Eis como o nosso clube é visto do outro lado do Atlântico, no site "Vagner Lima Esporte":
Quem não tem uma boa história para contar em que o cenário principal seja uma praça. Este local público que faz parte da vida de quase todo mundo, costuma ser o palco de várias coisas. Com a praça Afonso de Albuquerque, que fica no bairro de Belém em Lisboa, não é diferente. Entre os casos desta praça, encontramos o de um clube de futebol modesto que se orgulha de ser conhecido como o quarto grande de Portugal. Vamos então saber o que os Belenenses têm para contar.
Os moradores do bairro de Belém estavam ansiosos em formar um clube que elevasse o orgulho de ser belenense. O bairro já tinha como glória servir de porta de saída para os grandes navegadores portugueses, mas faltava um representante na área do futebol. Artur José Pereira se entusiasmou com a idéia. Então, ele foi atrás de reunir os jogadores que viviam na região e que antes estavam espalhados pelos diversos times de Lisboa. O ponto de encontro escolhido foi a praça do bairro. Lá, foram acertados os primeiros passos de um time formado pelos moradores de Belém e que não podia ter outro nome que não fosse Clube de Futebol Os Belenenses.
Com o time do bairro pronto, era preciso colocar em xeque a qualidade dos jogadores de Belém. Mas da mesma forma que um bom time começa com um bom goleiro; um clube não está completo sem um uniforme e um símbolo. As cores escolhidas pelos belenenses foram o azul e o branco; e a Cruz de Cristo seria carregada como emblema da equipe. Estes símbolos brilharam pela primeira vez num torneio organizado pelo jornal Os Sports que homenageava os mutilados da primeira guerra mundial. Os Belenenses bateram por 2 a 1 a equipe do Sporting e provaram que o povo de Belém entendia muito de futebol.
A força dos belenenses levou o clube longe. O único título português do time, conquistado nos anos 40, resultou num convite importante. O clube foi o coadjuvante na inauguração do Estádio Santiago Bernabeu, onde o Real Madrid foi a estrela principal. Perante 75 mil pessoas, a derrota por 3 a 1, pelo que dizem os jornais portugueses, fazia parte do script. Outra honra da equipe foi enfrentar no Rio de Janeiro um combinado entre o Vasco da Gama e o Santos Futebol Clube. Neste jogo, um garoto de 16 anos que vestia a camisa vascaína fez sua estréia no Maracanã e marcou 3 gols. Esse garoto, se tornou, nada mais nada menos, do que o Rei Pelé.
Um brasileiro se destacou no comando do Belenenses. O ex-zagueiro Marinho Peres dirigiu a equipe em três oportunidades. Mas foram os argentinos que dentro de campo mais fizeram sucesso no clube. Di Pace é considerado um dos maiores jogadores da história do time. Ele defendeu, a Cruz de Cristo por seis anos e depois chegou até o comando técnico da equipe. Com ele, houve uma linhagem de argentinos como Scopelli, Tárrio e Telechea. Dentre os portugueses, Capela, Vasco e Feliciano foram os mais famosos. Eles eram chamados de as Torres de Belém e marcaram pelo amor incondicional a equipe.
Os Belenenses saíram de uma praça de Lisboa para a elite do futebol português. Uma marca deste clube é o orgulho de nunca decepcionar os moradores do grande bairro de Belém. Se dá para contar nos dedos as três taças de Portugal e um único campeonato português, a paixão que nasceu dos moradores de um bairro já conquistou grande número de torcedores. Assim, Os Belenenses chegaram ao título de que eles mais se orgulham, o de ser o quarto grande clube de Portugal.
quinta-feira, maio 13, 2004
quarta-feira, maio 12, 2004
Sequeira Nunes cumpre mandato até ao fim
Tiros de pólvora... seca, saíram da reunião de ontem no Restelo. Quando os adeptos esperavam definições em relação ao futuro próximo azul, a única grande certeza é a continuidade de Sequeira Nunes até final da temporada, como é noticiado por O Jogo e A Bola nas suas edições de hoje.
Em relação ao nome do treinador para 2004/05, fica apenas a certeza da saída de Augusto Inácio, que neste momento não reunia, de facto, condições para continuar. Muitos são os nomes alvitrados, entre eles Vitor Oliveira, Casimiro Mior, Carlos Carvalhal, José Peseiro, Nelo Vingada e mesmo o saudoso Marinho Peres. De qualquer forma, na frente da corrida parecem estar Nelo Vingada, José Peseiro ou Vitor Oliveira. Urge é tomar uma decisão e planificar a época que aí vem.
No meu entender, o facto mais importante a retirar da reunião de ontem foi a decisão da criação da figura do Director Geral de Futebol, que será um responsável máximo pela modalidade e um cargo que assentava que nem uma luva no nome de José Couceiro...
Por último, destaque para o abandono de Hugo Henrique, ao que tudo indica rumando à China, onde jogará no Quangdong, da 1ª Divisão, que lhe apresentou uma proposta altamente tentadora. Sinceramente, penso que fará falta. É, como tenho vindo a defender aqui, talvez o melhor ponta-de-lança em Portugal, mas precisa de uma equipa que jogue para si. Mas como também era um jogador caro, compreendo a sua dispensa.
Em relação ao nome do treinador para 2004/05, fica apenas a certeza da saída de Augusto Inácio, que neste momento não reunia, de facto, condições para continuar. Muitos são os nomes alvitrados, entre eles Vitor Oliveira, Casimiro Mior, Carlos Carvalhal, José Peseiro, Nelo Vingada e mesmo o saudoso Marinho Peres. De qualquer forma, na frente da corrida parecem estar Nelo Vingada, José Peseiro ou Vitor Oliveira. Urge é tomar uma decisão e planificar a época que aí vem.
No meu entender, o facto mais importante a retirar da reunião de ontem foi a decisão da criação da figura do Director Geral de Futebol, que será um responsável máximo pela modalidade e um cargo que assentava que nem uma luva no nome de José Couceiro...
Por último, destaque para o abandono de Hugo Henrique, ao que tudo indica rumando à China, onde jogará no Quangdong, da 1ª Divisão, que lhe apresentou uma proposta altamente tentadora. Sinceramente, penso que fará falta. É, como tenho vindo a defender aqui, talvez o melhor ponta-de-lança em Portugal, mas precisa de uma equipa que jogue para si. Mas como também era um jogador caro, compreendo a sua dispensa.
terça-feira, maio 11, 2004
Querias...
Na sua habitual coluna de opinião no jornal "A Bola", que dedica religiosamente à exaltação dos feitos do seu clube - o Futebol Clube do Porto -, Miguel Sousa Tavares escreveu esta semana um pequeno grande disparate.
Desta feita, o famoso articulista divide a sua crónica por dias da semana e, num desses dias (nomeadamente no texto de sábado, dia 8), escreve o seguinte: "O FC Porto ganhou mais um título de andebol. A juntar aos de futebol e de básquete, já garantidos". Mas em princípio enganou-se.
É que o título de basquetebol ainda se encontra em disputa, depois de precisamente no dia 8 este mês, a equipa dos Guerreiros do Belenenses ter vencido em Matosinhos a equipa do Porto, clube que o fanático comentador defende cegamente. Na realidade, o Porto venceu a Taça da Liga e o Final 8, competição na qual derrotou o Belenenses no prolongamento, e com um enorme sabor a injustiça. Mas ainda não ganhou o campeonato.
Agora das duas uma (e por isso escrevi em cima "em princípio"): ou foi lapso, e então aqui fica a correcção. Ou foi descuido, o que significa que as próximas partidas desta disputadíssima meia final voltarão a ter arbitragens nortenhas (recorde-se que nos dois primeiros encontros 2 dos 3 árbitros eram do Porto). Se assim for, mais não resta à nossa equipa que não voltar a jogar como heróis e calar aqueles que, mesmo antes do resultado final, acham que o título está "garantido".
Formação: a chave para um Belenenses maior!
As discussões em torno do fracasso desportivo desta época, ao nível do futebol profissional, têm em muitos casos conduzido a conclusões muito pertinentes acerca da necessidade de uma maior aposta na formação de jogadores, dentro do clube.
O Belenenses é um dos clubes que tem condições físicas reais e objectivas que possibilitam uma real aposta na formação de jovens talentos, futuros jogadores base da equipa profissional de futebol. E é assim que tem de ser. Grandes clubes europeus, como o Ajax, o Real de Madrid ou o Manchester United têm construído as melhores equipas da Europa com recurso a jogadores das suas escolas.
Para ajudar à reflexão, resolvi ir buscar um texto à página oficial do Ajax, acerca do modelo de formação aplicado naquela que é considerada uma das melhores e mais "produtivas" escolas de talentos da Europa e do Mundo. Assim, e pedindo desde já desculpas por eventuais erros na tradução, aqui fica o excerto mais importante:
"O Ajax é parcialmente dependente de jogadores da sua Academia. As equipas jovens são treinadas exactamente da mesma forma que a equipa principal, e portanto, os jovens jogadores encontram-se acostumados ao estilo de jogo do Ajax.
Fundamental no clube é o seu esquema de jogo (4-3-3), treino, comportamento e regras de funcionamento. O Ajax empenha-se em manter a sua forma de jogar característica, atractiva, ofensiva, creativa, rápida, honesta (...).
O Ajax desenvolveu o chamado modelom TIPS, baseado na Técnica, Inteligência de jogo, Personalidade e Velocidade (speed). Para cada um deste tópicos existem 10 critérios. P (persoanlidade) e S (velocidade) são geralmente características inatas, mas I (inteligência no jogo) e T (técnica) podem ser sempre melhorados. Cada jogador tem um passaporte especial do Ajax, no qual são registados todos os seus progressos".
Vamos ao debate?
O Belenenses é um dos clubes que tem condições físicas reais e objectivas que possibilitam uma real aposta na formação de jovens talentos, futuros jogadores base da equipa profissional de futebol. E é assim que tem de ser. Grandes clubes europeus, como o Ajax, o Real de Madrid ou o Manchester United têm construído as melhores equipas da Europa com recurso a jogadores das suas escolas.
Para ajudar à reflexão, resolvi ir buscar um texto à página oficial do Ajax, acerca do modelo de formação aplicado naquela que é considerada uma das melhores e mais "produtivas" escolas de talentos da Europa e do Mundo. Assim, e pedindo desde já desculpas por eventuais erros na tradução, aqui fica o excerto mais importante:
"O Ajax é parcialmente dependente de jogadores da sua Academia. As equipas jovens são treinadas exactamente da mesma forma que a equipa principal, e portanto, os jovens jogadores encontram-se acostumados ao estilo de jogo do Ajax.
Fundamental no clube é o seu esquema de jogo (4-3-3), treino, comportamento e regras de funcionamento. O Ajax empenha-se em manter a sua forma de jogar característica, atractiva, ofensiva, creativa, rápida, honesta (...).
O Ajax desenvolveu o chamado modelom TIPS, baseado na Técnica, Inteligência de jogo, Personalidade e Velocidade (speed). Para cada um deste tópicos existem 10 critérios. P (persoanlidade) e S (velocidade) são geralmente características inatas, mas I (inteligência no jogo) e T (técnica) podem ser sempre melhorados. Cada jogador tem um passaporte especial do Ajax, no qual são registados todos os seus progressos".
Vamos ao debate?
A revolução tem de começar JÁ!
Muitos erros foram cometidos pelo nosso clube na época agora finda. Quem sabe, no entanto, se o sofrimento a que fomos acometidos nos últimos meses não foi providencial para um futuro mais risonho para o Belenenses? Afinal, os erros do passado devem ser olhados como forma de preparar o futuro, e erros foi coisa que o nosso clube não se cansou de repetir na gestão do futebol.
Aconteceu-nos de tudo um pouco, desde jogadores desmotivados, em fim de carreira, sem categoria ou criminosos até treinadores sem palavra, passando por dirigentes “cegos” e autistas, persistindo no erro e desperdiçando oportunidades.
Começámos a época com um plantel composto por 16/17 jogadores mais 4 juniores, suficiente na óptica de um treinador que promoveu uma revolução profunda no plantel, dispensando 16 jogadores, alguns dos quais válidos e que sentiam a camisola. Chegaram apenas 5 reforços (curiosamente representados pelo filho do treinador), dos quais somente 2 revelaram qualidades: Sané é um típico jogador africano, mágico e inconsequente ; Pélé foi, sem qualquer dúvida, uma excelente aquisição e fez muita falta durante o tempo que esteve lesionado ; Hélder Rosário mostrou qualidades e merece ser “trabalhado” ; Valdiran passou de supersónico a criminoso em dias ; Byang Min foi um “Tamagochi” que nunca chegou a trabalhar. Esse mesmo treinador comprometeu-se num projecto para vários anos, o sonho da sua vida nas suas palavras. Mas o sonho parece que se esfumou aos primeiros sinais de derrota, sendo substituído por um sonho das mil e uma noites, num harém cheio de odaliscas e carregado de ouro.
Surge então em cena um perfeito desconhecido, Croata, Bogicevic de seu nome, que rapidamente começou a granjear simpatia junto dos adeptos, na mesma proporção em que gerou anticorpos dentro do clube e na imprensa, ao que parece pelo seu profissionalismo e exigência... dá Deus nozes a quem não tem dentes. Pegou na equipa no início de Dezembro e aguentou-se até meio de Janeiro, sendo que esse foi o período em que a equipa praticou um futebol minimamente aceitável, tendo recuperado Tuck para a equipa. Por outro lado, preocupado com a falta de soluções e qualidade no plantel, efectou um bom trabalho de prospecção, indicando um central Suíço que demonstrou qualidades mas depressa se viu “excomungado” e um ponta-de-lança Grego, já garantido segundo palavras da administração, mas que rapidamente assinou pelo Ajax de Amesterdão onde os golos se sucederam... Atiraram-no para fora do clube pela porta pequena, de forma totalmente imerecida, em especial por um homem que foi capaz de dizer o que disse e chorar ao saír de um clube cujos dirigentes não foram minimamente solidários com a sua posição e o escorrançaram como se fosse culpado, quando na realidade era vítima.
No início de Janeiro sucederam-se as experiências com jogadores, desde Liberianos rejeitados por toda a Europa, passando por Argentinos goleadores no Mar do Norte. Foi neste período que os jornais noticiavam a presença de variados “empresários” nas instalações do clube, deixando cassetes de possíveis craques. Como é óbvio, em Janeiro o que não faltam são craques disponíveis, em especial que se submetem a ir à experiência para um clube que luta para não descer no competitivíssimo campeonato Português.
“A fase da asneira acabou”, foi com estas palavras que o presidente apresentou Augusto Inácio e 9 (!!!) reforços em Janeiro, de forma a garantir a manutenção o mais depressa possível: Andersson é um jogador válido que passou 3 meses a jogar fora da sua posição ; Emerson parece ser um central de qualidade ; Leandro é reforço ; Hugo Henrique, tosco mas com faro de golo, foi providencial ; Ceará raramente jogou e quando o fez mostrou muito pouco ; Mangiarrati mostrou qualidade mas lesionou-se e rapidamente foi afastado pelo 3º treinador ; Neto veio para ir ; Paulo Sérgio não faz a diferença e é velho ; Brasília foi outro a mostrar qualidades no corredor esquerdo. Ou seja, analisando os reforços individualmente, a “coisa” até parece que correu bem... mas uma equipa não se faz em dois dias, nem duas semanas, nem dois meses. É preciso um trabalho continuado de entrosamento e identificação com a camisola que se veste.
Por outro lado, as lesões atacaram o plantel de forma absurda, da qual o exemplo do jogo ante o Benfica é o principal exemplo, com 3 centrais lesionados nos primeiros 45 minutos. Pélé fez muita falta, tal como Mangiarrati, Brasília, Neca ou Emerson.
No entanto, nem lesões, nem falta de qualidade, podem explicar decisões perfeitamente bizarras tomadas pelo treinador, nalguns momentos suicidas, como contra a Académica ou Alverca. Com o caminhar para o final da temporada, no entanto, essas decisões começaram a ser mais acertadas, pelo que a sua continuação (mal vista pelos treinadores de bancada) poderá indicar maior identificação com o clube e ´”matéria-prima”.
Também das arbitragens nos podemos queixar, apesar de querer deixar bem claro que não foi por aí que o desastre sucedeu. Vários foram os jogos em que fomos claramente prejudicados, e poucos aqueles em que podemos sentir-nos beneficiados.
A espinha dorsal da equipa nos últimos anos, Marco Aurélio, Filgueira, Wilson e Tuck acabou. Só Marco Aurélio mantém intactas as suas fantásticas qualidades, sendo que Filgueira passou a época lesionado (como na última temporada) e ainda ajudou sem conseguir, acabando a carreira de forma inglória. Wilson transformou-se de central seguro e líder em jogador enervado e indisciplinado, prejudicando frequentemente o colectivo. Tuck, apesar de toda a abnegação e qualidade, já não tem a capacidade de segurar sozinho um meio-campo como o fez nos últimos anos, em que foi sem qualquer dúvida o melhor médio defensivo em Portugal. Também ele não mereceu esta época, e é incrível como uma equipa com aspirações na SuperLiga pode suspirar por um Tuck que já só pode oferecer o seu espírito voluntarioso, guerreiro e motivador. Há anos que esta espinha dorsal envelhecia, sem que nunca tivesse sido feito algo para ir construíndo novo núcleo duro, como é óbvio sem “encostar” os líderes que ainda tinham capacidades, antes preparando o futuro.
No final de Abril surge um gravíssimo escândalo, que envolve em crimes um suposto profissional do Belenenses, mas que de profissional pouco tinha, só se fosse da má vida. Incrível como foi contratado sendo o seu passado “negro” já conhecido desde os tempos do Brasil, inclusivé ao serviço de diferentes clubes.
Na véspera do último (e importantíssimo) jogo, instado a comentar a situação futura do treinador Augusto Inácio, o presidente do clube afirma que a sua continuidade é “problema dele”... motivador, no mínimo. A próxima temporada prepara-se para ser planificada em “cima do joelho” novamente, por amadores com muito amor ao clube, mas sem conhecimento de causa nem capacidades para se integrarem num desporto que já não o é, sendo antes um negócio onde o sentido de oportunidade e rigor são aspectos fundamentais, que não se coadunam com contratações por amor ao clube, por somas milionárias, de jogadores que marcam 3 golos num jogo e têm uma carreira medíocre, marcada por dispensas e equívocos.
O último jogo, uma final pelos piores motivos, foi encarado pelos adeptos como um apelo ao coração, tendo havido uma mobilização por todo o país, de onde chegaram milhares de adeptos, do Norte ao Sul. No entanto, essa mobilização, que se traduziu em 20.000 pessoas no Estádio, conseguiu ser calada por uma equipa sem vontade nem ambição, para a qual era perfeitamente irrelevante a manutenção ou a despromoção, exclusivamente preocupada em “deixar correr o marfim” e esperar pelos resultados dos concorrentes directos. Nas bancadas do Restelo comemorou-se a manutenção por breves segundos e daí até final o público limitou-se a vaiar pretensos profissionais que mais não são que mercenários do desporto, movidos pela avidez do dinheiro e fama, sem um mínimo de dignidade, orgulho ou respeito pela camisola que envergam. Obviamente que houve (poucas) honrosas excepções, as quais nem é necessário referir, pois são sempre os mesmos, e foram aqueles que no final do jogo foram agradecer a presença da fantástica moldura humana que foi silenciada pelo resto da equipa. Quanto ao resto, aqueles para quem aquele jogo era só mais um jogo, em princípio o último antes de um novo contrato chorudo, foram a correr para os balneários, pois tinham estado dois dias em estágio e há toda uma vida para além do futebol.
Chegou ao fim uma época para esquecer. Ou então não, aliás, de preferência não! Esta época tem de ser lembrada para que não se façam NUNCA mais os mesmo erros infantis e para que o futuro se coadune com toda a história e pujança de um clube que é um gigante adormecido, que merece mais que vistas curtas e vaidades pessoais. Aliás, e que tal porem os olhos nas “amadoras”, que são um claro exemplo de sucesso alicerçado em trabalho e rigor?
Foi uma temporada repleta de erros e, por isso mesmo, a revolução tem de começar JÁ! Dirigentes, técnicos e jogadores têm de ser criteriosamente analisados e ponderada a sua contribuição para o colectivo.
O Belenenses precisa de uma lufada de ar fresco no futebol. O Blog do Belenenses decidiu dar o mote, e daí o novo “look” que adoptámos, com um ar menos amador, mas que deu muito trabalho. Afinal, tudo o que se pede ao futebol azul: menos amadorismo e mais trabalho. Se nós o conseguimos...
Aconteceu-nos de tudo um pouco, desde jogadores desmotivados, em fim de carreira, sem categoria ou criminosos até treinadores sem palavra, passando por dirigentes “cegos” e autistas, persistindo no erro e desperdiçando oportunidades.
Começámos a época com um plantel composto por 16/17 jogadores mais 4 juniores, suficiente na óptica de um treinador que promoveu uma revolução profunda no plantel, dispensando 16 jogadores, alguns dos quais válidos e que sentiam a camisola. Chegaram apenas 5 reforços (curiosamente representados pelo filho do treinador), dos quais somente 2 revelaram qualidades: Sané é um típico jogador africano, mágico e inconsequente ; Pélé foi, sem qualquer dúvida, uma excelente aquisição e fez muita falta durante o tempo que esteve lesionado ; Hélder Rosário mostrou qualidades e merece ser “trabalhado” ; Valdiran passou de supersónico a criminoso em dias ; Byang Min foi um “Tamagochi” que nunca chegou a trabalhar. Esse mesmo treinador comprometeu-se num projecto para vários anos, o sonho da sua vida nas suas palavras. Mas o sonho parece que se esfumou aos primeiros sinais de derrota, sendo substituído por um sonho das mil e uma noites, num harém cheio de odaliscas e carregado de ouro.
Surge então em cena um perfeito desconhecido, Croata, Bogicevic de seu nome, que rapidamente começou a granjear simpatia junto dos adeptos, na mesma proporção em que gerou anticorpos dentro do clube e na imprensa, ao que parece pelo seu profissionalismo e exigência... dá Deus nozes a quem não tem dentes. Pegou na equipa no início de Dezembro e aguentou-se até meio de Janeiro, sendo que esse foi o período em que a equipa praticou um futebol minimamente aceitável, tendo recuperado Tuck para a equipa. Por outro lado, preocupado com a falta de soluções e qualidade no plantel, efectou um bom trabalho de prospecção, indicando um central Suíço que demonstrou qualidades mas depressa se viu “excomungado” e um ponta-de-lança Grego, já garantido segundo palavras da administração, mas que rapidamente assinou pelo Ajax de Amesterdão onde os golos se sucederam... Atiraram-no para fora do clube pela porta pequena, de forma totalmente imerecida, em especial por um homem que foi capaz de dizer o que disse e chorar ao saír de um clube cujos dirigentes não foram minimamente solidários com a sua posição e o escorrançaram como se fosse culpado, quando na realidade era vítima.
No início de Janeiro sucederam-se as experiências com jogadores, desde Liberianos rejeitados por toda a Europa, passando por Argentinos goleadores no Mar do Norte. Foi neste período que os jornais noticiavam a presença de variados “empresários” nas instalações do clube, deixando cassetes de possíveis craques. Como é óbvio, em Janeiro o que não faltam são craques disponíveis, em especial que se submetem a ir à experiência para um clube que luta para não descer no competitivíssimo campeonato Português.
“A fase da asneira acabou”, foi com estas palavras que o presidente apresentou Augusto Inácio e 9 (!!!) reforços em Janeiro, de forma a garantir a manutenção o mais depressa possível: Andersson é um jogador válido que passou 3 meses a jogar fora da sua posição ; Emerson parece ser um central de qualidade ; Leandro é reforço ; Hugo Henrique, tosco mas com faro de golo, foi providencial ; Ceará raramente jogou e quando o fez mostrou muito pouco ; Mangiarrati mostrou qualidade mas lesionou-se e rapidamente foi afastado pelo 3º treinador ; Neto veio para ir ; Paulo Sérgio não faz a diferença e é velho ; Brasília foi outro a mostrar qualidades no corredor esquerdo. Ou seja, analisando os reforços individualmente, a “coisa” até parece que correu bem... mas uma equipa não se faz em dois dias, nem duas semanas, nem dois meses. É preciso um trabalho continuado de entrosamento e identificação com a camisola que se veste.
Por outro lado, as lesões atacaram o plantel de forma absurda, da qual o exemplo do jogo ante o Benfica é o principal exemplo, com 3 centrais lesionados nos primeiros 45 minutos. Pélé fez muita falta, tal como Mangiarrati, Brasília, Neca ou Emerson.
No entanto, nem lesões, nem falta de qualidade, podem explicar decisões perfeitamente bizarras tomadas pelo treinador, nalguns momentos suicidas, como contra a Académica ou Alverca. Com o caminhar para o final da temporada, no entanto, essas decisões começaram a ser mais acertadas, pelo que a sua continuação (mal vista pelos treinadores de bancada) poderá indicar maior identificação com o clube e ´”matéria-prima”.
Também das arbitragens nos podemos queixar, apesar de querer deixar bem claro que não foi por aí que o desastre sucedeu. Vários foram os jogos em que fomos claramente prejudicados, e poucos aqueles em que podemos sentir-nos beneficiados.
A espinha dorsal da equipa nos últimos anos, Marco Aurélio, Filgueira, Wilson e Tuck acabou. Só Marco Aurélio mantém intactas as suas fantásticas qualidades, sendo que Filgueira passou a época lesionado (como na última temporada) e ainda ajudou sem conseguir, acabando a carreira de forma inglória. Wilson transformou-se de central seguro e líder em jogador enervado e indisciplinado, prejudicando frequentemente o colectivo. Tuck, apesar de toda a abnegação e qualidade, já não tem a capacidade de segurar sozinho um meio-campo como o fez nos últimos anos, em que foi sem qualquer dúvida o melhor médio defensivo em Portugal. Também ele não mereceu esta época, e é incrível como uma equipa com aspirações na SuperLiga pode suspirar por um Tuck que já só pode oferecer o seu espírito voluntarioso, guerreiro e motivador. Há anos que esta espinha dorsal envelhecia, sem que nunca tivesse sido feito algo para ir construíndo novo núcleo duro, como é óbvio sem “encostar” os líderes que ainda tinham capacidades, antes preparando o futuro.
No final de Abril surge um gravíssimo escândalo, que envolve em crimes um suposto profissional do Belenenses, mas que de profissional pouco tinha, só se fosse da má vida. Incrível como foi contratado sendo o seu passado “negro” já conhecido desde os tempos do Brasil, inclusivé ao serviço de diferentes clubes.
Na véspera do último (e importantíssimo) jogo, instado a comentar a situação futura do treinador Augusto Inácio, o presidente do clube afirma que a sua continuidade é “problema dele”... motivador, no mínimo. A próxima temporada prepara-se para ser planificada em “cima do joelho” novamente, por amadores com muito amor ao clube, mas sem conhecimento de causa nem capacidades para se integrarem num desporto que já não o é, sendo antes um negócio onde o sentido de oportunidade e rigor são aspectos fundamentais, que não se coadunam com contratações por amor ao clube, por somas milionárias, de jogadores que marcam 3 golos num jogo e têm uma carreira medíocre, marcada por dispensas e equívocos.
O último jogo, uma final pelos piores motivos, foi encarado pelos adeptos como um apelo ao coração, tendo havido uma mobilização por todo o país, de onde chegaram milhares de adeptos, do Norte ao Sul. No entanto, essa mobilização, que se traduziu em 20.000 pessoas no Estádio, conseguiu ser calada por uma equipa sem vontade nem ambição, para a qual era perfeitamente irrelevante a manutenção ou a despromoção, exclusivamente preocupada em “deixar correr o marfim” e esperar pelos resultados dos concorrentes directos. Nas bancadas do Restelo comemorou-se a manutenção por breves segundos e daí até final o público limitou-se a vaiar pretensos profissionais que mais não são que mercenários do desporto, movidos pela avidez do dinheiro e fama, sem um mínimo de dignidade, orgulho ou respeito pela camisola que envergam. Obviamente que houve (poucas) honrosas excepções, as quais nem é necessário referir, pois são sempre os mesmos, e foram aqueles que no final do jogo foram agradecer a presença da fantástica moldura humana que foi silenciada pelo resto da equipa. Quanto ao resto, aqueles para quem aquele jogo era só mais um jogo, em princípio o último antes de um novo contrato chorudo, foram a correr para os balneários, pois tinham estado dois dias em estágio e há toda uma vida para além do futebol.
Chegou ao fim uma época para esquecer. Ou então não, aliás, de preferência não! Esta época tem de ser lembrada para que não se façam NUNCA mais os mesmo erros infantis e para que o futuro se coadune com toda a história e pujança de um clube que é um gigante adormecido, que merece mais que vistas curtas e vaidades pessoais. Aliás, e que tal porem os olhos nas “amadoras”, que são um claro exemplo de sucesso alicerçado em trabalho e rigor?
Foi uma temporada repleta de erros e, por isso mesmo, a revolução tem de começar JÁ! Dirigentes, técnicos e jogadores têm de ser criteriosamente analisados e ponderada a sua contribuição para o colectivo.
O Belenenses precisa de uma lufada de ar fresco no futebol. O Blog do Belenenses decidiu dar o mote, e daí o novo “look” que adoptámos, com um ar menos amador, mas que deu muito trabalho. Afinal, tudo o que se pede ao futebol azul: menos amadorismo e mais trabalho. Se nós o conseguimos...
segunda-feira, maio 10, 2004
Resumo de uma época desastrosa...
Derrota mais pesada: em casa, com a Académica (0-5)
Vitória mais folgada: em casa, com o Estrela da Amadora (4-0)
Jogos em casa:
Vitórias (6) - Estrela da Amadora, Alverca, Beira-Mar, Rio Ave, Guimarães e Gil Vicente;
Empates (4) - Boavista, Moreirense, Marítimo e União de Leiria;
Derrotas (7) - Académica, Benfica, Porto, Nacional, Paços de Ferreira, Sporting e Braga;
Jogos fora:
Vitórias (2) - Académica e Guimarães;
Empates (7) - Benfica, Boavista, Amadora, Gil Vicente, Moreirense, Paços de Ferreira e Leiria;
Derrotas (8) - Porting, Braga, Alverca, Beira-Mar, Porto, Marítimo, Nacional e Rio-Ave;
Arbitragens: o Belenenses foi no decorrer desta edição da SuperLiga prejudicado em diversos jogos, algumas vezes com influência directa no resultado, outras nem tanto. Foi ainda beneficiado em um dos jogos fora.
Jogos em que fomos claramente prejudicados:
Contra o Estrela da Amadora (fora): quando o Belenenses ganhava por 0-2 e tinha a partida completamente controlada, o árbitro decide assinalar uma grande penalidade inexistente, que permitiu ao Estrela chegar ao 1-2 e, poucos segundos depois, ao 2-2. Este empate valeu o despedimento a Bogicevic, segundo treinador do Belenenses na época 2003/2004;
Contra o FC Porto (fora): os dois primeiros golos do FC Porto resultam de dois erros grosseiros de arbitragem. O primeiro golo, marcado por MacCarthy é precedido de falta sobre Filgueira. O segundo acontece na sequência de um penalty inexistente;
Contra o Braga (fora): o jogo de estreia de Mangiarrati é marcado por um penalty assinalado a penalizar suposta falta deste jogador. O penalty não existiu. O Belenenses ganhava 0-1, e acabou por perder o jogo por 2-1;
Contra o Boavista (em casa): quando o Belenenses já ganhava por 1-0, Paulo Turra faz falta claríssima sobre Antchouet dentro da área, quando o avançado azul seguia isolado para a baliza. O árbitro não assinala a grande penalidade nem expulsa o defesa boavisteiro. O Boavista acaba por empatar a partida, 1-1;
Jogos contra o Beira-Mar e o Rio-Ave (fora): em ambos os jogos o Belenenses é severamente penalizado pelas arbitragens, sendo assinaladas à equipa azul grandes penalidades inexistentes;
Contra o Braga (casa): Heldér Rosário é carregado em falta dentro da grande área, mesmo no fim da 1ª parte e quando o Braga ganhava por 0-1. O árbitro nada assinala;
Taça de Portugal - Meia final contra o SL Benfica (fora): o primeiro golo do Benfica resulta de um fora de jogo não assinalado a Miguel.
Jogos em que fomos beneficiados:
Contra a Académica (fora): o golo do Belenenses é marcado por Antchouet, em posição irregular. O avançado azul foi dar um toque na bola, quando esta ia a entrar na baliza da Académica, só para que o golo fosse contabilizado na sua "contagem pessoal", mas poderia ter roubado a vitória à equipa, pois estava claramente em fora de jogo.
Marco Aurélio, outra vez o melhor!
Marco Aurélio foi o segundo guarda-redes mais pontuado pelo jornal Record ao longo da época 2003/2004 (102 pontos), em igualdade pontual com Moreira (do Benfica) e a um ponto de Paulo Jorge, do Gil Vicente (103 pontos). Assim, o nosso Imperador torna-se, segundo o referido diário desportivo, o melhor guarda-redes estrangeiro da SuperLiga.
Se comparadas as pontuações dos referidos guarda-redes com os chamados jogadores de campo, verifica-se que apenas Rossato (do Nacional da Madeira, com 112 pontos) e Alan (do Marítimo, com 103 pontos) os superam ou igualam.
Recorde-se que, na época passada, Marco Aurélio havia já ganho o prémio de melhor guarda-redes estrangeiro da SuperLiga (Prémio Público/Galp Energia).
O futuro do jogador, que pode já estar traçado na sombra mas que ainda não foi divulgado nem pelo Belenenses nem pelo próprio Marco, é um dos grandes motivos de preocupação dos sócios e adeptos do Belém, que na sua esmagadora maioria gostariam de continuar a ver o Imperador a defender as malhas das balizas azuís.
Se comparadas as pontuações dos referidos guarda-redes com os chamados jogadores de campo, verifica-se que apenas Rossato (do Nacional da Madeira, com 112 pontos) e Alan (do Marítimo, com 103 pontos) os superam ou igualam.
Recorde-se que, na época passada, Marco Aurélio havia já ganho o prémio de melhor guarda-redes estrangeiro da SuperLiga (Prémio Público/Galp Energia).
O futuro do jogador, que pode já estar traçado na sombra mas que ainda não foi divulgado nem pelo Belenenses nem pelo próprio Marco, é um dos grandes motivos de preocupação dos sócios e adeptos do Belém, que na sua esmagadora maioria gostariam de continuar a ver o Imperador a defender as malhas das balizas azuís.
domingo, maio 09, 2004
Belenenses fica na 1ª Liga!
3 golos do Moreirense e uma vantagem em confronto directo com a equipa do Alverca valeram ao Belenenses a permanência na 1ª Liga.
Num jogo em que era obrigatória ganhar, a equipa entrou bem e até podia ter construído uma vantagem confortável nos primeiros 30 minutos. Com a lesão de Andersson - que o obrigou a sair, mas que não deve colocar em causa a sua participação no Euro2004 -, chegou o mau futebol e o golo do Braga. Ainda durante a 1ª parte o Belenenses tentou reagir e foi precisamente no último minuto dos descontos que Hélder Rosário foi carregado dentro da grande área. Paulo Costa entendeu não haver motivos para a marcação de uma grande penalidade.
Ao intervalo o Alverca ia mantendo o empate em Moreira de Cónegos e comprometendo a vida da equipa azul.
O segundo tempo arranca com mais um golo do Braga, numa jogada muito estranha, com culpas para todo o sector defensivo. O nervosismo aumentava. O Belenenses teria de pelo menos empatar para igualar em pontos o Alverca, e assim garantir a permanência.
Todavia, foi precisamente no momento em que Carlos Fernandes perde infantilmente mais uma bola a meio campo que todo o estádio se levanta e grita: GOLO! O Moreirense adiantava-se no marcador e colocava novamente o Belenenses na 1ª Liga. Nos minutos seguintes os adeptos azuis comemoraram por mais duas vezes. Dificilmente a permanência fugiria ao Belém. No campo, a equipa dava sinais de total desorientação, com muitos jogadores a querer jogar, mas sem nunca criarem oportunidades de golo nem jogadas de equipa.
No final do jogo não houve comemoração.
A monumental vaia de que foram alvo jogadores, equipa técnica e dirigentes traduz bem o sentimento da família azul relativamente a esta temporada. É preciso fazer balanços, análises, um estudo aprofundado das causas de tão maus resultados. E é preciso arrancar já amanhã para a nova temporada, para que NUNCA MAIS ACONTEÇA.
Eles Acreditam...
Notícia publicada no jornal O JOGO.
O núcleo Ajuda/Belém decidiu associar-se à equipa neste momento decisivo da época e envidou esforços para que não falte apoio aos jogadores no jogo desta tarde. Num esforço que visa emprestar um colorido diferente às bancadas do Estádio do Restelo, o núcleo mandou fazer "t-shirts" estampadas com a frase: "Nós acreditamos." A referência, obviamente, diz respeito à fé inabalável dos adeptos na conquista da manutenção.
O núcleo Ajuda/Belém decidiu associar-se à equipa neste momento decisivo da época e envidou esforços para que não falte apoio aos jogadores no jogo desta tarde. Num esforço que visa emprestar um colorido diferente às bancadas do Estádio do Restelo, o núcleo mandou fazer "t-shirts" estampadas com a frase: "Nós acreditamos." A referência, obviamente, diz respeito à fé inabalável dos adeptos na conquista da manutenção.
Um domingo diferente...
São 7 e meia da manhã, e já não consigo dar mais voltas na cama.
Todos os pensamentos se dirigem para o jogo de hoje, mas cada vez que olho para o relógio verifico que, afinal, ainda só passaram mais dois minutos.
A confiança que tenho na nossa equipa só cresce - justificamente, aliás, pois têm jogado bem melhor nas últimas jornadas -, mas um jogo é um jogo, e tudo pode acontecer.
O que é estranho é que, ainda há uns anitos pensei que nunca iria sentir este nervoso miudinho por causa de um jogo do Belenenses. Normalmente fazemos épocas tranquilas, sem grandes ambições nem grandes "stresses". Desta vez é diferente. Hoje é como se fosse o jogo do título. É como se fosse o jogo das nossas vidas. Sentimento estranho, este...
Todos os pensamentos se dirigem para o jogo de hoje, mas cada vez que olho para o relógio verifico que, afinal, ainda só passaram mais dois minutos.
A confiança que tenho na nossa equipa só cresce - justificamente, aliás, pois têm jogado bem melhor nas últimas jornadas -, mas um jogo é um jogo, e tudo pode acontecer.
O que é estranho é que, ainda há uns anitos pensei que nunca iria sentir este nervoso miudinho por causa de um jogo do Belenenses. Normalmente fazemos épocas tranquilas, sem grandes ambições nem grandes "stresses". Desta vez é diferente. Hoje é como se fosse o jogo do título. É como se fosse o jogo das nossas vidas. Sentimento estranho, este...
sábado, maio 08, 2004
64-77... só faltam 2!
Os Guerreiros alcançaram uma importante vitória no segundo jogo da meia-final dos play-off, disputado em Matosinhos, frente ao FC Porto. Os próximos dois jogos, que se disputam no Restelo, podem ser decisivos pois se o Belenenses voltar a repetir a proeza fica na final...
Parabéns Guerreiros!
Parabéns José Couto!!!
Parabéns Guerreiros!
Parabéns José Couto!!!
T-Shirts no Núcleo
Caros amigos, relembramos que a partir de hoje existem para venda camisolas de apoio à equipa no Núcleo Ajuda/Belém. Convidamos todos os amigos bloguistas a visitar (uma vez mais ou pela primeira vez) o Núcleo, a experimentar os petiscos do Sr.Cardoso e a comprar esta camisola que se prevê histórica, depois da vitória de amanhã, sobre o SC de Braga...
Di Pace: «Sempre amei o Belenenses»
Entrevista do jornalista Rui Dias publicada hoje, no jornal Record:
Foi o génio argentino que marcou o futebol português dos anos 50 e é uma das maiores figuras da história do Belenenses. Voltou para matar saudades
RECORD – Ao fim de 20 anos ausente, como tem sido recebido pelas pessoas?
DI PACE – Sinceramente, não esperava tanto afecto. É surpreendente que as pessoas me tratem de forma tão carinhosa, mesmo considerando que sempre amei o Belenenses.
RECORD – É o reconhecimento pelo jogador genial que foi…
DI PACE – Aos 77 anos, sinto uma felicidade imensa pela memória que deixei em Portugal e sobretudo entre os adeptos do Belenenses. As pessoas reconhecem-me, falam comigo, abraçam-me e mesmo aqueles que nunca me viram jogar fazem questão de expressar um carinho ao qual não estou habituado. Não mereço tanto! Um bocadinho ainda vá lá, mas assim tanto é um exagero!
RECORD – Quais são as primeiras impressões de Lisboa e do Restelo?
DI PACE – Lisboa é uma cidade fantástica, bonita como sempre. É um sítio onde, passados estes anos, me sinto em casa. Quanto ao Estádio, está cada vez mais lindo. É um dos mais bonitos que conheço.
RECORD – Como explica que apenas seis anos tenham sido suficientes para esta ligação tão forte?
DI PACE – Foi a intensidade das coisas. Nesse período, o Belenenses tinha uma grande equipa, cheia de jogadores extraordinários; um conjunto que lutou sempre pelos primeiros lugares, praticando futebol de altíssimo nível. A amizade entre nós era muito sólida e a relação estabelecida com os adeptos era fantástica.
RECORD – A nível pessoal, marca uma época no futebol português…
DI PACE – Digo-lhe sinceramente que não esperava esse reconhecimento exterior, essa recordação dos adeptos. Eu fui só um bom jogador integrado numa grande equipa. Por vezes fico até emocionado com as abordagens que me fazem.
RECORD – Lembra-se de como veio parar a Portugal?
DI PACE – Naquela altura jogava no Universidade do Chile, onde fui treinado por Alejandro Scopelli. Quando terminei o contrato, em 1953, ele chegou ao pé de mim e fez a pergunta que mudou a minha vida: "Queres ir jogar para Portugal?" Sabia lá onde ficava Portugal! Mas respondi que sim. Quando cheguei, o treinador era o Fernando Vaz e aproveitei as primeiras semanas para me ambientar.
RECORD – Foi uma história de amor à primeira vista?
DI PACE – Exacto, toda uma história de paixões: pelo País, pela cidade, pelo Belenenses e por aquela que foi a mulher da minha vida, mãe dos meus filhos, minha esposa... É uma felicidade ser casado com uma portuguesa. Digo mais: pode haver mulheres iguais à minha, mas melhores é impossível. De resto, costumo dizer, na brincadeira, que as mulheres portuguesas são como as castanhas: quentes e boas.
RECORD – No Belenenses teve também o treinador que mais o marcou…
DI PACE – ...Fernando Riera, treinador e homem extraordinário. Não o vejo desde 1971. Lembro-me imenso dele, mas nem sei se ainda é vivo…
RECORD – Riera esteve em Portugal há cerca de um ano, por altura da festa de despedida do Estádio da Luz…
DI PACE – Que felicidade! Se eu tenho 77 anos, ele estará com 82 ou 83. É um grande senhor do futebol mundial, a quem o futebol português deve grande parte da transformação registada em meados dos anos 50.
RECORD – Quais as recordações mais fortes dessas equipas do Belenenses?
DI PACE – A primeira recordação remete para a felicidade que enquadra esses tempos. Depois, lembro-me dos meus companheiros ao longo de seis anos, alguns deles já falecidos. Prefiro não falar em nomes para não ferir susceptibilidades.
RECORD – Há um ao qual não pode fugir: Matateu. Os dois são expoentes de uma época e duas das maiores figuras da história do Belenenses…
DI PACE – Matateu foi único: um fenómeno e à escala mundial. Era intuitivo a movimentar-se e uma delícia a rematar. Depois, era um amigo da paródia, com quem me dava na perfeição também fora do campo.
RECORD – Ele costumava dizer que jogavam de olhos fechados. Não estava a exagerar?
DI PACE – Não, não exagerava. Havia grande cumplicidade entre nós; porque nos entendíamos futebolisticamente e pelas características de cada um. Eu gostava de ter a bola, de a esconder, de arranjar espaço; ele observava, desmarcava-se para o sítio certo e, assim que encontrava espaço para rematar, nem queiram saber...
RECORD – Ele contava a história de outro modo: que corria para um lado qualquer e que, mesmo sem se preocupar, a bola lhe aparecia à frente…
DI PACE – Era ele a ser simpático!
RECORD – Guarda memória de outros jogadores do seu tempo?
DI PACE – Sim, de muitos: Travaços, Germano, Carlos Gomes, Juca, Barrigana, Pedroto, Hernâni, Rogério de Carvalho, José Águas, Faia, Ângelo, Caiado, Francisco Calado… Estou a citá-los de memória. Mas os do Belenenses também estavam entre os melhores – Matateu, Vicente, José Pereira, Carlos Silva, Raul Figueiredo, Moreira... O pior que me aconteceu foi ser quarto no campeonato…
RECORD – Sendo tão querido da gente, casado com uma portuguesa, por que motivo saiu do Belenenses?
DI PACE – Lesionei-me num tornozelo e, apesar de ter recuperado, não conseguia movimentar-me da mesma forma. E, como já não era o mesmo, decidi reformar-me.
RECORD – Mas não jogou mais?
DI PACE – Antes de regressar a Mar del Plata, em 1958, o Lusitano de Évora fez-me uma proposta. Recusei porque já tinha tudo organizado para voltar a casa e nunca seria capaz de defrontar o Belenenses. Assim, voltei à Argentina, onde comecei a trabalhar no campo – tenho uma herdade com 230 hectares. Ainda joguei no campeonato local e fui campeão em 1960.
RECORD – Como tem acompanhado o futebol português desde então?
DI PACE – Nos anos imediatamente a seguir, pelo contacto mantido com amigos portugueses, e a partir de certa altura porque vejo muita coisa na televisão – os últimos jogos que vi foram os do FC Porto com o Corunha. Mas deixei de ir aos estádios: o espectáculo já não vale a pena...
«Uma coisa de doidos»
RECORD – Tocou-lhe viver um dos momentos mais dramáticos da vida belenense: o título perdido em 1954. Que lugar ocupa na sua memória?
DI PACE – Ocupa o espaço das coisas que desejamos esquecer e não conseguimos. Quase 50 anos depois, continuo a preferir falar de outra coisa.
RECORD – Foi uma derrota que deixou marcas...
DI PACE – Deixou marcas em todos quantos a viveram. A quatro minutos do fim, vencíamos o Sporting e éramos campeões; sofremos um golo e foi o Benfica a fazer a festa. Foi uma coisa de doidos… Em suma, não tivemos sorte.
«O futebol é um negócio»
RECORD – Está desiludido com o futebol que hoje se joga?
DI PACE – Não sou do estilo saudosista, mas a verdade é que nos dias de hoje não se consegue jogar futebol. As marcações são apertadas e destruir é o objectivo principal da maioria. Dou um exemplo: não há pontapé de canto que não dê um "penalty" – os árbitros é que não assinalam as faltas na área.
RECORD – A qualidade é mais baixa…
DI PACE – O futebol tornou-se um negócio com muitos interesses financeiros, que faz fortunas à custa da televisão e da publicidade. Para os jogadores é óptimo, para os espectadores é um martírio.
«Di Stefano, Pelé e Maradona foram grandes no seu tempo»
RECORD – Tem a idade de Di Stefano (nasceram em 1926), viu Pelé e Maradona. Quem foi o melhor de todos?
DI PACE – Essa comparação não se pode fazer. Era preciso que todos tivessem jogado nas mesmas condições e em circunstâncias idênticas. O melhor de sempre não existe.
RECORD – É uma questão de sensibilidade…
DI PACE – Maradona não teve cabeça; Pelé teve, mas não tinha a habilidade de Maradona; Di Stefano era um jogador de todo o terreno, que recebia a bola do guarda-redes e era capaz de a levar até à baliza adversária. Há uma coisa sobre a qual tenho poucas dúvidas – e isso pode dizer-se: foram os melhores do tempo em que jogaram.
Foi o génio argentino que marcou o futebol português dos anos 50 e é uma das maiores figuras da história do Belenenses. Voltou para matar saudades
RECORD – Ao fim de 20 anos ausente, como tem sido recebido pelas pessoas?
DI PACE – Sinceramente, não esperava tanto afecto. É surpreendente que as pessoas me tratem de forma tão carinhosa, mesmo considerando que sempre amei o Belenenses.
RECORD – É o reconhecimento pelo jogador genial que foi…
DI PACE – Aos 77 anos, sinto uma felicidade imensa pela memória que deixei em Portugal e sobretudo entre os adeptos do Belenenses. As pessoas reconhecem-me, falam comigo, abraçam-me e mesmo aqueles que nunca me viram jogar fazem questão de expressar um carinho ao qual não estou habituado. Não mereço tanto! Um bocadinho ainda vá lá, mas assim tanto é um exagero!
RECORD – Quais são as primeiras impressões de Lisboa e do Restelo?
DI PACE – Lisboa é uma cidade fantástica, bonita como sempre. É um sítio onde, passados estes anos, me sinto em casa. Quanto ao Estádio, está cada vez mais lindo. É um dos mais bonitos que conheço.
RECORD – Como explica que apenas seis anos tenham sido suficientes para esta ligação tão forte?
DI PACE – Foi a intensidade das coisas. Nesse período, o Belenenses tinha uma grande equipa, cheia de jogadores extraordinários; um conjunto que lutou sempre pelos primeiros lugares, praticando futebol de altíssimo nível. A amizade entre nós era muito sólida e a relação estabelecida com os adeptos era fantástica.
RECORD – A nível pessoal, marca uma época no futebol português…
DI PACE – Digo-lhe sinceramente que não esperava esse reconhecimento exterior, essa recordação dos adeptos. Eu fui só um bom jogador integrado numa grande equipa. Por vezes fico até emocionado com as abordagens que me fazem.
RECORD – Lembra-se de como veio parar a Portugal?
DI PACE – Naquela altura jogava no Universidade do Chile, onde fui treinado por Alejandro Scopelli. Quando terminei o contrato, em 1953, ele chegou ao pé de mim e fez a pergunta que mudou a minha vida: "Queres ir jogar para Portugal?" Sabia lá onde ficava Portugal! Mas respondi que sim. Quando cheguei, o treinador era o Fernando Vaz e aproveitei as primeiras semanas para me ambientar.
RECORD – Foi uma história de amor à primeira vista?
DI PACE – Exacto, toda uma história de paixões: pelo País, pela cidade, pelo Belenenses e por aquela que foi a mulher da minha vida, mãe dos meus filhos, minha esposa... É uma felicidade ser casado com uma portuguesa. Digo mais: pode haver mulheres iguais à minha, mas melhores é impossível. De resto, costumo dizer, na brincadeira, que as mulheres portuguesas são como as castanhas: quentes e boas.
RECORD – No Belenenses teve também o treinador que mais o marcou…
DI PACE – ...Fernando Riera, treinador e homem extraordinário. Não o vejo desde 1971. Lembro-me imenso dele, mas nem sei se ainda é vivo…
RECORD – Riera esteve em Portugal há cerca de um ano, por altura da festa de despedida do Estádio da Luz…
DI PACE – Que felicidade! Se eu tenho 77 anos, ele estará com 82 ou 83. É um grande senhor do futebol mundial, a quem o futebol português deve grande parte da transformação registada em meados dos anos 50.
RECORD – Quais as recordações mais fortes dessas equipas do Belenenses?
DI PACE – A primeira recordação remete para a felicidade que enquadra esses tempos. Depois, lembro-me dos meus companheiros ao longo de seis anos, alguns deles já falecidos. Prefiro não falar em nomes para não ferir susceptibilidades.
RECORD – Há um ao qual não pode fugir: Matateu. Os dois são expoentes de uma época e duas das maiores figuras da história do Belenenses…
DI PACE – Matateu foi único: um fenómeno e à escala mundial. Era intuitivo a movimentar-se e uma delícia a rematar. Depois, era um amigo da paródia, com quem me dava na perfeição também fora do campo.
RECORD – Ele costumava dizer que jogavam de olhos fechados. Não estava a exagerar?
DI PACE – Não, não exagerava. Havia grande cumplicidade entre nós; porque nos entendíamos futebolisticamente e pelas características de cada um. Eu gostava de ter a bola, de a esconder, de arranjar espaço; ele observava, desmarcava-se para o sítio certo e, assim que encontrava espaço para rematar, nem queiram saber...
RECORD – Ele contava a história de outro modo: que corria para um lado qualquer e que, mesmo sem se preocupar, a bola lhe aparecia à frente…
DI PACE – Era ele a ser simpático!
RECORD – Guarda memória de outros jogadores do seu tempo?
DI PACE – Sim, de muitos: Travaços, Germano, Carlos Gomes, Juca, Barrigana, Pedroto, Hernâni, Rogério de Carvalho, José Águas, Faia, Ângelo, Caiado, Francisco Calado… Estou a citá-los de memória. Mas os do Belenenses também estavam entre os melhores – Matateu, Vicente, José Pereira, Carlos Silva, Raul Figueiredo, Moreira... O pior que me aconteceu foi ser quarto no campeonato…
RECORD – Sendo tão querido da gente, casado com uma portuguesa, por que motivo saiu do Belenenses?
DI PACE – Lesionei-me num tornozelo e, apesar de ter recuperado, não conseguia movimentar-me da mesma forma. E, como já não era o mesmo, decidi reformar-me.
RECORD – Mas não jogou mais?
DI PACE – Antes de regressar a Mar del Plata, em 1958, o Lusitano de Évora fez-me uma proposta. Recusei porque já tinha tudo organizado para voltar a casa e nunca seria capaz de defrontar o Belenenses. Assim, voltei à Argentina, onde comecei a trabalhar no campo – tenho uma herdade com 230 hectares. Ainda joguei no campeonato local e fui campeão em 1960.
RECORD – Como tem acompanhado o futebol português desde então?
DI PACE – Nos anos imediatamente a seguir, pelo contacto mantido com amigos portugueses, e a partir de certa altura porque vejo muita coisa na televisão – os últimos jogos que vi foram os do FC Porto com o Corunha. Mas deixei de ir aos estádios: o espectáculo já não vale a pena...
«Uma coisa de doidos»
RECORD – Tocou-lhe viver um dos momentos mais dramáticos da vida belenense: o título perdido em 1954. Que lugar ocupa na sua memória?
DI PACE – Ocupa o espaço das coisas que desejamos esquecer e não conseguimos. Quase 50 anos depois, continuo a preferir falar de outra coisa.
RECORD – Foi uma derrota que deixou marcas...
DI PACE – Deixou marcas em todos quantos a viveram. A quatro minutos do fim, vencíamos o Sporting e éramos campeões; sofremos um golo e foi o Benfica a fazer a festa. Foi uma coisa de doidos… Em suma, não tivemos sorte.
«O futebol é um negócio»
RECORD – Está desiludido com o futebol que hoje se joga?
DI PACE – Não sou do estilo saudosista, mas a verdade é que nos dias de hoje não se consegue jogar futebol. As marcações são apertadas e destruir é o objectivo principal da maioria. Dou um exemplo: não há pontapé de canto que não dê um "penalty" – os árbitros é que não assinalam as faltas na área.
RECORD – A qualidade é mais baixa…
DI PACE – O futebol tornou-se um negócio com muitos interesses financeiros, que faz fortunas à custa da televisão e da publicidade. Para os jogadores é óptimo, para os espectadores é um martírio.
«Di Stefano, Pelé e Maradona foram grandes no seu tempo»
RECORD – Tem a idade de Di Stefano (nasceram em 1926), viu Pelé e Maradona. Quem foi o melhor de todos?
DI PACE – Essa comparação não se pode fazer. Era preciso que todos tivessem jogado nas mesmas condições e em circunstâncias idênticas. O melhor de sempre não existe.
RECORD – É uma questão de sensibilidade…
DI PACE – Maradona não teve cabeça; Pelé teve, mas não tinha a habilidade de Maradona; Di Stefano era um jogador de todo o terreno, que recebia a bola do guarda-redes e era capaz de a levar até à baliza adversária. Há uma coisa sobre a qual tenho poucas dúvidas – e isso pode dizer-se: foram os melhores do tempo em que jogaram.
sexta-feira, maio 07, 2004
A classe de Di Pace encheu o Núcleo Ajuda/Belém
Esta tarde, cerca das 19:00, o "mágico" Di Pace, acompanhado das velhas glórias azuis Angeja e Manuel Rodrigues deslocou-se ao Núcleo Ajuda/Belém onde confraternizou durante cerca de uma hora com os presentes, revivendo histórias do seu brilhante passado como jogador, autografando uma fotografia que posteriormente será emoldurada e colocada no Núcleo e recebendo uma humilde oferta da nossa parte: como havia sido sugerido (penso que pelo Lacerda), foi-lhe oferecido o texto do sócio Manuel Benavente aqui publicado há dias.
De salientar a boa disposição de todos os presentes e esta frase lapidar sobre o bem receber português quando à saída Di Pace perguntava a Angeja onde iam de seguida, ao que Angeja respondeu: "Manjar." A resposta saíu pronta: "Manjar??? Más?"
De resto, importa referir que Angeja e Manuel Rodrigues se tornaram sócios do Núcleo, que atingiu ao 3º mês de existência o sócio nº 60.
Mais logo regresso com fotos deste fantástico convívio com figuras que me habituei a "ouvir" nas "estórias" do Belém.
De salientar a boa disposição de todos os presentes e esta frase lapidar sobre o bem receber português quando à saída Di Pace perguntava a Angeja onde iam de seguida, ao que Angeja respondeu: "Manjar." A resposta saíu pronta: "Manjar??? Más?"
De resto, importa referir que Angeja e Manuel Rodrigues se tornaram sócios do Núcleo, que atingiu ao 3º mês de existência o sócio nº 60.
Mais logo regresso com fotos deste fantástico convívio com figuras que me habituei a "ouvir" nas "estórias" do Belém.
CAMISOLAS PARA DOMINGO!
A partir de amanhã, Sábado, à tarde, estarão já disponíveis 50 camisolas no Núcleo Ajuda/Belém ao preço de 10 Euros. Este é o preço a que adquirimos as camisolas e tudo o que pretendemos é apoiar o Belém.
Agradecia que quem quisesse reservar T-Shirts o fizesse para o meu e-mail e, POR FAVOR, reservem só se tiverem a certeza que as vão comprar.
Nós acreditamos! É esta a mensagem escrita na camisola e que todo um Estádio cheio vai transmitir à equipa.
Agradecia que quem quisesse reservar T-Shirts o fizesse para o meu e-mail e, POR FAVOR, reservem só se tiverem a certeza que as vão comprar.
Nós acreditamos! É esta a mensagem escrita na camisola e que todo um Estádio cheio vai transmitir à equipa.
Di Pace no Núcleo Ajuda/Belém
Meus amigos, convido todos os interessados em conviver com essa lenda Belenense de seu nome Miguel Di Pace para que se desloquem ao Núcleo Ajuda/Belém pelas 19:00 de hoje, onde o nosso humilde espaço terá o privilégio de receber um grande senhor do Belenenses. Di Pace será acompanhado por outros nomes marcados de forma indelével na história no nosso clube, como Angeja, Sério
Durante a recepção, Di Pace será presenteado pelo Núcleo Ajuda/Belém com o "post" do sócio Manuel Benavente, como aqui já havia sido alvitrado.
O passado glorioso do Belém transportado por Di Pace, o presente do Núcleo e o futuro da esperança que nos une na senda de um futuro melhor, e que começe já Domingo.
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