domingo, novembro 13, 2005

Fim-de-semana 12/13 Novembro

CRUZADOS
AA Águeda 25 - Belenenses 32
mais informações em andebol-belenenses.com


GUERREIROS
Queluz 72 - Belenenses 90
mais informações em belenensesbasket.com


POLO
Belenenses 3- Salgueiros 10



CONQUISTADORES
Belenenses 3 - Benfica 4
mais informações em juliofutsalcfb.com

sábado, novembro 12, 2005

Atletismo - Apresentação

L.Rodrigues

A Secção de Atletismo do Belenenses procedeu, esta manhã, à apresentação da próxima temporada, no Estádio do Restelo. Entre a mais de uma centena de presentes, contavam-se dezenas de crianças, para quem o Belenenses é um veículo essencialmente na sua formação desportiva, cumprindo assim o seu estatuto de utilidade pública.

A abrilhantar a festa, não posso deixar de referir a presença de Georgette Duarte, uma figura incontornável da história azul e cheia de histórias para contar. Para aperitivo, esta grande Senhora Belenense referiu o dia em que conseguiu os mínimos para participar numa grande competição internacional, onde não pôde ir: afinal, era ela quem pagava o eléctrico para ir treinar... Absolutamente impressionante, com 80 primaveras, a sua jovialidade e presença de espírito. Um momento ímpar.

L.Rodrigues

Foto retirada do Site Oficial

Belenenses no Mundo

R.Vasco

Marta Lima e Tiago Louro

Sevilha - Espanha

sexta-feira, novembro 11, 2005

Estatísticas 05/06 - 10ª Jornada - Jogos

L.Rodrigues

À 10ª jornada, decidimos analisar as estatísticas do plantel azul até esta altura. Para tal, vamos analisar alguns items interessantes que nos poderão elucidar (ou não) sobre o rendimento dos atletas azuis. Hoje, vamos proceder à análise dos jogos efectuados e do tempo de jogo por atleta.

O plantel do Belenenses conta com 6 jogadores que jogaram os 10 jogos até agora realizados: Marco Aurélio, Vasco Faísca, José Pedro, Pinheiro, Meyong e Pelé. No sentido inverso, apenas 3 jogadores ainda não jogaram: o guarda-redes Pedro Alves e os juniores Marco Pinto e Carlos Alves.

Relativamente a minutos jogados, destacam-se Marco Aurélio e Pelé, totalistas (900 minutos), seguidos de muito perto por Amaral (810 minutos, 9 jogos completos) e Meyong (809 minutos em 10 jogos). No extremo oposto, e deixando de lado aqueles que ainda não se estrearam, encontramos Ricardo Araújo (90 minutos num jogo completo), Rúben Amorim (95 minutos em 3 jogos), Sousa (150 minutos, em 2 jogos) e Romeu (165 minutos em 8 jogos!).

Analisando a média de minutos por jogo jogado, salientam-se Marco Aurélio, Amaral, Rolando, Gaspar, Pelé e Ricardo Araújo, todos eles com 90 minutos cumpridos nas partidas que disputaram. Por outro lado, com menos minutos jogados por jogo efectuado, surgem Romeu (21 minutos por jogo), Rúben Amorim (32 minutos), Ahamada (41 minutos) e Fábio Januário (45 minutos).

Destes dados, nomeadamente do número de jogos efectuados, salta à vista que há 3 jogadores (2 deles guarda-redes e 2 deles juniores) que ainda não se estrearam. Por outro lado, 6 jogadores participaram em todos os jogos. Isto, num plantel de 20 jogadores, poderá significar que o plantel é realmente curto, até porque já houve lesões e castigos.

Relativamente ao total de minutos jogados, Marco Aurélio continua titular pela 6ª época consecutiva, sempre a jogar, e Pelé, mesmo em baixo de forma, revela-se imprescindível na estratégia azul. Com menos minutos jogados, Ricardo Araújo deu uma boa imagem no jogo completo que fez, enquanto Rúben Amorim pouco ou nada aproveitou em mais de uma hora em campo. Já Sousa, dividindo os seus 150 minutos por 2 jogos (1 jogo completo e um incompleto por expulsão), ganhou no último jogo a titularidade no lado direito da defesa, roubando o lugar a um dos jogadores com mais minutos em campo, Amaral (totalista nas 9 primeiras rondas). Por último, e digno de registo, apesar de 8 jogos em campo, Romeu não conseguiu ter direito a mais de 165 minutos. Algo que se inverterá, certamente, nas próximas jornadas, fruto do castigo aplicado a Meyong.

Quanto à média de minutos por jogo, Marco Aurélio, Amaral, Rolando, Gaspar, Pelé e Ricardo Araújo foram totalistas nas partidas que disputaram. Ao invés, Romeu tem tido apenas 21 minutos por jogo (dará para mostrar realmente alguma coisa, sabendo que normalmente tem entrado com os jogos já resolvidos, ou praticamente?). Rúben Amorim também não tem tido muito tempo para se mostrar, com 31 minutos repartidos por 3 jogos, enquanto Ahamada, com apenas 41 minutos repartidos pelas 5 partidas em que jogou, tem sido de uma incapacidade assustadora. Já Fábio Januário, surpreendentemente, surge nesta lista, apesar de desde o início da temporada demonstrar capacidades para ser um jogador em destaque no plantel. Mas parece que, a curto prazo, começará a ganhar uma média superior por jogo (repare-se que jogou em 9 dos 10 jogos e ganhou recentemente a titularidade).

Deixamos então a caixa de comentários ao dispôr dos bloguistas para que façam a vossa própria análise destas situações. Relembramos também que clicando sobre as fotos dos jogadores, na coluna da direita, têm acesso às estatísticas individuais dos jogadores, detalhadas jogo a jogo.

quinta-feira, novembro 10, 2005

Andebol na liderança

L.Rodrigues

Na noite de ontem, a equipa sénior de Andebol do Belenenses venceu, por 30-27, o campeão nacional Madeira SAD, num jogo muito disputado. Desta forma, continuam a contar-se por vitórias as partidas disputadas pela equipa azul, que tem evidenciado um elevado nível neste início de época.



A próxima jornada, em Braga, ante o ABC, será um teste difícil para o conjunto azul, que tem vindo a ser vítima de arbitragens tendenciosas. Ou seja, há que contar que o adversário tem sempre mais um jogador. Têm medo… ainda bem. E o Acácio Rosa mostrou uma casa bem composta, numa 4ª feira à noite, mostrando que vitórias naquela que será hoje em dia a 4ª modalidade a nível nacional, ainda conseguem arrastar gente.

Belenenses no Mundo

L.Rodrigues
Catarina Martins
Quedas do Iguaçú - Brasil

quarta-feira, novembro 09, 2005

Andebol Azul

L.Rodrigues

Mais logo, pelas 21:00, o Belenenses recebe no Pavilhão Acácio Rosa a equipa do Madeira SAD, para a 6ª jornada da Liga de Andebol. O Belenenses, fruto de uma equipa de elevado nível, conta por vitórias os 5 jogos já realizados e, em caso de vitória esta noite, isola-se no comando da Liga.



Todos seremos poucos para apoiar esta grande equipa e desfrutar-mos de um grande jogo de andebol que se perspectiva.

Horários dos jogos

L.Vieira

No último jogo da Liga o treinador do Belenenses, José Couceiro, falou (e bem) sobre o horário do jogo, referindo que nunca se deveriam marcar jogos para as 21.30, pelo menos durante o Inverno. E depois foi mais longe "Se pensa que o futuro é espectáculos televisivos, e as bancadas vazias, então estamos muito mal." E de facto esta é a realidade em Portugal. É a Sporttv que decide que jogos vão ser televisionados e em que horários, ficando para segundo plano os espectadores que vão aos jogos.

Mas afinal, qual é o melhor dia para se assistir a um jogo de futebol?

Vamos analisar os horários existentes em Portugal:
- Sexta-feira ás 21:00 ou 21:30
- Sábados, o primeiro jogo por volta das 19.00 e o segundo por volta das 21.00 (aconteceu duas vezes esta época o jogo ser por volta das 17.00)
- Domingos, alem do cada vez menos tradicional jogo às 16.00 (não televisionado) existem normalmente dois jogos, o primeiro por volta das 19.00 e o segundo às 21.00
- Segunda-feira, por volta das 21.00 (aconteceu uma vez esta época um jogo ser marcado às 19.00! – com a nossa sorte este jogo claro que foi no Restelo)
- Ainda houve um jogo marcado para uma terça-feira, véspera de feriado.

Na minha opinião os melhores dias são claramente durante o fim-de-semana, sendo que prefiro o sábado ás 19.00. Depois domingo, ás 16.00 ou ás 19.00. Também gosto de um jogo sábado á noite, desde que haja boas condições para se assistir ao jogo.

continua...

Agora detesto jogos durante os dias da semana, principalmente ás segundas. Termos que sair do trabalho á pressa, apenas para ver metade de um jogo, é só mesmo para “malucos”.

É claro que nem toda a gente tem a mesma opinião, mas penso é mais ou menos consensual que os jogos devem ser durante o fim-de-semana.

Dito isto, decidimos então fazer um estudo. Em que dias jogou o Belenenses na presente época e em que dias jogaram os nossos adversários mais directos? Os resultados são surpreendentes (ou não…)

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Como podem ver apenas 4 jogos do Belém foram durante o fim-de-semana. Sendo que apenas 1 foi num domingo. Se se confirmar que o próximo jogo vai ser numa segunda-feira, frente ao Marítimo, apenas 36% dos nossos jogos ocorreram durante o fim-de-semana! E note-se que nesses quatro jogos APENAS UM não se disputou após as 21.00! Os restantes 6 jogos dividiram-se de forma igual pela segunda e pela sexta-feira, sendo que um dos jogos foi marcado para 19.00! E porquê é que esse jogo foi marcada num dia da semana ás 7 da tarde? Porque a seguir, ás 21.00 jogava um dos estarolas! Será que alguma vez eles pensavam em marcar um jogo dos “três” para as 19.00 de um dia da semana? Enfim...

Comparando com os outros clubes o Belenenses foi claramente o mais prejudicado, sendo que logo a seguir ao clube do Restelo aparece o Braga com metade dos jogos a dias da semana. Os bracarenses chegaram a jogar numa terça-feira.

É claro que os mais beneficiados continuam a ser os clubes do costume. Percentagens de 70, 80 e 90%. O Porto apenas jogou uma partida que não calhou num fim-de-semana! O Benfica jogou 6 vezes ao sábado e o Sporting 6 vezes ao domingo.

As pessoas depois admiram-se que o Estádio do Restelo esteja com pouca gente, mas como é possível criar o hábito de ir á bola, se os jogos são marcados desta forma?
Também se admiram do Braga, actual líder, ter uma assistência aquém do esperado!
Agora também se percebe porque é que os “três” têm uma maior assistência!

terça-feira, novembro 08, 2005

Treinadores Belenenses a favor do futebol

L.Vieira

Que o futebol português não anda bem, já todos sabemos e um dos problemas é sem dúvida a reduzida assistência nos estádios de futebol. Este tema, na parte que está directamente relacionada com o Belenenses já tem sido muito debatido nos diversos blogs azuis, e as causas desta desertificação são conhecidas. No entanto, se no caso do Belenenses já se tem visto fazer alguma coisa – redução dos preços e reorganização do estádio - já não podemos dizer o mesmo das entidades que regulam o futebol.

Uma vez que as entidades competentes não fazem nada é preciso ser outros agentes do futebol a tomar a iniciativa, e é isto que os treinadores azuis têm feito! Primeiro foi Carvalhal em Setembro:

Declarações de Carlos Carvalhal em 22/09/2005:
"(...) É uma coisa que tem de ser revista, mas já quanto ao público penso que há desconhecimento total. Não é pela qualidade do futebol, das equipas ou dos treinadores. O futebol tem menos gente devido ao preço dos bilhetes e ninguém reflecte sobre isso. O poder económico é menor neste momento, e aquilo que leva o público a não ir ao futebol é o preço dos bilhetes. Tirou-se o futebol ao povo. Todos sabemos que são os estratos mais baixos da sociedade que estão habituados a ir aos estádios. Mas são estes que agora não têm dinheiro para ir ao futebol. Há que fazer com que as pessoas voltem aos estádios caso contrário começa-se a perder o futuro. Eu ganhei o hábito de ir ao estádio, quando o meu pai me levava pela mão. Tinha quatro, cinco anos. Agora isto está a tornar-se um problema acrescido, porque está a perder-se o hábito de levar os filhos ao futebol porque é obrigatório comprar um bilhete de adulto, integral. E não é quando esses miúdos tiverem 14 ou 15 anos que vão começar a ganhar o hábito de frequentar os estádios. Não é a televisão que está a tirar público dos estádios. Os jornais continuam a vender, as rádios continuam a ser ouvidas. Quando era novo vivia num bairro chamado Bairro da Solidariedade. De gente com menos recursos. E essas pessoas continuam a comprar jornais e a ouvir relatos. Mas, se calhar, já não têm dinheiro para ir aos estádios. Hoje em dia é quase preciso ter um bom carro, um bom emprego ou ser gerente de uma empresa para se ir ao futebol. Está-se a tornar o futebol um jogo elitista. Há que baixar os preços, torná-los mais apelativos. Está caro ir à bola".

Continua…

Image hosted by Photobucket.comMais tarde continuou:
"Há que aprofundar esta questão, pedir que se faça um estudo sério sobre o assunto. Temos de entender que se as pessoas vierem ao estádio, isso é bom para o clube porque consomem nos bares do estádio, compram peças de merchandising... Têm de ser tomadas medidas que devolvam o futebol ao povo. Quem é que pensa no futebol neste momento? Nunca vi este problema a ser debatido. Porque não organizar uma reunião onde os treinadores possam ser ouvidos sobre esta e outras questões? Ou mesmo uma reunião periódica com os treinadores, em que estes fossem obrigados a comparecer sob risco de serem penalizados? Mas a mim ninguém me pergunta nada. Eu gostava de ser ouvido sobre o futuro da modalidade. Volto a dizer que tem de haver alguém superior que comece a pensar nisto tudo. O Belenenses baixar os preços dos bilhetes? Nós já trabalhamos isso. Os mais novos podem entrar sem pagar, e estamos a pensar em vantagens e preços especiais. Provou-se que não foi o facto de haver melhores condições nos estádios que passou a haver mais gente nas bancadas. A razão é mesmo o preço dos bilhetes. No ano passado, contra o Sporting de Braga, o Belenenses deu entradas livres e conseguimos encher praticamente o estádio. Se as pessoas começarem a ganhar o hábito de ir à bola vai haver mais gente nos estádios. E isso melhora também o próprio jogo. Por exemplo, se virmos um Celta de Vigo-Espanhol, com o estádio cheio, mesmo que o jogo não seja bom, já parece um grande espectáculo. Agora, se não temos ninguém no estádio, se apenas se houve um bombo ou assobios aqui e ali, mesmo que os jogos sejam bons, nunca parece que são porque não há ambiente exterior. Os próprios jogadores necessitam desse ambiente para jogar melhor. Eu preferia jogar com 20 mil pessoas no estádio, fazendo uma receita pequena, do que ter cinco mil a fazer a mesma receita. É igual na receita, a única diferença é que teríamos muito mais gente a apoiar".

Estas declarações do nosso ex-treinador foram bem recebidas tanto pela comunicação social – tendo sido publicado nos diversos jornais – e também pelos adeptos, como podemos ver em vários blogs (destaco o Megafone) e pelas seguintes fotos:


"Carvalhal, pensas como nós, falas como nós, és um de nós!"
Furia Azul no Belenenses-Estrela da Amadora em 30/09/2005.

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"Em Portugal, quem sabe é o... Carvalhal"
Squadra Verdi no Naval-Rio Ave em 25/09/2005

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"Carvalhal, os Ultras saúdam-te!!!"
Diabos Vermelhos em 23/09/2005 no jogo Penafiel-Benfica


O preço dos bilhetes é sem duvida um dos principais motivos que afastam as pessoas do futebol. Aproveito para relembrar que o Belenenses tem uma nova politica de preços para a presente época:
- Sócios: Quota Suplementar Única (bilhete de época) por 70€ (ou seja, cerca de 4€ por jogo) ou 35€ para estudantes e reformados (cerca de 2€/jogo)
- Não sócios – bilhetes desde 7,5€ (topo norte)

Mas os preços não é o único problema, como José Couceiro denunciou agora em Novembro.

Image hosted by Photobucket.comDeclarações de Couceiro em 05/11/2005:
"Infelizmente estes jogos realizam-se a esta hora da noite, mas Portugal é um país muito sui generis. É uma hora que não faz qualquer sentido. É muito, muito mau. De Inverno, com este frio, a qualidade do jogo não pode ser boa se o público não estiver no estádio. O público ajuda os jogadores, cria um ambiente necessário aos grandes jogos. Se se pensa que o futuro é espectáculos televisivos, e as bancadas vazias, então estamos muito mal. Com a ausência de público baixa a qualidade dos espectáculos. Para mim, depois das 7 da tarde não deveria haver futebol. Como é que as crianças podem vir ao estádio e sair daqui às 23h30? Como querem atrair gente nova ao futebol com estes horários. Hoje, por acaso, é sábado, mas se for a um domingo, com escolas no dia a seguir, como se pode ter público nos estádios? Isto é um convite para que as pessoas não venham ao futebol. Não podemos viver numa ditadura televisiva. É importante o encaixe da televisão, mas isso está a ajudar a que as pessoas se afastem do futebol. Não podemos continuar assim..."

Os treinadores azuis denunciaram dois problemas: PREÇO DOS BILHETES e HORÁRIO DOS JOGOS (ditados pela televisão). Mas não são os únicos, esperamos então pelas próximas declarações.

Como nota final, o facto de serem os nossos treinadores “a porem o dedo na ferida” enche todos os Belenenses de orgulho.

Já agora, também destaco uma faixa da Fúria Azul:
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Faixa da Furia Azul


No caso do Belenenses, existem ainda outros problemas, deixo aqui a “receita” para boas assistências no Restelo:
- 25% preço dos bilhetes
- 20% bom ambiente no estádio
- 20% classificação entre os 5 primeiros
- 20% horários dos jogos
- 10% boas exibições
- 5% outros factores (conforto, serviços no estádio, etc)

segunda-feira, novembro 07, 2005

Belenenses-Boavista: Análise Individual

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L.Rodrigues

Marco Aurélio - Noite relativamente tranquila do nosso guarda-redes, que brilhou numa difícil defesa a cabeçeamento de Cafú. No entanto, poucos minutos volvidos, teve o maior erro desde que defende a nossa camisola, sofrendo um grande frango. Nada de imperdoável a quem tanto nos deu, mas que justifica a nota. 1

Sousa - 43 jogos depois Amaral perdeu a titularidade do lado direito da defesa azul, sendo substituído por um Sousa que deixou tudo em campo e que mostrou que é claramente melhor opção para o lugar neste momento. Apesar de um bom jogo, teve um fífia monumental que podería ter deitado tudo por terra. 3

Pelé - Finalmente um bom jogo do central azul, muito seguro e a ter algumas incursões ofensivas a preceito. 4

Gaspar - Ao lado de Pelé forma a melhor dupla de centrais azuis disponível. Jogo muito seguro e bastante autoritário. 4

Vasco Faísca - O melhor jogo de Faísca com a nossa camisola, muito seguro nas tarefas defensivas e com cortes proviedenciais. Ofensivamente mostrou as limitações que já se lhe conhecem. 4

Sandro - Mais uma boa exibição do trinco, muito activo defensivamente e que com o "crescimento" da equipa tem aparecido com maior destaque em termos de circulação de bola. 3

Pinheiro - Foi um bom apoio a Sandro em termos defensivos e no apoio ao meio-campo ofensivo. No entanto, tem-lhe faltado sempre uma pontinha de classe para acrescentar valor à equipa. Estava "esquecido" quando João Pinto marcou o golo axadrezado. 2

Paulo Sérgio - A sua melhor exibição da temporada. A vontade habitual com um discernimento que há muito já não víamos. Um motor sobre-alimentado que quando metia o turbo... 4

Silas - Falta de ritmo e alguma limitação física. No entanto, importante a segurar o meio-campo. No entanto, muito mal nos timings para soltar a bola. 2

Fábio Januário - Se P.Sérgio foi um motor explosivo, Januário foi um diesel daqueles barulhentos e com muito fumo negro, mas com uma disponibilidade gigantesca. A forma como se manteve em campo depois do golpe que sofreu é um exemplo para o plantel. A questão principal é o que esteve a fazer no banco durante as primeiras 8 jornadas. 5

Meyong - Foi bastante lutador, mas não muito feliz. No entanto, marcou de penalty e deitou tudo a perder com a agressão a Cadú. A rectificar, mas pode acontecer a todos. 1

José Pedro - Uma nulidade absoluta. Pouco há a dizer sobre os minutos em que se arrastou em campo. 1

Romeu - Entrou e batalhou muito, apoiando a defesa e sendo a referência na frente. Será o nosso ponta-de-lança nos próximos 2 jogos. 2

domingo, novembro 06, 2005

Que infelicidade

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L.Rodrigues

O Belenenses perdeu esta noite uma hipótese de dar um pontapé na crise, ao não vencer o Boavista, quando teve tudo a seu favor para o conseguir. Mas uma expulsão infantil de Meyong e um frango monumental do nosso Imperador, ditaram o resultado final. No entanto, nota-se uma evolução gigantesca na equipa em apenas duas semanas de trabalho. Apesar de não termos entrado muito bem no jogo, dominámos a 1ª parte e na 2ª, apesar do jogo mais equilibrado, poderíamos ter segurado a vitória. De qualquer forma, o que vale é o resultado final, e esse coloca-nos já abaixo da linha de água, aconteça o que acontecer até ao fim da jornada.

Continua...

O Jogo
Couceiro decidiu deixar no banco Amaral e colocar Sousa no seu lugar. Este jogador teve um bom desempenho, apesar de uma tremenda fífia na 2ª parte, ainda com o jogo empatado a zero, que isolou Fary. De resto, Silas, surgiu no lugar de José Pedro e, apesar da falta de ritmo, deu outra consistência ao meio-campo.

O Belenenses não entrou muito bem na partida, mas com o passar do tempo foi ganhando o controlo das operações, com alguns períodos em que, não criando perigo, colocou sérias dificuldades aos boavisteiros, tendo tido inúmeros cantos a seu favor. No entanto, poucas oportunidades surgiam, das quais na 1ª parte se destacam um livre de Pinheiro, muito forte mas à figura, e um lance em que Pinheiro faz chapéu a Carlos e Areias salva sobre a linha de forma acrobática, sendo que na recarga Paulo Sérgio cabeçeia exactamente contra Areias, que estava no chão, e em nova recarga Meyong cabeçeia rente ao poste. Muito azar num só lance, no final da 1ª parte.

Na 2ª parte o Boavista surge melhor, mas o Belenenses poderia ter-se colocado em vantagem num bom lance individual de Januário, ao qual Carlos se opôs bem. Alguns minutos volvidos, num lance dentro da área Paulo Sérgio remata e o árbitro considerou que Areias cortou a bola com a mão, indicando a marca de penalty e expulsando o axadrezado. Na conversão, Meyong não vacilou e marou o seu 8º golo. Tal como não vacilou, poucos minutos volvidos, ao agredir Cadú com um pontapé e sendo expulso. A partir daí, e já com José Pedro em campo, o jogo passou a ser do Boavista.

Quando se diz "já com José Pedro" é porque a entrada de José Pedro (e a saída poucos minutos depois de Januário) tornaram o Belenenses uma equipa sem meio-campo. No entanto, o Boavista era pouco clarividente e, tirando um cabeçeamento a que Marco Aurélio se opôs com grande nível, não conseguia criar perigo. No entanto, a poucos minutos do final, João Pinto remata de longe e Marco Aurélio dá aquele que terá sido o seu maior frango desde que chegou ao Belenenses. Um golo inacreditável. Empatados, com a ajuda do Imperador. Vale-lhe, ainda e durante muito tempo, todo o crédito que conquistou em todos estes anos, em que tantas vezes nos salvou.

Destaque para o jogo bastante violento da equipa Boavisteira, por vezes a fazer lembrar o boavista caceteiro de há uns anos atrás. Destaque ainda para a confusão que se gerou no final junto da Fúria Azul, impedida de abandonar o seu sector enquanto a claque Boavisteira não foi retirada do Estádio. Não lembra a ninguém ser a claque da casa (e, no caso, para além da claque eram sócios que não pertenciam à claque) que tem de esperar pela saída dos adversários. Enfim, a polícia no seu melhor, a tentar agitar ainda mais as águas, e inadmissivelmente a atirar a decisão para a Direcção, quando à Direcção diziam que eram ordens do Comandante. Espectáculo triste.

O Árbitro
Bruno Paixão esteve bastante bem, ajuizando os lances a preceito e com a respectiva punição disciplinar. Talvez tenha perdoado um vermelho directo a um jogador do Bessa a meio da primeira parte, mas aceita-se a decisão pelo amarelo. Quanto a lances polémicos, parece ter ficado por marcar um penalty a favor do Belenenses na 1ª parte, sobre Paulo Sérgio. Existem ainda 2 lances que não vi na TV, pelo que não me pronuncio: o penalty de Areias e um cabeçeamento do Boavista, cortado sobre a linha de golo, que poderá ter entrado. No geral, uma actuação bastante positiva deste árbitro do qual não tenho as melhores impressões

Conclusão
Há ainda muito trabalho pela frente para Couceiro, apesar de serem visíveis claras melhorias na equipa. A noite de ontem não foi feliz para o Belenenses, mas espera-se que já daqui a duas semanas, ante o Marítimo, o Belenenses volte às vitórias... 2 meses depois. No entanto, a expulsão de Meyong significa que não jogará com o Marítimo e na Luz, pelo menos, o que nos deixará muito enfraquecidos. Venha de lá um Romeu dos bons velhos tempos.

sábado, novembro 05, 2005

Ponto de viragem

L.Rodrigues

Hoje o Belenenses terá um jogo que, em caso de vitória, poderá ser um importante ponto de viragem nesta época mirabolante que estamos a viver. Recebendo o Boavista na sequência de 6 derrotas, a vitória é o único resultado concebível para a equipa azul. No entanto, no lado oposto, encontramos um Boavista muito organizado (dedinho de Carlos Brito) e que não sendo ainda uma equipa perigosa, é relativamente consistente, com 2 ou 3 jogadores que desequilibram. Por outro lado, há que conter os ímpetos nas hostes azuis, conhecido que é o jogo de palavras e encontrões (ou pior) dos axadrezados.

Devo dizer que apesar de confiante, tenho muito receio do jogo desta noite. Espero ver um Belenenses que entre com garra e determinado em vencer. E espero ver muita gente nas bancadas, ao invés de ficarem em casa à espera de ver a vitória na TV.

Esta manhã o Belenenses treinará no Restelo, uma vez que não houve lugar a estágio. Que tal uma boa moldura humana logo de manhã no treino para mostrar aos jogadores que, mesmo que não estejamos com eles, somos Belenenses?

sexta-feira, novembro 04, 2005

Futebol português = NOJO!

L.Rodrigues

Estou a assistir ao Sporting-União de Leiria e acabei de ver aquele que foi talvez o maior roubo a que já assiti. Um guarda-redes sentado nas redes da baliza, que estica as mãos e defende uma bola que entra meio metro ou mais dentro da baliza e o golo não é validado, ou é má fé, ou é corrupção. Decidam e PRENDAM estes ladrões! Há erros e há gente corrupta. Este fiscal de linha não merece nada mais do que ser preso. Há mesmo 3 equipas que têm de estar nos primeiros lugares. Força Leiria.

O plantel curto e o futuro

L.Rodrigues

Vieram hoje a público declarações de José Couceiro em que afirma que o plantel que encontrou no Restelo é curto. Nada de novo para os adeptos azuis e uma realidade assumida pela SAD e anterior equipa técnica. Analisando o plantel, o treinador parece dar claros sinais de querer “ir às compras” em Janeiro de forma a ter mais soluções, e hoje é já aventado na imprensa que Nandinho, lateral-esquerdo Sadino, poderá estar nas cogitações do técnico.

Tal como tenho vindo a referir, parece-me que para essas compras haverá um natural obstáculo, chamado orçamento, uma vez que foi assumido no início da temporada que o orçamento para esta época estaria “esticado”. Portanto, deduzo que para haver entradas, tenham de haver saídas.

Um factor que me preocupa bastante, e não é de hoje, é a nítida falta de aposta nos nossos juniores. Será falta de confiança das equipas técnicas, ou real falta de capacidade dos nossos jogadores jovens? Por exemplo, não percebo como é possível termos no banco, ante o Rio Ave, Silas lesionado (e jogou) e não um júnior a 100%... se há internacionais, se é referido que há um trabalho interessante nas camadas jovens, então não deverão esses elementos, em caso de necessidade, ser chamados à equipa principal? As últimas experiências até têm sido bem sucedidas: Gonçalo Brandão nunca encantou, mas não destoou e Jorge Tavares, na única oportunidade de que dispôs, marcou um golo em 24 minutos em campo e fez mais que muitos numa época inteira. Não sendo uma solução para o plantel curto, pode ser um remédio com alguma pertinência.

De resto, o Belenenses tem neste momento 3 jogadores emprestados: Ceará, Eliseu e Jorge Tavares. Quanto ao primeiro, termina o seu período de empréstimo ao Criciúma em Dezembro, e parece-me ter lugar para voltar. Relativamente ao Eliseu e Jorge Tavares, não faço ideia se o seu empréstimo contempla a possibilidade de serem chamados de volta na reabertura de mercado, sendo que Eliseu talvez fosse um regresso importante, até porque este treinador parece pretender jogar com “alas”.

A partir daqui, resta-nos o mercado. E em Janeiro, ou vamos ao refugo, ou investimos. Ou então, temos um tiro de sorte.

Em estágio para a vitória





É assim que me descrevo neste momento, ansioso por voltar a ver o Belenenses em casa, já com Couceiro e Djurdjevic recuperado.
Soube pelo "Record" que Couceiro chegou atrasado ao treino, pois teve uma pequena palestra com os jogadores, onde terá explicado os seus métodos e a sua forma de trabalhar... Esperamos que tenha utilizado as melhores palavras frente a um plantel nitidamente desmoralizado e com poucas capacidades de lutar pelo que ainda aí vem.
Esquecendo o passado, e virados para um futuro, graças a Deus mais risonho, este Belenenses será daqui para a frente um Belenenses mais de ataque pelo que nos dá a entender o Técnico actual. Realmente acredito que um Belenenses mais atacante, será a melhor forma de lutar contra a péssima defesa com que temos lidado até ao momento, fazer "pressing" no meio campo e jogar para a frente será o nosso melhor remédio para os já 14 golos sofridos.


Este novo Belenenses poderá mostrar isso mesmo já, frente a um rival que sempre nos tem complicado a vida, e a vitória terá que ser digna, tudo para esquecer aquilo que já sofremos, vendo esta primeira volta do campeonato, já fomos a Alvalade, Antas e Braga, e lá porque estamos na linha de água, não quer dizer nada... ainda temos todas as hipóteses de acreditar na Europa, porque com uma primeira volta tão difícil, teremos uma segunda bem melhor e isto quando ainda falta muito até chegarmos a meio.

Por isso vou estar mais uma vez no GRANDE ESTÁDIO DO RESTELO pronto para aplaudir e ver o nosso Belenenses a vencer o Boavista, clube que tanto nos persegue e que eu não consigo ainda perceber o porquê... será que são assim tão melhores... ou a nossa história é assim tão má como a deles? Sinceramente não percebo nem vou fazer um esforço para o fazer, prefiro viver na minha ignorância. A verdade é que temos mais um jogo pela frente muitíssimo importante e complicado, fora ou em casa tudo são jogos para ganhar...

Enfim eu estarei presente naquele ambiente que tanto adoro, café antes do jogo, conversa puxa conversa, queijadas durante o jogo e água no intervalo, no fim, risos e "risotas" pela nossa nova grande vitória, e claro com muito mais confiança para receber o Marítimo.
É assim a vida de um Belenenses, sofre durante uns tempos, mas sempre tudo acaba por se resolver, por estas e por outras razões todos ao Restelo se faz favor, levem amigos, namorada, tios, tias, filhos, netos o que quiserem mas vamos mostrar que ainda estamos na corrida e que somos um clube cheio de optimismo e vontade de vencer.

Com os melhores cumprimentos sempre AZUIS.

quinta-feira, novembro 03, 2005

Caso Antchouet

L.Vieira

No passado dia 28 de Outubro, o jornal Record publicou uma reportagem em que o tema era a possível renovação do jogador leonino Liedson. O que estava em causa era que a administração da SAD do clube de Alvalade alegava ter em sua posse um contracto assinado com o brasileiro, em que o actual vínculo laboral era prolongado até ao final da época 2006/07. Liedson, por sua vez, não reconhece esse contracto. Faz lembrar alguém, não é verdade?

O jornal diz ainda que este caso poderá terminar em tribunal no caso de o jogador assinar por outro clube. E agora, o mais surpreendente desta notícia, que passo a citar: “Há pouco tempo Belenenses e Antchouet viveram uma situação idêntica. Em tribunal, o avançado gabonês acabou por levar a melhor.”

Mas o tribunal já proferiu a sua decisão? Se isso for verdade, devo ter andado muito distraído nos últimos tempos. Por outro lado, a justiça portuguesa, não é tão lenta como pensava!

No entanto, no caso de isso não ser verdade, temos aqui mais um exemplo do bom jornalismo (desportivo) português, em que se pode escrever qualquer coisa nos jornais, sem primeiro confirmar os factos. A intenção deste jornalista (?!) é claramente agravar a situação, tornando a notícia mais sensacionalista. Para isso vai inventando alguns factos.

Enfim...

Apenas para recordar, a ultima noticia oficial foi emitida em 23/08/2005, e consiste no seguinte comunicado do clube:

“O Belenenses entregará esta quarta feira [24/08/2005], nos serviços da Federação Portuguesa de Futebol, uma exposição dirigida à FIFA, relativa ao processo litigioso que opõe o clube do Restelo e o jogador Henri Antchouet.

Esta iniciativa vem na sequência da emissão por parte da FIFA, e a título provisório, de um certificado internacional de Antchouet a favor do Alaves SAD, após recusa do Belenenses em autorizar a emissão do certificado definitivo pela FPF.

Recorde-se que tanto o jogador como a Real Federação Espanhola haviam solicitado à FIFA a emissão de um certificado internacional definitivo, que permitisse ao clube espanhol inscrever o avançado gabonês. Assim, o documento agora em poder do Alaves SAD, que se encontra válido até à decisão definitiva da Câmara de Resolução de Litígios da FIFA, não corresponde às pretensões do jogador e do emblema basco.

Na exposição dirigida à FIFA, o Belenenses rebate os argumentos do atleta e exige que Henri Antchouet e o Alaves SAD sejam condenados solidariamente ao pagamento da indemnização de 2 milhões de euros, estipulada no contrato.

Simultaneamente, o Belenenses solicita a aplicação de medidas disciplinares por parte dos órgãos competentes da FIFA a Antchouet, por violação de contrato, e ao Alaves SAD, por ter fomentado e induzido o incumprimento do contrato, com o propósito de não efectuar o pagamento correspondente à transferência do jogador.”

Canto do Manel




Este Belenenses parece querer prometer mais.

Um Belenenses com mais garra, mas com muitos passes falhados e sem conseguir furar uma grande muralha defensiva, não é por acaso que o Braga tem apenas 1 golo sofrido, por isso mesmo percebi os remates sucessivos de Januário, Pinheiro, José Pedro e até os fracos Amaral e Pelé (onde estão os que realmente já vi jogar ?), mas a pontaria tem que ser afinada, assim como a táctica de jogo/equipa, entrosamento entre os jogadores.

Este foi o primeiro jogo de Couceiro. Acredito nele e nas suas capacidades e pareceu-me sempre sereno mesmo quando levámos os golos, para ele este foi o 1º teste, é difícil pôr uma equipa a jogar em tão pouco tempo, mas realmente acredito nas suas capacidades.

Depois da batalha com Carvalhal, parece-me que temos uma outra batalha pela frente, motivar as "crianças", parecem autêntico "putos" de rua a jogar futebol, com falta de profissionalismo, sem ambição, sem raça... Correram mais, mas o mais ainda sabe a pouco, tiveram cabeça, mas estas ainda estão muito quentes.

Vi um Belenenses que procurou pelo menos pontuar, conseguiu mais ataques que o seu adversário mas nunca com perigo exceptuando o aparecimento que podia ter dado em empate de Paulo Sérgio na cara do Guarda-Redes. Neste aspecto, apenas uma palavra "eficácia", Paulo Sérgio falhou, o João Tomás marcou... Resume-se a isto o resultado.

Como nada está perdido e porque até estou bastante confiante nos próximos jogos, seguem-se dois em casa, primeiro Boavista dia 5 de Novembro (dia dos meus anos, espero um grande presente que não tive o ano passado) seguido de Marítimo, dois jogos que não vão ser nada fáceis como nenhum o é, nesta liga que se mostra ser bastante equilibrada até ao momento.

Virar a cabeça para o futuro e deixar para trás o passado é aquilo que mais quero neste momento, vejamos o União de Leiria que vem de 3 vitórias consecutivas depois de uma chicotada psicológica, até Lourenço marca... Resta-me no entanto deixar no ar, três pequenas perguntas...

Couceiro será a nossa salvação?

Carlos Carvalhal foi muito criticado, mas terá sido ele o único culpado das más exibições, ou também os jogadores, que ainda não sentem o que trazem ao peito?

Nos próximos jogos, 2 vitórias em casa e depois uma vingança na luz?


Grande abraço sempre AZUL

Manuel Salema Garção

quarta-feira, novembro 02, 2005

Sangue novo?

L.Rodrigues

Muito se tem falado, neste momento de forte crise do futebol azul (contra todas as expectativas), em possíveis e necessárias contratações para Janeiro. Isto porque o plantel foi formado, assumidamente, para ser curto, e ter-se-à revelado, até ver, insuficiente. Ao contrário da maioria, não partilho da mesma opinião, apesar de me parecer importante proceder a alguns reajustamentos na reabertura de mercado. O grande handicap que se coloca neste momento será, a meu ver, o facto de, ao que foi tornado público pela SAD, o orçamento para esta época estar “esticado” ao máximo.

Nesse sentido, tudo se torna mais complicado quando falamos de possíveis entradas, que necessitarão de ser compensadas por saídas. Ora se o plantel já é curto…

Vejamos, então, quais os jogadores que poderão estar, neste momento, mais perto de uma possível dispensa, quer pela prestação futebolística, quer pelo salário auferido:
- Ricardo Araújo tem sido dos elementos menos utilizados, mas quando chamado não destoou e, numa análise distante, não deverá ter um peso significativo no bolo salarial
- Romeu tem sido pouco utilizado e notícias postas a circular no Verão davam-no como um dos mais caros jogadores do plantel. O problema, numa óptica de dispensa, seria arranjar-lhe colocação.
- José Pedro, em quase ano e meio, pouco ou nada mostrou e não será um jogador propriamente barato.

Destes 3 nomes, dispensaria os dois primeiros, Ricardo Araújo para quem não seria difícil encontrar colocação por empréstimo na 2ª Liga e Romeu, com a dor de cabeça do elevado salário e época de rendimento nulo que podem condicionar a sua dispensa. Conseguindo-a, ficaríamos com espaço para 3 contratações que me parecem importantes:
- de forma a colmatar a saída de Meyong para a CAN (a partir dos primeiros dias de Janeiro (estágio) até, possivelmente, meados de Fevereiro (em caso de presença na final), apostaria no regresso de Ceará, que termina o seu período de empréstimo ao Criciúma em Dezembro e, penso, tem contrato com o Belenenses até final desta época europeia. A sua dispensa na época passada foi já um erro e seria um elemento útil para este final de temporada.
- para a posição de lateral esquerdo, apesar de me parecer que a melhor escolha para a titularidade será Sousa, apostaria na contratação de Rui Jorge, que funcionaria como um “back-up” interessante e até poderia permitir novas polivalências dentro do plantel. Para além disso, é um jogador calejado, psicologicamente forte e que será relativamente barato
- para o meio-campo, arrisco a heresia: empréstimo de um “estarola”! Beto (Benfica), Carlos Martins (Sporting) ou então uma solução do estrangeiro. Mas alguém com nervo e que mostre clara vontade de singrar com a nossa camisola, independentemente da sua vontade para o futuro.

Desta forma, ganharíamos um defesa/médio esquerdo, um médio capaz de jogar mais à defesa ou de forma mais ofensiva e um ponta-de-lança puro. Para tal, perderíamos um ponta-de-lança puro e médio polivalente que tem tido poucas hipóteses de se mostrar. Penso que ficaríamos reforçados. Mas, claro, estas são “contas” feitas sem conhecer números e partindo do pressuposto que o orçamento está já esticado.

A grande contratação que o nosso plantel precisa é apenas uma: motivação, ambição e, nesta primeira fase, recuperação dos níveis de confiança. Em Braga tivemos uma boa mostra de recuperação, há agora que dar continuidade ao que foi possível observar.

Braga-Belenenses: Análise Individual

Luciano Rodrigues

Marco Aurélio - Jogo com muito pouco trabalho, à excepção de alguns remates fortes à figura. Quanto aos golos, pouco havia a fazer. 3

Amaral - Começa a tornar-se lastimável assistir às exibições do Brasileiro. Para além de andar desaparecido do ataque, cada vez está mais trapalhão a defender e deixou João Tomás livre para cabeçear. A questão que se coloca, para além de estar "a dormir" no lance do golo, é porque raio é que é um lateral "baixote" que vai marcar um cabeçeador exímio como João Tomás. E, por amor de Deus, proíbam o homem de tentar rematar. NÃO SABE, estou farto de assistir a remates ridículos. 1

Pelé - Das melhores exibições da época, mais sereno, tal como toda a defesa, fruto da entreajuda de todos os elementos. 3

Gaspar - O melhor central do Belenenses neste momento. Com algumas limitações técnicas, compensa-as em concentração. 3

Vasco Faísca - O "factor entreajuda" ajudou a uma exibição mais colorida do central adaptado. Mas não se percebe o porquê de Sousa no banco. Apesar de tudo, demorou uma eternidade para afastar uma bola na área, provocando mais uma aflição. 2

Sandro Gaúcho - Encheu o campo e com a equipa a querer jogar à sua volta, e a movimentar-se, a sua utilidade sobressaíu. Jogo impecável do trinco brasileiro, que não fica manchado pelo infeliz autogolo no final. 5

Pinheiro - Jogo bastante mais sereno que os últimos, com disponibilidade física do 1º ao último minuto e bastante mais qualidade de passe. Arriscou o remate de longe, onde foi infeliz. 2

José Pedro - Jogou apenas na 1ª parte, mostrou um empenho superior ao normal e parece ter perdido o "lugar cativo". Não desequilibrou. Nem pela positiva, nem pela negativa. Antes assim. 2

Paulo Sérgio - Mexido, como é seu hábito, tem de ser mais inteligente a aplicar o seu futebol. Tentar passar por Jorge Luíz em velocidade é pouco inteligente. Boa primeira parte e algum decréscimo na 2ª parte. Protagonizou a melhor oportunidade azul. 3

Fábio Januário - Excelente jogo, repleto de empenho e, por vezes, pouca lucidez. Mas mostrou uma vez mais merecer lugar no 11. Muito activo quer a construír, quer a servir de tampão às investidas do adversário. 4

Meyong - Talvez o jogo mais fraco de Meyong desde que chegou, originado de forma esquisita: uma vez que a equipa tentou construír jogo, Meyong não veio atrás ser ele a construír, pelo que por aí não sobressaíu. No entanto, a equipa também não foi capaz de lhe dar jogo em condições, pelo que não esteve muito em foco. No entanto, realçe para a sua capacidade fantástica de segurar a bola entre a defesa adversária. 2

Romeu - Pedia-se, há já muito tempo, Romeu ao lado de Meyong no ataque. Ontem tivemos 45 minutos, e Romeu não existiu, enquanto Meyong desapareceu com a sua companhia. 1

Ahamada - Voltou a jogar fora da sua posição, mas conseguiu mostrar mais que nas últimas aparições. Apesar disso, foi muito pouco. 1

Ruben Amorim - Tem bons pés e é inteligente. Mas tem de decidir, rapidamente, se quer jogar futebol. Porque o futebol é um desporto de equipa e tem de aprender a soltar a bola. No entanto, deu alguma vivacidade à equipa. 2

José Couceiro - Com 3 treinos, não se podem pedir milagres. Foi clarividente a ler o jogo e teve coragem para colocar 2 avançados durante 45 minutos. Não resultou... 3

terça-feira, novembro 01, 2005

Nova atitude... nova derrota

L.Rodrigues

O Belenenses perdeu na noite de ontem em Braga, naquela que foi a 6ª derrota consecutiva da equipa (o que será, talvez, um record do clube pela negativa). No entanto, há que destacar uma mudança de atitude drástica da equipa, como que a sentir o toque de mudança de liderança. No entanto, e apesar do bom jogo que fizemos, o Braga é uma equipa muito sólida e justificou inteiramente a vitória. Dando-nos muitas vezes a iniciativa, nunca a situação esteve descontolada para os Arsenalistas. No final, fica a certeza que este Belenenses, com este espírito de sacrifício, ainda pode fazer umas "flores".

Continua...

O Jogo
O Belenenses apresentou-se com um 11 muito parecido com os que Carvalhal vinha a apresentar, com a maior excepção a prender-se com a titularidade de Fábio Januário (que já tinha sido titular ante o Rio Ave). No entanto, houve uma diferente disposição táctica das pedras no terreno e muito mais empenho, o que facilitou quer as tarefas defensivas, quer ofensivas. Sandro Gaúcho, por exemplo, terá feito a sua melhor exibição desde que chegou, apesar do auto-golo nos últimos instantes. E Fábio Januário, em especial na 1ª hora de jogo, aparecia por todo o lado.

Um dos aspectos mais curiosos da partida, na minha opinião, foram os resultados práticos da entrega de toda a equipa que traduzo em 2 casos:
- cerca dos 90 minutos, Pinheiro é filmado em grande plano. Ao contrário dos jogos anterires, em que aos 30 minutos está já ofegante e com nítidas dificuldades em respirar, ontem, fruto do trabalho de todo o meio-campo, Pinheiro aos 90 minutos estava cansado mas não tinha o coração na boca.
- Sandro Gaúcho, a meio-campo, parecia um jogador completamente diferente, para melhor, nomeadamente no capítulo da circulação de jogo. Pudera, pela primeira vez na época ganhava a bola no meio-campo e os restantes colegas movimentavam-se para criar linhas de passe.

Quanto ao jogo em si, num período em que estava equilibrado, o Belenenses, em mais uma falha imperdoável de Amaral (em primeiro lugar, alguém tem de lhe explicar que tem de atacar a bola e, em segundo lugar, é inconcebível ser um jogador como Amaral que está responsável por marcar o João Tomás) sofre o 1º golo e a partir daí, a história do jogo ficou escrita: se já é difícil marcar ao Braga, quanto mais com eles em vantagem. O Belenenses acreditou sempre, atacou, pela direita, esquerda e centro. Rematou de longe, da entrada da área, tentou cruzamentos. Nada surtiu efeito, à excepção de um cruzamento a que Paulo Sérgio quase dava o caminho da baliza. Terá sido a maior ocasião de golo azul.

O resultado é justo, porém talvez dilatado. A diferença de 1 golo seria mais adequada, mas atenção: face ao que se passou em campo, se o Belenenses empatásse ou ganhásse, não teria sido uma tremenda surpresa. Quando muito, poderia ser uma pequena injustiça.

O árbitro
A arbitragem foi serena e sem influência no desenrolar da partida, pese embora ter sido, já a poucos minutos do fim, perdoada a expulsão a Jorge Luíz.

Conclusão
Ontem vimos um novo Belenenses. Um Belenenses de garra, entrega e ambição. Um Belenenses que, jogando contra qualquer adversário, pode vencer, mas quando sai derrotado, sai de cabeça erguida. Afinal, é tudo o que andamos a pedir há 6 derrotas. Que, ao menos, saiamos de cabeça erguida. E com esta postura, as vitórias hão-de surgir, mais tarde ou mais cedo. Uma nota ainda para uma declaração de Couceiro, no final da partida, em que atribui culpas no 1º golo à defesa. Parabéns, há que culpabilizar quem tem culpa, e não viver na desculpabilização permanente.

Sábado, com o Boavista, vamos voltar às vitórias!