Jogos que valem a época
Notícia publicada no jornal A BOLA.
FUNDAMENTAL. O Belenenses tem amanhã um dos desafios mais importantes da temporada. A derrota com o Marítimo está ultrapassada e Inácio apenas lamenta o facto de aveirenses e azuis serem as únicas equipas portuguesas que não têm direito a Páscoa. A finalizar, o técnico sublinha a importância dos jogos com o Beira-Mar e Alverca, afirmando que pura e simplesmente valem toda uma época...
«Os próximos dois jogos do Belenenses valem uma época», afirmou Augusto Inácio relativamente aos desafios com o Beira-Mar e o Alverca. A equipa continua numa posição delicada na tabela classificativa e só o triunfo interessa aos azuis do Restelo. Ainda assim, na hora de antever o jogo frente aos aveirenses, o treinador lamentou, acima de tudo, a impossibilidade de os jogadores da sua equipa não terem um dia de Páscoa normal, como todas as outras famílias. «Vamos ter de passar este dia de forma diferente. Desejo que as outras equipas tenham uma boa Páscoa e que tudo corra bem. Só quero que saibam que os profissionais do Belenenses e do Beira-Mar não vão ter Páscoa. Só espero que as amêndoas não dêem cabo dos dentes a quem marcou o jogo para amanhã», ironizou o treinador do Belenenses. A derrota no Funchal, diante do Marítimo, travou o ciclo positivo que a formação azul atravessava, sendo que estão previstas algumas alterações comparativamente a esse jogo de má memória. «Vou ter, obrigatoriamente, de fazer mudanças. O Brasília e o Sousa não vão poder jogar, logo irei mudar a estratégia. A única certeza que tenho é de que será uma equipa de cariz ofensivo, capaz de lutar pelos três pontos que é o único cenário que nos interessa », afirmou. O Beira-Mar ocupa uma posição estável no campeonato, no entanto, o treinador dos azuis não considera que essa seja uma situação que possa favorecer a sua equipa. «Eles fizeram uma grande primeira volta, acabando por ser considerada a equipa surpresa desta competição. Estão tranquilos e não têm nada a perder. Agora, só depende do nosso carácter e personalidade retirar alguma vantagem dessa situação. Não temos grande espaço para errar, visto que os jogadores sabem que nos próximos dois jogos decide-se o futuro do Belenenses », finalizou.
domingo, abril 11, 2004
sábado, abril 10, 2004
MARCO PAULO A LATERAL-DIREITO NÃO!
Escreve-me o Luciano Rodrigues, por SMS, do Algarve onde está a gozar um curto período de férias a pedir-me para escrever a sua opinião sobre uma notícia hoje publicada na imprensa desportiva.
E aquilo que o Luciano pretende que eu escreva é:
Marco Paulo a lateral-direito NNNNNÃÃÃÃÃOOOOO!!!!!...
Penso que expressei bem a opinião do Luciano sobre este assunto.
Na próxima Segunda-feira veremos quem será o lateral-direito da equipa.
Continuação de boas férias Luciano e um abraço.
Escreve-me o Luciano Rodrigues, por SMS, do Algarve onde está a gozar um curto período de férias a pedir-me para escrever a sua opinião sobre uma notícia hoje publicada na imprensa desportiva.
E aquilo que o Luciano pretende que eu escreva é:
Marco Paulo a lateral-direito NNNNNÃÃÃÃÃOOOOO!!!!!...
Penso que expressei bem a opinião do Luciano sobre este assunto.
Na próxima Segunda-feira veremos quem será o lateral-direito da equipa.
Continuação de boas férias Luciano e um abraço.
sexta-feira, abril 09, 2004
Análise ao futebol jovem II
Esta 2ª parte é dedicada ás equipas B de Juvenis e Iniciados e à equipa de Infantis.
De referir que as equipas B estão impedidas de disputar os campeonatos nacionais enquanto que no caso do escalão de infantis nem sequer existe um campeonato nacional.
CAMPEONATOS DISTRITAIS - ASSOCIAÇÃO DE FUTEBOL DE LISBOA
JUVENIS B

A equipa de Juvenis B está em 1º lugar na série 4 da II Divisão do Campeonato Distrital e quase no fim da 1ª fase ainda não tem derrotas. À 19º jornada o Belem tinha 11 pontos de avanço sobre o 2º classificado.
Os adversários do Belém são: Abóboda, Alcabideche, Algés, Casa Pia, Cascais, Fontainhas, Malveira, Outorela, P.Salvo, Tires e Torre.
O último jogo da 1ª fase decorreu no dia 04-04-2004 e ... não sei o resultado. ;-)
Sobem à I Divisão o primeiro classificado de cada série mais o vencedor do 'Apuramento de Subida' - ficam apurados para esta prova os segundos classificados de cada série.
O 'Apuramento do Campeão' é realizado entre os primeiros classificados de cada série.
INICIADOS B

A equipa de Iniciados B joga na I Divisão - Série 2 e está à 22ª jornada em 1º lugar ex-equo com o Odivelas. Jogaram no dia 04-04-2004 com o Odivelas (tambem não sei o resultado) e falta jogar com o Algueirão (F), o Carcavelos (C) e o Damaiense (F). Os adversários são: Agualva, Algueirao, Cacem, Carcavelos, Cascais, Damaiense, Domingos Sávio, Linda-a-velha, Mem Martins, Mercês, Palmense, Porto Salvo e o Tires.
Passam para a I Divisão de Honra os dois primeiros classificados de cada série. Por isso, está quase garantida a subida.
INFANTIS
A equipa de Infantis passou á segunda fase e joga actualmente na série 4. O Belenenses está em 2º lugar. Jogam também o Odivelas que está em 1º, o Arsenal 72, o Vilafranquense e o Ponte Frielas.
Este campeonato tem 5 séries na 1ª fase e é disputado numa única volta em campos neutros. Passam á 2ª fase 'A' os primeiros 4 lugares de cada série, enquanto que os outros clubes passam para a 2ª fase 'B'. Os primeiros classificados de cada série (da 2ª fase) disputam o apuramento do 1º ao 4º lugares. Os segundos classificados de cada série disputam os 5º, 6º, 7º e 8º lugares e assim sucessivamente.
Esta 2ª parte é dedicada ás equipas B de Juvenis e Iniciados e à equipa de Infantis.
De referir que as equipas B estão impedidas de disputar os campeonatos nacionais enquanto que no caso do escalão de infantis nem sequer existe um campeonato nacional.
A equipa de Juvenis B está em 1º lugar na série 4 da II Divisão do Campeonato Distrital e quase no fim da 1ª fase ainda não tem derrotas. À 19º jornada o Belem tinha 11 pontos de avanço sobre o 2º classificado.
Os adversários do Belém são: Abóboda, Alcabideche, Algés, Casa Pia, Cascais, Fontainhas, Malveira, Outorela, P.Salvo, Tires e Torre.
O último jogo da 1ª fase decorreu no dia 04-04-2004 e ... não sei o resultado. ;-)
Sobem à I Divisão o primeiro classificado de cada série mais o vencedor do 'Apuramento de Subida' - ficam apurados para esta prova os segundos classificados de cada série.
O 'Apuramento do Campeão' é realizado entre os primeiros classificados de cada série.
A equipa de Iniciados B joga na I Divisão - Série 2 e está à 22ª jornada em 1º lugar ex-equo com o Odivelas. Jogaram no dia 04-04-2004 com o Odivelas (tambem não sei o resultado) e falta jogar com o Algueirão (F), o Carcavelos (C) e o Damaiense (F). Os adversários são: Agualva, Algueirao, Cacem, Carcavelos, Cascais, Damaiense, Domingos Sávio, Linda-a-velha, Mem Martins, Mercês, Palmense, Porto Salvo e o Tires.
Passam para a I Divisão de Honra os dois primeiros classificados de cada série. Por isso, está quase garantida a subida.
A equipa de Infantis passou á segunda fase e joga actualmente na série 4. O Belenenses está em 2º lugar. Jogam também o Odivelas que está em 1º, o Arsenal 72, o Vilafranquense e o Ponte Frielas.
Este campeonato tem 5 séries na 1ª fase e é disputado numa única volta em campos neutros. Passam á 2ª fase 'A' os primeiros 4 lugares de cada série, enquanto que os outros clubes passam para a 2ª fase 'B'. Os primeiros classificados de cada série (da 2ª fase) disputam o apuramento do 1º ao 4º lugares. Os segundos classificados de cada série disputam os 5º, 6º, 7º e 8º lugares e assim sucessivamente.
Dia de boas notícias
Notícia publicada no jornal A BOLA.
A integração sem limitações de Andersson e Brasília foram as grandes novidades dos dois treinos realizados ontem pelo plantel do Belenenses. Os dois jogadores estão recuperados dos problemas que os afastaram da sessão de quarta-feira e a sua inclusão no onze que na segunda-feira defrontará o Beira- Mar é quase uma certeza. Boas notícias para Augusto Inácio, que também já poderá contar com Pelé, que ontem voltou a treinar-se sem limitações. Depois de uma longa ausência, Pelé, um dos jogadores em evidência na primeira metade da temporada, pode regressar, embora a sua entrada na equipa que defrontará os aveirenses não seja provável, uma vez que a condição física ainda não é a melhor. De qualquer forma, trata-se de um excelente reforço para o complicado final de Campeonato que aguarda o Belenenses. Para hoje Augusto Inácio agendou mais um treino, às 16 horas, que decorrerá à porta fechada, à semelhança do que aconteceu ontem.
Notícia publicada no jornal A BOLA.
A integração sem limitações de Andersson e Brasília foram as grandes novidades dos dois treinos realizados ontem pelo plantel do Belenenses. Os dois jogadores estão recuperados dos problemas que os afastaram da sessão de quarta-feira e a sua inclusão no onze que na segunda-feira defrontará o Beira- Mar é quase uma certeza. Boas notícias para Augusto Inácio, que também já poderá contar com Pelé, que ontem voltou a treinar-se sem limitações. Depois de uma longa ausência, Pelé, um dos jogadores em evidência na primeira metade da temporada, pode regressar, embora a sua entrada na equipa que defrontará os aveirenses não seja provável, uma vez que a condição física ainda não é a melhor. De qualquer forma, trata-se de um excelente reforço para o complicado final de Campeonato que aguarda o Belenenses. Para hoje Augusto Inácio agendou mais um treino, às 16 horas, que decorrerá à porta fechada, à semelhança do que aconteceu ontem.
quinta-feira, abril 08, 2004
Análise ao futebol jovem
Ao contrário do futebol sénior, que luta para não descer, os escalões mais jovens lutam todos para os primeiros lugares e até mesmo para serem campeões.
Ora vejamos:
CAMPEONATOS NACIONAIS - FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE FUTEBOL
JUNIORES

A equipa de Juniores conseguiu passou á segunda fase e está a jogar na Zona 4.
Jogam tambem nesta zona o Benfica, o Alverca e o Campomaiorense.
A classificação está assim:
1º Benfica 11 pts
2º Alverca 10 pts
3º Belenenses 5 pts
4º Campomaiorense 1 pts
Falta apenas decorrer um jogo, contra o Alverca, no Restelo no dia 17-04-2004.
Só passa para a ultima fase o 1º lugar, pelo que os juniores já não têm hipóteses de passar.
JUVENIS A

A equipa de Juvenis A também conseguiu passar á segunda fase e está a jogar na Zona 4.
Jogam nesta zona o Benfica, o Corroios e o Estrela da Amadora.
A classificação está assim:
1º Benfica 6 pts
2º Belenenses 4 pts
3º Corroios 3 pts
4º E. Amadora 1 pts
Aqui esta fase ainda só vai a 'meio', pelo que tudo pode acontecer. O Belenenses tem ainda três jogos a realizar: contra o Estrela e o Corroios em casa e contra o Benfica fora.
Só passa para a ultima fase o 1º lugar.
INICIADOS A

A equipa de Iniciados A tal como os outros escalões também conseguiu passar á fase seguinte e também está a jogar na Zona 4.
Jogam nesta zona o Farense, o Santa Clara e o Naval.
A classificação:
1º Farense 11 pts
2º Belenenses 10 pts
3º Santa Clara 4 pts
4º Naval 3 pts
Falta apenas um jogo, contra o Santa Clara em casa, e dependendo do resultado do Farense podemos chegar ao 1º lugar. Mais uma vez relembro: só passa para a ultima fase o 1º lugar.
REGRAS:
Os Campeonatos Nacionais são disputados em 3 Fases:
- 1ª Fase ( Séries 12 Clubes a 2 voltas, sendo apuradas as 3 primeiras equipas de cada série e 2 melhores 4ºs, para a 2ª Fase )
- 2ª Fase ( 4 Séries de 4 Clubes em poule a 2 voltas sendo apuradas as 1ªs classificadas de cada série para a Fase Final
- Fase Final ( 4 Clubes em poule a 2 voltas para apurar o Campeão Nacional )
Ao contrário do futebol sénior, que luta para não descer, os escalões mais jovens lutam todos para os primeiros lugares e até mesmo para serem campeões.
Ora vejamos:
A equipa de Juniores conseguiu passou á segunda fase e está a jogar na Zona 4.
Jogam tambem nesta zona o Benfica, o Alverca e o Campomaiorense.
A classificação está assim:
1º Benfica 11 pts
2º Alverca 10 pts
3º Belenenses 5 pts
4º Campomaiorense 1 pts
Falta apenas decorrer um jogo, contra o Alverca, no Restelo no dia 17-04-2004.
Só passa para a ultima fase o 1º lugar, pelo que os juniores já não têm hipóteses de passar.
A equipa de Juvenis A também conseguiu passar á segunda fase e está a jogar na Zona 4.
Jogam nesta zona o Benfica, o Corroios e o Estrela da Amadora.
A classificação está assim:
1º Benfica 6 pts
2º Belenenses 4 pts
3º Corroios 3 pts
4º E. Amadora 1 pts
Aqui esta fase ainda só vai a 'meio', pelo que tudo pode acontecer. O Belenenses tem ainda três jogos a realizar: contra o Estrela e o Corroios em casa e contra o Benfica fora.
Só passa para a ultima fase o 1º lugar.
A equipa de Iniciados A tal como os outros escalões também conseguiu passar á fase seguinte e também está a jogar na Zona 4.
Jogam nesta zona o Farense, o Santa Clara e o Naval.
A classificação:
1º Farense 11 pts
2º Belenenses 10 pts
3º Santa Clara 4 pts
4º Naval 3 pts
Falta apenas um jogo, contra o Santa Clara em casa, e dependendo do resultado do Farense podemos chegar ao 1º lugar. Mais uma vez relembro: só passa para a ultima fase o 1º lugar.
REGRAS:
Os Campeonatos Nacionais são disputados em 3 Fases:
- 1ª Fase ( Séries 12 Clubes a 2 voltas, sendo apuradas as 3 primeiras equipas de cada série e 2 melhores 4ºs, para a 2ª Fase )
- 2ª Fase ( 4 Séries de 4 Clubes em poule a 2 voltas sendo apuradas as 1ªs classificadas de cada série para a Fase Final
- Fase Final ( 4 Clubes em poule a 2 voltas para apurar o Campeão Nacional )
quarta-feira, abril 07, 2004
Ser do Belenenses
Passado, presente e futuro.
Texto da autoria de Nuno Gomes, sócio nº 28078
É paterna a minha referência e motor do interesse inicial pelo clube. Como quase sempre, é alguém de família. Mas no meu caso foi um pouco diferente. Nunca houve pressão, antes pelo contrário, foi uma sempre uma influência pedagógica. Por isso senti sempre que cheguei lá pelo meu pé e por força da ‘razão’. Ouvindo a história e as histórias do clube, o que ele significou e significa e o que o distingue dos restantes, muito para além dos resultados desportivos. Por ouvir falar nas velhas glórias e feitos.
Embora o meu Pai estivesse há muito afastado da vida do clube, assisti à sua tristeza pela descida de divisão, no final da época 1981/82. Acho que nem hoje ainda consigo imaginar o que significou, para alguém que viu o Belenenses campeão nacional e mais algumas vezes quase campeão, assistir à descida de divisão.
É no seguimento desse momento que nasce a minha ligação ao Belenenses. Aos 11 anos. Passei a seguir os relatos dos jogos ou os resultados do Belenenses, aos domingos à tarde, nem que fosse num rádio a pilhas. Sofri com o falhanço da subida no ano seguinte. Era já o meu clube.
Na época da subida, vibrei com os resultados e fui partilhando esse entusiasmo com o meu Pai. Conseguir vê-lo de novo no Restelo, presenciar toda a emoção que então sentiu foi algo que nunca esquecerei e que cimentou definitivamente a minha ligação ao clube. Recordo esse último jogo da época, que perdemos 0-1 com o União da Madeira, com a equipa ainda a ressacar dos festejos da subida.
Tal era o meu entusiasmo que pouco depois tornámo-nos sócios e assim nos mantivemos por alguns anos, apoiando a equipa com muito razoável regularidade.
Lembro-me de outro momento de grande emoção ao assistir a um jogo de velhas glórias do Belenenses e do Benfica, no Restelo, e ver o estádio cheio (quase) a homenagear carinhosamente esses jogadores. Entre outros estavam lá, Dimas, Vicente, Matateu (não jogou), Iaúca e muitos outros. Testemunhar o seu significado para tantos que os viram jogar no seu tempo.
Neste período até 1991 pudemos assistir à construção de uma equipa de futebol competitiva, pronta a discutir o resultado em qualquer campo. Foi um período, no mínimo, de prata.
Mas havia já algo que me fazia espécie: um estádio lindo, uma equipa competitiva e bem posicionada e, mesmo assim, raras vezes via o Restelo cheio ou mesmo razoavelmente composto. Nem um futebol bom ou razoável, nem um 3º lugar no campeonato, nem a conquista da Taça de Portugal (arrasando de rajada os ditos três maiores do futebol português) faziam mudar o cenário desolador da bancada dos sócios às moscas, com metade ou mais dos lugares vagos na maioria dos jogos. Do resto do estádio é melhor nem falar.
Não compreendi o alheamento geral quando mesmo lá fora eliminávamos, ou quase, grandes clubes da Europa. Quem não se lembra do quase eliminado e todo-poderoso Barcelona, vergado a uma exibição memorável no Restelo vencido por curto 1-0? Curto porque em Nau Camp o jogo não terminaria antes deles marcarem 2 ou 3. Nem nessa vitória o Restelo encheu totalmente. Nem tão pouco encheu quando recebemos o Bayer Leverkussen (então detentor da Taça UEFA), na 2ª mão, a seguir à brilhante vitória obtida na Alemanha.
Bem sei que o futebol mudou muito, globalmente, desde esses tempos. Mas no Belenenses não é tanto assim. Em gestão do futebol não. Talvez o velho modelo da carolice, amadorismo ou, pior, do compadrio, favoreça os clubes pequenos e ‘Câmara Municipal-Ó-Dependentes’, com contas menos claras, em concorrência desleal (lembro-me de tantos...), mas no nosso clube a realidade não é essa. E ainda bem. Daí que a persistência da gestão do futebol nesses velhos moldes tenha vindo ciclicamente a produzir resultados a que já assistimos e que este ano estejamos a torcer e esforçamo-nos para que não se repita a descida.
Em termos de gestão, que dizer das inexistentes ou insípidas acções de captação de novos e antigos sócios? Alturas houve em que o clube se desinteressou inclusive de cobrar quotas, além de entrar naquele esquema de bilhete suplementar em todos os jogos, tentando explorar os poucos que lá iam. Passar horas para pagar quotas e bilhetes suplementares não era um passatempo divertido. Deixei-me disso. Cansei-me e desisti ao fim de algumas épocas. Recebi eu, ou o meu Pai (que não muda de casa à 30 anos) alguma carta a verificar a situação, tentando entender os motivos para o alheamento e tentanto facilitar o regresso? NADA!
Quando um clube quer atrair e fidelizar sócios tem que tornar até o acto mais penoso – pagar – num processo simples, indolor. A maioria da população está ocupada ou mora longe da secretaria.
O Belenenses é um clube grande. Já lá vai o tempo em que a média de idade dos sócios era um caso geriátrico agudo (com a devida vénia respeitosa aos sócios seniores) e com muito tempo livre. Esta realidade mudou muito e está já bem patente nos dados estatísticos do relatório e contas de 2003, recentemente divulgado.
Quando voltei há pouco a ser sócio, pensei que nesta era tudo seria diferente. Rapidamente constatei que, apesar das tecnologias disponíveis, não evoluímos muito nalguns aspectos fulcrais. Paga-se na secretaria e, tirando Sábados de jogo, o período de atendimento é impraticável para quem trabalha em horários ‘normais’. Alternativa é um dos 5 (!!!) cobradores de rua ir cobrar a casa, também em horário impraticável. O Belenenses é um simples clube de bairro para ter este tipo de postura? Não, é um clube nacional e internacional, com sócios espalhados por esse mundo fora. Os que estão em Portugal, estão então condenados, jogo sim jogo não, a passar um ‘tempinho’ a pagar quotas nas bilheteiras em dia de jogo? Não há maneira de se arranjar um modo de pagamento automático, factura a pagamento no multibanco ou outra alternativa eficaz como outros já fazem? A justificação parece ter a ver ainda com a credibilidade do Belenenses na banca. Até quando?
No campo financeiro, não podia estar mais de acordo com quem entende prioritário assegurar meios de subsistência financeira duradouros acabando com a bingo-dependência, através da rentabilização de património imobiliário e assegurando outro tipo de receitas para o futuro. É extraordinário o trabalho desenvolvido nesse aspecto nos últimos anos. Ninguém no seu perfeito juízo põe em causa esta necessidade ou põe em causa o mérito de Sequeira Nunes nesta matéria. Nem quer voltar a outros tempos de triste memória.
Mas esta estabilidade financeira manter-se-á, indefinidamente, se os resultados desportivos empurrarem de novo o nosso futebol sénior para a divisão inferior? Não estarão a afastar aqueles que, de uma forma ou de outra, contribuem para a saúde financeira do clube na sua globalidade? Sócios, simpatizantes, patrocinadores e receitas dos jogos televisionados?
Um clube sem os seus adeptos presentes e participativos não tem expressão, e arrisca-se a assistir de novo ao esvaziamento dos objectivos para os quais estas condições financeiras são essenciais. E doa a quem doer o futebol ainda é o grande motor de massas do clube, apesar do seu ecletismo insistente, louvável e raro nos dias que correm.
Não dispondo o Belenenses de recursos abundantes ou ilimitados como outros parecem ter, não defendo o despesismo cego e despreocupado. Defendo sim, com os actuais e possíveis recursos, que se profissionalize a gestão pelo menos da SAD. O amadorismo e a não remuneração levam à desresponsabilização que se vê nos resultados desportivos. Para que mesmo que venhamos a descer este ano à II liga, possam ser lançadas as bases de uma estrutura de gestão que seja capaz de garantir sucesso consistente nos anos vindouros e não estar dependente do treinador A ou B.
Tenho muita esperança no que vejo a nível de produção de valores nos escalões de formação. Mas temo que aconteça o mesmo que aconteceu a fornadas anteriores. Saem ou, ficando, são tapados por jogadores estrangeiros de segunda ou terceira categoria que tiveram a sorte de ter uma cassetezinha muito atractiva ou nem isso porque foram indicados ou colocados pelo empresário C ou D, antes de seguirem para o clube E.
Que se acarinhe e utilize a ‘cantera’ azul. Que se aproveite a qualidade do trabalho aí desenvolvido, numa perspectiva presente e futura e não se olhe para ela apenas quando não há dinheiro para comprar jogadores de fora com qualidade ou quando meia equipa está lesionada ou fora de forma.
Que não se deixe sair sem compensação mais jogadores como o Fajardo, o Carrasqueira, o Rui Duarte, e outros tantos que nem dei pela existência, e se aguentem jogadores que ainda temos e vamos criando, captando e formando, da qualidade do Rubén, do Eliseu e de outros tantos que penosamente, ano após ano, vemos sair tantas vezes para a reserva de clubes ‘maiores’.
Que se tente manter no clube, se a isso estiverem dispostos, jogadores que terminam a carreira e muito deram ao clube e que, pela sua postura e profissionalismo, se destacaram como símbolos e referências. Para permanecer numa posição em que possam transmitir a sua experiência e carisma aos jogadores mais novos e aos recém-chegados.
Que haja prospecção profissional de jogadores. Que quando se descobre um bom jogador nacional ou estrangeiro, não se dispense na mesma época para ir buscar e inscrever outros, sem qualidade demonstrada. Abandone-se de vez a técnica da cassete ou da espera por empresários que nos ‘oferecem’ jogadores. Deixemos de estar vulneráveis a um qualquer treinador (ou três na mesma época) que, de um momento para o outro, inverte a política do anterior e despacha uma fornada de jogadores alguns deles formados no clube e com valor comprovado ou potencial?
Noutro plano, a desadequação dos meios de comunicação com os adeptos e sócios é gritante. A excepção é o sítio oficial na Internet, mesmo algo limitado na sua interactividade, quiçá pelo risco de se tornar um canal de desabafo grosseiro ou incómodo para quem está na gestão. O que existe além disto é fruto da carolice de uns quantos dedicados adeptos que mantêm e participam em blogs, mailing lists, etc. e que dessa forma colmatam a ausência de informação desportiva na imprensa e mantém vivo o convívio e a discussão dos assuntos do clube.
Saúde-se ainda a dedicação de quem cria e fomenta núcleos e associações, que assim constituem mais um ponto de contacto com o clube e uma maneira sã de o viver dia-a-dia, sem fanatismos.
Com o devido respeito pelo actual presidente do clube e pela obra que deixa e oxalá possa e queira continuar, espero que no que respeita ao futebol, inverta a sua postura, brevemente, e entenda que é necessário evoluir para uma estrutura profissional, e convide alguém disponível para, noutros moldes, trabalhar para inverter o rumo. Com outras condições mas sem comprometer a estabilidade financeira. Alguém que torne o nosso futebol competitivo de novo, em todas as vertentes. E escalões. Para sairmos de uma vez por todas deste sobe e desce, de estar sujeitos aos caprichos individuais de quem quer que seja, jogadores, treinadores, dirigentes ou de pequenos grupos de ‘adeptos influentes’ ou de quaisquer outros interesses obscuros. Regulamentando internamente. Alguém que seja capaz de constituir uma equipa de gestão capaz de estruturar o futebol do Belenenses num negócio rentável e com resultados dignificantes.
Para que em termos desportivos haja muito orgulho do nosso passado glorioso, mas que sejamos capazes de continuar a criar novos marcos de referência para as sucessivas gerações vindouras.
Passado, presente e futuro.
Texto da autoria de Nuno Gomes, sócio nº 28078
É paterna a minha referência e motor do interesse inicial pelo clube. Como quase sempre, é alguém de família. Mas no meu caso foi um pouco diferente. Nunca houve pressão, antes pelo contrário, foi uma sempre uma influência pedagógica. Por isso senti sempre que cheguei lá pelo meu pé e por força da ‘razão’. Ouvindo a história e as histórias do clube, o que ele significou e significa e o que o distingue dos restantes, muito para além dos resultados desportivos. Por ouvir falar nas velhas glórias e feitos.
Embora o meu Pai estivesse há muito afastado da vida do clube, assisti à sua tristeza pela descida de divisão, no final da época 1981/82. Acho que nem hoje ainda consigo imaginar o que significou, para alguém que viu o Belenenses campeão nacional e mais algumas vezes quase campeão, assistir à descida de divisão.
É no seguimento desse momento que nasce a minha ligação ao Belenenses. Aos 11 anos. Passei a seguir os relatos dos jogos ou os resultados do Belenenses, aos domingos à tarde, nem que fosse num rádio a pilhas. Sofri com o falhanço da subida no ano seguinte. Era já o meu clube.
Na época da subida, vibrei com os resultados e fui partilhando esse entusiasmo com o meu Pai. Conseguir vê-lo de novo no Restelo, presenciar toda a emoção que então sentiu foi algo que nunca esquecerei e que cimentou definitivamente a minha ligação ao clube. Recordo esse último jogo da época, que perdemos 0-1 com o União da Madeira, com a equipa ainda a ressacar dos festejos da subida.
Tal era o meu entusiasmo que pouco depois tornámo-nos sócios e assim nos mantivemos por alguns anos, apoiando a equipa com muito razoável regularidade.
Lembro-me de outro momento de grande emoção ao assistir a um jogo de velhas glórias do Belenenses e do Benfica, no Restelo, e ver o estádio cheio (quase) a homenagear carinhosamente esses jogadores. Entre outros estavam lá, Dimas, Vicente, Matateu (não jogou), Iaúca e muitos outros. Testemunhar o seu significado para tantos que os viram jogar no seu tempo.
Neste período até 1991 pudemos assistir à construção de uma equipa de futebol competitiva, pronta a discutir o resultado em qualquer campo. Foi um período, no mínimo, de prata.
Mas havia já algo que me fazia espécie: um estádio lindo, uma equipa competitiva e bem posicionada e, mesmo assim, raras vezes via o Restelo cheio ou mesmo razoavelmente composto. Nem um futebol bom ou razoável, nem um 3º lugar no campeonato, nem a conquista da Taça de Portugal (arrasando de rajada os ditos três maiores do futebol português) faziam mudar o cenário desolador da bancada dos sócios às moscas, com metade ou mais dos lugares vagos na maioria dos jogos. Do resto do estádio é melhor nem falar.
Não compreendi o alheamento geral quando mesmo lá fora eliminávamos, ou quase, grandes clubes da Europa. Quem não se lembra do quase eliminado e todo-poderoso Barcelona, vergado a uma exibição memorável no Restelo vencido por curto 1-0? Curto porque em Nau Camp o jogo não terminaria antes deles marcarem 2 ou 3. Nem nessa vitória o Restelo encheu totalmente. Nem tão pouco encheu quando recebemos o Bayer Leverkussen (então detentor da Taça UEFA), na 2ª mão, a seguir à brilhante vitória obtida na Alemanha.
Bem sei que o futebol mudou muito, globalmente, desde esses tempos. Mas no Belenenses não é tanto assim. Em gestão do futebol não. Talvez o velho modelo da carolice, amadorismo ou, pior, do compadrio, favoreça os clubes pequenos e ‘Câmara Municipal-Ó-Dependentes’, com contas menos claras, em concorrência desleal (lembro-me de tantos...), mas no nosso clube a realidade não é essa. E ainda bem. Daí que a persistência da gestão do futebol nesses velhos moldes tenha vindo ciclicamente a produzir resultados a que já assistimos e que este ano estejamos a torcer e esforçamo-nos para que não se repita a descida.
Em termos de gestão, que dizer das inexistentes ou insípidas acções de captação de novos e antigos sócios? Alturas houve em que o clube se desinteressou inclusive de cobrar quotas, além de entrar naquele esquema de bilhete suplementar em todos os jogos, tentando explorar os poucos que lá iam. Passar horas para pagar quotas e bilhetes suplementares não era um passatempo divertido. Deixei-me disso. Cansei-me e desisti ao fim de algumas épocas. Recebi eu, ou o meu Pai (que não muda de casa à 30 anos) alguma carta a verificar a situação, tentando entender os motivos para o alheamento e tentanto facilitar o regresso? NADA!
Quando um clube quer atrair e fidelizar sócios tem que tornar até o acto mais penoso – pagar – num processo simples, indolor. A maioria da população está ocupada ou mora longe da secretaria.
O Belenenses é um clube grande. Já lá vai o tempo em que a média de idade dos sócios era um caso geriátrico agudo (com a devida vénia respeitosa aos sócios seniores) e com muito tempo livre. Esta realidade mudou muito e está já bem patente nos dados estatísticos do relatório e contas de 2003, recentemente divulgado.
Quando voltei há pouco a ser sócio, pensei que nesta era tudo seria diferente. Rapidamente constatei que, apesar das tecnologias disponíveis, não evoluímos muito nalguns aspectos fulcrais. Paga-se na secretaria e, tirando Sábados de jogo, o período de atendimento é impraticável para quem trabalha em horários ‘normais’. Alternativa é um dos 5 (!!!) cobradores de rua ir cobrar a casa, também em horário impraticável. O Belenenses é um simples clube de bairro para ter este tipo de postura? Não, é um clube nacional e internacional, com sócios espalhados por esse mundo fora. Os que estão em Portugal, estão então condenados, jogo sim jogo não, a passar um ‘tempinho’ a pagar quotas nas bilheteiras em dia de jogo? Não há maneira de se arranjar um modo de pagamento automático, factura a pagamento no multibanco ou outra alternativa eficaz como outros já fazem? A justificação parece ter a ver ainda com a credibilidade do Belenenses na banca. Até quando?
No campo financeiro, não podia estar mais de acordo com quem entende prioritário assegurar meios de subsistência financeira duradouros acabando com a bingo-dependência, através da rentabilização de património imobiliário e assegurando outro tipo de receitas para o futuro. É extraordinário o trabalho desenvolvido nesse aspecto nos últimos anos. Ninguém no seu perfeito juízo põe em causa esta necessidade ou põe em causa o mérito de Sequeira Nunes nesta matéria. Nem quer voltar a outros tempos de triste memória.
Mas esta estabilidade financeira manter-se-á, indefinidamente, se os resultados desportivos empurrarem de novo o nosso futebol sénior para a divisão inferior? Não estarão a afastar aqueles que, de uma forma ou de outra, contribuem para a saúde financeira do clube na sua globalidade? Sócios, simpatizantes, patrocinadores e receitas dos jogos televisionados?
Um clube sem os seus adeptos presentes e participativos não tem expressão, e arrisca-se a assistir de novo ao esvaziamento dos objectivos para os quais estas condições financeiras são essenciais. E doa a quem doer o futebol ainda é o grande motor de massas do clube, apesar do seu ecletismo insistente, louvável e raro nos dias que correm.
Não dispondo o Belenenses de recursos abundantes ou ilimitados como outros parecem ter, não defendo o despesismo cego e despreocupado. Defendo sim, com os actuais e possíveis recursos, que se profissionalize a gestão pelo menos da SAD. O amadorismo e a não remuneração levam à desresponsabilização que se vê nos resultados desportivos. Para que mesmo que venhamos a descer este ano à II liga, possam ser lançadas as bases de uma estrutura de gestão que seja capaz de garantir sucesso consistente nos anos vindouros e não estar dependente do treinador A ou B.
Tenho muita esperança no que vejo a nível de produção de valores nos escalões de formação. Mas temo que aconteça o mesmo que aconteceu a fornadas anteriores. Saem ou, ficando, são tapados por jogadores estrangeiros de segunda ou terceira categoria que tiveram a sorte de ter uma cassetezinha muito atractiva ou nem isso porque foram indicados ou colocados pelo empresário C ou D, antes de seguirem para o clube E.
Que se acarinhe e utilize a ‘cantera’ azul. Que se aproveite a qualidade do trabalho aí desenvolvido, numa perspectiva presente e futura e não se olhe para ela apenas quando não há dinheiro para comprar jogadores de fora com qualidade ou quando meia equipa está lesionada ou fora de forma.
Que não se deixe sair sem compensação mais jogadores como o Fajardo, o Carrasqueira, o Rui Duarte, e outros tantos que nem dei pela existência, e se aguentem jogadores que ainda temos e vamos criando, captando e formando, da qualidade do Rubén, do Eliseu e de outros tantos que penosamente, ano após ano, vemos sair tantas vezes para a reserva de clubes ‘maiores’.
Que se tente manter no clube, se a isso estiverem dispostos, jogadores que terminam a carreira e muito deram ao clube e que, pela sua postura e profissionalismo, se destacaram como símbolos e referências. Para permanecer numa posição em que possam transmitir a sua experiência e carisma aos jogadores mais novos e aos recém-chegados.
Que haja prospecção profissional de jogadores. Que quando se descobre um bom jogador nacional ou estrangeiro, não se dispense na mesma época para ir buscar e inscrever outros, sem qualidade demonstrada. Abandone-se de vez a técnica da cassete ou da espera por empresários que nos ‘oferecem’ jogadores. Deixemos de estar vulneráveis a um qualquer treinador (ou três na mesma época) que, de um momento para o outro, inverte a política do anterior e despacha uma fornada de jogadores alguns deles formados no clube e com valor comprovado ou potencial?
Noutro plano, a desadequação dos meios de comunicação com os adeptos e sócios é gritante. A excepção é o sítio oficial na Internet, mesmo algo limitado na sua interactividade, quiçá pelo risco de se tornar um canal de desabafo grosseiro ou incómodo para quem está na gestão. O que existe além disto é fruto da carolice de uns quantos dedicados adeptos que mantêm e participam em blogs, mailing lists, etc. e que dessa forma colmatam a ausência de informação desportiva na imprensa e mantém vivo o convívio e a discussão dos assuntos do clube.
Saúde-se ainda a dedicação de quem cria e fomenta núcleos e associações, que assim constituem mais um ponto de contacto com o clube e uma maneira sã de o viver dia-a-dia, sem fanatismos.
Com o devido respeito pelo actual presidente do clube e pela obra que deixa e oxalá possa e queira continuar, espero que no que respeita ao futebol, inverta a sua postura, brevemente, e entenda que é necessário evoluir para uma estrutura profissional, e convide alguém disponível para, noutros moldes, trabalhar para inverter o rumo. Com outras condições mas sem comprometer a estabilidade financeira. Alguém que torne o nosso futebol competitivo de novo, em todas as vertentes. E escalões. Para sairmos de uma vez por todas deste sobe e desce, de estar sujeitos aos caprichos individuais de quem quer que seja, jogadores, treinadores, dirigentes ou de pequenos grupos de ‘adeptos influentes’ ou de quaisquer outros interesses obscuros. Regulamentando internamente. Alguém que seja capaz de constituir uma equipa de gestão capaz de estruturar o futebol do Belenenses num negócio rentável e com resultados dignificantes.
Para que em termos desportivos haja muito orgulho do nosso passado glorioso, mas que sejamos capazes de continuar a criar novos marcos de referência para as sucessivas gerações vindouras.
Um rápido agradecimento
Meus amigos, hoje que é um dia tão especial para a comunidade on-line azul, e não só para este ou aquele Blog ou Site, venho deixar uma curta mensagem de agradecimento a algumas pessoas que são igualmente responsáveis pela existência deste Blog:
- a todos os que me pressionaram, em Janeiro, a reactivar o Blog, e que em boa hora o fizeram
- ao Pedro Lourenço e ao Luís Vieira que me ajudaram a fazer o lay-out do Blog
- ao Pedro Cruz, que me telefona a meio da noite, cheio de "fome" de notícias e me dá força para não descansar
- ao Duarte, que tantas e úteis informações nos transmite
- ao PedroMLD, o "pesquisador-mor", homem com resposta para qualquer pergunta e que muito me honrou com a sua presença no Núcleo
- ao Miguel Barreiros, que não me dá descanso no Messenger "obrigando-me" a trabalhar
- à Rita, minha namorada, constantemente privada de algumas horas a meu lado e que tem de me aturar e ouvir sobre o Belém
- a todos vós, leitores deste Blog, que o leem e comentam e que ainda não foram nomeados, porque têm paciência para me ler
- por último, ao jornalista Francisco Frederico, do jornal "O Jogo", que nos prova que o jornalismo desportivo não tem de ser um marasmo de ideias e um relatório de tácticas e lesões, tendo feito uma reportagem interessantíssima, abordando vários quadrantes (da futurística Internet ao clássico Núcleo de adeptos) e mostrando que o Belenenses é sem dúvida grande.
A todos vós, uma vez mais o meu obrigado, e fica a promessa de mais uma surpresa quando eu regressar de férias...
Meus amigos, hoje que é um dia tão especial para a comunidade on-line azul, e não só para este ou aquele Blog ou Site, venho deixar uma curta mensagem de agradecimento a algumas pessoas que são igualmente responsáveis pela existência deste Blog:
- a todos os que me pressionaram, em Janeiro, a reactivar o Blog, e que em boa hora o fizeram
- ao Pedro Lourenço e ao Luís Vieira que me ajudaram a fazer o lay-out do Blog
- ao Pedro Cruz, que me telefona a meio da noite, cheio de "fome" de notícias e me dá força para não descansar
- ao Duarte, que tantas e úteis informações nos transmite
- ao PedroMLD, o "pesquisador-mor", homem com resposta para qualquer pergunta e que muito me honrou com a sua presença no Núcleo
- ao Miguel Barreiros, que não me dá descanso no Messenger "obrigando-me" a trabalhar
- à Rita, minha namorada, constantemente privada de algumas horas a meu lado e que tem de me aturar e ouvir sobre o Belém
- a todos vós, leitores deste Blog, que o leem e comentam e que ainda não foram nomeados, porque têm paciência para me ler
- por último, ao jornalista Francisco Frederico, do jornal "O Jogo", que nos prova que o jornalismo desportivo não tem de ser um marasmo de ideias e um relatório de tácticas e lesões, tendo feito uma reportagem interessantíssima, abordando vários quadrantes (da futurística Internet ao clássico Núcleo de adeptos) e mostrando que o Belenenses é sem dúvida grande.
A todos vós, uma vez mais o meu obrigado, e fica a promessa de mais uma surpresa quando eu regressar de férias...
Há vida na "blogosfera" azul
Reportagem publicada no jornal O JOGO, da autoria de Francisco Frederico, a quem agradeço a disponibilidade e interesse demonstrados pelo Belenenses, mostrando que o jornalismo a sério não são só tácticas e lesões. A ele, e a todos vós que nos fazem "escrever", o meu muito obrigado!
O advento da Internet mudou os hábitos dos adeptos do popular clube de Belém. As conversas de café, no estádio ou em qualquer outro espaço público, deram lugar a um mundo novo, onde tudo se discute... por detrás do ecrã do computador
Já em 1951, o escritor alentejano Manuel da Fonseca (Santiago do Cacém, 1911 - Lisboa, 1993), em "O Fogo e as Cinzas", dizia que o largo da aldeia tinha deixado de ser o "centro do mundo". Tinha razão. Mas estava longe de imaginar que, passadas umas décadas, o local das discussões do quotidiano pudesse mudar radicalmente. O futebol, esse vulcão de paixões, acompanhou a mudança.
Num ápice, a Internet passou a ser o veículo privilegiado pelos amantes do desporto-rei para exprimirem as suas amarguras ou alegrias acerca do clube da sua predilecção. Dos sítios, oficiais ou não, às "mailing lists", fóruns de discussão ou "blogs", entre terminologias inglesas ou adaptadas ao português, as opções são muitas e variadas. No caso do Belenenses, estes últimos congregam a comunidade mais activa.
Pedro Lourenço é o responsável por um dos espaços de troca de ideias sobre o emblema do Restelo mais visitado, em http://cfbelenenses.blogspot.com/. A decisão de criar um "blog" "nasceu por brincadeira" e, no princípio, "ter dez visitas era uma festa". Agora, são mais de 120 por dia (oito mil desde Novembro), com origens tão díspares como a Roménia ou os Estados Unidos. Há até um "bloguista", muito viajado, que faz questão de marcar presença sempre que chega a um país diferente - na última semana estava em Accra, no Gana. O mais curioso é que alguns dos emigrantes conseguem, não raras vezes, estar mais informados do que quem vive ao lado do Estádio do Restelo. Parece descabido, mas O JOGO é testemunha deste fenómeno. "A grande força do 'blog' é que qualquer pessoa pode actualizá-lo. Há uma grande interacção entre quem edita e quem participa. Às vezes, basta deixar uma pergunta e a resposta logo chega. E nem é preciso perceber de informática, tudo é extremamente prático", conta Pedro Lourenço, que aponta outras vantagens, em relação, por exemplo, aos jornais: "Nós não temos limites de espaço ou tempo. Além disso, o imediatismo permite-nos estar e ser informados quase em cima do acontecimento."
As notícias da Comunicação Social sobre o clube de Belém, principalmente da Imprensa desportiva, são uma das matérias-primas mais utilizadas e são, com frequência, reproduzidas assim que disponíveis "online", por volta das três da manhã. O crivo dos ciberleitores costuma ser implacável: há elogios quando os textos são oportunos ou pertinentes e chamadas de atenção quando os escritos trazem incorrecções ou gralhas.
Comentadores e pesquisadores
Pedro Domingues vive na terra que viu nascer Manuel da Fonseca. Não escreve com a arte do conterrâneo, mas é uma autêntica enciclopédia de futebol, especializada em assuntos do Belenenses, e tem ainda outra paixão. "É a maluqueira pela net, os computadores e os 'chats' que me faz ocupar algum tempinho nas pesquisas", desvenda um dos "bolguistas" mais interventivos, que atingiu a fama ao acertar em cheio, com várias horas de antecedência sobre os jornais, no nome de um jogador (Luciano Alvarez) que esteve perto de rumar ao Restelo. "As vezes, deito-me às tantas, mas já fui mais aficcionado. Agora, casado e com uma criança pequena, tenho outras responsabilidades e há que de dar assistência em casa", desabafa.
Desenganem-se aqueles que pensam que estas coisas da Internet são só para a malta jovem. O exemplo parte de Duarte, de 58 anos, que logo recebeu o epíteto de comentador para as modalidades amadoras. Mas também há mulheres com opinião, como a Andreia, uma belenense dos quatro costados, sempre disposta a deixar o seu comentário.
Sofrer com humor
De 15 em 15 dias, quando o Belenenses joga fora, muitos dos confrades "bloguistas" (e não só) juntam-se no Núcleo Ajuda/Belém para assistir aos jogos pela televisão e, alguns deles, até aproveitam para se conhecer pessoalmente. Inaugurado no final de Janeiro, este espaço de convívio dos prosélitos azuis já não chega para a quantidade de frequentadores, num local onde a cumplicidade e a comunhão são por de mais evidentes. O JOGO foi conhecê-lo em dia de desafio com o Marítimo (derrota por 2-0) e testemunhou como ser belenense é ser diferente. O humor e o "fair play" com que muitos sócios abordaram a partida e a forma desassombrada como encaram o futuro desportivo do clube, mesmo com o risco da descida, torna-os especiais em relação aos homólogos dos "grandes". Se há adepto fiel, é aquele cujo coração bate pelo Belém.
Luciano Rodrigues é um dos principais dinamizadores do núcleo e também ele tem um "blog", http://belenenses.blogspot.com, que já recebeu 5500 visitas desde Fevereiro. Tal como os outros editores ou simples frequentadores destes sítios na Internet, ocupa uma boa parte da sua vida, "inclusivamente no emprego", a actualizar, discutir ou analisar o quotidiano do emblema da cruz de Cristo. Os assuntos mais polémicos dizem respeito à SAD e costuma haver mais comentários quando a equipa perde, desabafos naturais do seguidor sofredor. E há quem garanta haver elementos da Direcção que, sob o disfarce de pseudónimos, também costumam, de vez em quando, meter a colher.
Petiscos e... computadores
O Núcleo Ajuda/Belém é paragem obrigatória para os "bloguistas". O convívio e os petiscos do senhor Cardoso convidam a entrar e as gargantas só não secam de tanto gritar porque há sempre cerveja fresca pronta a sair. Durante o jogo, as únicas pausam servem apenas para actualizar os "blogs" ou não fosse o imediatismo um dos pontos fortes destas novas formas de comunicar.
Reportagem publicada no jornal O JOGO, da autoria de Francisco Frederico, a quem agradeço a disponibilidade e interesse demonstrados pelo Belenenses, mostrando que o jornalismo a sério não são só tácticas e lesões. A ele, e a todos vós que nos fazem "escrever", o meu muito obrigado!
O advento da Internet mudou os hábitos dos adeptos do popular clube de Belém. As conversas de café, no estádio ou em qualquer outro espaço público, deram lugar a um mundo novo, onde tudo se discute... por detrás do ecrã do computador
Já em 1951, o escritor alentejano Manuel da Fonseca (Santiago do Cacém, 1911 - Lisboa, 1993), em "O Fogo e as Cinzas", dizia que o largo da aldeia tinha deixado de ser o "centro do mundo". Tinha razão. Mas estava longe de imaginar que, passadas umas décadas, o local das discussões do quotidiano pudesse mudar radicalmente. O futebol, esse vulcão de paixões, acompanhou a mudança.
Num ápice, a Internet passou a ser o veículo privilegiado pelos amantes do desporto-rei para exprimirem as suas amarguras ou alegrias acerca do clube da sua predilecção. Dos sítios, oficiais ou não, às "mailing lists", fóruns de discussão ou "blogs", entre terminologias inglesas ou adaptadas ao português, as opções são muitas e variadas. No caso do Belenenses, estes últimos congregam a comunidade mais activa.
Pedro Lourenço é o responsável por um dos espaços de troca de ideias sobre o emblema do Restelo mais visitado, em http://cfbelenenses.blogspot.com/. A decisão de criar um "blog" "nasceu por brincadeira" e, no princípio, "ter dez visitas era uma festa". Agora, são mais de 120 por dia (oito mil desde Novembro), com origens tão díspares como a Roménia ou os Estados Unidos. Há até um "bloguista", muito viajado, que faz questão de marcar presença sempre que chega a um país diferente - na última semana estava em Accra, no Gana. O mais curioso é que alguns dos emigrantes conseguem, não raras vezes, estar mais informados do que quem vive ao lado do Estádio do Restelo. Parece descabido, mas O JOGO é testemunha deste fenómeno. "A grande força do 'blog' é que qualquer pessoa pode actualizá-lo. Há uma grande interacção entre quem edita e quem participa. Às vezes, basta deixar uma pergunta e a resposta logo chega. E nem é preciso perceber de informática, tudo é extremamente prático", conta Pedro Lourenço, que aponta outras vantagens, em relação, por exemplo, aos jornais: "Nós não temos limites de espaço ou tempo. Além disso, o imediatismo permite-nos estar e ser informados quase em cima do acontecimento."
As notícias da Comunicação Social sobre o clube de Belém, principalmente da Imprensa desportiva, são uma das matérias-primas mais utilizadas e são, com frequência, reproduzidas assim que disponíveis "online", por volta das três da manhã. O crivo dos ciberleitores costuma ser implacável: há elogios quando os textos são oportunos ou pertinentes e chamadas de atenção quando os escritos trazem incorrecções ou gralhas.
Comentadores e pesquisadores
Pedro Domingues vive na terra que viu nascer Manuel da Fonseca. Não escreve com a arte do conterrâneo, mas é uma autêntica enciclopédia de futebol, especializada em assuntos do Belenenses, e tem ainda outra paixão. "É a maluqueira pela net, os computadores e os 'chats' que me faz ocupar algum tempinho nas pesquisas", desvenda um dos "bolguistas" mais interventivos, que atingiu a fama ao acertar em cheio, com várias horas de antecedência sobre os jornais, no nome de um jogador (Luciano Alvarez) que esteve perto de rumar ao Restelo. "As vezes, deito-me às tantas, mas já fui mais aficcionado. Agora, casado e com uma criança pequena, tenho outras responsabilidades e há que de dar assistência em casa", desabafa.
Desenganem-se aqueles que pensam que estas coisas da Internet são só para a malta jovem. O exemplo parte de Duarte, de 58 anos, que logo recebeu o epíteto de comentador para as modalidades amadoras. Mas também há mulheres com opinião, como a Andreia, uma belenense dos quatro costados, sempre disposta a deixar o seu comentário.
Sofrer com humor
De 15 em 15 dias, quando o Belenenses joga fora, muitos dos confrades "bloguistas" (e não só) juntam-se no Núcleo Ajuda/Belém para assistir aos jogos pela televisão e, alguns deles, até aproveitam para se conhecer pessoalmente. Inaugurado no final de Janeiro, este espaço de convívio dos prosélitos azuis já não chega para a quantidade de frequentadores, num local onde a cumplicidade e a comunhão são por de mais evidentes. O JOGO foi conhecê-lo em dia de desafio com o Marítimo (derrota por 2-0) e testemunhou como ser belenense é ser diferente. O humor e o "fair play" com que muitos sócios abordaram a partida e a forma desassombrada como encaram o futuro desportivo do clube, mesmo com o risco da descida, torna-os especiais em relação aos homólogos dos "grandes". Se há adepto fiel, é aquele cujo coração bate pelo Belém.
Luciano Rodrigues é um dos principais dinamizadores do núcleo e também ele tem um "blog", http://belenenses.blogspot.com, que já recebeu 5500 visitas desde Fevereiro. Tal como os outros editores ou simples frequentadores destes sítios na Internet, ocupa uma boa parte da sua vida, "inclusivamente no emprego", a actualizar, discutir ou analisar o quotidiano do emblema da cruz de Cristo. Os assuntos mais polémicos dizem respeito à SAD e costuma haver mais comentários quando a equipa perde, desabafos naturais do seguidor sofredor. E há quem garanta haver elementos da Direcção que, sob o disfarce de pseudónimos, também costumam, de vez em quando, meter a colher.
Petiscos e... computadores
O Núcleo Ajuda/Belém é paragem obrigatória para os "bloguistas". O convívio e os petiscos do senhor Cardoso convidam a entrar e as gargantas só não secam de tanto gritar porque há sempre cerveja fresca pronta a sair. Durante o jogo, as únicas pausam servem apenas para actualizar os "blogs" ou não fosse o imediatismo um dos pontos fortes destas novas formas de comunicar.
terça-feira, abril 06, 2004
O repouso do guerreiro
Caros amigos, entrei de férias, não sem antes vos deixar um post sobre a excelente noite que ontem vivi, independentemente do resultado do jogo de futebol, porque a vida é muito mais que futebol, e acho que só o facto de alguém vir de Santiago do Cacém ter connosco para conviver vale muito mais que qualquer vitória.
Penso, de facto, que passámos uma óptima noite no Núcleo, como costumamos dizer, apertados mas com calor humano. Resta-me então duas coisas: por um lado, convidar aqueles que estiveram presentes a tornarem-se habituées ; por outro, convidar quem ainda não conhece a aparecer no próximo jogo (Alverca não é considerado "fora", todos somos lá precisos a apoiar).
Por último, uma referência apenas para aqueles que lá foram: penso que todos os presentes perceberam qual era a tal surpresa que ia acontecer, e gostaria que não comentassem o que se esteve a preparar de modo a surpreendermos os outros Bloguistas, quando anunciarmos aqui nos Blogs. E, uma vez mais, o meu sincero obrigado.
Em relação ao jogo, esta semana dedico-lhe apenas um parágrafo: jogámos o suficiente para perder. Em relação à análise de jogadores, para mim estiveram menos mal o Marco Aurélio, o Valdiran (ainda dá luta) e o Sousa. Nem vou referir quem esteve mal. Uma última palavra para o árbitro, que perdoou um penalty ao Marítimo com 1-0. Não é por aí, mas também por aí!
Portanto pessoal, feitas as despedidas, resta-me dizer-vos que podem continuar a visitar o Blog como o têm feito, pois ele vai sendo actualizado na minha ausência pelo Luís Vieira e pelo Pedro Lourenço, que muito me ajudam ao fazer esse favor. Durante a estadia em Lagos, tentarei aceder à net, mas não será fácil. Até amanhã, quando saio de Lisboa, ainda vou dando uns pulinhos enquanto despacho trabalho e faço malas.
Abraços a todos!
Caros amigos, entrei de férias, não sem antes vos deixar um post sobre a excelente noite que ontem vivi, independentemente do resultado do jogo de futebol, porque a vida é muito mais que futebol, e acho que só o facto de alguém vir de Santiago do Cacém ter connosco para conviver vale muito mais que qualquer vitória.
Penso, de facto, que passámos uma óptima noite no Núcleo, como costumamos dizer, apertados mas com calor humano. Resta-me então duas coisas: por um lado, convidar aqueles que estiveram presentes a tornarem-se habituées ; por outro, convidar quem ainda não conhece a aparecer no próximo jogo (Alverca não é considerado "fora", todos somos lá precisos a apoiar).
Por último, uma referência apenas para aqueles que lá foram: penso que todos os presentes perceberam qual era a tal surpresa que ia acontecer, e gostaria que não comentassem o que se esteve a preparar de modo a surpreendermos os outros Bloguistas, quando anunciarmos aqui nos Blogs. E, uma vez mais, o meu sincero obrigado.
Em relação ao jogo, esta semana dedico-lhe apenas um parágrafo: jogámos o suficiente para perder. Em relação à análise de jogadores, para mim estiveram menos mal o Marco Aurélio, o Valdiran (ainda dá luta) e o Sousa. Nem vou referir quem esteve mal. Uma última palavra para o árbitro, que perdoou um penalty ao Marítimo com 1-0. Não é por aí, mas também por aí!
Portanto pessoal, feitas as despedidas, resta-me dizer-vos que podem continuar a visitar o Blog como o têm feito, pois ele vai sendo actualizado na minha ausência pelo Luís Vieira e pelo Pedro Lourenço, que muito me ajudam ao fazer esse favor. Durante a estadia em Lagos, tentarei aceder à net, mas não será fácil. Até amanhã, quando saio de Lisboa, ainda vou dando uns pulinhos enquanto despacho trabalho e faço malas.
Abraços a todos!
Augusto Inácio: «Vitória oferecida pelo Belenenses»
Entrevista publicada no jornal Record.
Augusto Inácio considera que o Belenenses cometeu erros na defesa, permitindo que o Marítimo marcasse, na primeira parte, dois golos facilmente. No entanto, o técnico dos azuis defende que a sua equipa foi melhor do que os madeirenses no segundo tempo.
"O comentário é muito fácil de fazer: os primeiros 15 minutos são do Marítimo, sem grande perigo, mas houve uma oferta nossa no lance do primeiro golo. Sabíamos que era importante não sofrer primeiro do que eles, porque, depois, iriam jogar em contra-ataque, como fizeram. Quando reagimos, o Marítimo foi feliz, fez o 2-0, com mérito de Van der Gaag, mas, também, existiu demérito do Belenenses, porque tínhamos ensaiado lances como este ao longo da semana", refere o treinador.
O técnico dos azuis reconhece que o Belenenses foi superior nos derradeiros 45 minutos. "Na segunda parte só 'deu' Belenenses. Se tivéssemos marcado nos primeiros vinte minutos, podíamos ter discutido o resultado. O Marco Aurélio não fez uma única defesa. Parabéns ao Marítimo, mas foi, sem dúvida, uma vitória oferecida pelo Belenenses."
Augusto Inácio mantém intacta a esperança de conquistar a permanência no principal escalão do futebol nacional. "Continuo a acreditar que podemos ficar na SuperLiga. Já tinha dito, após o jogo com Gil Vicente, que vai ser difícil conseguir a manutenção. Todavia, dependemos só de nós."
Por outro lado, Manuel Cajuda, treinador do Marítimo, defende que os madeirenses mereceram conquistar os três pontos. "Quando se ganha, é sempre um motivo de satisfação. A equipa jogou bem e foi inteligente. O Belenenses vinha muito fechado. Por isso, tivemos de fazer a circulação de bola para tentar retirar o amontoado de jogadores. Marcámos cedo e criámos oportunidades de golo. O segundo tento foi justo. Considero que a segunda parte do Marítimo foi muito inteligente."
Entrevista publicada no jornal Record.
Augusto Inácio considera que o Belenenses cometeu erros na defesa, permitindo que o Marítimo marcasse, na primeira parte, dois golos facilmente. No entanto, o técnico dos azuis defende que a sua equipa foi melhor do que os madeirenses no segundo tempo.
"O comentário é muito fácil de fazer: os primeiros 15 minutos são do Marítimo, sem grande perigo, mas houve uma oferta nossa no lance do primeiro golo. Sabíamos que era importante não sofrer primeiro do que eles, porque, depois, iriam jogar em contra-ataque, como fizeram. Quando reagimos, o Marítimo foi feliz, fez o 2-0, com mérito de Van der Gaag, mas, também, existiu demérito do Belenenses, porque tínhamos ensaiado lances como este ao longo da semana", refere o treinador.
O técnico dos azuis reconhece que o Belenenses foi superior nos derradeiros 45 minutos. "Na segunda parte só 'deu' Belenenses. Se tivéssemos marcado nos primeiros vinte minutos, podíamos ter discutido o resultado. O Marco Aurélio não fez uma única defesa. Parabéns ao Marítimo, mas foi, sem dúvida, uma vitória oferecida pelo Belenenses."
Augusto Inácio mantém intacta a esperança de conquistar a permanência no principal escalão do futebol nacional. "Continuo a acreditar que podemos ficar na SuperLiga. Já tinha dito, após o jogo com Gil Vicente, que vai ser difícil conseguir a manutenção. Todavia, dependemos só de nós."
Por outro lado, Manuel Cajuda, treinador do Marítimo, defende que os madeirenses mereceram conquistar os três pontos. "Quando se ganha, é sempre um motivo de satisfação. A equipa jogou bem e foi inteligente. O Belenenses vinha muito fechado. Por isso, tivemos de fazer a circulação de bola para tentar retirar o amontoado de jogadores. Marcámos cedo e criámos oportunidades de golo. O segundo tento foi justo. Considero que a segunda parte do Marítimo foi muito inteligente."
domingo, abril 04, 2004
Resultados do fim-de-semana
Faltando ainda jogar a modalidade rainha do clube, aqui estão os resultados deste fim-de-semana das modalidades mais importantes.
Andebol
ABC - Belenenses: 32 - 29
Este foi o 1º jogo da Fase Final da Liga Profissional de Andebol. O Belem está actualmente na 5ª posição entre 6.
Começámos mal...
Basquetebol
Seixal - Belenenses: 100 - 98
Esta foi a 31ª jornada da Liga TMN. Estamos em 4º lugar.
Futsal
Belenenses - Marinhais 5 - 1
Foi a 28ª jornada do campeonato. Importante vitória sobre o 2º classificado. Estamos mais próximos de vencer a série C da III Divisão e assim garantir a subida.
Rugby
Belenenses - Académica 22 - 20
Apesar de ser a 13ª Jornada, não foi uma jornada de azar e conseguimos vencer a Académica, actual 4º classificado. Mais um passo para o bicampeonato!!!
Agora só falta o futebol.
A deslocação à Madeira não vai ser nada fácil, mas a vitória faz falta. Principalmente após as vitórias do Guimarães e do Gil Vicente e do empate da Académica. Boas noticias foram as derrotas do Paços e do Alverca (embora contra o Guimarães).
A classificação encontra-se assim:
10º Beira-Mar 37
11º U. Leiria 36
12º Gil Vicente 34
13º Alverca 29
14º Académica 29
15º Belenenses 28 (- 1 jogo)
16º V. Guimarães 28
17º P. Ferreira 24
18º E. Amadora 16
Faltando ainda jogar a modalidade rainha do clube, aqui estão os resultados deste fim-de-semana das modalidades mais importantes.
Andebol
ABC - Belenenses: 32 - 29
Este foi o 1º jogo da Fase Final da Liga Profissional de Andebol. O Belem está actualmente na 5ª posição entre 6.
Começámos mal...
Basquetebol
Seixal - Belenenses: 100 - 98
Esta foi a 31ª jornada da Liga TMN. Estamos em 4º lugar.
Futsal
Belenenses - Marinhais 5 - 1
Foi a 28ª jornada do campeonato. Importante vitória sobre o 2º classificado. Estamos mais próximos de vencer a série C da III Divisão e assim garantir a subida.
Rugby
Belenenses - Académica 22 - 20
Apesar de ser a 13ª Jornada, não foi uma jornada de azar e conseguimos vencer a Académica, actual 4º classificado. Mais um passo para o bicampeonato!!!
Agora só falta o futebol.
A deslocação à Madeira não vai ser nada fácil, mas a vitória faz falta. Principalmente após as vitórias do Guimarães e do Gil Vicente e do empate da Académica. Boas noticias foram as derrotas do Paços e do Alverca (embora contra o Guimarães).
A classificação encontra-se assim:
10º Beira-Mar 37
11º U. Leiria 36
12º Gil Vicente 34
13º Alverca 29
14º Académica 29
15º Belenenses 28 (- 1 jogo)
16º V. Guimarães 28
17º P. Ferreira 24
18º E. Amadora 16
sábado, abril 03, 2004
Convocados para a Madeira
Guarda-Redes - Marco Aurélio e Pedro Alves
Defesas - Sousa, Carlos Fernandes, Emerson, Wilson, Gonçalo Brandão, Paulo Sérgio
Médios - Eliseu, Tuck, Marco Paulo, Andersson, Verona, Brasília e Rui Borges
Avançados - Antchouet, Hugo Henrique, Valdiram e Ceará
Destaco, uma vez mais, a incrível ausência do Leandro, sem dúvida nenhuma personna non grata de Augusto Inácio... pois se quando joga, é dos melhores!!! Expliquem-me também porque raio é que o Ceará vai ocupar uma vaga de estrangeiro... quando de certeza que o HH começa no banco!
Quanto ao 11 do Inácio, a minha aposta será: Marco Aurélio ; Sousa, Emerson, Wilson e Carlos Fernandes ; Marco Paulo, Andersson e Paulo Sérgio ; Antchouet, Brasília e Verona
O meu 11 seria este: Marco Aurélio ; Sousa, Emerson, Wilson, Paulo Sérgio e Brasília ; Tuck e Andersson ; Valdiran, Verona e Antchouet
Qualquer que seja a equipa, o essencial é pontuar.
Guarda-Redes - Marco Aurélio e Pedro Alves
Defesas - Sousa, Carlos Fernandes, Emerson, Wilson, Gonçalo Brandão, Paulo Sérgio
Médios - Eliseu, Tuck, Marco Paulo, Andersson, Verona, Brasília e Rui Borges
Avançados - Antchouet, Hugo Henrique, Valdiram e Ceará
Destaco, uma vez mais, a incrível ausência do Leandro, sem dúvida nenhuma personna non grata de Augusto Inácio... pois se quando joga, é dos melhores!!! Expliquem-me também porque raio é que o Ceará vai ocupar uma vaga de estrangeiro... quando de certeza que o HH começa no banco!
Quanto ao 11 do Inácio, a minha aposta será: Marco Aurélio ; Sousa, Emerson, Wilson e Carlos Fernandes ; Marco Paulo, Andersson e Paulo Sérgio ; Antchouet, Brasília e Verona
O meu 11 seria este: Marco Aurélio ; Sousa, Emerson, Wilson, Paulo Sérgio e Brasília ; Tuck e Andersson ; Valdiran, Verona e Antchouet
Qualquer que seja a equipa, o essencial é pontuar.
1º Torneio de Pro Evolution Soccer do Núcleo Ajuda/Belém
O 1º Torneio de Pro Evolution Soccer do Núcleo Ajuda/Belém foi um sucesso, com a participação de 10 jogadores entusiasmados e que entusiasmaram quem assistia.
Numa competição renhida na fase de grupos, o vencedor acabou por ser José Lameira, que se superiorizou com naturalidade na meia final e final, apresentando um nível e fluidez de jogo dignos de registo, com momentos de pura magia que entusiasmaram a plateia. Todos os jogadores utilizaram a mesma equipa, decidida por sorteio, que ditou a Nigéria.
Miguel Freire foi porventura o jogador que demonstrou maior evolução ao longo do Torneio, apesar do "score" final não o demonstrar, mas há que ter em consideração que foi incluído no grupo mais complicado, onde se encontravam quatro concorrentes de peso.
Pedro Alves, o outro finalista, mostrou alguns bons pormenores, porém o seu jogo perdia fluidez e por vezes demonstrava algumas carências defensivas, apesar de ter sido um digníssimo finalista.
Pedro Cruz, que não passou a fase de grupos por manifesta infelicidade, sem ter tido nenhuma derrota e tendo derrotado o posterior campeão, merece uma menção especial por ter emprestado a PlayStation e por ter mostrado o futebol mais "trabalhado" do Torneio.
João Carvalho, o último concorrente deste Grupo 1, mostrou que tem boas noções, mas ainda lhe faltam umas horas diante do ecrã para ter a naturalidade de movimentos e a rapidez de raciocínio para almejar voos mais altos.
Entrando agora nas contas do Grupo 2, que acabou por ficar só com 4 elementos por desistência de Gonçalo Veríssimo após 2 jogos (curiosamente com um empate e uma vitória, mas todos os jogos contra este jogador foram anulados), Paulo Chantre foi um elemento em evidência pela sua consistência defensiva.
André Torres, um dos semi-finalistas deste grupo, mostrou pormenores interessantes e um futebol bem trabalhado, tendo tido manifesta falta de sorte na meia-final, à qual porventura não terá ficado alheia a lesão que exibia no polegar esquerdo.
Pedro Gonçalves manifestou algumas dificuldades para se envolver no jogo, mas teve uma postura digna e 2 empates em 3 jogos são um resultado motivador.
Por último, Paulo Ferreira, o outro semi-finalista deste grupo, apesar de um futebol aos repelões e extremamente directo, mostrou grande á-vontade e excelente progressão ao longo do Torneio.
Grupo 1:
1º-José Lameira - DVVV - 9 pontos
2º-Pedro Alves - VEVD - 7 pontos
3º-Pedro Cruz - VEEE - 6 pontos
4º-João Carvalho - VDDE - 4 pontos
5º-Miguel Freire - DDED - 1 ponto
Grupo 2:
1º-André Torres - EVV - 7 pontos
2º-Paulo Ferreira - EDV - 4 pontos
3º-Paulo Chantre - EED - 2 pontos
4º-Pedro Gonçalves - EDE - 2 pontos
Meias-Finais:
José Lameira-3-0-Paulo Ferreira
Pedro Alves-1-0-André Torres
Final:
José Lameira-2-1-Pedro Alves
Nas meias finais, José Lameira superiorizou-se claramente a Paulo Ferreira, vencendo confortavelmente por 3-0, numa partida que o encheu de confiança para a final, onde encontrou o adversário que mais temia, Pedro Alves, que derrotou André Torres num jogo onde foi bafejado pela sorte, e em que a palavra golo nada queria com André Torres.
A final correu de feição a José Lameira, que entrou muito forte e marcou um golo logo nos primeiros minutos. Apesar da réplica de Pedro Alves, a tónica do jogo continuava do seu lado e foi com naturalidade que o segundo golo surgiu. A partir daí, começou a dar espectáculo, mostrando um reportório de fintas e "reviengas" dignas de envergonhar um Verona ou um Valdiran. No entanto, aos 73 minutos, numa carga por trás à entrada da área, um dos seus jogadores foi expulso e do lance resultou o golo de Pedro Alves, pelo que José Lameira daí para a frente fez um jogo mais calculista e evitou por pouco males maiores.
José Lameira, o vencedor, será agraciado num dos próximos jogos do Belenenses em casa com uma Taça oferecida pelo Clube de Futebol "Os Belenenses", na pessoa de Luís Silva, que muito nos honrou ao tomar a iniciativa de nos contactar nesse sentido. José Lameira terá, assim, a possibilidade de dar a sua "volta olímpica" na mais bela pista de atletismo do mundo. Após este sucesso, conto com todos vós para a segunda edição.
O 1º Torneio de Pro Evolution Soccer do Núcleo Ajuda/Belém foi um sucesso, com a participação de 10 jogadores entusiasmados e que entusiasmaram quem assistia.
Numa competição renhida na fase de grupos, o vencedor acabou por ser José Lameira, que se superiorizou com naturalidade na meia final e final, apresentando um nível e fluidez de jogo dignos de registo, com momentos de pura magia que entusiasmaram a plateia. Todos os jogadores utilizaram a mesma equipa, decidida por sorteio, que ditou a Nigéria.
Miguel Freire foi porventura o jogador que demonstrou maior evolução ao longo do Torneio, apesar do "score" final não o demonstrar, mas há que ter em consideração que foi incluído no grupo mais complicado, onde se encontravam quatro concorrentes de peso.
Pedro Alves, o outro finalista, mostrou alguns bons pormenores, porém o seu jogo perdia fluidez e por vezes demonstrava algumas carências defensivas, apesar de ter sido um digníssimo finalista.
Pedro Cruz, que não passou a fase de grupos por manifesta infelicidade, sem ter tido nenhuma derrota e tendo derrotado o posterior campeão, merece uma menção especial por ter emprestado a PlayStation e por ter mostrado o futebol mais "trabalhado" do Torneio.
João Carvalho, o último concorrente deste Grupo 1, mostrou que tem boas noções, mas ainda lhe faltam umas horas diante do ecrã para ter a naturalidade de movimentos e a rapidez de raciocínio para almejar voos mais altos.
Entrando agora nas contas do Grupo 2, que acabou por ficar só com 4 elementos por desistência de Gonçalo Veríssimo após 2 jogos (curiosamente com um empate e uma vitória, mas todos os jogos contra este jogador foram anulados), Paulo Chantre foi um elemento em evidência pela sua consistência defensiva.
André Torres, um dos semi-finalistas deste grupo, mostrou pormenores interessantes e um futebol bem trabalhado, tendo tido manifesta falta de sorte na meia-final, à qual porventura não terá ficado alheia a lesão que exibia no polegar esquerdo.
Pedro Gonçalves manifestou algumas dificuldades para se envolver no jogo, mas teve uma postura digna e 2 empates em 3 jogos são um resultado motivador.
Por último, Paulo Ferreira, o outro semi-finalista deste grupo, apesar de um futebol aos repelões e extremamente directo, mostrou grande á-vontade e excelente progressão ao longo do Torneio.
Grupo 1:
1º-José Lameira - DVVV - 9 pontos
2º-Pedro Alves - VEVD - 7 pontos
3º-Pedro Cruz - VEEE - 6 pontos
4º-João Carvalho - VDDE - 4 pontos
5º-Miguel Freire - DDED - 1 ponto
Grupo 2:
1º-André Torres - EVV - 7 pontos
2º-Paulo Ferreira - EDV - 4 pontos
3º-Paulo Chantre - EED - 2 pontos
4º-Pedro Gonçalves - EDE - 2 pontos
Meias-Finais:
José Lameira-3-0-Paulo Ferreira
Pedro Alves-1-0-André Torres
Final:
José Lameira-2-1-Pedro Alves
Nas meias finais, José Lameira superiorizou-se claramente a Paulo Ferreira, vencendo confortavelmente por 3-0, numa partida que o encheu de confiança para a final, onde encontrou o adversário que mais temia, Pedro Alves, que derrotou André Torres num jogo onde foi bafejado pela sorte, e em que a palavra golo nada queria com André Torres.
A final correu de feição a José Lameira, que entrou muito forte e marcou um golo logo nos primeiros minutos. Apesar da réplica de Pedro Alves, a tónica do jogo continuava do seu lado e foi com naturalidade que o segundo golo surgiu. A partir daí, começou a dar espectáculo, mostrando um reportório de fintas e "reviengas" dignas de envergonhar um Verona ou um Valdiran. No entanto, aos 73 minutos, numa carga por trás à entrada da área, um dos seus jogadores foi expulso e do lance resultou o golo de Pedro Alves, pelo que José Lameira daí para a frente fez um jogo mais calculista e evitou por pouco males maiores.
José Lameira, o vencedor, será agraciado num dos próximos jogos do Belenenses em casa com uma Taça oferecida pelo Clube de Futebol "Os Belenenses", na pessoa de Luís Silva, que muito nos honrou ao tomar a iniciativa de nos contactar nesse sentido. José Lameira terá, assim, a possibilidade de dar a sua "volta olímpica" na mais bela pista de atletismo do mundo. Após este sucesso, conto com todos vós para a segunda edição.
Andersson: "Temos tudo na nossa mão..."
Entrevista de Andersson ao jornal "A Bola" de hoje, na qual revela o pensamento que todos os jogadores azuis têm de ter, uma vez que dependem apenas de si mesmos:
Fazer figas por teletexto
A muitos quilómetros de distância, Andersson acompanhou a última vitória do Belenenses... pelo serviço teletexto. A vontade de representar a selecção sueca falou mais alto, mas não deixou de torcer pela actual equipa, que, confia, será bem-sucedida na Madeira.
Mais tranquilo e duplamente feliz. Andersson chegou na quinta-feira a Lisboa, depois de ser bem sucedido, na Suécia, no jogo particular que disputou pela selecção ante a Inglaterra e no qual foi titular. Partira com alguma tristeza por ter preterido o Belenenses que necessitava da sua ajuda para a recepção ao Gil Vicente (2-0), mas em ambos os casos tudo acabou por correr da melhor forma. «Estava bastante nervoso na última segunda-feira e procurei acompanhar o resultado pelo teletexto. Liguei para o Marco Paulo e quando soube que ganhámos por 2-0 fiquei muito contente», lembra o médio, que volta a ser opção para Augusto Inácio (é titular desde a 22.ª jornada). Igualmente na Suécia foi primeira escolha, condição que há muito procurava e que conquistou com sucesso. «Foi muito bom jogar a titular. Recebi boas críticas não só do seleccionador como de colegas, dirigentes e amigos. Quando não se joga não se tem ritmo e agora como estou a jogar mais e a fazer bons jogos aqui...», conta. No regresso ao Restelo, a confiança é, pois, redobrada, quando se aproxima importante desafio, no Funchal, frente ao Marítimo. Algo que, considera, está em crescendo, nomeadamente desde o jogo com o Moreirense, que apesar de ter terminado 0-0 foi sinónimo de nova atitude. «Tentamos pensar somente em nós. Temos tudo na nossa mão e estamos concentrados só no nosso jogo. Há que continuar a lutar e dar o máximo para ganhar na Madeira», observa. Esta época, Andersson já defrontou o Marítimo, pelo Benfica (1-1), e reconhece o grau de dificuldade. «É difícil jogar ali, todavia estou confiante de que vamos fazer um bom jogo», defende. Com mais um ano de contrato com o Belenenses, o jogador sueco confessa não estar preocupado com a eventual despromoção do Belenenses. «Não penso nisso», finaliza.
Entrevista de Andersson ao jornal "A Bola" de hoje, na qual revela o pensamento que todos os jogadores azuis têm de ter, uma vez que dependem apenas de si mesmos:
Fazer figas por teletexto
A muitos quilómetros de distância, Andersson acompanhou a última vitória do Belenenses... pelo serviço teletexto. A vontade de representar a selecção sueca falou mais alto, mas não deixou de torcer pela actual equipa, que, confia, será bem-sucedida na Madeira.
Mais tranquilo e duplamente feliz. Andersson chegou na quinta-feira a Lisboa, depois de ser bem sucedido, na Suécia, no jogo particular que disputou pela selecção ante a Inglaterra e no qual foi titular. Partira com alguma tristeza por ter preterido o Belenenses que necessitava da sua ajuda para a recepção ao Gil Vicente (2-0), mas em ambos os casos tudo acabou por correr da melhor forma. «Estava bastante nervoso na última segunda-feira e procurei acompanhar o resultado pelo teletexto. Liguei para o Marco Paulo e quando soube que ganhámos por 2-0 fiquei muito contente», lembra o médio, que volta a ser opção para Augusto Inácio (é titular desde a 22.ª jornada). Igualmente na Suécia foi primeira escolha, condição que há muito procurava e que conquistou com sucesso. «Foi muito bom jogar a titular. Recebi boas críticas não só do seleccionador como de colegas, dirigentes e amigos. Quando não se joga não se tem ritmo e agora como estou a jogar mais e a fazer bons jogos aqui...», conta. No regresso ao Restelo, a confiança é, pois, redobrada, quando se aproxima importante desafio, no Funchal, frente ao Marítimo. Algo que, considera, está em crescendo, nomeadamente desde o jogo com o Moreirense, que apesar de ter terminado 0-0 foi sinónimo de nova atitude. «Tentamos pensar somente em nós. Temos tudo na nossa mão e estamos concentrados só no nosso jogo. Há que continuar a lutar e dar o máximo para ganhar na Madeira», observa. Esta época, Andersson já defrontou o Marítimo, pelo Benfica (1-1), e reconhece o grau de dificuldade. «É difícil jogar ali, todavia estou confiante de que vamos fazer um bom jogo», defende. Com mais um ano de contrato com o Belenenses, o jogador sueco confessa não estar preocupado com a eventual despromoção do Belenenses. «Não penso nisso», finaliza.
Bom negócio
Segundo "O Jogo" e "Record", o Belenenses assinou ontem contratos de patrocínio com 18 empresas, sendo o principal sponsor, como já vem sendo hábito, o Montepio Geral. Estes contratos, válidos para o Futebol e Amadoras (excluíndo Rugby), geram uma receita de cerca de milhão e meio de Euros (300 mil contos), o que representa um incremento de 350% nos últimos 3 anos.
Muito sinceramente, e pelos valores que se conhecem de outras equipas, é um apoio muito forte e um sinal de confiança no Belenenses e no trabalho de quem o dirige. Fiquei agradavelmente surpreendido pela notícia, até porque ao que sabia, pelo menos até à época passada, o contrato com o Montepio Geral andava em valores de cerca de 50.000 contos ano.
Nem tudo está adormecido no Belém, aliás, arriscar-me-ia mesmo a dizer, quase nada está adormecido no Belém.
Segundo "O Jogo" e "Record", o Belenenses assinou ontem contratos de patrocínio com 18 empresas, sendo o principal sponsor, como já vem sendo hábito, o Montepio Geral. Estes contratos, válidos para o Futebol e Amadoras (excluíndo Rugby), geram uma receita de cerca de milhão e meio de Euros (300 mil contos), o que representa um incremento de 350% nos últimos 3 anos.
Muito sinceramente, e pelos valores que se conhecem de outras equipas, é um apoio muito forte e um sinal de confiança no Belenenses e no trabalho de quem o dirige. Fiquei agradavelmente surpreendido pela notícia, até porque ao que sabia, pelo menos até à época passada, o contrato com o Montepio Geral andava em valores de cerca de 50.000 contos ano.
Nem tudo está adormecido no Belém, aliás, arriscar-me-ia mesmo a dizer, quase nada está adormecido no Belém.
sexta-feira, abril 02, 2004
A minha visão da AG
Como devem ter depreendido da "descrição" que fiz da AG de 3ª feira, aquela foi seguida com extrema atenção por mim, até porque é a segunda AG do Belenenses em que participo.
Devo começar por dizer que fiquei surpreendido, agradavelmente surpreendido, com o elevado nível patenteado por todos os intervenientes. Esperava muito mais "picardias" e "ataques", e menos debate são e frutuoso. Para além disso, o próprio espírito altamente democrático patenteado por todos, permitindo uma salutar discussão e troca de ideias directas, e a amplitude de debate proporcionada pela Direcção, deixaram-me também agradavelmente surpreendido.
Sendo uma AG do Clube Futebol "Os Belenenses", e não da SAD, pensei claramente que a direcção se escusaria, e com toda a legitimidade, a debater assuntos do foro exclusivo da participada. Mas não foi isso que sucedeu, melhor ou pior quase todas as questões foram esclarecidas, e as que o não foram fiquei com a nítida sensação que foi por pura "distracção" e sem qualquer intenção por trás.
Apraz-me registar que as intervenções vieram essencialmente de adeptos jovens, manifestamente empenhados activamente na vida do clube e com vontade de elogiar a obra feita e apontar aqueles que no seu entender são os erros patenteados. Nesse aspecto, e outros intervenientes que me desculpem a omissão, registo as intervenções do Dr. Gouveia da Veiga e do Rodrigo Saraiva que se caracterizaram da seguinte forma: pertinentes, claras e elevadas.
Reparem bem que não concordo com todas as críticas feitas, e já passarei a enumerar aquilo com que não concordo. Mas a realidade é que mesmo naquilo com que não concordo, houve espírito de iniciativa e as opiniões eram sustentadas, o que torna a discussão interessante e proveitosa, porque uma ideia com "background" nunca é má, poderá eventualmente ser passível de correcções.
De facto, e apesar de entender ser necessária uma gestão profissionalizada, não quero com isto dizer que os gestores tenham necessáriamente de ser profissionais remunerados, apesar de concordar que já é tempo de as pessoas se dedicarem a tempo inteiro e com consequente compensação remuneratória à gestão da SAD do Belenenses. No entanto, não posso de forma nenhuma concordar com a profissionalização da Direcção do Clube, pois penso que isso seria o acabar totalmente com o espírito de clube e torná-lo numa mera empresa, como tantas há. Também não posso concordar quando, penso que o Dr. Gouveia da Veiga (e se não foi que me perdoe), afirma que a SAD tem de se tornar completamente autónoma e não pode viver com o apoio do clube: em primeiro lugar, porque todos sabemos que o futebol é um negócio falido à partida, em que os lucros se medem por Taças e em que, apesar de não concordar com o modelo, todo o acréscimo de receitas é acompanhado de um exponencial acréscimo de custos (vide as SADs dos grandes) ; em segundo, porque o futebol é a face mais visível do Belenenses e contribui indirectamente para a salubridade de toda a restante instituição.
Apesar de tudo, pontos houve em que a AG me deixou algo preocupado, nomeadamente em termos de Contas. Porque de Relatório muito se falou e discutiu, e o mesmo era extremamente claro. Mas as Contas não podem ficar para segundo plano, e as Contas que nos foram apresentadas são uma mera folha de rosto de toda a contabilidade da instituição, pelo que a sua análise é ao mesmo tempo fácil e impossível. Fácil porque pouco há a analisar. Difícil porque não se conseguem extraír conclusões. Aliás, o associado Manuel Benavente e, ainda que superficialmente, o Dr. Gouveia da Veiga, foram os únicos a focar o tema Contas.
Como já aqui havia referido quando tive acesso às Contas, a rubrica de IVA a Receber foi aquela que levantou mais questões e que foi explicada, mas para a qual me parece, à vista desarmada, haver alguns equívocos, e passo a explicar: segundo o Dr. Jaime Vieira de Freitas, o valor de IVA a Receber, de mais de 1 milhão de Euros, é relativo aos 19% de IVA pagos nas obras de remodelação do Estádio, que o clube considera não utilizar como consumidor final, mas sim como proprietário de uma infraestrutura para alugar. No entanto, há um diferendo de opinião com o Estado, e nenhuma garantia que a decisão final seja a nosso favor, ou seja, esse valor pode nunca chegar a ser nosso, pelo que, penso eu (e poderei estar enganado) deveria ter sido estabelecida uma provisão de pelo menos uma parte desse montante.
Outro exemplo ilustrativo da generalidade das Contas é a rúbrica FSE (Fornecimentos e Serviços Externos), que teve um acréscimo elevado e que por não se encontrar minimamente discriminada, nada se pode saber sobre o seu motivo. Por último, e numa chamada de atenção do consócio Manuel Benavente, e que por lapso não referi na "descrição" da AG, é no mínimo estranho no ano de 2002 não haver dívidas em EOEP (Estado e Outros Entes Públicos) uma vez que há sempre, pelo menos, as retenções de Dezembro a pagar no ano seguinte.
Finalizando, no cômputo geral foram 3 horas muito bem passadas a discutir um grande Clube que todos amamos e para o qual queremos o melhor. Porque o melhor para o Belenenses é o melhor para todos nós.
Como devem ter depreendido da "descrição" que fiz da AG de 3ª feira, aquela foi seguida com extrema atenção por mim, até porque é a segunda AG do Belenenses em que participo.
Devo começar por dizer que fiquei surpreendido, agradavelmente surpreendido, com o elevado nível patenteado por todos os intervenientes. Esperava muito mais "picardias" e "ataques", e menos debate são e frutuoso. Para além disso, o próprio espírito altamente democrático patenteado por todos, permitindo uma salutar discussão e troca de ideias directas, e a amplitude de debate proporcionada pela Direcção, deixaram-me também agradavelmente surpreendido.
Sendo uma AG do Clube Futebol "Os Belenenses", e não da SAD, pensei claramente que a direcção se escusaria, e com toda a legitimidade, a debater assuntos do foro exclusivo da participada. Mas não foi isso que sucedeu, melhor ou pior quase todas as questões foram esclarecidas, e as que o não foram fiquei com a nítida sensação que foi por pura "distracção" e sem qualquer intenção por trás.
Apraz-me registar que as intervenções vieram essencialmente de adeptos jovens, manifestamente empenhados activamente na vida do clube e com vontade de elogiar a obra feita e apontar aqueles que no seu entender são os erros patenteados. Nesse aspecto, e outros intervenientes que me desculpem a omissão, registo as intervenções do Dr. Gouveia da Veiga e do Rodrigo Saraiva que se caracterizaram da seguinte forma: pertinentes, claras e elevadas.
Reparem bem que não concordo com todas as críticas feitas, e já passarei a enumerar aquilo com que não concordo. Mas a realidade é que mesmo naquilo com que não concordo, houve espírito de iniciativa e as opiniões eram sustentadas, o que torna a discussão interessante e proveitosa, porque uma ideia com "background" nunca é má, poderá eventualmente ser passível de correcções.
De facto, e apesar de entender ser necessária uma gestão profissionalizada, não quero com isto dizer que os gestores tenham necessáriamente de ser profissionais remunerados, apesar de concordar que já é tempo de as pessoas se dedicarem a tempo inteiro e com consequente compensação remuneratória à gestão da SAD do Belenenses. No entanto, não posso de forma nenhuma concordar com a profissionalização da Direcção do Clube, pois penso que isso seria o acabar totalmente com o espírito de clube e torná-lo numa mera empresa, como tantas há. Também não posso concordar quando, penso que o Dr. Gouveia da Veiga (e se não foi que me perdoe), afirma que a SAD tem de se tornar completamente autónoma e não pode viver com o apoio do clube: em primeiro lugar, porque todos sabemos que o futebol é um negócio falido à partida, em que os lucros se medem por Taças e em que, apesar de não concordar com o modelo, todo o acréscimo de receitas é acompanhado de um exponencial acréscimo de custos (vide as SADs dos grandes) ; em segundo, porque o futebol é a face mais visível do Belenenses e contribui indirectamente para a salubridade de toda a restante instituição.
Apesar de tudo, pontos houve em que a AG me deixou algo preocupado, nomeadamente em termos de Contas. Porque de Relatório muito se falou e discutiu, e o mesmo era extremamente claro. Mas as Contas não podem ficar para segundo plano, e as Contas que nos foram apresentadas são uma mera folha de rosto de toda a contabilidade da instituição, pelo que a sua análise é ao mesmo tempo fácil e impossível. Fácil porque pouco há a analisar. Difícil porque não se conseguem extraír conclusões. Aliás, o associado Manuel Benavente e, ainda que superficialmente, o Dr. Gouveia da Veiga, foram os únicos a focar o tema Contas.
Como já aqui havia referido quando tive acesso às Contas, a rubrica de IVA a Receber foi aquela que levantou mais questões e que foi explicada, mas para a qual me parece, à vista desarmada, haver alguns equívocos, e passo a explicar: segundo o Dr. Jaime Vieira de Freitas, o valor de IVA a Receber, de mais de 1 milhão de Euros, é relativo aos 19% de IVA pagos nas obras de remodelação do Estádio, que o clube considera não utilizar como consumidor final, mas sim como proprietário de uma infraestrutura para alugar. No entanto, há um diferendo de opinião com o Estado, e nenhuma garantia que a decisão final seja a nosso favor, ou seja, esse valor pode nunca chegar a ser nosso, pelo que, penso eu (e poderei estar enganado) deveria ter sido estabelecida uma provisão de pelo menos uma parte desse montante.
Outro exemplo ilustrativo da generalidade das Contas é a rúbrica FSE (Fornecimentos e Serviços Externos), que teve um acréscimo elevado e que por não se encontrar minimamente discriminada, nada se pode saber sobre o seu motivo. Por último, e numa chamada de atenção do consócio Manuel Benavente, e que por lapso não referi na "descrição" da AG, é no mínimo estranho no ano de 2002 não haver dívidas em EOEP (Estado e Outros Entes Públicos) uma vez que há sempre, pelo menos, as retenções de Dezembro a pagar no ano seguinte.
Finalizando, no cômputo geral foram 3 horas muito bem passadas a discutir um grande Clube que todos amamos e para o qual queremos o melhor. Porque o melhor para o Belenenses é o melhor para todos nós.
Marco Paulo de regresso!
Segundo um artigo da jornalista Sheila Figueiredo, no Record, o jogador azul Marco Paulo deverá voltar ao 11 inicial na Madeira, o que contraria a maioria das opiniões aqui expostas pelos Bloguistas, e também a minha, sobejamente conhecida de todos:
"BOAS NOTÍCIAS PARA AUGUSTO INÁCIO
Marco Paulo volta aos disponíveis
O médio Marco Paulo está ciente que a vitória diante do Marítimo é muito importante, mas reconhece que os insulares são sempre muito difíceis de vencer no seu reduto.
"A vitória diante do Gil Vicente, e em casa, foi muito importante para nós, numa altura tão complicada como esta. Trouxe-nos mais alento. Mas é passado e agora só pensamos no próximo jogo", explica Marco Paulo, acrescentando de pronto: "O Marítimo é sempre difícil de vencer, e além do mais está bem. Contudo, se mantivermos a receita da última jornada, que foi a coesão defensiva e a entreajuda, e se a frente de ataque conseguir fazer o golo, poderemos vencer."
Marco Paulo tem sido um dos habituais titulares na era Inácio (falhou apenas dois jogos em dez) e está de regresso ao lote de disponíveis, após ter cumprido um jogo de castigo ante o Gil Vicente, sendo provável que seja novamente aposta do técnico para o onze inicial."
Segundo um artigo da jornalista Sheila Figueiredo, no Record, o jogador azul Marco Paulo deverá voltar ao 11 inicial na Madeira, o que contraria a maioria das opiniões aqui expostas pelos Bloguistas, e também a minha, sobejamente conhecida de todos:
"BOAS NOTÍCIAS PARA AUGUSTO INÁCIO
Marco Paulo volta aos disponíveis
O médio Marco Paulo está ciente que a vitória diante do Marítimo é muito importante, mas reconhece que os insulares são sempre muito difíceis de vencer no seu reduto.
"A vitória diante do Gil Vicente, e em casa, foi muito importante para nós, numa altura tão complicada como esta. Trouxe-nos mais alento. Mas é passado e agora só pensamos no próximo jogo", explica Marco Paulo, acrescentando de pronto: "O Marítimo é sempre difícil de vencer, e além do mais está bem. Contudo, se mantivermos a receita da última jornada, que foi a coesão defensiva e a entreajuda, e se a frente de ataque conseguir fazer o golo, poderemos vencer."
Marco Paulo tem sido um dos habituais titulares na era Inácio (falhou apenas dois jogos em dez) e está de regresso ao lote de disponíveis, após ter cumprido um jogo de castigo ante o Gil Vicente, sendo provável que seja novamente aposta do técnico para o onze inicial."
Ainda o "Caso Ferreira"
Na sequência das notícias ontem publicadas sobre a altercação entre Ferreira e Eliseu no último jogo, o jogador Belenense surge no jornal Record de hoje defendendo-se:
"O médio Eliseu ainda não esqueceu o lance com o gilista Ferreira, no jogo da última segunda-feira. Uma pisadela nas costelas que o atleta do Belenenses condena, respondendo assim a declarações do avançado do Gil Vicente ontem vindas a público: "A agressão de que fui alvo por parte de Ferreira existiu mesmo e foi intencional. Ele podia ter passado por mim mas, ao invés, pisou-me de propósito, quando já nem sequer havia bola em disputa. Se ele nega isso, e diz que lhe cuspi e o soquei, está a mentir. Basta que vejam as imagens."
O jogador reafirma, aliás, que tem a certeza que o incidente foi propositado: "Se fosse sem querer, ele teria pedido logo desculpas e não o fez. Eu na altura nem liguei à agressão e até tentei continuar. Agora, não admito que venha mentir, para tentar fugir a um castigo."
O internacional sub-20 concorda com o processo sumaríssimo que foi instaurado ao gilista, o qual poderá afastar o avançado por um jogo, mas assegura que quando reencontrar o brasileiro tudo estará sanado: "Se nos encontrarmos em campo, claro que o cumprimento. O jogo já passou e esta história deverá terminar por aqui. Somos companheiros de profissão e devemos dignificar o futebol.""
Também o jornal "O Jogo", numa artigo de Francisco Frederico, foca a mesma temática de forma idêntica.
Na sequência das notícias ontem publicadas sobre a altercação entre Ferreira e Eliseu no último jogo, o jogador Belenense surge no jornal Record de hoje defendendo-se:
"O médio Eliseu ainda não esqueceu o lance com o gilista Ferreira, no jogo da última segunda-feira. Uma pisadela nas costelas que o atleta do Belenenses condena, respondendo assim a declarações do avançado do Gil Vicente ontem vindas a público: "A agressão de que fui alvo por parte de Ferreira existiu mesmo e foi intencional. Ele podia ter passado por mim mas, ao invés, pisou-me de propósito, quando já nem sequer havia bola em disputa. Se ele nega isso, e diz que lhe cuspi e o soquei, está a mentir. Basta que vejam as imagens."
O jogador reafirma, aliás, que tem a certeza que o incidente foi propositado: "Se fosse sem querer, ele teria pedido logo desculpas e não o fez. Eu na altura nem liguei à agressão e até tentei continuar. Agora, não admito que venha mentir, para tentar fugir a um castigo."
O internacional sub-20 concorda com o processo sumaríssimo que foi instaurado ao gilista, o qual poderá afastar o avançado por um jogo, mas assegura que quando reencontrar o brasileiro tudo estará sanado: "Se nos encontrarmos em campo, claro que o cumprimento. O jogo já passou e esta história deverá terminar por aqui. Somos companheiros de profissão e devemos dignificar o futebol.""
Também o jornal "O Jogo", numa artigo de Francisco Frederico, foca a mesma temática de forma idêntica.
Mentira de 1 de Abril
Como todos os amigos Bloguistas perceberam, a notícia sobre as trocas entre Belenenses e Porto colocada ontem à tarde no Blog era a mentira de 1 de Abril... :)
Agradeço desde já a colaboração do Nuno Gomes, que ajudou a lançar a confusão nos comentários, uma vez que foi o 1º a ler a notícia e veio logo "chatear-me", portanto tinha de se tornar cúmplice.
Obviamente todos perceberam, mas digam lá se não houve um instante em que começaram a deitar contas à vida???
Para o ano há mais!
Como todos os amigos Bloguistas perceberam, a notícia sobre as trocas entre Belenenses e Porto colocada ontem à tarde no Blog era a mentira de 1 de Abril... :)
Agradeço desde já a colaboração do Nuno Gomes, que ajudou a lançar a confusão nos comentários, uma vez que foi o 1º a ler a notícia e veio logo "chatear-me", portanto tinha de se tornar cúmplice.
Obviamente todos perceberam, mas digam lá se não houve um instante em que começaram a deitar contas à vida???
Para o ano há mais!
quinta-feira, abril 01, 2004
1º TORNEIO DE
PRO EVOLUTION SOCCER
DO NÚCLEO “OS BELENENSES” DA AJUDA/BELÉM
Meus amigos, a grande hora aproxima-se a passos largos. É já amanhã que o Núcleo Ajuda/Belém ficará repleto de apaixonados dos video-jogos que disputaram entre si o 1º lugar.
Neste momento são já 9 os inscritos, mas quantos mais se inscreverem melhor. E se pensam "que não jogam nada" isso não é motivo para não conviverem, e no fundo treinarem e poderem fazer uma surpresa.
Por último, deixem-me referir a gentil oferta da uma Taça ao primeiro classificado, numa iniciativa do Luís Silva, pelo Departamente de Juventude do Clube de Futebol "Os Belenenses".
PRO EVOLUTION SOCCER
DO NÚCLEO “OS BELENENSES” DA AJUDA/BELÉM
Meus amigos, a grande hora aproxima-se a passos largos. É já amanhã que o Núcleo Ajuda/Belém ficará repleto de apaixonados dos video-jogos que disputaram entre si o 1º lugar.
Neste momento são já 9 os inscritos, mas quantos mais se inscreverem melhor. E se pensam "que não jogam nada" isso não é motivo para não conviverem, e no fundo treinarem e poderem fazer uma surpresa.
Por último, deixem-me referir a gentil oferta da uma Taça ao primeiro classificado, numa iniciativa do Luís Silva, pelo Departamente de Juventude do Clube de Futebol "Os Belenenses".
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