadeira lenda o maior de todos os tempos da França – Zinedine Zidane, tem técnica, subtileza, dribles, faz grandes passes, ainda é um dos maiores. Vai dizer adeus ao futebol mundial, após esta competição.

Na frente de ataque outros dois cabeças de cartaz, Henri e Trezeguet, são sinónimos de golos, rapidez e espetaculo, actuam no Arsenal e Juventus. Os dois juntos valerão seguramente 80M Euros.

Fazem parte do grupo G, um grupo de dificuldade média. Têm obrigações de fazer um bom trabalho e acabar no primeiro lugar do grupo. A Suiça é o seu principal adversário o Togo e a Coreia do Sul, também vão tentar a surpresa.

ATÉ SEMPRE ZIZOU!!!

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Dados:
Selecção: França
Fundação: 1904
Títulos mundiais: 1
Equipamento: Camisola azul e calções brancos
Seleccionador: Raymon Domenech
Figura dos mundiais: Zinedine Zidane
Estrela: Zinedine Zidane / Thierry Henry

Selecção do Dia: Coreia do Sul

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Grupo G: França, Suíça e Togo

Os últimos organizadores de uma fase final de um mundial, deixaram uma boa imagem do futebol asiático. Apesar de muitos jogos terem saído à casa, o facto é que, actualmente, os coreanos apresentam um excelente sistema táctico e tornam o seu futebol excitante, apesar de muitos críticos simplesmente ignorarem a zona oriental do globo terrestre.

Com o conhecidíssimo Dick Advocaat, esta formação procura um pouco a utilização do futebol total (com as devidas distâncias), aproveitando a velocidade de jogo dos asiáticos e as constantes trocas de bola, cansando bastante os adversários.

O sistema táctico reinante é o 4*1*3*2, com um trinco bem definido de seu nome Sang Chul (Ulsan Tigers), é um guerreiro incansável. Atrás deste homem aparece uma linha defensiva com Kyong-Youl e Dong eHyuk ao centro e os supersónicos Young-Pyo (Tottenham) e Park Hong como lateral esquerdo e direito, respectivamente. No meio campo reina a estrela mais cintilante desta equipa – Park Ji-Sung. Actualmente a actuar no Manchester Utd, este homem é capaz de apontamentos bastante interessantes dentro das quatro linhas. Na frente de ataque Seol (Wolves) e Ahn (Metz), apoiados por Cha Du-Ri.

Alerta!!! Os adversários directos desta selecção terão uma tarefa bastante dura ao defronta-los. França, Togo e Suiça ficarão seguramente de olhos em bico, com a facilidade com que estes homens trocam a bola e deslizam verdadeiramente sobre a relva.

Inseridos no grupo G terão na França e na Suiça os seus maiores adversários. Este é um grupo de dificuldade média, esperemos para ver que surpresas nos trarão.

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Dados:
Selecção: Coreia do Sul
Fundação: 1948
Títulos mundiais: -
Equipamento: Camisola vermelha e calções azuis
Seleccionador: Dick Advocaat
Figura dos mundiais: Hong Myung-Bo / Cha Bum-Kun
Estrela: Park Ji Sung

segunda-feira, junho 12, 2006

Caso Mateus - Declarações de Constantino Lopes

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Publicado nas Notícias na Hora de A Bola:

Constatino Lopes, vice-presidente do Gil Vicente e pai de Domingos Lopes, membro da Comissão Disciplinar da Liga de Clubes demitiu-se na passada quinta-feira para que o seu filho pudesse votar de forma imparcial o «Caso Mateus». Todavia, sai ao ataque e fala em «armadilhas e jogos de interesses.»

«Fiquei indignado por ver que juizes, desembargadores, magistrados terem afirmado quinta-feira que decisão tinha sido tomada no dia 1 quando o relatório do instrutor foi entregue no dia 2. Isto é inconcebível, é vergonhoso. Haverá sentenças antes de julgamentos». diz Constantino Lopes, à Renascença.

«Eu não podia permitir que o meu filho ficasse «preso» e eu revoltado com esta situação não tinha outra alternativa que não fosse pedir a demissão porque não quero compatuar com estas decisões. «Considero que estão a criar uma armadilha ao Gil Vicente, havendo jogos de interesses.»

A Regra Inquestionável

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Artigo de Homero Serpa publicado em A Bola de 11/06/2006;

Os clubes que entram nos campeonatos aceitam, implicitamente, as regras do futebol, têm de lhes ser fieis e proceder sob as suas filosofias. Uma dessas regras condena o clube, como condenaria uma Associação ou a Federação e também a Liga, a recorrer aos tribunais comuns em qualquer caso e seja em que circunstância for. Trata-se de uma determinação incorrecta do ponto de vista constitucional? Trata-se de uma regra imposta por uma espécie de idionomia intransigente, imiscível com a justiça dos países? Pode ser tudo quanto os senhores quiserem, mas é uma regra oficial do futebol em todo o planeta, que os clubes conhecem e se não conhecem deviam conhecer, por isso o recurso aos tribunais por parte do Gil Vicente, no caso Mateus, empolado, efabulado, sei lá que mais, só por si basta para indicar o clube como réu de um processo fácil de avaliar e de julgar pelas instâncias do nosso futebol, bastando para isso apoiar-se na tal regra. Se a justiça da Federação quiser ir mais longe, neste processo, tem pano para mangas, até pode considerar que os dirigentes do clube nortenho, na defesa das suas intenções, percorreram caminhos ávios e por eles chegaram à inscrição do jogador Mateus, vítima de toda esta embrulhada e que parece colocado à margem das preocupações de toda a gente, conclusões que se tiram dos testemunhos de dirigentes do Lixa e do Casa Pia, por exemplo. Na verdade, foi através de uma artimanha com rosto legal que o Gil Vicente inscreveu o jogador Mateus, levantando os protestos do Vitória de Setúbal e da Associação Académica de Coimbra.

Mas, sobre tudo isso, sobre essa engenharia bizantina, sobre a influência que teve na competição um jogador inscrito em circunstâncias «especiais», está o desrespeito pelo célebre artigo 63º do regulamento da FIFA. É um facto, é alógico e obviamente decisivo. Certo organismo do futebol, ao dispensarem o prevaricador das suas obrigações através de uma surpreendente cambalhota que os classifica com o funâmbulos imperfeitos, abriram precedentes perigosíssimos. Falando no Belenenses, parte interessada no momentoso assunto, seria de admitir que colocasse acções contra autores de factos que muito o prejudicaram, como a arbitragem do jogo com o Benfica no Restelo que perdoou ao Benfica três grandes penalidades, coisa que devia entrar no livro dos recordes, dizendo do Braga, lembro o golo de um adversário alcançado depois de a bola ter estado fora do campo. Enfim, dois exemplos de um mundo de irregularidades que habitam a face escura da Lua. Vejam os leitores como as coisas se cozinham cá na terra, como as decisões podem alterar-se a fim de transformarem o branco em negro, podendo nós calcular como essa alteração foi conseguida através das reacções que «A Bola», hoje, publica. Num país que não gosta tanto do futebol como de ganhar, e esta tendência absurda até se manifesta nas votações político-partidárias, a inamissibilidade não merece discussão, por isso, na órbita do grande jogo giram interesses de toda a ordem e poucos terão a libertá-los de uma imagem pouco icástica a pudicícia, teoricamente exigida, pelo menos pelos cidadãos civilizados e que, por principio moral, contestam as fórmulas made in Portugal que faz do país uma terra pequena onde qualquer indivíduo pode ser desviado das suas obrigações e compromissos assumidos com a imparcialidade. Numa terra pequena, crescem os pigmeus que não sabem, evidentemente, esgrimir com os homens e se refugiam nos coiquinhos provincianos. Acho que as regras do futebol, desde que aceites por todos os intervenientes do chamado jogo das multidões, têm força de lei, uma lei interna, uma espécie de regulamento assente na lealdade e honradez das pessoas, mas regra inultrapassável, portanto inquestionável. A FIFA, muito atenta a este caso português, instituiu-a, cabe à sua filiada, Federação Portuguesa de Futebol, defende-la dos desvios intencionais ou apenas levianos. Se a regra parece extemporânea, antidemocrática, prepotente, uma esquírola venéfica cravada nas sociedades, então há que promover reuniões entre as entidades máximas do futebol e os governos de todos os países do planeta futebolísitico, à procura de uma solução consensual. Assim, enquanto funcionar como lei do sistema, tem de ser acatada pelos clubes e não submergida por manobras de diversão mais ou menos despicientes, susceptíveis de desenvolverem situações anárquicas. É claro que o caso não termina na conclusão inexplicável da Liga, no esquisito volte face que a votação agora nos trás e que terá de ser explicada aos desportistas portugueses para que estes, mais uma vez, entendam que os bastidores do seu desporto favorito consentem estas pachouchadas que dariam vontade de rir se não provocassem vómitos. Em Itália, combate-se a mafia, os resultados combinados, defendendo-se o prestígio do futebol, mas estamos a falar em diferença de civilizações, por esta periferia, o brequefaste continua e por esta e por outras é que havemos de ser sempre um país pouco considerado, o comediante da Europa.

Selecção do Dia: Rep. Checa

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Grupo E: Itália, Gana e EUA

Curiosamente este país após a desagregação da Checoslováquia é a primeira vez que participa na maior competição de futebol do mundo. São seguramente os estreantes que ninguém quer defrontar. Com um apuramento bastante sofrido, ficaram em segundo no seu grupo (apenas a Holanda os conseguiram superar). Tiveram assim que defrontar a Noruega no play-off, onde obtiveram duas vitórias pela margem mínima.

O técnico Karel Bruckner, é um homem de convicções fortes e por isso levou o veteraníssimo Karel Poborsky (a actuar na segunda liga checa). A sua principal característica é o relacionamento interpessoal com os jogadores, considera-os como uma verdadeira família.

Como jogador não teve um papel relevante a nível europeu, já como treinador é um verdadeiro «globetrotter», passou por uma panóplia de equipas todas elas da Republica Checa, Eslováquia e ex-Checoslováquia (11 ao todo).

A disposição dos checos em campo é a seguinte: 4*1*3*2. Com Petr Cech (um dos melhores na sua posição) na baliza, vai ser muito difícil aos seus adversários marcarem golos. Tem variadíssimos recursos que pode utilizar, é ágil, alto, tem um excelente posicionamento, e reflexos de aço.

A defesa é provavelmente o sector mais fraco desta formação, apesar de serem muito certinhos, não podemos esperar que façam a diferença num jogo.

Na zona central, temos Ujfalusi (Fiorentina) e Rozenhal (PSG), uma dupla bastante alta, poderosa fisicamente mas que por vezes falham no seu entrosamento. Os laterais são Grygera na direita, actual jogador do Ajax com 25 anos e o batidíssimo Jankulovski (AC Milan), não teve muitas oportunidades no seu clube de origem mas é um dos jogadores mais experientes da defesa.

O trinco preferido de Bruckner é Galasek (Ajax), é um jogador lento, mas que corre quilómetros, para colmatar a sua lentidão tem um posicionamento fantástico dentro das 4 linhas.

O tridente que apoia os 2 pontas de lança é simplesmente fantástico, dois veteranos nas pontas e uma jovem promessa no centro a actuar como n.º 10. Apesar das más recordações que nos trás todos nós temos que fazer uma vénia ao veterano Poborsky, com 34 anos ainda é rapidíssimo, consegue chegar à linha e centrar em condições, seguramente o melhor amigo dos avançados. No lado contrário, a lenda – Pavel Nedved. Ele que já foi “Bola de Ouro”, é um atleta de vastíssimos recursos, marca golos, finta executa passes rasgados, defende, é um jogador completo, um verdadeiro atleta. No centro do terreno, o mágico checo – Rosicky (ex-B. Dortmund). Ainda tem margem de progressão e com certeza será uma competição para explodir a nível internaconal.

Na frente de ataque o “poste” Jan Koller (2,02 m de altura) e o menino bonito Milan Baros. Esta dupla garante golos pois têm características que se complementam, tanto o jogo aéreo como o jogo colado na relva pode ser facilmente resolvido por um dos avançados.

O grupo E tem uma dificuldade intermédia, selecções como Itália e Estados Unidos terão muita dificuldade em desenvolver o seu futebol perante a audácia checa. O Gana terá apenas no seu poder físico a sua única arma.

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Dados:
Selecção: Republica Checa
Fundação: 1901 (Checoslováquia)
Títulos mundiais: 0
Equipamento: Camisola vermelha e calções brancos
Seleccionador: Karel Bruckner
Figura dos mundiais: -
Estrela: Pavel Nedved

Selecção do Dia: Gana

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Grupo E: Itália, Rep. Checa e EUA

Vizinhos da Costa do Marfim e do Togo, participam pela primeira vez numa fase final de um campeonato do mundo. Foram os primeiros do seu grupo de apuramento, ficando à frente de selecções como o Congo e a África do Sul.

O treinador que conquistou este feito foi Ratomir Dujkovic, sérvio de 60 anos de idade. Notabilizou-se como guarda-redes do Estrela Vermelha, contribuindo decisivamente para 4 campeonatos consecutivos da ex-Jugoslávia, nos anos 70. Como treinador teve um percurso completamente atípico. Treinou selecções como a Venezuela, Mianmar, Ruanda e clubes como Crvena Zvezda e Universidad de Los Andes.

Com esta formação Dujkovic utiliza um 4*4*2, com os alas bastante ofensivos. Existe basicamente um líder por sector, desde já a linha defensiva é comandada pelo veterano Samuel Kuffour (AS Roma), um jogador bastante poderoso, actua na zona central da defesa. É um verdadeiro «Hércules», uma força da natureza que quando os seus colegas falham ele seguramente estará na dobra.

No meio campo a estrela – Essien. Mais um jogador bastante forte fisicamente, técnica invulgar e com uma visão de jogo muito apurada. Marca entre 8 a 10 golos por época, e faz todo o trabalho de transporte de bola defesa-ataque.

O n.º 10 desta selecção é o polivalente Appiah, ele que curiosamente começou a sua carreira como trinco. Joga um pouco à frente de Essien, e é por isso o maior apoio do médio defensivo. Genial mas por vezes trapalhão.

Na frente de ataque o avançado que joga actualmente no Vitesse – Amoha. Com uma velocidade estonteante foi um dos maiores responsáveis pelo apuramento do Gana para a Alemanha, tem um sentido de baliza apuradíssimo.

Podemos ainda fazer referência a Derek Boateng (AIK Solna), Eric e Otto Addo, Yakubu (Vitesse).

No grupo E vão causar algumas devido aos seus argumentos físicos. A Itália, R. Checa e EUA, não vão poder ignorar os jogadores do Gana.

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Dados:
Selecção: Gana
Fundação: 1957
Títulos mundiais: -
Equipamento: Camisola amarela e calções amarelos
Seleccionador: Ratomir Dujkovic
Figura dos mundiais: -
Estrela: Essien

domingo, junho 11, 2006

O escândalo na 1ª pessoa

Blog

Entrevista de Tiago Carrasco publicada no site Sportugal:

Pedro Mourão “parte a louça”

“Há fortes indícios de conluio"

Pedro Mourão não tem papas na língua. Para o membro demissionário da Comissão Disciplinar (CD) da Liga, “há fortes indícios de um conluio” na votação do Caso Mateus.

“Só ontem percebi porque é que o Dr. Gomes da Silva não quis assinar logo o acórdão”, confessa ao Sportugal, Pedro Mourão, referindo-se à decisão do Presidente da CD. Gomes da Silva votou, na reunião de Lisboa do passado dia 1 de Junho, favoravelmente ao requerimento do clube do Restelo, mas não quis rubricar logo a assinatura que legitimaria a votação. Ontem, dia 9, no plenário da Comissão no Porto, Gomes da Silva apareceu com uma decisão renovada, favorável aos gilistas.

Para o juiz de carreira houve uma autêntica “falta de transparência” por parte de Gomes da Silva (que, lembra-se, foi apanhado nos vídeos do processo “Apito Dourado”) que, para mais, “usou um voto de qualidade que não tem legitimidade jurídica, já que o número de votantes, supostamente, era ímpar, e não havia necessidade de desempatar dessa forma”.

Mas, para o membro demissionário, pior ainda foi a forma como Paulo Domingos Lopes voltou atrás no seu pedido de escusa. O filho do vice-presidente do Gil Vicente para a área financeira acabou por usar o seu voto para empatar o sufrágio. “Felizmente, sei que não ficou órfão no espaço de uma semana, então as razões que o levaram a pedir escusa na primeira reunião, tinham que se manter para a segunda. Eu sou juiz e é o mesmo que eu agora ir julgar o meu pai ou o meu filho”, diz-nos, indignado, o ex-membro da CD.

Em relação à reunião de ontem, Pedro Mourão diz que parecia uma “reunião de espiritismo”. “ Havia um silêncio cúmplice e tenso entre Paulo Domingos e Gomes da Silva”, lembra Pedro Mourão. E explica a razão da demissão: “ Nós somos juízes e pessoas de bem, não podemos pactuar com estas coisas.”

Selecção do Dia: Portugal

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Grupo D: Irão, México e Angola

Cá estamos nós outra vez! Com o passar dos anos temos conquistado uma regularidade espantosa em fases finais das mais importantes competições do mundo. Muito devido a duas gerações de futebolistas, que desde o início dos anos 90 nos têm habituado a vencer. Já não somos os coitadinhos, saudosistas, e que “no tempo do Eusébio é que era…”, actualmente somos uma das mais excitantes equipas da Europa.

Contamos apenas com 3 participações em Mundiais, e apenas em 1966 fizemos uma boa caminhada, pois conquistámos o terceiro lugar em Inglaterra. Em 1986 com o famoso “saltilho”, estávamos mais preocupados em discutir os prémios de jogo do que em ganhar aos adversários, não sei se alguém lhes explicou que era apenas a segunda vez que íamos a um Campeonato do Mundo de Futebol. Em 2002, foi a vergonha total, pois os jogadores estavam mais preocupados em passear as camisinhas de marca e fazer compras para as mulheres no oriente, do que em mostrar porque é que tinham ficado em terceiro lugar no Campeonato da Europa de 2000.

O nosso grupo de apuramento era um dos mais fracos da zona europeia, mas também era o único que contava com três equipas (Portugal, Rússia e Letónia) que tinham participado no Euro 2004. Por isso conquistámos facilmente o primeiro lugar, e não tivemos que fazer as célebres contas, na última jornada.

O nosso seleccionador é um homem de fé e arrasta multidões, consegue lidar bastante bem com os portugueses, é bastante simpático e tem a capacidade de solicitar o apoio do povo, pedindo que coloquem bandeiras nas janelas e nos carros, fazendo com que haja um apoio incondicional à nossa selecção. Um homem de convicções fortes (Romário e Ricardo Quaresma que o digam), pegou numa equipa do Brasil que esteve quase pela primeira vez a falhar uma fase final do Campeonato do Mundo, em 2002, e conseguiu ser só e apenas campeão do mundo. Já em Portugal, conseguiu ser vice campeão da Europa, caindo apenas aos pés da Grécia (MALDITA SEJAS!!!), numa competição em que a imagem de Portugal foi altamente incrementada devido às nossas capacidades futebolísticas e organizacionais.

Como jogador teve uma carreira pouco visível, passando por clubes como o Alagoas.

Em termos tácticos utilizamos o já célebre 4*2*3*1, com um trinco e um trinco falso. Temos então na baliza o Ricardo, jogador do Sporting, com reflexos fantásticos mas por vezes com baixos níveis de concentração, atingiu esta época uma regularidade só vista quando actuava no Boavista. Temos por isso muita fé nas suas capacidades. Como suplentes temos o Quim (suplente do Benfica) e Paulo Santos (Braga).

No centro da defesa o patrão e ultra consagrado Ricardo Carvalho (Chelsea), um dos melhores defesas do mundo, bastante regular e é quase sempre nossa salvação. Ao seu lado Fernando Meira (Estugarda), bastante alto e poderoso mas infelizmente tem as suas falhas principalmente ao nível da antecipação. Como possíveis suplentes, temos o Ricardo Costa (bastante esforçado e aguerrido mas algo irregular) e Marco Caneira (polivalente jogador do Sporting).

No lado direito da defesa a primeira dúvida: Miguel ou Paulo Ferreira? É caso para dizer venha o diabo e escolha. Se um é um excelente lateral moderno, bastante ofensivo, mas tem que entrar em correrias loucas para recuperar a sua posição defensiva o outro é um lateral bastante concentrado defensivamente, mas que pouquíssimas vezes arrisca na subida do terreno. Seguramente Scolari vai escolher o defesa direito em função do adversário que tiver pela frente. No lado esquerdo da defesa, a opção natural recai para o lado do Nuno Valente (Everton), um jogador nada extraordinário mas que em função de Portugal não ter esquerdinos, é com ele que teremos que jogar (Marco Caneira também pode ser adaptado).

No meio campo centro defensivo, as verdadeiras incógnitas!!! Temos 4 jogadores para 2 posições. Vejamos, as duplas mais prováveis são Costinha (ex-Dínamo) e Maniche. As características principais são a classe e o posicionamento do primeiro, e a predisposição para correr e trabalhar no meio campo do segundo. A segunda hipótese, e minha preferida é a dupla Petit (Benfica) e Tiago (Lyon), em que o primeiro é um verdadeiro trinco e corre os 90 minutos varrendo tudo o que lhe aparece à frente (felizmente com a idade está um pouco menos violento) e o segundo é um jogador que fez uma época fantástica, marca golos, faz facilmente passes de 30/40 metros e é uma excelente muleta para o trinco. Infelizmente penso que o mister vai optar pela primeira dupla.

O tridente atacante, que apoia o ponta de lança, é um dos melhores do mundo!

Na direita, a lenda - Luís Figo (Inter). Já não tem as capacidades físicas que o notabilizaram no um para um, mas a sua técnica, presença em campo ainda fazem com que seja um dos extremos direitos mais respeitados do mundo. No lado esquerdo, o «wonderboy» - Cristiano Ronaldo (Man. Utd.). Está seguramente no top 5 dos jogadores mais temíveis do mundo no um para um, assiste os companheiros, faz bastantes golos tanto com os pés como com a cabeça. O nosso n.º 10 (ou n.º 20 como queiram), é o grande Deco. Jogador de fino recorte, visão de jogo genial. Esta época venceu pela segunda vez uma liga dos campeões, e foi bicampeão pelo Barcelona, um dos melhores jogadores do mundo. As possíveis alternativas são Boa Morte (Fulham), Hugo Viana (Valência) e Simão Sabrosa (Benfica). Especial enfoque para o último pois parece estar em excelente forma, talvez o 12º jogador mais utilizado.

Na frente de ataque o «ciclone da madeira», Pedro Pauleta, já superou o rei Eusébio em golos marcados pela selecção A. É um verdadeiro caso de sucesso, em França e os golos são a sua verdadeira paixão. Os suplentes de Pauleta são Postiga e Nuno Gomes. Parecem-me em baixa de forma mas esperemos para ver.

Inseridos no grupo D, temos no México o nosso maior rival. Angola e Irão parecem ser bastante mais acessíveis mas não podemos ir tão descontraídos para estes embates como à 4 anos atrás.

FORÇA PORTUGAL!!!
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Dados:
Selecção: Portugal
Fundação: 1914
Títulos mundiais: 0
Equipamento: Camisola vermelha e calções vermelhos (novo equipamento)
Seleccionador: Luís Filipe Scolari
Figura dos mundiais: Eusébio
Estrela: Figo / Deco / C. Ronaldo

Selecção do Dia: Irão

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Grupo D: Portugal, México e Angola

Passaram ao lado das confusões políticas, programas nucleares e afins, classificando-se facilmente no seu grupo de apuramento, pois equipas como Laos, Qatar e Jordânia são demasiadamente fáceis para ser verdade. Com apenas 2 participações em fases finais do mundial, o Irão nunca conseguiu passar os grupos.

O seleccionador Branko Ivankovic, já conta no seu currículo com um terceiro lugar com a formação da Croácia no Mundial de França em 1998. No Irão conseguiu reconstruir um grupo forte, recrutando jogadores bastante mais novos. Normalmente deixa pouca liberdade criativa aos seus homens mas é muito forte tacticamente. Teve um início promissor com os iranianos alcançando o primeiro lugar nos Jogos Asiáticos de 2002.

Com uma escola futebolística nada famosa, os iranianos, curiosamente, conseguiram adaptar-se facilmente ao 4*3*1*2 imposto por Ivankovic. A linha defensiva é composta por 4 desconhecidos – Nosrati, Reazei, Golohammadi e Kabei. Todos eles jogam no campeonato interno do seu país pelo que é praticamente impossível saber a valia de cada um deles. Apenas sabemos que são aguerridos e que sofrem poucos golos, mas contra selecções como México e Portugal, não terão a vida tão facilitada como em jogos anteriores.

Na esquerda do meio campo joga o corpulento Zandi, actual jogador do Kaiserslautem. Não tem muitos recursos técnicos mas é muito forte fisicamente. Na direita o super herói Mahdavikia (Hamburgo), ele que marcou o célebre golo em 1998 contra os EUA, vencendo na altura por 2-1 os americanos. No centro temos Nekouman, mais defensivo que os seus colegas das alas, tem pouca liberdade e é uma peça chave para esta equipa. O número 10 deste conjunto é Karimi, o Maradona do Irão. Tem dois pés fantásticos, é um virtuoso e por ele passa todo o jogo do seu país. No seu actual clube (B. Munique) vai ter um papel mais importante, pois é o substituto natural de Ballack que se transferiu para o Chelsea.

A frente de ataque é composta por uma dupla de bastante veterana, mas de grande nível. Ali Daei com 37 anos é o recordista mundial de todos os tempos, de golos marcados por um país (109 golos em 145 int.), fantástico! Ao seu lado tem Vahid Hashemian, com uma média de 1 golo por cada dois jogos.

No grupo D os Ayattolahs, não serão pêra doce para os seus adversários, Portugal e México terão as dificuldades normais com uma equipa que é bastante alta e tem um jogo aéreo muito bom.

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Dados:
Selecção: Irão
Fundação: 1920
Títulos mundiais: 0
Equipamento: Camisola branca e calções brancos
Seleccionador: Branko Ivankovic
Figura dos mundiais: Ali Daei
Estrela: Ali Daei / Ali Karimi

sábado, junho 10, 2006

A Loucura da Normalidade

Artigo da autoria de Carlos Gustavo Benavente

Cada um faz o que pode. Cada um pode o que quer. O tempo vai-nos tornando cada vez mais imperfeitos. Recordo-me de um puto, de cruz ao peito, que fazia defesas em dias pares e tentava esconjurar frangos em dias ímpares. Até ao dia em que deixou de o fazer, porque já não queria poder. Pôde pelo menos ser honesto consigo próprio. Uma loucura.

Ao que parece, o poder no princípio desta semana começou por ser justo com o meu clube. Não havia grandes dúvidas, aliás. Um jogador de uma selecção finalista do mundial de futebol tinha sido contratado como amador por um clube profissional de futebol, do escalão maior Português, alegando ter como profissão a de contínuo na fábrica do presidente do seu anterior clube. Tudo normal, portanto.
Após jogar meia dúzia de jogos na tal divisão principal do futebol português, alguem do clube, resolvendo ler com atenção os regulamentos, verificou que a utilização do referido contínuo nas peladinhas lusitanas condenava o seu clube á descida de divisão automaticamente. A solução foi, como são sempre todas as boas soluções, simples. O contínuo deixou de jogar.

Há como é óbvio o reconhecimento implícito do contínuo em causa ter jogado quando não devia. Por outro lado, há tambem a inegável participação do contínuo em meia duzia de peladinhas oficiais, mais os dois golos que marcou, decisivos aliás para os resultados alcançados nos referidos jogos. Após a paragem, certamente que este contínuo continuou na fábrica do Presidente do seu antigo clube, á espera de ser chamado, com normalidade, pelo seu país, para ir jogar umas peladinhas de verão na Alemanha.

Ao que parece, ontem houve outra votação. Parece que desta vez votou mais um senhor. Parece ainda que o senhor em causa é filho de um Vice-Presidente do clube amigo dos contínuos com jeito para o futebol. Parece ainda que com esta decisão, o “orgão” que a tomou, desapareceu. Dois dos membros do referido “orgão” pediram a demissão por certamente não concordarem com a inclusão de contínuos em jogos entre profissionais de futebol, e mais importante, por tal regra estar declarada nos regulamentos da competição. Que raio, se no poker podemos ir buscar cartas, não nos limitando ás que a sorte nos ofereceu da primeira vez… e se ninguem reparar até podemos ir buscar uma cartinha extra á nossa manga, porque não se podem refazer votações sobre assuntos anteriormente votados com votos extra? Tudo normal portanto. Lamento o desaparecimento do “orgão” em causa.

Por falar em desaparecimento, há por aí um personagem, especialista em presidencias de “orgãos”, que dá pelo nome de Dr. Gilberto, que desapareceu do país no hiato entre a primeira e segunda votações acima abordadas. Felizmente para todos nós, e muito principalmente para ele, julgo que apareceu na Alemanha, para assistir com a pompa que é devida ao seu estatuto a umas peladinhas que vão lá fazer durante este mês. Curiosamente, tenho que para o meu clube, mais importante do que o seu desaparecimento fisico do país, é talvez o recente desaparecimento dos cabelos grisalhos do Dr. Gilberto, sendo substituídos por farta e ruiva cabeleira. Com normalidade, o Dr., sendo especialista em presidir a “orgãos”, ligará possivelmente mais á forma que ao conteúdo das coisas, porventura com a intenção de se “sacrificar” por muitos e bons anos na presidencia de quaisquer “orgãos” que á frente lhe apareçam. No fundo, pode-se definir esta ilustre personagem como um “esteta”. Parece que o aspecto ruivo de alguem grisalho só impressiona os poderosos estrangeiros reunidos á volta das peladinhas na Alemanha, enquanto o Dr. em causa se esforçar para que os seus “orgãos” cumpram as leis que regem as peladinhas profissionais. Misturando culinária com agricultura, apertem os pasteis os tomates á cenoura, e veremos se esta não mexe o seu cuzinho para salvaguardar a boa impressão que causa perante os seus estrangeiros pares… restaurador Olex e tintas Pantene incluídas, claro.

Parece que a direcção do meu clube reuniu ontem, após saber dos resultados da fatídica segunda votação. A direcção pode fazer muita coisa nesta altura crítica para tantos. Não espero menos aliás que uma viagem do nosso Presidente á Alemanha, onde actuam os contínuos nas peladinhas de verão 2006, ANTES da nossa selecção jogar o primeiro jogo, curiosamente contra a selecção onde milita o contínuo em causa neste caso, aparecendo em Marienfeld e exigindo uma audiencia urgente com algum estrangeiro importante no veto de presidencias de diversos “orgãos” locais. Espero claro, que antes disso o nosso Presidente organize em territorio luso uma conferencia de imprensa onde categoricamente diga que vai impedir a selecção nacional de participar no mundial. E mostre o artigo internacional que traduz essa sanção aplicável quando “orgãos” nacionais jogam ao poker com cartas na manga. Chama-se a isto a diferença entre o grisalho e o novo ruivo.

Acredito eu por um minuto que a nossa selecção seja impedida de jogar o Mundial? Claro que não, mas na sociedade “esteta” em que vivemos, o normal é a comunicação social só dar primeiras páginas á loucura instituída. Aliás, um fax para a Reuters e para a AP são certamente outras acções a realizar. Ter impacto internacional, mesmo que pequeno é naturalmente muito relevante.

Temo no entanto que esperar uma decisão enérgica da direcção do meu clube é o mesmo que ficar á espera de Godot. Temo que o querer não poder seja mais forte que o fazer. Temo ainda que se recorra a todas as cartas na manga para se fingir que se quis. A normalidade, portanto.

Qual passe mágico de um Maradona que já foi profissional mas regressou a amador, é nesta triste geometria que se desenha a matemática intercepção entre Samuel Beckett e Arno Gruen.

Escândalo - A Bola

Blog

Artigo de "A Bola" de hoje:

Gil Vicente ganha «round» e dois juízes demitem-se

Um golpe palaciano! A Comissão Disciplinar da Liga decidiu, ontem, no Porto, pela manutenção do Gil Vicente na Liga, julgando improcedente a queixa apresentada pelo Belenenses e mandando arquivar o processo. Depois de na reunião de Lisboa, no primeiro dia do corrente mês, a votação ter sido favorável aos azuis do Restelo, eis-nos perante um surpreendente volte-face de última hora, com um dos elementos da CD, filho de um dirigente gilista, a fazer questão de votar mesmo depois de em devido tempo ter pedido escusa de participar na votação. Por causa disso, dois juízes demitiram-se de imediato e a comissão caiu.

Indignação, vergonha, palhaçada! São estes os termos que caracterizam o sentimento de algumas pessoas da Liga, incluindo directores da Comissão Executiva, mas também de um dos juízes da CD, Pedro Mourão (relator do processo-Mateus), cuja voz de revolta, dizem, se fez ouvir bem alto nos corredores da instituição. Em causa estava a subscrição do acórdão sobre o denominado caso Mateus, já apreciado e votado numa anterior reunião do mesmo órgão, em Lisboa, então, com três votos favoráveis ao Belenenses e o pedido de escusa de Domingos Lopes, que se considerou parte interessada, uma vez que é filho de Constantino Lopes, vice-presidente gilista para a área financeira. Dada a necessidade de se proceder à célere redacção da sentença — considerando, entre outras, a necessidade de homologação dos campeonatos ao fim de 30 dias... —, Pedro Mourão e Frederico Cebola assinaram o texto dois dias mais tarde, em Lisboa, e enviaram o documento para o Porto (via Cunha Leal), para que o mesmo fosse subscrito pelo presidente da comissão, Gomes da Silva, e para que as partes pudessem desde logo ser notificadas. Mas...

2-2 e voto de qualidade de Gomes da Silva

Percebe-se agora o atraso nas notificações. Sexta-feira, 9 de Junho de 2006. Um dia para o futebol português recordar, sem dúvida. Reunião do Plenário da Comissão Disciplinar, na Liga, no Porto. Os quatro elementos da CD da Liga — um juiz desembargador (Gomes da Silva), dois juízes de carreira (Pedro Mourão e Frederico Cebola) e um advogado (Domingos Lopes) — comparecem ao encontro. Sobre a mesa está o acórdão, fundamentado nos votos da reunião de Lisboa, mas não a assinatura de Gomes da Silva, que entretanto decidiu mudar de opinião. Domingos Lopes, o tal que se escusara a votar, alegando conflito de interesses, também opta, agora, por usar o seu voto... e, claro, em benefício da causa gilista. Pedro Mourão e Frederico Cebola mantêm as posições assumidas no primeiro dia do mês, na capital, contrárias à pretensão do Gil, e, algo surpreendentemente, o líder, Gomes da Silva, opta por se juntar a Domingos Lopes, colocando o saldo em 2-2. Para desfazer o empate, o presidente do órgão, invocando o seu direito a voto de qualidade — que se apresenta como legalmente discutível, sustentam juristas —, concede finalmente ao emblema minhoto a vantagem nesta primeira etapa da corrida: 3-2, desce o Belenenses, fica o Gil na Liga maior! Arquivem-se os autos! «Em Itália, a isto chamam-lhe máfia e camorra, aqui não sei qual o nome que lhe dão!...», terá reagido, na hora, um dos juízes derrotados no processo, segundo garantiram fontes bem colocadas no interior do edifício da Liga. Obviamente, esta (como qualquer outra) decisão da Comissão Disciplinar é passível de recurso para o Conselho de Justiça (CJ) da FPF depois de notificados os interessados, o que deverá acontecer na segunda-feira. A partir de aí, o Belenenses pode avançar para a queixa no CJ.
Belenenses vai agir criminalmente

A notícia da deliberação da Comissão Disciplinar da Liga chegou ao Estádio do Restelo durante a tarde, apanhando de surpresa os dirigentes do Belenenses, que aguardavam a notificação... da primeira decisão, que colocava os azuis na Liga e despromovia o Gil Vicente. Cabral Ferreira, presidente da administração da SAD do Belenenses, mostrou-se sereno, lembrando que o clube não tinha ainda recebido qualquer notificação oficial. De qualquer forma, e deixando mais declarações para uma conferência de Imprensa marcada para esta manhã (11.30 horas), Cabral Ferreira reagiu de forma veemente ao inesperado volte face. «A ser verdade esta deliberação, a serem verdadeiros todos os acontecimentos que a antecederam, o Belenenses vai ser obrigado a reagir de forma imediata e implacável, exigindo a responsabilização disciplinar e criminal de todos os envolvidos nesta cambalhota », afirmou o presidente do Belenenses, não contendo a sua indignação: «Esta situação é tão mais grave que desprestigia o futebol português, tanto interna como internacionalmente.»

sexta-feira, junho 09, 2006

ESCÂNDALO!!!

L.Rodrigues

APÓS UMA PRIMEIRA VOTAÇÃO, NA SEMANA PASSADA, EM QUE O BELENENSES TINHA GANHO 2-1, HOUVE UMA NOVA VOTAÇÃO EM QUE O FILHO DE UM DIRIGENTE GILISTA QUE HAVIA PEDIDO ESCUSA NA 1ª VOTAÇÃO POR NÃO CUMPRIR CRITÉRIOS DE INDEPENDÊNCIA VOLTOU ATRÁS E VOTOU. O EMPATE 2-2 FOI DECIDIDO POR VOTO DE QUALIDADE DO PRESIDENTE (O QUE NÃO ESTÁ CONSAGRADO NOS REGULAMENTOS) E FOI DADA RAZÃO AO GIL VICENTE.

DE IMEDIATO, PERANTE O ESCÂNDALO EM CAUSA, OS 2 JUÍZES QUE HAVIAM VOTADO FAVORAVELMENTE AO BELENENSES PEDIRAM A DEMISSÃO, CAÍNDO ASSIM O CONSELHO DE DISCIPLINA DA LIGA.

VERGONHOSO!!! NA 4ª FEIRA PASSADA CONFIRMOU-ME CUNHA LEAL, PRESIDENTE EXECUTIVO DA LIGA DE CLUBES, QUE O BELENENSES FICARA NA 1ª LIGA. O QUE SE PASSOU ENTÃO? VOTA-SE AS VEZES QUE FOREM PRECISAS ATÉ SATISFAZER A PRETENSÃO DE UM DOS LITIGANTES? PORQUE MOTIVO SE ESPEROU ATÉ AO INÍCIO DO MUNDIAL?

O BELENENSES TEM DE SE IMPÔR. SE ATÉ AGORA ERA A 100%, AGORA TEM DE SER A 200%. CONTRA TUDO E CONTRA TODOS, TEMOS DE LEVAR TUDO À FRENTE.

A SELECÇÃO NACIONAL ESTÁ A POUCAS HORAS DE INICIAR O MUNDIAL E UMA DAS SANÇÕES PREVISTAS PELA FIFA PARA A FEDERAÇÃO É A EXPULSÃO DA SELECÇÃO NACIONAL DAS COMPETIÇÕES INTERNACIONAIS. Ver link

SÓ TODOS JUNTOS PODEMOS VENCER. SENSIBILIZEM TODA A OPINIÃO PÚBLICA PARA ESTE ESCÂNDALO. A RAZÃO JÁ NOS ASSISTIA, E O QUE SE PASSOU FOI PURA CORRUPÇÃO.

E-MAILS ÚTEIS:

Email da Liga:
geral@lpfp.netcabo.pt

Emails da FIFA:
joseph.blatter@fifa.org
contact@fifa.org
legal@fifa.org
media@fifa.org
datainfo@fifa.org

Email da UEFA:
info@uefa.com

Revista de imprensa: 09/06/2006

L.Vieira

Hoje foram publicadas 24 notícias sobre o Belenenses.

O Caso Mateus continua a ser o maior destaque do dia com 9 notícias. Quase todos os jornais referem que hoje deve ser o dia em que os clubes serão notificados com a decisão da LPFP e O INDEPENDENTE faz um artigo muito bom sobre o Caso Mateus que inclui a cronologia dos acontecimentos. Só um pormenor: num dos parágrafos diz: “O Gil Vicente terá três dias para recorrer para o Conselho de Justiça da FPF. Por sua vez, se este órgão for também favorável ao Belenenses – o mais provável – (…)”. Depois mais à frente diz: “Já o Belenenses pode seguir de outra forma. Se o CJ da FPF decidir a favor do emblema de Barcelos – como tudo parece indicar – (…)”. Mas então como ficamos? O CJ parece decidir a favor de quem?

Meyong pode ficar, O JOGO
O futuro de Meyong ainda não está decidido. Segundo o jornal as propostas para a contratação do jogador não agradam à direcção do clube, pelo que existe a hipótese de Meyong continuar no clube.

Central brasileiro na calha, O JOGO
Naval - Nei provoca concorrência, RECORD
Nei é hipótese para o ataque, RECORD

Os três jornais falam na hipótese de Nei (ex-Moreirense) poder integrar o plantel do Belenenses.

Basta de não notícias sobre a Selecção, O SEMANÁRIO
Num artigo de opinião de Manuel L. Carvalho, o jornal faz uma pequena referência ao Carvalhal e sobre como ele está a fazer no Braga o que fez no Belenenses a época passada: “comprou tudo o que mexia e foi parar à 2ª Divisão”.

João Pinto e Vladimiro rescindem com Belenenses, O JOGO
João Pinto abandona emblema do coração , RECORD

É com muita pena que se vê o projecto do andebol a desmoronar. Os jogadores em questão não aceitaram a redução dos seus vencimentos e prosseguiram para a rescisão dos contratos.

A incógnita do campeão, A BOLA
O Belenenses tem até ao dia de hoje para confirmar se pretende participar nas competições europeias de andebol, nomeadamente na Taça Challenge.

As restantes noticias fazem pequenas referências ao Belenenses que não têm muito interesse.

Selecção do Dia: México

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Grupo D: Portugal, Irão e Angola

É a actual 4ª classificada do ranking de selecções da FIFA, e é seguramente a formação mais complicada para Portugal. Como sempre teve uma fase de apuramento bastante calma ficando apenas atrás dos EUA. Com equipas como a R. Dominicana, S. Vicente/Grnadines, S. Kitts & Nevis e posteriormente Guatemala e Panamá, não admira que o México tenha marcado cerca de 50 golos nesta caminhada.

O “Duro” Ricardo la Volpe, é um homem carrancudo, cinzento e bastante metódico. Não facilita em nenhuma situação mesmo em jogos amigáveis. Como técnico fez toda a sua carreira no México, treinando equipas como o CF América, Guadalajara, Atlas e Toluca. Por onde passou deixou sempre amores e ódios, fruto da sua personalidade forte.

Em termos tácticos podemos assumir que jogam essencialmente num 4*2*3*1. Com um guarda-redes veterano, mas de categoria mundial, Osvaldo Sanchez continua a ser um dos grandes monstros sagrados desta selecção. No centro da defesa temos Osório, jogador do Cruz Azul, o verdadeiro rato de campo, está sempre em cima, não abre espaços e tem um bom posicionamento em campo, ao seu lado pode jogar Francisco Rodriguez ou Andrade. Os laterais gostam de jogar bem aberto, tipicamente latinos, sempre rápidos mas devido á tática apresentada por la Volpe, não têm liberdade para subir. Uma boa vantagem para Portugal será o facto de a linha defensiva do México ser muito baixinha (1,74m/média). No meio campo a grande estrela da equipa, Rafael Marquez (Barcelona). Normalmente assume vários papéis, é um dos primeiros a defender, normalmente como trinco, e muitas vezes transporta o jogo da equipa. Devido a ser um dos jogadores mais altos, aparece muitas vezes bem nos pontapés de canto ou livres de “mangas arregaçadas”. Pavel Pardo seu companheiro de meio campo tem por isso um papel menor apesar de muitas vezes ser uma muleta para o sector defensivo. A tripla que apoia o ponta de lança é composta por Pineda na esquerda, Lozano na direita e Morales como n.º10. Ambos os extremos flectem bastante bem para o centro do terreno, não é de admirar por isso que vejamos “muitos” golos na zona central e poucas lateralizações de jogo, a Morales cabe o papel de servir o “Zorro” – Borgetti. Sagrou-se o melhor marcador em todas as zonas de apuramento com 14 golos, tem experiência europeia e é bom cabeceador (apesar de lhe valer pouco com esta formação).

São os cabeça de série do grupo D, vão ter na nossa selecção o seu maior adversário. Angola e Irão, serão um pouco mais fáceis apesar dos iranianos serem em média bastante mais altos do que os mexicanos. Vamos estar em presença de um grupo bastante curioso, penso que pelo menos haverá uma pequena surpresa!!!

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Dados:
Selecção: México
Fundação: 1927
Títulos mundiais: -
Equipamento: Camisola Verde e calções brancos
Seleccionador: Ricardo la Volpe
Figura dos mundiais: Cláudio Suarez
Estrela: Borgetti

Selecção do Dia: Holanda

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Grupo C: Argentina, Costa do Marfim e Sérvia e Montenegro

É uma grande selecção com um grande seleccionador! Estejam atentos pois a Holanda vai dar espectáculo. A maioria dos seus jogadores é bastante jovem e está sedenta de mostrar o que sabe na maior montra de futebol do mundo. Com 32 pontos em 12 jogos, esta formação não teve dificuldade no seu grupo de apuramento.

Com um historial impressionante a Holanda é um clássico nestas andanças. Quem não se lembra ou ouviu histórias sobre a célebre «laranja mecânica», em que Johan Cruyff era o seu expoente máximo e Rinus Michels o grande mestre. Foram duas vezes vice campeões do mundo, mas nunca conseguiram alcançar o tão desejado troféu.

Com Van Basten como seleccionador, esta equipa foi de certa forma remodelada e alguns históricos como Kluivert, Makaay, Seedorf ou Davids não foram convocados. Aposta forte na juventude e em jogadores não “viciados”, ou seja, com ambições de ganhar títulos e com margem de progressão. Como jogador Van Basten foi dos melhores do mundo, arrisco a colocá-lo no “TOP 5” de melhores pontas-de-lança de todos os tempos, marcou golos fantásticos e muitos, foi pena aquele joelho esquerdo.

A táctica mais usada pela Holanda é um 4*3*3, muito rasgado aproveitando a subida dos laterais e a rapidez dos extremos.

Na baliza encontramos um dos 3 ou 4 veteranos desta equipa – Van der Sar. Actua no Manchester Utd, mas as suas grandes conquistas foram ao serviço do Ajax. No centro da defesa o “boi” Bouma e o elegante Boulahrouz, complementam-se na perfeição, sempre em simbiose. A completar a linha defensiva temos os rapidíssimos «laterais modernos» Bronckshorst e Kromkamp. Ambos sobem bastante bem no terreno, muitas vezes aparecem na linha de fundo a cruzar para os avançados. Fazem quilómetros em campo, mas com jogos de 5 em 5 dias vão ter algumas dificuldades em explanar todas as suas faculdades. No meio campo uma dupla de respeito Van Bommel e Cocu. O primeiro aposta sempre na subida no terreno de jogo com a bola controlada, tem bom domínio de bola mas com pouca técnica. O segundo é um trinco à antiga, bastante duro mas com a idade, a matreirice também aumentou. A acompanhar este duo temos o terceiro elemento de seu nome Van der Vaart. Com apenas 22 anos tem uma maturidade impressionante, ainda não explodiu na Europa do futebol mas anda a prometer. Na frente de ataque aparece o consagrado Van Nistelrooy (Manchester Utd.), o super sónico Robben e o frenético Kuyt. O primeiro em cada dois jogos pela selecção marca um golo, o segundo tem um dos pés esquerdos mais conhecidos do mundo, fantástico aquilo que consegue fazer com a bola, o terceiro mais desconhecido, mas ainda assim o avançado do Ajax é um jogador capaz de resolver jogos.

O grupo da morte, como é conhecido o grupo C, vai ser bastante disputado pois a Argentina, Costa do Marfim e Sérvia e Montenegro não vão facilitar as contas aos holandesas

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Dados:
Selecção: Holanda
Fundação: 1889
Títulos mundiais: -
Equipamento: Camisola e calções laranjas
Seleccionador: Van Basten
Figura dos mundiais: Johan Cruyff
Estrela: Van Nistelrooy

quinta-feira, junho 08, 2006

Revista de imprensa: 08/06/2006

L.Vieira

Retomamos hoje esta rubrica após um dia de interrupção. Foram publicadas/transmitidas cerca de 25 noticias em que o Belenenses aparece como principal noticia ou como referência - ontem tinham sido 58.

O “Caso Mateus” continua a ser o principal destaque do dia:
Acórdão Mateus está redigido, A Bola
"O problema está no facto de o Gil Vicente ter recorrido a tribunais", O Jogo
Acto contínuo..., Record
Director executivo já devia ter notificado clubes, Diário de Notícias ...
"Gil Vicente sofreu danos irreparáveis", Jornal de Notícias
FPF desmente conselho a Gil, Correio da Manhã
"FPF nunca aconselhou recurso a tribunais", Notícias da Manhã
Federação «lava as mãos», Primeiro de Janeiro
O sonho mora em Belém, Destak - Destak Lisboa
"Caso Mateus" envolto em contradições, Jornal de Notícias.pt
Caso Mateus: «Azuis» do Restelo aguardam por notificação, Portal Futebol

O principal destaque é o desmentido da Federação, que diz que nunca aconselhou o Gil Vicente a recorrer aos tribunais. A BOLA refere que o acórdão já foi redigido e o jogo traz uma entrevista ao advogado Nuno Barbosa, que esclarece algumas questões, mas não emite opinião. Destaque para uma frase "… entre 1990 e 2005, a Lei de Bases do Sistema Desportivo, no seu artº 25/2, permitia o recurso aos tribunais a respeito das decisoes dos orgaos desportivos sobre questoes estritamente desportivas que tivessem por fundamento a violação de normas de natureza tecnica ou de caracter disciplinar. Entretanto, em 2005, surgiu a nova Lei de Bases, que veio alargar (...) exponencialmente, os casos em que o recurso aos tribunais está vedado aos clubes. O artigo em causa é o 45º/1”. O DN diz que Cunha Leal tem conhecimento da decisão desde quinta e já devia ter notificado os clubes. Diz tambem q o desmentido da FPF pode ajudar o Gil. No JN o Gil queixa-se dos danos que esta incerteza provoca, nomeadamente na assinatura de contratos de sponsorização. Em Belém tudo está calmo e aguarda-se a notificação.

Ricardinho não é prioritário, A Bola
Nei é o avançado que falta, O Jogo
Mateus provoca marcha-atrás no processo de revisão ... , O Jogo
Djurdejevic acerta novo contrato, Record

A BOLA diz que o brasileiro Ricardinho não é prioridade, Djurdevic renogoceia contrato e o Belenenses recusa uma proposta por Meyong de 1,2M.
Segundo o JOGO outro jogador que os jornais tinham relacionado com o Belenenses pode agora assinar pela Naval. Falamos do avançado Nei e se o Belenenses não responder à contra-proposta do empresário do jogador, ele pode mesmo rumar ao clube da Figueira da Foz. Este jornal ainda destaca que a permanência na I Liga pode fazer com que os contratos dos jogadores sejam re-renegociados.
Todos os jornais referem que Djurdevic já aceitou a redução dos vencimentos enquanto que Gaspar e Vasco Faísca continuam em negociações.
Uma pequena nota para o jornal RECORD que refere que Rui Jorge já saiu do Restelo.

Check-up ao coração da Liga, O JOGO
O jornal refere que o basket e o andebol do clube estão dependentes do Futebol, e quando este está mal… O clube já assegurou a participação na Liga mas com uma redução de 40% no orçamento. Miguel Minhava foi contratado pelo Benfica enquanto que Reggie Moore, que tem mais um ano de contrato, continua de azul.

Gestão Desportiva em debate

L.Rodrigues

Decorreu na noite de ontem, na sede da Ordem dos Economistas, um debate sobre Gestão Desportiva. Foi um serão de elevado interesse, onde foram abordadas diversas questões do fenómeno desportivo e suas repercussões económicas.

O painel de convidados era composto por Eng. José Lello (ex-ministro do Desporto e actualmente Deputado), Dr. Ernesto Ferreira da Silva (Presidente da BDO e Dirigente do SCP), Dr. Cunha Leal (Director Executivo da Liga) e Prof. Gustavo Pires (do departamento de gestão da FMH).

A primeira intervenção, pelo Eng. José Lello, foi muito "política", com um discurso bem elaborado mas com pouco "sumo". Seguiu-se o Prof. Gustavo Pires, que teve na minha opinião a melhor intervenção da noite. Um homem com conhecimento aprofundado do fenómeno desportivo como um todo e que deleitou a plateia ao pôr o dedo na ferida numa mão cheia de ocasiões.

O Dr. Ernesto Ferreira da Silva teve também ele uma intervenção interessante, agora sob outro prisma: o do Dirigente de um clube. Falou sobre as dificuldades com que se deparam os dirigentes desportivos e sobre a necessidade da razão se impor à emoção em termos de dirigismo desportivo. Mas desde logo deixou o aviso: "Se apenas me guiásse pela razão, não era dirigente desportivo. Aliás, ninguém seria."

A última intervenção coube ao Dr. Cunha Leal. Depois de mais de uma hora consecutiva de intervenções, a plateia estava já sequiosa de intervir, e o Dr. Cunha Leal pouco acrescentou ao debate, lançando apenas algumas ideias sobre a Liga e as diferentes formas de organização.

Numa plateia onde estavam nomes como Murteira Nabo (Bastonário da Ordem), Manuel Botto, Joaquim Evangelista (Sindicato dos Jogadores), Leonel Pontes (FPF) ou Vicente Moura (COP), coube ao Dr. Carlos Pereira Martins, conhecido adepto azul, o pontapé de saída nas intervenções da plateia.

Nesta altura de debate de ideias, acabou por se alargar a conversa a demasiados temas e, consequentemente, não foi possível uma abordagem mais ao permenor. Salientem-se algumas ideias:
- somos o país da UE com menor taxa de prática desportiva entre a popoulação (apenas 23%)
- se a razão prevalecesse sobre a emoção na gestão desportiva, os clubes portugueses não teriam dirigentes, pois aceitar dirigir um clube é um acto de amor
- necessidade de reformulação dos quadros competitivos
- ameaças dos novos "comunitários", resultantes do Tratado de Coutouneau, que passará a partir desta temporada a assumir como comunitários os naturais dos países ACP (África, Caraíbas e Pacífico), num total de 52 países
- modelo subsídio-dependente do desporto na Europa de Leste e suas implicações
- má gestão das infraestruturas desportivas

Da minha parte, na última intervenção da noite, tentei abordar a temática da falta de promoção da Liga, referindo a quantidade de jogos televisionados e seus horários, bem como a patente falta de interesse dos operadores que compram os direitos de transmissão em promover o "produto". Questionei se a Liga não deveria ter aí um papel controlador a desempenhar, preocupando-se no momento em que cede os direitos de transmissão com outras questões para além do valor pago pelo adquirente. Respondeu o Dr. Cunha Leal que os acordos de cedência de direitos desportivos são feitos pelos clubes individualmente, e que a Liga nada pode fazer. Para além disso, como a TV que compra os jogos fica com o monopólio, faz o que quer com as imagens que tem.

Era aí que eu queria chegar. Se as querem ter, não podem fazer o que querem com elas. Mas o caminho para o Desporto em Portugal percorrer até chegar a esse nível de preocupação ainda é tão longo...

Selecção do Dia: Suécia

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Grupo B: Paraguai, Inglaterra e Trinidad & Tobago
Uma atípica equipa nórdica é a selecção da Suécia. Com bastantes jogadores com uma técnica evoluída, os suecos vão ser seguramente uma agradável surpresa nesta fase final a realizar na Alemanha. No seu grupo de apuramento conquistaram o segundo lugar em igualdade pontual com a Croácia.

O seu treinador é o desconhecido Lars Lagerback, um homem bastante estudioso, com carácter e que tenta impor as suas ideias/tácticas diferentes das que os nórdicos estão habituados. Aproveitando a categoria de meia dúzia de jogadores Lagerback conseguiu impor o respeito das mais categorizadas selecções do mundo.

Este conjunto apresenta um 4*4*2 a defender desdobrável num 4*2*4 a atacar. A comandar a defesa temos os veteranos Teddy Lucic e Olof Melberg, já representaram variadíssimos clubes europeus. Actualmente actuam no Hacken e Aston Villa, respectivamente. As suas experiências vão seguramente ajudar os seus colegas (laterais) – Edman e Ostlund, bem menos rodados. Do meio campo para a frente uma verdadeira constelação de estrelas. No centro do terreno actua o incansável Karllstrom, médio do Rennes bastante pretendido por variadíssimos clubes europeus. Ao seu lado o veloz Svensson, apesar dos seus trinta anos continua a ser um jogador de equipa, não costuma brilhar pois dá sempre essa oportunidade aos colegas. Se na extrema direita se apresenta o menos conhecido Linderoth (por vezes inconsequente), no lado oposto o consagrado Ljumberg, parece um verdadeiro relógio suíço está sempre em jogo, dinamiza o ataque e aparece sempre onde menos se espera. A frente de ataque é composta por duas máquinas goleadoras – Larsson e Ibrahimovic. Um joga no Barcelona outro na Juventus, um é veterano, outro é uma das maiores esperanças munidiais. Fazem uma das duplas mais terríveis, que vão actuar na Alemanha. Tenham medo, muito medo!!!

No grupo B, penso que vão fazer um bom trabalho. Têm na Inglaterra o seu maior adversário, mas o Paraguai também não lhes vai facilitar a vida.

Não nos podemos esquecer que esta selecção já conta com 11 participações em fases finais, e já foi 2 vezes vice campeão mundial, em 1958 e 1978.

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Dados:
Selecção: Suécia
Fundação: 1904
Títulos mundiais: -
Equipamento: Camisola amarela e calções azuis
Seleccionador: Lars Lagerback
Figura dos mundiais: Thomas Ravelli
Estrela: Ibrahimovic / Larsson /Ljumberg