sábado, março 11, 2006

Treino de sábado

Reportagem e fotos do nosso grande amigo Luca

Sábado dia 11 Março 2006 pelas 10.30h, no Estado do Restelo estiveram cerca de uma centena de adeptos a assistir ao treino da nossa equipa de futebol.

É de Lovar a presença de todos, pais com filhos , jovens e menos jovens e até o fadista Gonçalo Camara Pereira não quis faltar.

Foi uma manhã de sábado bem passada, tivemos conversas com alguns membros do Blog e até o Presidente esteve no "bate papo".

Éramos poucos mas bons BELENENSES.



















Bruno Pais conquista medalha de bronze

Blog

Publicado no jornal O Jogo:

O atleta Bruno Pais, do Belenenses, conquistou hoje o bronze na segunda etapa da Taça do Mundo de triatlo, disputada em Agaba, Jordânia. A estreia dos portugueses em provas internacionais em 2006 foi auspiciosa, uma vez que durante a manhã a benfiquista Vanessa Fernandes (campeã da Europa) triunfou no sector feminino. No sector masculina registaram-se ainda o oitavo lugar de Duarte Marques e o 43º de João Cavaleiro. Depois de terem excelente desempenho no sector da natação (1.500 metros), os portugueses colocaram-se na frente do grupo no ciclismo (40 quilómetros) e Bruno Pais foi mesmo o primeiro a iniciar a decisiva prova da corrida (10 quilómetros). Na última volta, Bruno Pais perdeu terreno para Volodymyr Polikarpenko (ficou a 27 segundos do ucraniano) e para o espanhol Javier Noya (campeão do Mundo sub-23 em 2003) que ficou a três segundos do vencedor - esta foi a segunda medalha internacional na carreira do atleta do Belenenses. Duarte Marques (SR Camarnal) esteve entre os melhores na natação, foi consistente no ciclismo e destacou-se também na corrida, ficando em oitavo logo atrás dos credenciados Ivan Raña e Sven Riederer. João Cavaleiro (Belenenses) começou bem na natação, mas não conseguiu acompanhar o forte ritmo no segmento do ciclismo e terminou em 43º.

sexta-feira, março 10, 2006

Todos ao Restelo !!!

V.Silva

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Estatisticas à 25ª jornada

L.Vieira

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EVOLUÇÃO DA CLASSIFICAÇÃO
A Europa tão longe... e a descida tão perto.


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COMPARAÇÃO DA CLASSIFICAÇÃO
No ano passado recuperámos a partir da 26ª jornada... e agora?


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EVOLUÇÃO DA PONTUAÇÃO


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GOLOS MARCADOS vs GOLOS SOFRIDOS

quarta-feira, março 08, 2006

Os jogos que faltam

L.Vieira
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Nos 9 jogos que faltam até ao fim da época vamos jogar com 4 dos primeiros seis classificados. Equipas essas que jogam num campeonato à parte das restantes. No entanto, mesmo assim, na primeira volta conseguimos atingir 11 pontos, fruto de 3 vitórias e 2 empates, e se conseguirmos repetir esses resultados acabamos com 39 pontos, o que é considerado por alguns como a pontuação minima de manutenção.

Batemos no fundo



Autor: Pedro Geada

Rio Ave-2-1-Belenenses: Análise Individual

L.Rodrigues

Marco Aurélio – De regresso à baliza azul, teve alguma responsabilidade nos golos (em especial no 2º), mas mostrou-se muito atento e seguro no restante. Não foi, como de costume, por ele que perdemos. 2

Sousa – Estava a jogar a um nível aceitável, quando foi sacrificado com a equipa já em desvantagem. 2

Pele – Grandes tremideiras no eixo da nossa defesa, onde Pele não foi o “patrão” que se exige. Não esteve feliz em termos ofensivos. 2

Rolando – O mesmo que o colega em termos defensivos, com a vantagem de ter marcado o golo azul. 3

Rui Jorge – Grandes limitações em termos de velocidade e bastantes desatenções em termos posicionais e de timing a atacar a bola. Melhor na circulação de bola. 2

Rui Ferreira – O pêndulo do meio campo azul não esteve feliz, mas “encheu” o meio-campo. 3

Ruben Amorim – Esforçou-se, ocupou bem os espaços, mas pouco desequilibrou. 2

Amaral – Começou a extremo direito, e esteve objectivo em termos ofensivos, apesar de alguma lentidão de processos. Com a saída de Sousa recuou para lateral, e continuou a dar um bom apoio ao ataque. 3

José Pedro – O melhor jogador da nossa equipa e o mais inconformado. Vários remates com muito perigo e apenas alguma dificuldade em dosear os passes. 4

Ahamada – Uma perfeita nulidade, sem conseguir segurar uma bola ou criar o mínimo perigo. 1

Meyong – Muito apagado, ainda assim bem a receber a bola e entregá-la aos companheiros. Muito ausente das zonas de perigo. 2

Fábio Januário – Entrou ainda na 1ª parte e esteve pouco feliz. Perto do final ganhou bem espaço à entrada da área, mas o remate saiu sobre a barra. 2

Paulo Sérgio – Nada, como tem sido habitual. Tentou dar alguma velocidade, mas a bola atrapalha muito. 1

Dady – Entrou e veio dar alguma capacidade de choque, para além da já conhecida rapidez a distribuir a bola, que criou 2 ou 3 desequilíbrios. 2

terça-feira, março 07, 2006

Segunda volta pior do que a primeira

L.Vieira

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É incrivel mas é verdade. A segunda volta ainda está a ser pior do que a primeira. No confronto directo entre equipas temos vantagem sobre Leiria, Penafiel e Guimarães, mas o mesmo já não acontece sobre as super-equipas do Estrela, do Naval e do Rio Ave.

segunda-feira, março 06, 2006

Rio Ave - 2 - 1 - Belenenses: Já chega, por favor!

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L.Rodrigues

O Belenenses perdeu, uma vez mais, esta noite em Vila do Conde, caminhando a passos largos para o fundo da tabela, num momento em que nos aguardam 5 jogos consecutivos de elevada difiuldade. Após este ciclo, faltarão 4 jogos (2 em casa e 2 fora). Até lá, nestes 5 jogos, é fundamental fazer, pelo menos, 4 a 5 pontos, de forma a não ter de vencer esses 4 jogos finais. Isto porque estamos a 10/12 pontos da pontuação mínima e em desvantagem no confronto directo com quase todas as equipas que lutam pela fuga à despromoção. O cenário é negro, muito negro. Curiosamente, na sequência de um jogo que foi, até, aceitável. O que não é aceitável é o que aconteceu nas 7 derrotas caseiras e noutras fora de casa.

Continua...

O Jogo
O jogo foi equilibrado e a vitória assentava bem a qualquer das equipas, sendo que o resultado mais justo seria o empate. Assim não aconteceu, muito por culpa da defesa azul (um verdadeiro passador), cujos centrais, meteram água no Rio Ave e onde Rui Jorge começa a desesperar pelos erros infantis que comete.

Marco Aurélio regressou à baliza, para ter culpas nos 2 golos, sendo que no 1º o cabeçeamento de Gaúcho não altera minimamente a trajectória da bola (mas a culpa é, essencialmente, dos centrais, que obrigaram Marco Aurélio a esperar o desvio e depois a não ter tempo para chegar à bola). Já no 2º, num canto, Marco Aurélio deixa-se antecipar por Evandro, mas também aqui a principal dose de culpa vai para José Pedro, que se afastou do homem que estava a marcar. José Pedro que, curiosamente, terá sido o jogador azul mais inconformado.

O Belenenses reduziria a poucos minutos do final, num cabeçeamento de Rolando, sem quaisquer efeitos práticos.


O Árbitro
Sereno e competente.


Conclusão
O Belenenses caminha perigosamente para a 2ª Liga. Há que fazer algo, com extrema urgência.

Tristeza...

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L.Vieira sem comentários

Rio Ave - Belenenses

M.S.Garçao

O Belenenses joga hoje frente a uma equipa bem constituída e que causa muitas dificuldades quando joga no seu terreno.

Após um enorme desaire em casa frente ao Naval, vamos a Vila do Conde jogar com uma equipa que vem de uma pesada derrota frente ao Sp. Braga (5-0), por um lado poderá servir de incentivo aos jogadores, mas por outro o Rio Ave também nada bem posicionado na tabela, fará tudo para não perder pontos.

Depois do que se viu no Restelo na semana passada poucos vêm este jogo com bons olhos, não acreditando nos nossos potenciais como equipa.
No entanto e depois de uma semana nada tranquila com a demissão da SAD e problemas físicos com os jogadores e com muita intranquilidade a nível financeiro o Belenenses terá que provar no terreno de jogo que ainda está na luta pelos dez primeiros lugares, só com este pensamento conseguirá a manutenção.
A verdade, e esta tem que ser dita, é que esta época foi uma época vergonhosa, estamos a conseguir tudo nas Amadoras e nada no Futebol, e assim se escreve mais uma triste página no nosso clube, que sempre lutou por cima e mais uma vez, se vê numa posição com que nada se identifica, e nada dignifica a sua história.

Será o Belenenses capaz de vencer hoje?
Teremos nós ainda força para acabar a época de forma tranquila?
Será o Couceiro capaz de continuar nos comandos da equipa?
É preocupante a nossa situação a nível financeiro?

Cada Belenenses terá a sua resposta, mas uma coisa é certa, todos nós sofremos e choramos esta péssima época, que inicialmente parecia tão fácil e promissora.
Os erros estão cometidos… agora só os podemos tentar corrigir.

Força Belem

V.Silva

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domingo, março 05, 2006

Definição perfeita

L.Rodrigues

"Salvo algumas excepções, a equipa do Belenenses é de uma vulgaridade flagrante, em especial porque não compreendeu ainda que um campeonato disputadíssimo não admite a lerdice e os resultados não vêm do céu como o sol e a chuva..."

Homero Serpa, no jornal A Bola de hoje.

Faleceu Orlando de Melo

Blog

In Site Oficial

O corpo de Orlando de Melo, membro do Conselho Geral de «Os Belenenses» irá na próxima segunda-feira pelas 16h00 para a Igreja de Arroios e o seu funeral crematório ocorrerá na terça-feira em local e hora a indicar.

Ligado desde sempre ao Clube, e muito em especial ao andebol, Orlando de Melo desempenhou as mais diversas funções no Belenenses, na Federação Portuguesa e na Associação de Andebol de Lisboa, entidades de que era em todas Sócio de Mérito, emprestando mesmo o seu nome à Taça da AAL em seniores.

O Clube de Futebol «Os Belenenses» já solicitou à Liga Profissional, Federação Portuguesa e Associação de Lisboa a realização de minuto de silêncio em todos os jogos dos diversos escalões em que os azuis participam.

Á familia e muito em especial ao seu filho, também ele sócio de longa data e assídua presença no Restelo, o Clube de Futebol «Os Belenenses» endereça as mais sentidas condolências.

sábado, março 04, 2006

Pedro Matias - "Quero é ser campeão"

L.Rodrigues

Entrevista publicada no Jornal do Belenenses de Dezembro de 2005

Nascido no Algarve, onde se iniciou no Náutico do Guadiana, cedo Pedro Matias veio para Lisboa, para representar os Juvenis do Benfica. 3 anos depois ingressou no Belenenses, onde se mantém há já 10 anos. Central com 1,94m e 90Kg, Pedro Matias confidenciou-nos que aos 28 anos tudo o que quer é ser campeão pelo Belenenses.

10 anos depois de chegar ao Restelo, considera-se um símbolo da equipa?
Não sou bem um símbolo… se calhar é essa a imagem que passa, mas sou uma pessoa que tenta ajudar os colegas, pois estou aqui há mais tempo e tenho essa responsabilidade. Conheço bem o clube e penso que posso ajudar os mais novos.

Quais as principais evoluções no Andebol do Belenenses desde que chegou ao Acácio Rosa?
O Belenenses tem tido picos. Quando vim, o Belenenses teve uma quebra enorme na secção de Andebol e, se calhar agora, com bom trabalho continuado e as coisas a funcionar, estão a surgir resultados.

Qual o objectivo para esta época?
Vou ser ambicioso: com a equipa que temos, com o grupo de trabalho que temos, um dos 2 primeiros lugares. Mas, para mim, quero é ser campeão!

Continua...

Tendo transitado praticamente todo o plantel relativamente à época passada, sendo contratado apenas 1 jogador, qual a grande diferença?
Espírito de grupo! É um grupo jovem, que gosta de trabalhar, e que em termos técnicos é muito bom. Isso vê-se nos resultados, pois as pessoas gostam de trabalhar e estão empenhadas. Isso reflecte-se no jogo e nos resultados.

O Andebol português convive com a situação de ruptura entre Liga e Federação. Seria bom um entendimento para o Andebol português?
Era interessante, para o bem da modalidade e dos praticantes, juntar as melhores equipas das 2 ligas num campeonato forte, para que houve mais assistência, jogos na Televisão e patrocínios. Com esta situação, quem perde são os jogadores e, essencialmente, a modalidade.

Como costuma ocupar os seus tempos livres?
Para além do Andebol, trabalho num ginásio, onde sou professor de educação física, fazendo disso a minha profissão. Para além disso, gosto de fazer surf, ler, ir ao cinema… e também faço kitesurf.

Costuma acompanhar o dia a dia do Belenenses?
Bom, tenho de esclarecer que antes de vir para o Belenenses era adepto de outro clube. No entanto, após 10 anos no Restelo, tenho este clube no coração, e acompanho o dia a dia das várias modalidade e do clube, lendo o Jornal do Belenenses, visitando o Site Oficial e o Site do Andebol.

Foi internacional nos escalões jovens. Sonha voltar à selecção?
Bom, neste momento estou de corpo e alma é no Belenenses. De resto, com o conflito Liga/Federação, é muito complicado conseguir chegar lá. Mas gostava, claro, ficava contente.

Para finalizar, uma mensagem aos adeptos…
Espero que nos continuem a apoiar, que nós trabalhamos e fazemos tudo para prestigiar o Belenenses e o Andebol. Continuem a apoiar-nos como nos têm apoiado até agora, e venham com a certeza de assistir a um bom espectáculo.

sexta-feira, março 03, 2006

Shit happened

L.Rodrigues

Infelizmente, é verdade. Não duvido, seria incapaz de o fazer, do Belenensismo de pessoas com o Engº Barros Rodrigues, o Dr. Jaime Monteiro ou de Vítor Godinho. Mas a verdade é que a fasquia foi colocada alta (no local correcto), e as expectativas saíram goradas. É inegável, pelo menos na minha óptica, que a época foi bem planeada. Os erros cometidos pela administração da SAD parecem-me ter passado, acima de tudo, pela sua resposta (ou ausência desta) perante as contingências com que nos deparámos ao longo da temporada.

Temos agora uma nova administração da SAD, composta pelo Presidente do clube (Engº Cabral Ferreira) e pelo Dr. Ricardo Schedell, e um outro elemento a designar. Peço-lhes, e sei que o pretendem, que salvem o que há a salvar nesta temporada. Em relação à Administração cessante, urge que haja uma comunicação mais aberta e agressiva com o exterior. Foi essa, na minha opinião, a grande pecha dos anteriores administradores.

Aos que agora saíram, deixo aqui um agradecimento pelo que trabalharam em prol do nosso clube. Agora, na bancada, o vosso sofrimento será bem menor. E sei que querem, tanto ou mais que eu, que o Belenenses regresse às vitórias o mais rapidamente possível.

Comunicado da Direcção

Publicado no Site Oficial

Os membros do Conselho de Administração de «Os Belenenses»-Sociedade Desportiva de Futebol, SAD, Eng. José Barros Rodrigues, Dr. Jaime Monteiro e Sr. Vitor Godinho colocaram os seus lugares à disposição do presidente da Direcção do Clube de Futebol «Os Belenenses», Eng. Armando Cabral Ferreira.

A posição dos administradores do futebol azul foi aceite e, depois de consultados os membros da Direcção do Clube de Futebol «Os Belenenses», em harmonia com os estatutos da Sociedade Anónima Desportiva, foram designados como novos administradores em substituição dos anteriormente designados pela Direcção, o Eng. Armando Cabral Ferreira e o Dr. Ricardo Schedell. O terceiro elemento será designado posteriormente pela forma estatutáriamente prevista.

Aos administradores cessantes e consócios, Eng. José Barros Rodrigues, Dr. Jaime Monteiro e Sr. Vitor Godinho, a Direcção do Clube de Futebol «Os Belenenses» agradece publicamente o empenho e dedicação à causa belenense, sempre em prejuízo claro e notório das suas vidas pessoais e profissionais.

Neste difícil momento desportivo para a modalidade condutora dos destinos do universo de «Os Belenenses» é urgente objectivo de assegurar rápidamente a pontuação necessária para a manutenção no principal escalão do futebol português, materializável com vitórias.

Para este desiderato, que estamos certos será alcançado com o empenhamento, qualidade, capacidade de sofrimento, de sacrifício e profissionalismo, transversal a todos os que compõem o grupo de trabalho: corpo técnico, corpo clínico, outros membros de apoio e atletas, será também, e muito, necessário o apoio e solidariedade de sócios, adeptos e simpatizantes dos mais diversos quadrantes e locais onde se inserem!

É por isso que a Direcção apela a todo o universo azul que se una em torno dos altos interesses do Clube de Futebol «Os Belenenses», da sua Sociedade Desportiva de Futebol e concretamete do grupo de trabalho da equipa principal!

Juntos seremos com toda a certeza mais fortes !

Viva o Belenenses e os belenenses !!!

A Direcção,

Estádio do Restelo, 2 de Março de 2006.

quinta-feira, março 02, 2006

Anais e Sarah Moniz (triatlo) na Dez

Reportagem de Carlos Mariano (Texto) e Paulo César (fotos) publicada na revista Record DEZ em 28/01/2006

Anais e Sarah Moniz
Filhas do vento


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Vanessa Fernandes domina o triatlo português. Mas á sua sombra florescem as irmãs Moniz: Sarah e Anais, a campeã mndial de juniores. Nascidas em França, querem representar a diáspora em Pequim.

O caminho para Sevilheira está juncado de recém-construidos parques eólicos. As monumentais ventoinhas que colhem o vento destinado a produzir energia são o cenário ideal para encontrar Sarah e Anais Moniz: duas triatletas de percurso errante e destino longiquo: Pequim, em 2008. Objectivo assumido sem complexos e que, tendo em conta os seus sucessos – com a conquista do titulo mundial de juniores por Anais a merecer o maior destaque -, não parece assim tão distante para duas filhas da diáspora portuguesa.
“O nosso grande sonho é estar nos Jogos Olímpicos de Pequim, declara Sarah a mais velha, com 18 anos, matando qualquer rodeio à partida. Declaração de intenções partilhada por Anais, de 16, que interrompe o silencio tímido com que recebeu a reportagem da Record DEZ: “é o nosso sonho.” Um sonho que Sarah, à beira de completar o 12º ano, não sabe ainda se poderá repetir-se em 2012, afinal, o curso de gestão que pretende abraçar não deve compadecer-se de treinos tridiários, estágios e competição.

continua...

Mas a história destas duas atletas tem de começar com a sua mãe, Alicia, ela própria a corporização dessa coisa universal de ser português. Nascida na Venezuela de pais madeirense, Alicia Moniz rumou à França para estudar. E, apesar de ter cursado Demografia Histórica na Sorbonne, em Paris, foi o desporto a verdadeira força-motriz da sua vida. Pelo caminho, Alice conheceu Bernard Verguet, jogador de volei, esquiador, ciclista e outro viciado no desporto. Tornou-se Alicia e, em Besançon, deu à luz Sarah e Anais.

Desde muito cedo, as duas meninas foram estimuladas a fazer desporto: equitação, atletismo, natação… tudo valeu para ajudá-las a entender aquela que, segundo os pais, é a lição de vida mais importante: a superação. Dos próprios limites e das muitas dificuldades que a vida atira para o caminho. A esse respeito, Alicia fala com a propriedade de quem não se limita a pregar esse evangelho. Sobrevivente a um cancro que, há cerca de um ano, a colocou frente a frente com a morte, esta desportista de toda a vida e triatleta de sucesso contou com a resistência própria de quem foi campeã nacional de basquetebol no CIF (1972), correu o primeiro “Iron Man” [triatlo de longa distância] realizado em Portugal, e já se sagrou campeã da Europa de veteranos (1999, Funchal) e vice-campeã europeia da mesma classe na Hungria (2001), além de um outro troféu, de vice-campeã europeia de ciclismo, também de veteranos, em 2003.

Também o marido, Bernard Verguet, foi um desportista competente, chegando a integrar uma equipa de voleibol da 3ª divisão francesa. Mas se, por um lado, foram os pais a dar a faísca nas duas meninas, ambos alinham no discurso realista. “O que interessa no desporto são os valores, o equilíbrio entro o esforço físico e os estudos”, sintetiza a mãe, acrescentando: “Têm de pensar no pós-carreira desportiva. Por isso costumo dizer-lhes que os resultados não interessam tanto, afinal tudo isto é efémero.” Bernard, o pai, concorda e frisa que, apesar de “viver intensamente” os sucessos das filhas, não os vive através delas: “Não sou aquele tipo de pai que se projecta nos feitos dos filhos. Ás vezes vejo pais de miúdos de futebol e faz-me impressão a atitude de alguns. O desporto é uma escola de valores, não tem outro sentido para mim.”

Vidas normais
Quando a família Verguet Moniz veio para Portugal, Sarah tinha 11 anos e Anais, 9. Preocupados com a adaptação das filhas a uma realidade completamente diferente, os pais colocaram-nas durante um ano no Liceu Francês e, paralelamente, continuaram a estimular a prática do desporto. Uma estratégia que Alicia repetia nas filhas, pois sabia, por experiência própria, quão importante pode ser a actividade física na socialização. “Quando tinha 8 anos e vim da Venezuela, foi o desporto que me ajudou a conhecer pessoas e integrar-me”, recorda Alicia Moniz.

As meninas foram inscritas na natação do Belenenses, e daí até à equipa de triatlo do clube do Restelo foi um pequeno salto, ajudado pela experiência que já traziam da escola de atletismo frequentada em França (Besançon Athlé).

Um percurso que levou a feitos vários, entre os quais se destaca, inevitavelmente, o titulo mundial de juniores conquistado por Anais em Gamagori (Japão), em Setembro do ano passado. Uma proeza vivida à distância, mas com grande intensidade por parte dos pais.

Futebol no caminho
“Estava em casa agarrada ao computador a tentar acompanhar a prova quando apareceu a Anais no “messenger" a avisar que conquistara o título mundial. E aí o computador foi abaixo.” O episódio, narrado pela mão, quase não acontecia se Anais tivesse cedido à tentação… do futebol.
Acontece que, a dada altura do seu treino, a mais nova das irmãs Moniz enfrentou alguns problemas na natação. Frustrada, foi alvo fácil para o convite de um dos treinadores das camadas jovens de futebol do Belenenses que, espantado com o talento demonstrado pela jovem nos jogos de bola com os amigos e o irmão mais novo (Miguel, de 11 anos), a convidou para integrar a equipa de futebol juvenil do Belenenses. Equipa masculina, sublinhe-se. “Andava um bocado triste e fiquei contente com a atenção”, confessa Anais que, todavia, foi a pouco e pouco reencaminhada para o rumo certo, muito graças ao trabalho dos treinadores Helena Kraieva e Slava Poliakov, dois técnicos russo do Belenenses. Um trabalho que terminou de forma feliz, com uma frase: “Mãe, sou campeã do Mundo!”

Caminhos de glória levam a França
O ano de 2006 traz consigo uma série de coincidências que parece configurá-lo com um ano de eleição para as manas luso-francesas. Assim, o campeonato da Europa decorrerá em Autun e o Mundial em Lausanne. Duas localidades equidistantes (150 km) de Besançon, cidade natal das duas atletas. Um eixo geográfico, mas não só, que suscita alguma emoção por parte das duas irmãs. “Vai estar lá toda a família, muita gente que conhecemos e não vemos há muito tempo, por isso vai dar-nos muito gozo”, confessa Sarah Moniz.
Mas existem outras coincidências envolvendo Besançon e o desporto português. Esta localidade da província francesa era também sede da equipa de ciclismo De Gribaldy, formação defendida em tempos por Joaquim Agostinho, campeão português do universo velocipédico e de Torres Vedras, ali bem perto de Sevilheira, onde a família Verguet Moniz está a construir uma casa de férias. Uma concidência que se espera traga sorte às duas irmãs para uma corrida “à Agostinho”.

quarta-feira, março 01, 2006

Mister, e agora???

L.Rodrigues

R.Vasco
Agora, escolha!

João Pinto (andebol) na Revista Dez

Entrevista de Paulo Jorge Pereira publicada na Revista Dez em 18-02-2006

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João Pinto
Golos e economia


O andebol do Belenenses ganhou a Taça da Liga, numa final em que o lateral-direito foi o melhor marcador. Histórias do canhoto que vive em Setúbal, joga por influencia familiar, estuda no ISCTE e é sócio azul desde que nasceu.

Entre os treinos no líder do campeonato e as aulas do 2º ano de Economia no ISCTE há um mundo de diferenças, porque João Pinto, lateral-direito no andebol belenense, vive apaixonado é pela modalidade. “É de família”, explica, “um primo meu foi pivot no Belenenses, o meu pai, embora a nível mais modesto, também foi praticante e eu costumava acompanhá-lo. Além disso, o meu irmão, Vasco, é central dos juniores. Já joguei com o meu irmão, ele treina-se connosco e é muito agradável. Em casa só se fala de andebol” confessa a sorrir.

continua...
No principio era… o futebol. “Joguei no Casa Pia até que, numa aula de Educação Física, um treinador ligado ao andebol me disse que o futuro estava nas minhas mãos e não nos pés.” Torreense, Ginásio do Sul e Vitória de Setúbal, com as selecções pelo meio, foram as etapas antes da entrada no Restelo. “Era júnior de primeiro ano quando o técnico António Santos me viu num particular com a Alemanha, convidou-me para os seniores do Vitoria e , mesmo sendo II Divisão, isso representou um salto importante na carreira,. Há três épocas, o mesmo treinador trouxe-me para Belém e sinto-me muito feliz com a opção.” É que, deste modo, conjugaram-se afectos e racionalidade: João é sócio e adepto belenense desde que nasceu, há 24 anos, por acção do avô materno. E chegou a ter convites para o clube na formação, “mas nunca se proporcionou”.

Hotelaria ou imobiliário
Com cinco campeonatos e quatro Taças, o Belenenses não conquistava um troféu desde 93/94, mas os 8 golos de João Pinto na final ajudaram a assegurar a Taça da Liga frente ao Águas Santas, depois do êxito sobre o ABC. “É o acontecimento mais importante da minha vida desportiva”, admite, em equilíbrio com a chegada à Selecção. “Todos acreditámos, houve grande perseverança numa equipa com misto de juventude e experiência muito ambiciosas. O técnico José Tomaz trouxe métodos diferentes, grande exigência, espírito e mística de vencedor. E temos muito apoio dos dirigentes”, diz. Quanto aos golos, serenidade total. “Não é vertente que me deixe obcecado, mas o estilo de jogo de José Tomaz favorece-me e, quando chegou, logo previu que assim iria acontecer.” Pelas características físicas, com união entre velocidade e força, ser lateral ou ponta foi sempre o mais natural. Sobre a possibilidade de Portugal ter um campeonato mais evoluído ou uma equipa com capacidade para lutar pelos títulos europeus, discurso realista: “O passo rumo à criação de uma liga profissional era necessário para o crescimento da modalidade, mas não foi feito da melhor maneira, pois em vez de um campeonato forte passámos a ter dois fragilizados e com os grandes divididos, factura paga pelos atletas. Há hipóteses de evoluir, Dinamarca e Suécia são bons exemplos, em Espanha a Asobal não nasceu de um dia para o outro. É preciso investimento e ter andebol com profissionalismo de jogadores e dirigentes.”

Depois do desporto, o andebolista sonha construir uma empresa “ligada à hotelaria ou ao imobiliário”. Pode Maria, a filha de 2 anos e meio, vir a manter a tradição familiar na modalidade? Risos, “era melhor que não.” Mais risos. “Não sei, respeitarei as escolhas dela, mas ainda é cedo e, além disso, planeei ter mais filhos.”

Estrangeiro e selecção
O jogador belenense já recebeu convites para rumar ao estrangeiro (França, ainda na fase de formação, Alemanha e Espanha) e, embora alimente esse sonho, indica que só sairá para projecto aliciante. “A hipótese da Liga Asobal só apareceu quando já tinha acordo com o Belenenses e foi sondagem superficial. Equipas como Ciudad Real, Portland, Barcelona, Ademar León ou Valladolid são de nível elevado, mas não quero dar passos maiores do que as minhas pernas.”
Desiludido ficou João Pinto por não estar no recente Europeu da Suiça.” Foi a terceira vez que perdi um grande prova. Tinha 18/19 anos quando fiquei fora do Europeu na Suécia, não foi um drama, pois percebi que ainda estava num patamar diferente; senti-me muito triste por não ter jogado o Mundial em Portugal, até porque estava a realizar uma época muito interessante. Só voltei à Selecção principal dois anos mais tarde e joguei no europeu da Eslovénia; agora Mats Olsson explicou-me que se tratava de uma opção técnica, aceitei e estou disponível para voltar. Luís Gomes e Inácio Carmo são experientes, isso tem peso e o Luís, capitão de equipa, quando soube da minha ausência, até veio dar-me força.”