sexta-feira, maio 20, 2005

Futsal = Sucesso

Luciano Rodrigues

Após mais uma época brilhante, de um projecto que tem tido, também ele, um desenvolvimente brilhante, este final de temporada do Futsal parece ficar ensombrado pelo jogo da Final Four da Taça de Portugal no Entroncamento. Todos nós, sem excepção, tínhamos muita ilusão relativamente aquele jogo, ainda para mais sendo contra o Boavista. E daí até cá, o Futsal parece ter sido guardado num cantinho da nossa memória, de onde só sairá na próxima época. O que não é, de todo, justo.

Após a 1ª temporada, em que foi conseguido o título da 3ª Divisão, nesta segunda temporada conseguimos já, com clara superioridade, assegurar a subida à 1ª Divisão e atingimos a Final Four da Taça de Portugal. Repare-se que, em apenas 2 anos, saímos do anonimato da 3ª Divisão para o escalão maior do Futsal, que será já nos dias de hoje a 2ª ou 3ª modalidade com maior impacto mediático no país. Só podemos estar satisfeitos.

Mas para além disso, já o ano passado eliminámos uma equipa primodivisionária da Taça, tendo posteriormente sido eliminados pelo Olivais, vencedor da Taça. E este ano desfeiteámos esse mesmo Olivais e atingimos a Final Four da Taça, com uma equipa que tem um "mix" interessante de experiência e juventude, coordenada por uma equipa técnica e dirigente de nível superior.

O Futsal do Belenenses, até hoje, tem sido um verdadeiro sucesso. Portanto, não vamos criar fantasmas. Até porque no Entroncamento, para além das óbvias condicionantes (equipas de escalões e orçamentos diferentes), tivemos um dia mau. E esses dias acontecem a todas as equipas em qualquer modalidade... Portanto, os meus sinceros parabéns ao Futsal pelas inúmeras alegrias que me deram esta época.

quinta-feira, maio 19, 2005

Notas soltas sobre o nosso Belém (actualizado)

Rui Vasco

Rugby

Já se encontra marcada a meia-final da Taça de Portugal, que colocará frente a frente as formações do Belenenses e do CDUP: será na 6ª feira, pelas 19:00h, no Relvado 2 do Restelo. Seria interessante conseguir uma boa assistência - um 16º jogador, visto que em campo estão 15 de Azul! -, contribuindo para dar mais força à nossa equipa, na luta por mais um troféu para a secção e para o clube.

Nos juvenis, campeões e vencedores da Taça de Portugal, sofremos a nossa primeira derrota da temporada. Foi numa competição de "Sevens" (ou seja, no Rugby de 15 continuamos e continuaremos imbatíveis), durante a qual alguns dos nossos mais importantes jogadores se lesionaram, ficando impedidos de dar o contributo à equipa na fase decisiva da competição. Foi ainda assim uma excelente temporada dos nossos miúdos, que merecem a atenção e apoio do clube.

Basquetebol

Parece confirmar-se a renovação com Reggie Moore, poste/extremo da nossa equipa profissional de basquetebol. Com esta renovação contratual - diz-se que por 2 anos - a Direcção do clube dá um sinal de querer continuar a apostar no basquetebol como uma das modalidades mais competitivas do Belenenses. E se assim é, espera-se agora que a aposta vá um poucos mais além do que a renovação com Moore. É que este magnífico jogador, por sí só, não resolve as partidas...

Pólo-Aquático

A época terminou com uma vitória por falta de comparência, no jogo que supostamente colocaria frente a frente Belenenses e Aminata. Terá sido a vergonha dos eborenses, últimos do nacional, a justificar tamanha falta de respeito pelos adversários - o Belenenses - e os árbitros?

O Belenenses terminou em 7º, depois de ter sido penalizado em 2 pontos por suposta utilização indevida de 14 jogadores no jogo da 1ª volta, precisamente contra a formação de Évora. Trata-se de uma situação triste, uma vez que é impossível provar - e caberia à Aminata e à FPN, como acusadores, provar... - que o Belém usou os 14 elementos, numa modalidade em que as substituições não são controladas pela mesa...

Para a próxima temporada perspectivam-se alterações no quadro competitivo senior, as quais abordaremo dentro de alguns dias, em texto específico sobre a matéria.

Duatlo

As triatletas Sarah e Anais Moniz conquistaram o 2º lugar (classificação por equipas) no Europeu de Duatlo, realizado recentemente na Hungria. Está de parabéns, o triatlo azul... mais uma vez!

Andebol

Após uma boa prestação nesta fase final do campeonato da Liga, os sócios do clube acreditam que é possível reeditar momentos de glória no Andebol azul. Para esta crença muito contribuiu o sucesso dos nossos juniores, que "limparam" o Nacional da sua categoria com grande classe.

Pentatlo Moderno

Na 4ª etapa do Circuito Super Jovem 2005, disputada no passado fim de semana no Colégio Militar, os jovens pentatletas azuís estiveram presentes e em bom plano. Francisca Moncada voltou a vencer, liderando o circuito só com vitórias.

Resultados:
Iniciados - 1º Francisca Moncada; 5º - Pedro Oliveira; 9º João Reis.
Infantis - 7º João Cartucho; 8º Manuel Sequeira; 9º João Nuno Ribeiro.
Banjamins - 5º João Machado; 6º Pedro Sequeira; 10º Sebastião Amaro.

Nota: os nossos maiores agradecimentos ao atleta internacional, treinador e seccionista André Pereira, pela sua disponibilidade no envio de informação.

João Manuel morreu

Luciano Rodrigues

A tristeza silencia-me.


(substituir pela parte que so aparece na segunda pagina)

quarta-feira, maio 18, 2005

Que é feito do Belenenses?

Eduardo Torres

Tenho 44 anos, recém celebrados. Estou na meia idade. Não sou um ancião. Digo isto, à guisa de introdução, para que os mais jovens não pensem que os tempos a que, comparativamente, me vou referir, foram há alguns 50 ou 60 anos atrás. Para mim, foram ainda ontem, mesmo se para os de vinte e tal anos podem parecer épocas da pré-história.

Nunca o conheci o Belenenses dos tempos da grande glória. Nunca vi jogar os nossos maiores ídolos. Nem sequer me lembro do Vicente. O Belenenses com que eu, menino, me afeiçoei até à paixão, vivia em plena crise, financeira e de resultados, despojado do Estádio que com tanto esforço construíra e que Acácio Rosa, Coelho da Fonseca, Gouveia da Veiga - e outros - tentavam a todo o custo recuperar.


(continua)...

Já nesses tempos se falava saudosamente do tempo em que fôramos campeões. Já nesses tempos, Pepe, Augusto Silva, Amaro e as Torres de Belém eram mitos “entre as brumas da memória”. Já nesse tempo Matateu se havia tornado um D. Sebastião da nossa (des)esperança. Depois do promissor início da década de 60, com a Taça de Portugal conquistada ao Sporting, a Taça de Honra com aqueles 5-0 ao Benfica, a vitória na Luz face ao Benfica, na última jornada, com este a ter que esconder as faixas que diziam campeão invicto (tudo isto em 1960), a partir da sua metade, o Belenenses descaiu para os 7ºs e 8ºs lugares. Parece igual a hoje.... Mas era tão diferente!

Mesmo em crise, com resultados que não eram já os de um clube grande, o Belenenses era um grande clube em tudo. A sua alma de gigante pulsava apaixonadamente. Não havia falhas nem incoerências no discurso da grandeza. Ninguém ousaria dizer “os grandes” excluindo-nos dele. Havia memória e respeito pelos Maiores do nosso clube. Não havia este despudor com que são os próprios autoproclamados adeptos a amesquinhar-nos. E todos os anos cerrávamos os punhos e os dentes de garra e de ambição para voltar lá acima (como o fizemos entre 1972 e 1976). Todos os anos, mesmo a seguir a um 7º lugar, lá estava o Belenenses entre os candidatos ao título. Claramente. De peito feito. Era o nosso orgulho!

Sim, por tudo isso, éramos orgulhosos da diferença. Ser do Belenenses significava resistir a mil e uma desventuras e permanecer de pé, altivamente, cientes da grandeza dos alicerces do clube. Significava, ainda, renunciar aos expedientes e à insuportável arrogância dos nossos rivais do Sporting e do Benfica e sermos considerados tão educados quanto indefectivelmente apaixonados pelo nosso clube – na vitória como na derrota, ao contrário de outros.

Já contei e desculpem repetir-me. A primeira vez que me lembro de ir ver o Belenenses da minha vida, ao nosso belo e encantado Restelo, foi em 1970, num sábado à noite, à 4ª jornada do Campeonato, contra o Tirsense. Meirim era o treinador e prometera voltar a fazer do Belenenses campeão. Desportivamente, falhou e salvou-nos o grande Homero Serpa. Mas galvanizou, de novo, a alma belenense e fez aumentar as receitas. Não vou discutir os méritos e deméritos de Joaquim Meirim, tanto mais que ele já morreu. Só quero frisar que o Belenenses ainda tinha substância para se galvanizar, para fervilhar de crença, paixão e entusiasmo. Hoje, receio que já não tenha. E isso faz toda a diferença....

À 1ª jornada desse campeonato, os adeptos azuis quase encheram os 40 e tal mil lugares do Restelo para ver o triunfo sobre o V.Guimarães. Em seguida, fomos jogar às Antas e o estádio encheu-se de mais belenenses do que portistas. E, naquela 4ª jornada, contra um modesto Tirsense que não trazia ninguém, o estádio devia estar para aí com 30 mil pessoas – sem borlas. Estávamos apertados na central. A casa quase veio abaixo com os aplausos e clamores de incitamento quando a nossa equipa entrou em campo. No intervalo, dezenas ou centenas de adeptos andavam à volta da pista com faixas e bandeiras. Tínhamos todos os signos de um grande clube.

Não percebo... para onde foram esses Belenenses que assim invadiam a pista? Para onde foram aqueles para quem olhávamos e que respiravam belenensismo por todos os lados, belenensismo evidente, puro e radical (de raíz, não de fanatismo), belenensismo que não se abastardava com “mas também sou do...”? Para onde foram os que se levantavam, aos milhares, em aplausos, em palmas, em gritos de “Belém, Belém, Belém” quando se acercava o fim de um jogo e estávamos a ganhar aos nossos verdadeiros rivais – os do Benfica e os do Sporting? Para onde foram aquelas hostes de Belenenses que, em qualquer lugar, por exemplo no velhinho Pavilhão de Desportos, equilibravam ou até superavam em incitamentos, os dos encarnados ou verde brancos, nos jogos de Andebol, de Basket, de Hóquei em Patins? Para onde foram aqueles que, na tarde de glória de 12 de Outubro de 1975, quando vencemos o Benfica por 4-2, e assumimos a liderança, num Restelo com 60 mil pessoas, com gente por todo o lado, nas torres de iluminação, nos pilares do Topo Norte, e pelos terrenos até lá acima, fizeram ceder as protecções no final do jogo, invadiram o campo, levaram os nossos jogadores em ombros, triunfo? Onde estão aqueles belenenses que choraram de raiva e desespero quando descemos de divisão pela 1ª vez, aqueles que invadiam os campos de todo o país, para trazer o nosso amor - a nossa paixão - de retorno ao seu lugar, os que deliraram em Sesimbra e quase lotaram em seguida o Restelo na festa da subida, e na festa do 1º jogo de regresso?

Sim, para onde foram, onde estão? Quem e o quê os levou? A morte? A insuportável tristeza? Ou, talvez, esta aragem fria de indiferença que apaga a paixão, que tem horror à paixão, que sepulta em vez de alentar a paixão?

“Meu Deus, somos tão poucos!”, já dizia Acácio rosa, na última frase do seu último livro, em 1991? Que diria ele hoje? Que diria hoje ele ao ver as suas palavras, de aviso, e que foram ridicularizadas como pessimismo de um velho saudosista-tonto, a tornarem-se tristes realidades? Que diria ele ao ver o Restelo deserto? Que diria ele ao ver esta gente que é só mais ou menos Belenenses (não sou eu que julgo; são as afirmações próprias), esta gente inerte e sem calor, incapaz de aplaudir, incapaz de se comover, incapaz de e arrebatar com o nosso Belenenses, esta gente que parece supor que o Sr. Matias foi o nosso 1º presidente, que o Marinho Peres foi o nosso 1º treinador, que a tradição são os últimos 4 anos (ainda há dias pasmei ao ler que tradicionalmente perdíamos em Barcelos...até a tradição de 14 anos se desconhece – e não se comprou a Agenda do Belenenses...), que julga que o 8º lugar em que estamos orgulha a nossa história e nos acrescenta algo, que acha normal que o speaker, num jogo Belenenses – Benfica, no nosso Restelo, diga “Trapattoni vai mexer na equipa”, como se estivesse em campo neutro, como se fossemos adeptos do futebol e não do Belenenses, como se interessasse muito o nome do treinador do Benfica (será que ele também diria o nome, se fosse o do Moreirense)? e as mexidas na “equipa” (qual?)???

Que é feito do Belenenses que eu e outro conhecemos? “Neti, neti (1)” – não é isto, não é isto! Ainda estará vivo? Ainda pode ser reanimado? Não percamos tempo – porque pode ser tarde demais... Que haja alma e paixão; e que com ela se exija, aos outros, e, antes de tudo nós próprios, competência, ambição, presença e trabalho exaustivo.

Acorda, Belém! Amanhã pode já ser tarde!


(1) palavra sânscrita.

terça-feira, maio 17, 2005

Rugby: Belenenses-CDUP na 1/2 final

Rui Vasco

O sorteio relativo às 1/2 finais da Taça de Portugal de Rugby, realizado ontem, dia 16, ditou os seguintes encontros:

GD Direito vs. Agronomia
Os Belenenses vs. CDUP

Os jogos serão disputados no próximo fim de semana.

Encontram-se assim reunidas todas as condições para uma presença belenense na final da Taça de Portugal, prémio justo para uma equipa que tem feito uma campanha notável na prova, tendo já eliminado por exemplo o Benfica, 4º classificado na Final4.

O CDUP, nosso adversário e vencedor da Taça na temporada 2002/3, foi 5º classificado na fase regular do Nacional. Durante essa fase disputou dois jogos com a nossa equipa, tendo perdido no Restelo (31-16) e vencido no Porto (12-8). Este jogo, verdadeira final que antecede a Final, reveste-se de características absolutamente diferentes e todos quererão estar presentes no momento de todas as decisões.

O jogo será disputado no Restelo (Campo n.º2, casa do Rugby azul). Atejam atentos à data e hora do jogo, que aqui publicaremos mal estejam disponíveis.

segunda-feira, maio 16, 2005

Andebol: vitória justíssima

Rui Vasco

A equipa senior de Andebol venceu esta noite a formação do Madeira SAD, 1ª classificada do Campeonato da Liga, por 26-23. A partida, disputada na Lousã, foi jogada a alta velocidade (em especial nos últimos minutos) e conheceu alternância no marcador e no domínio por parte de cada uma das equipas.

Começou melhor a formação madeirense, que em pouco minutos conquistou uma diferença de 3 golos (2-5), muito por força da falta de eficácia ofensiva azul. O Belém procederia às alterações necessárias e acabaria por equilibrar a partida, terminando a primeira parte com o marcador em 10-11. Humberto Gomes, guarda-redes belenense, rubricou aliás uma excelente exibição tendo defendido de forma espectacular alguns remates dos fortes jogadores canarinhos, incluíndo um livre de 7 metros seguido de recarga.

Na segunda parte foi o Belenenses quem entrou melhor. Assim, e a meio da etapa complementar, a diferença no marcador chegava aos 5 golos. A turma do Restelo parecia ter o jogo controlado, mas uma exclusão algo injusta de Pedro Matias permitiria aos visitantes encortar a diferença para apenas 1 golo.

Os minutos finais foram muito emocionantes com os jogadores madeirenses a puxar pela sua experiência e os belenenses a mostrar uma enorme vontade de vencer. O Belenenses acabaria por controlar a partida, marcando nos momentos finais um espectacular golo de muito longe, num contra-ataque concluído por Vladimiro Pinto.

Estão de parabéns os nossos jogadores e equipa técnica que após um início de campeonato algo irregular conseguiram efectuar uma ponta final bem mais forte, marcada fundamentalmente pelos bons resultados alcançados ante os dois primeiros da tabela (Porto e Madeira SAD).

Rugby: em frente na Taça

Rui Vasco

O Belenenses venceu no passado sábado a formação da Académica por expressivos 55-16, numa partida a contar para os 1/4 de final da Taça de Portugal sénior da modalidade. A nossa equipa realizou uma exibição sólida e serena ante um adversário inferior, "descolando" no marcador já durante a 2ª parte.

Para as 1/2 finais da competição apuraram-se igualmente os campeões nacionais do GD Direito, a equipa de Agronomia e o vencedor da partida entre CDUP e Técnico (resultado que ainda não conhecemos).

Novo formato proposto pela FPR

A Federação Portuguesa de Rugby propôs aos clubes, através do seu site oficial, um novo formato para o Campeonato Nacional que caso seja aprovado entrará em vigor já na temporada 2005/6. O texto poderá ser consultado no site da FPR (clique aqui).

domingo, maio 15, 2005

E os golos?

Luciano Rodrigues

O Belenenses tinha esta tarde uma óptima oportunidade de continuar a almejar a entrada na Taça UEFA ou, na pior das hipóteses, atingir o 6º lugar no final da época, o que não sendo bom, é um mal menor. Falhámos, tal como temos vindo a falhar ao longo de toda a temporada nos jogos fora de casa. Por acaso, até já tivemos vários jogos bem piores em que ganhámos. E hoje também poderia ter acontecido se...

Início sensaborão
Os primeiros minutos pareciam revelar um Belenenses com vontade mandar no jogo, mas rapidamente se percebeu que seria sol de pouca dura, e que estavamos condenados a mais um jogo "a ver se dá"... seja para o 0-0, ou para um 0-1 cheio de sorte.
O jogo, sob alguma chuva e com o campo bastante escorregadio, ia sendo jogado aos repelões. A primeira oportunidade surge para o Belenenses numa boa iniciativa de Paulo Sérgio, que cruza para a área onde Antchouet só tinha de encostar. No entanto, o cruzamento foi um tudo nada atrasado e Antchouet nem consegui rematar. De seguida, Marco Aurélio voltou a mostra porque é o melhor guarda-redes da SuperLiga com duas grandes defesas, a primeira das quais monumental, a remate de Carlos Carneiro, isolado. Também na 1ª parte, Paulo Sérgio perde um golo "feito", com um cabeçeamento, dentro da pequena área e sem oposição, por cima da barra.

2ª parte... golo do Gil
A 2ª parte começou praticamente com o golo do Gil Vicente, numa execução perfeita (isto partindo do pressuposto que houve intenção) de Nandinho, que descaído sobre o lado esquerdo da área fez um chapéu fantástico a Marco Aurélio, colocando a bola no ângulo oposto, de forma indefensável. Só a partir daí o Belenenses reagiu, tendo entrado Ruben Amorim e Lourenço para o lugar de Neca e Marco Paulo. Ruben Amorim entrou muito bem no jogo e, parece-me, vai "rebentar" na próxima época. Mais para o final da partida, Eliseu entrou para fazer todo o corredor esquerdo e esteve bem, apesar de ter sido pouco solicitado pela equipa. Até ao final da partida, pressionámos e tentámos então "tomar as rédeas", mas o campo estava difícil, o pulmão já faltava e o ataque desinspirado. Durante a 2ª parte, destaque para um óptimo cabeçeamente de Renato a que Paulo Jorge se opôs bem e a um remate de José Pedro, se ressaltou num defesa, fazendo um enorme arco e acertando em cheio na barra.

Positivo
-> Marco Aurélio - o seu nome basta, pouco mais há a explicar. É enorme!
-> Renato - excelente estreia, fisicamente forte, rápido, com bom poder de antecipação e bom jogo de cabeça. Precisa só de perceber que na Europa não pode fintar avançados, muito menos em campos "escorregadios" como o desta tarde
-> Pelé - foi um bom "tampão" no meio-campo, defendendo bem e transportando algum jogo, fruto do seu poder físico que se adequa às condições do terreno.
Substituições - Ruben Amorim e Eliseu entraram muito bem no jogo e provaram poder ser muito úteis ao Belenenses.
-> Carvalhal - Esteve muito bem no banco e acertou na inclusão de Renato no 11. Pena Tuck ter ficado no banco.
-> Golo - um grande golo de Nandinho... infelizmente

Negativo
-> Atitude - Fomos, como sempre fora de casa, uma equipa muito passiva com o 0-0. Temos de entrar em campo, em qualquer campo, a dominar o jogo.
-> Maio-campo ofensivo - Absolutamente inoperantes no ataque, José Pedro ainda conseguiu "atrapalhar" por vezes no trabalho defensivo. É incrível como Antchouet, a jogar contra uma dupla de centrais "adaptada", não foi servido uma única vez junto à relva nas costas dos centrais.
-> Tuck - o capitão merecia jogar nesta despedida na sua cidade natal. Os aplausos que recebeu do público da casa mostram bem o agradecimento daqueles que tiveram o prazer de o ver jogar. Exige-se Tuck em campo no último jogo.

Estádio
O Estádio de Barcelos foi uma agradável surpresa. Bem dimensionado face à dimensão do clube, funcional, simples mas "arejado" e servido por amplos espaços de estacionamento. Um exemplo de uma obra claramente "em conta" e que cumpre o seu objectivo. Parabéns ao Gil por apresentar uma casa tão agradável.

sábado, maio 14, 2005

Basquetebol: a Liga da vergonha

Rui Vasco



Os adeptos presentes no Pavilhão Acácio Rosa nesta noite de 6ª feira assistiram a (mais um) golpe de teatro. A partida entre Belenenses e FC Porto contava para a 1ª eliminatória do Play-off da Liga de Basquetebol. Os protagonistas principais chamaram-se António Pimentel, Paulo Sevilha e Sérgio Silva.

A partida foi bem disputada, com um bom ritmo e alta concentração do jogadores de Belém, que entraram muitíssimo bem no 1º período, conseguindo amealhar um avanço de 7 pontos. A equipa mais portuguesa da Liga enfrentava uma legião estrangeira perfeitamente imoral numa competição portuguesa, que em tese se destina a promover a modalidade em Portugal...

Ambas as equipas faziam o seu jogo, com o Belenenses a comandar o marcador até ao final da 1ª parte, deixando-se apenas ultrapassar no reatamento da partida, após um conjunto de turnovers (uns por culkpa própria, outros por responsabilidade dos protagonistas da partida).

Chegado ao último minuto e meio da partida, e com uma diferença no marcador de 11 pontos a favor dos visitantes, o Belém opta pela táctica das faltas rápida (obrigando os adversários a ir para a linha de lançamento livre) seguidas de ataques eficazes, aproveitando a mão quente de Nuno Perdigão e Reggie Moore. Assim, e depois de uma sucessão de faltas, lançamentos falhados por parte dos portistas e triplos convertidos pela parte dos nossos jogadores, o marcador registava 92-95.

O Belenenses dispunha ainda de alguns segundos para atacar e o triplo era a única forma de levar o jogo para prolongamento. Assim, e quando a bola parecia queimar nas mãos dos jogadores, é Nuno Perdigão quem tenta o lançamento exterior, encostado à linha direita do ataque azul. Stanback faz falta, Perdigão falha o lançamento e o jogo é dado como concluído.

Paulo Sevilha, o protagonista de entre os protagonistas, viu a falta que levaria Perdigão para a linha de lançamentos livres, com possibilidade de empatar a partida. Viu e deu a entender a todos que viu. Por isso, e mal ouviu o "apito" final, cumprimentou Luís Magalhães - treinador do Porto - e fugiu para a cabine, seguido por António Pimentel e Sérgio Silva.

Com o Porto em vantagem, a eliminatória ficou decidida ao 3º jogo. Uma vez mais, a equipa campeã, constituída por um batalhão de estrangeiros, foi levado ao colo pelos sujeitos do costume. António Pimentel e Paulo Sevilha são aliás reincidentes neste tipo de comportamento no Acácio Rosa. E são por isso conhecidos por todos.

O Belenenses saiu derrotado por um trio de arbitragem sem nível e que demonstrou ser incapaz de apitar um jogo tão importante quanto este. E o basquetebol saiu mais fraco da partida desta noite.

Quanto a mim já não temo afirmar: esta Liga é uma farsa, pelo menos tão obscura como a de futebol. A modalidade está viciada e os arbitros (nomeados, como na LPFP) ditam no terreno de jogo o destino das equipas.

sexta-feira, maio 13, 2005

Liga TMN: hoje há "Final" no Acácio Rosa (21:30h)

Rui Vasco

O Pavilhão Acácio Rosa recebe esta noite a 3ª partida da 1ª eliminatória dos Play-off 2004/2005, que se disputa entre a nossa equipa e o Futebol Clube do Porto, campeão em título.

O Belenenses perdeu os dois primeiros encontros, que tiveram lugar em Matosinhos. Assim, torna-se imprescindível vencer hoje e repetir a dose no próximo domingo, empatando a eliminatória. "negra" (5º e último jogo da série) será disputada novamente no Porto, uma vez que na fase regular a equipa nortenha se classificou na 3ª posição, contra a 6ª do Belenenses.

A partida de hoje é portanto uma verdadeira final, um jogo de "tudo ou nada" que os nossos jogadores vão querer vencer. Assim, e para que se sintam verdadeiramente em casa, apelamos a todos que se desloquem ao Acácio Rosa esta noite, pelas 21:30h.

quinta-feira, maio 12, 2005

Renovação?

Luciano Rodrigues

Aprestam-se a acontecer mudanças importantes no futebol português, a avaliar pelo teor do documento que o Blog do Belenenses tem a honra de reproduzir abaixo. Haja pelo menos essa vontade, e muito nos honra que o nosso clube esteja na linha da frente para a renovação deste futebol pérfido.
Documento assinado por 8 clubes e SADs: Belenenses, Benfica, Sporting, Guimarães, Moreirense, Braga, Olhanense e Desp. Aves.

Loja Azul: não há camisolas ??

Luis Vieira
Contou um consócio na mailing list do clube que foi à Loja Azul comprar uma camisola oficial para o sobrinho e, espantem-se!!, a loja já não tinha!!!! E segundo eles, já não devem vir mais!! Mais, tambem já não há camisolas principais para adultos e apenas há meia-duzia de camisolas "Pepe".

Esta situação é inacreditável!



[CONTINUA]

No inicio da época, eu vi, tal como a foto demonstra, camisolas oficiais á venda na Sport Zone. Custavam na altura 44€. Um pouco mais tarde perguntaram no forum do site oficial onde se podia adquirir os equipamentos tendo eu respondido que tinha visto algumas nessa loja. No entanto, coincidência, ou não, desde essa altura não vi mais nenhum equipamento á venda em nenhuma loja de desporto em Lisboa!

Outra situação inacreditável !

Quais são os contornos do contracto que o clube tem com o empresário que explora a Loja Azul? Terá a Loja Azul exclusividade na marca Belenenses? Ou será que as diversas lojas de artigos de desporto lisboetas não têm interesse em vender os nossos produtos?

As diversas lojas em Lisboa costumam ter em destaque equipamentos do Benfica e do Sporting e algumas até têm do Porto. A maior parte delas ainda têm camisolas de outros clubes da Superliga (destaco o Maritimo) e outros clubes estrangeiros. Porque não têm a nossa?

Outros artigos, como isqueiros, calendários, etc., já se podem encontrar nas pequenas lojas da zona do Estádio (Belem, Ajuda, Algés,...). Mas nos grandes centros comerciais... nicles. Tambem não há nada nas lojas Funny e similares. Será que a marca Belem não vende?

Eu apenas vi um cachecol do Belem á venda numa loja de um Centro Comercial mas não vou dizer qual é, porque senão qualquer dia tambem já não têm nada!

Se de facto a Loja Azul detem a exclusividade, não será prejudicial para a imagem do Clube? Não seria mais vantajoso ter os nossos artigos há venda nas maiores lojas da cidade? E porque não do país? Porque não fazer um acordo com uma cadeia de deporto para vender os nossos artigos, dando-lhes um destaque fora do normal, mesmo que para isso se distribue uma maior parte do lucro para essa empresa?

Viagens ao Entrocamento e a Barcelos

Rui Vasco

Este fim de semana o nosso Belém disputa uma série de importantes jogos, a contar para diferentes competições. O Basket e o Rugby (jogos dos Play-off e da Taça de Portugal, respectivamente) disputam-se no Restelo. Sobre estes jogos publicaremos mais tarde textos específicos...

Futebol e Futsal jogam fora as respectivas sortes:

- Futebol Profissional: Gil Vicente-Belenenses
em Barcelos, sábado, pelas 16:30h.
Haverá transporte gratuíto para esta partida (o ingresso deverá ser adquirido pelos sócios).
Informações: 91 218 91 29

- Futsal: Boavista-Belenenses
no Entroncamento, sábado, pelas 15:00h.
Jogo a contar para a final 4 (1/2 final) da Taça de Portugal.
Haverá transporte a partir do Restelo (preço: 5€, com ingresso incluído).
Informações: 91 218 91 29

Fonte. Blog Armada Azul

quarta-feira, maio 11, 2005

Andebol: Parabéns Campeões!!!

Rui Vasco

Mais vale tarde que nunca e pior isso, o Blog do Belenenses, que ao longo da temporada acompanhou os resultados da equipa junior de Andebol, presta aqui a sua homenagem aos nossos jovens campeões nacionais! Parabéns, Campeões! Este clube merece uma equipa assim, da mesma forma que estamos certos que também vocês merecem alinhar num clube como o Belenenses!

Análise da época

Luciano Rodrigues

Artigo publicado no Blog Futebol Acima de Tudo, com a colaboração do Blog do Belenenses:

Após uma temporada 2003/04 para esquecer, em que o Belenenses viveu em constante aflição até aos últimos minutos do último jogo, eis que em 2004/05 o Belenenses tem vindo a cumprir os seus objectivos, a conquista de um lugar tranquilo na tabela, mas que fica muito aquém das reais potencialidades dos seus jogadores e das naturais expectativas dos seus adeptos.

Esta época, apesar de preparada um pouco em cima do joelho (Carvalhal foi contratado no final de Maio de 2004), foi preparada com um fio condutor e objectivos bem definidos. No entanto, foi impossível conseguir construir uma verdadeira equipa, na medida em que ficou a faltar a construção de um ataque a sério, tendo-se recorrido aos empréstimos de Lourenço e Rodolfo Lima.

Na baliza manteve-se Marco Aurélio, uma das referências máximas do clube e um guarda-redes de extraordinária valia. No lado direito da defesa, Amaral revelou-se um dos melhores laterais da Superliga, em especial na primeira volta. No eixo da defesa, Pele estabilizou finalmente como central e mostra-se um dos melhores centrais portugueses da actualidade. A seu lado, iniciou a época Rolando, um “miúdo” de 19 anos (proveniente dos Juniores) com um largo futuro pela frente mas ainda com dificuldades próprias da sua inexperiência. A defesa ganhou outra consistência quando o “eterno” Wilson voltou à titularidade. Do lado esquerdo da defensiva, a época iniciou-se com um “pesadelo” chamado Cristiano (outro empréstimo) e só estabilizou na 2ª volta, com o regresso de Sousa após prolongada lesão e no lado contrário aquele onde nos habituámos a ver a sua total entrega.

Relativamente ao meio-campo, a época iniciou-se com um losango formado por Andersson, Marco Paulo, José Pedro e Juninho Petrolina. Este meio-campo, apesar de possuir 2 jogadores com características mais defensivas, era um verdadeiro “passador”. Andersson é um valioso médio-centro, mas a trinco pouca utilidade tem. A seu lado, Marco Paulo, tendo de se desdobrar entre o meio-campo defensivo, o ataque e as coberturas às subidas do lateral, tinha sérias dificuldades. Juninho Petrolina, de facto, teve um início auspicioso que não se confirmou e tem sido uma verdadeira decepção na 2ª metade da época. Quanto a José Pedro, a grande revelação da pré-temporada, foi a grande desilusão desta época: tem todas as potencialidades para ser um grande jogador de futebol, mas a sua pouca entrega ao jogo e a ausência de sentido prático a jogar é capaz de “tirar a paciência a um santo”. Neca, que iniciou a época no banco, foi ganhando cada vez mais ascendente no plantel na 2ª volta e é, de facto, um jogador de futebol a sério. Mesmo em baixo de forma, é precioso quer a defender, quer a atacar. Mas a grande contratação da temporada foi efectuada em Janeiro, e dá pelo nome de Rui Ferreira. Este trinco, proveniente do Vitória de Guimarães, veio trazer ao meio-campo a agressividade e entrega que lhe faltava, conseguindo libertar Marco Paulo de ter de se desdobrar em tantas frentes e ganhando o Belenenses uma enorme consistência defensiva.

No ataque, tem residido o verdadeiro “drama” do Belenenses. O 2º melhor ataque da 1ª volta tem um nome, Henri Antchouet. Com a sua lesão em Fevereiro, intercalada com regressos ainda sem as melhores condições físicas, o Belenenses pura e simplesmente desapareceu do ataque. Lourenço, em mais de 30 jogos oficiais, a maioria no 11 inicial, ainda não logrou marcar um golo de bola corrida (tem 4 golos, todos de penalty) e tem sérias dificuldades em, sequer, segurar a bola. Rodolfo Lima tem sido uma absoluta nulidade, apesar de já ter conseguido marcar um golo. Catanha veio em Janeiro, mostrou excelentes pormenores, mas a equipa não tem extremos e é incapaz de conseguir cruzar bolas para a área adversária, pelo que já foi dispensado. Também em Janeiro veio Paulo Sérgio, emprestado por ano e meio, e este tem mostrado uma enorme garra, apesar de visíveis limitações físicas e técnicas, jogando um futebol muito “juvenil”. No entanto, o ataque do Belenenses nos últimos 3 meses da temporada tem vivido do seu labor. Destaque ainda para Jorge Tavares, um júnior de 18 anos, que é o jogador com o melhor rácio minutos jogados/golos na Superliga, uma vez que precisou de apenas 24 minutos em campo em Coimbra para marcar um golo.

Perspectiva-se, para a próxima época, um Belenenses mais consistente, assente numa espinha dorsal criada nesta temporada e que, com alguns retoques, pode levar o Restelo de volta a dias mais risonhos.

Pulso firme?

Luciano Rodrigues

Notícias recentes dão conta que 5 atletas do Belenenses foram “apanhados” na noite Lisboeta na 4ª feira passada, a 2 dias do jogo com o Nacional. Como tal, foram “chamados à pedra” e, para já, especula-se sobre as consequências desta noite mal dormida. Curioso que este reparo surge quase simultaneamente com a tomada de posse da nova direcção, o que parece apontar para um pulso mais firme no balneário.

Os atletas visados são Renato, Juninho Petrolina, Amaral, Pele e Rolando. Se relativamente a Renato acaba por me ser relativamente indiferente o resultado deste processo (juro que não o reconheço se o vier na rua, e vejam lá que até o entrevistei para o Jornal do Belenenses!), quanto aos outros o caso é completamente diferente.

Juninho Petrolina veio já de Aveiro com má fama, cidade aliás onde granjeou, juntamente com outros colegas brasileiros, muitas inimizades. Quem não se lembra dos jogadores que caíram à ria… Veio para o Belenenses com aura de craque, muito bem pago, e afinal mostrou em 2 ou 3 jogos que poderia ser craque, mas deixou bem claro nos outros todos que é só mais um, e ainda por cima com mau feitio.

Amaral é um caso completamente diferente. Vindo de Leixões, foi um jogador que chegou ao Restelo e começou a impressionar pelas suas capacidades. Tinha fama de ser um homem pacato e, certamente, foram algumas “forças vivas” que o têm lentamente vindo a desviar do caminho a seguir por um profissional de futebol.

Segundo os jornais, estes 3 atletas receberam uma nota de culpa e poderão estar a braços com um processo disciplinar. Seguem-se então outros 2 casos que, sendo apanhados na mesma situação, tiveram um tratamento diferenciado.

Rolando é um “miúdo” com apenas 19 anos e há que compreender que é facilmente influenciável por colegas muito mais velhos nos quais esses são comportamentos usuais. Portanto, concordo inteiramente com a adopção de uma medida profilática.

Relativamente a Pele, foi para mim uma surpresa, pois pelo que dele conheço parece-me ser um jogador com bastante “juízo” e, não nos podemos esquecer, é neste momento um dos nossos melhores jogadores e um dos mais valiosos activos. Mas, tenho de admitir, não o esperava da sua parte.

Há, para finalizar, que fazer uma ressalva: apesar dos códigos de conduta, apesar dos limites de bom senso, eles são homens como todos nós. E há compreender o porquê de terem saído naquela noite e a frequência com que o fazem. Até porque há muitas maneiras de sair à noite, e às vezes os piores são os que “vão para fora cá dentro”.

terça-feira, maio 10, 2005

Estatisticas à 32ªjornada

Luis Vieira

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O Belenenses ocupa, à trigésima segunda jornada, o 7º posto, o que acontece pela segunda vez na presente época. Longe de ser uma classificação digna do historial do nosso clube, é uma posição que se pode considerar razoavel se comparada com a época passada. No entanto, ainda com duas jornadas por jogar podemos ainda subir duas posições, estando obviamente sujeitos aos resultados do V.Guimarães (5º com mais 5 pontos) e Boavista (6º com mais quatro pontos). Note-se que estas equipas ainda vão jogar entre si.
[CONTINUA]

O quinto lugar garante a UEFA mas existe outra possibilidade. Se o Belenenses alcançar o 6º posto e o Benfica passar para quarto e ganhar a Taça de Portugal. Ou seja, não é impossivel!! Vamos lá rezar ao S.to Ambrósio do Luis Oliveira.

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Neste estudo dividimos as 32 jornadas em 4 grupos de 8 jogos e podemos constatar que o ultimo "conjunto" rendeu 13 pontos, o segundo mais rentavel, mas apenas se marcaram 5 golos, isto é, foi o menos eficaz em termos de ataque por outro lado foi o segundo melhor em termos de defesa. A titulo de curiosidade, nas primeiras 8 jornadas cada golo marcado rendeu 0,8 pontos; no segundo grupo de 8 jogos 0,7 pontos foram conquistados por cada golo marcado; nas jornadas 17 a 23 cada golo rendeu 1,8 pontos e nas ultimas 8 jornadas cada golo rendeu 2,6 pontos.

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Este grafico apresenta a azul os golos marcados e a vermelho os golos sofridos.

segunda-feira, maio 09, 2005

A janela da minha avó

Luciano Rodrigues

Era certinho. Vitória do Belenenses implicava bandeira colocada na janela de casa da minha avó, ali na Rua Nova do Calhariz, a caminho das Salésias, a caminho do Restelo… Lembro-me tão bem de sair dos jogos no Restelo e ir com o meu pai a casa da minha avó, e à chegada já ela tinha a bandeira pendurada na janela, anunciando a quem passasse a vitória do nosso clube.

Honestamente, não sei se a minha avó assistiu a algum jogo do Belenenses no Restelo, ou até mesmo nas Salésias. Lembro-me unicamente de uma vez em que a minha avó nos acompanhou ao futebol, já lá vão 16 anos. Foi na final da Taça de Portugal disputada no Jamor, onde a minha avó esteve a meu lado a gritar pelo nosso Belém, tendo-nos depois acompanhado à Praça do Império, onde foram recebidos os “heróis” azuis. E também ela não conseguia conter a emoção do momento.

Do Belenensismo da minha avó, recordo-me perfeitamente das histórias que contava do meu avô, das vezes em que chegava a casa das Salésias e só tinha vontade de rasgar o cartão… imaginem se ele conhecesse este Belenenses! E lembro-me perfeitamente de ela ouvir, na rádio, os relatos do nosso Belém. Curiosamente, as lembranças que tenho dela a ouvir relatos, trazem-me à memória relatos feitos por Jorge Perestrello.

Hoje em dia, cada vez que passo à porta do nº 36, olho sempre para a janela. E ainda hoje, tantos anos volvidos (a vida corre), continuo a ver aquela bandeira.

Carvalhal e o Romantismo

Luciano Rodrigues

Carvalhal foi, na minha opinião, uma boa contratação para liderar a equipa de futebol do Belenenses. Não o escondi e não o escondo. Acreditava que Carvalhal seria capaz de fazer um excelente trabalho, baseando-me naquilo que vira do Leixões da Taça e Europeu. Uma verdadeira equipa, com um plantel extremamente bem construído, com soluções e jogadores que pareciam escolhidos a dedo para a sua função. Quase um ano depois, já não tenho a mesma convicção ao falar de Carvalhal. Mas isso não é suficiente para pedir a sua cabeça.
Tenho criticado, ao longo da época, diversas opções de Carvalhal, a sua dificuldade em “ler o jogo”, os seus discursos politicamente correctos e desportivamente desmoralizadores e a falta de ambição que tem mostrado. No entanto, na minha opinião Carvalhal só por uma vez desceu abaixo do limite da razoabilidade, e foi precisamente na véspera daquele que foi o jogo mais importante da época, na Amadora, para os quartos-de-final da Taça de Portugal, quando afirmou que a Taça não era uma competição importante. Aí, Carvalhal foi demasiado longe, roçando o ridículo. Digo, sinceramente, que tive de me “beliscar” para acreditar que era possível o nosso treinador dizer uma barbaridade daquelas!

De resto, meus amigos, é esta insatisfação permanente que faz com que o futebol seja acompanhado com tanta paixão. E é essa paixão que traz a insatisfação permanente. A verdade é que o Petrolina tão depressa é um génio como um “calão”, o Neca um estratega como um jogador perdido em campo, o Rolando o novo Maldini e no dia seguinte um miúdo que “ainda tem de comer muita papa” ou o Sousa bom ou mau.

Carvalhal é pior que muitos outros treinadores, não tenho dúvidas. Mas, convenhamos, há alguns bem piores que ele, e temos tido ao longo dos anos exemplares fantásticos de treinadores fiasco. Carvalhal, satisfazendo, ou não (até ver, não) as nossas aspirações, está a satisfazer aquilo que lhe pediram. A culpa é, fundamentalmente, de quem estabeleceu limites pouco ambiciosos para esta temporada, e não de quem os está a cumprir com maior ou menor brilhantismo.

Na minha opinião, o maior defeito que Carvalhal tem mostrado é a falta de ambição, pelo menos a que transmite para fora do balneário. Mas é Carvalhal o treinador com quem temos contrato para a próxima temporada, presumo que a está a planificar há já muito tempo (tem obrigação disso) e, na próxima temporada, então sim temos obrigação de colocar a fasquia mais alta e Carvalhal, aí sim, poderá ser chamado à pedra se não cumprir os objectivos…

No entanto, e tenho de fazer a ressalva, não estou muito confiante na próxima temporada. Não me perguntem porquê concretamente, mas acho que não vamos conseguir dar o tal salto que se impõe. Acho que falta, acima de tudo, cultura de vitórias no Belenenses. Não podemos fazer uma festa quando ganhamos fora. Temos é de ficar “chateados” quando o não conseguimos. Precisamos de mais Marcos Aurélios, Sousas, Marcos Paulos, Tucks, Ruis Ferreiras ou Paulos Sérgios. Porque o futebol nos dias de hoje é 90% transpiração e 10% inspiração. O tempo do futebol romântico já lá vai...