domingo, março 13, 2005

http://osbelenenses.zip.to/eleicoes2005


O site dedicado ao proximo acto eleitoral do nosso clube, que está alojado em osbelenenses.zip.to/eleicoes2005 foi actualizado! O site reune toda a informação publicada nos diversos meios de comunicação e tambem alguns artigos de opinião que foram publicados em alguns blogs azuis.

Cabral Ferreira na Blogosfera

Foi através do post publicado no Blog Canto Azul ao Sul que chegámos ao Blog da candidatura do Eng.º Cabral Ferreira, o qual será uma das vias de transmissão dos objectivos e ideias da lista B.

O Blog encontra-se localizado em http://cabralferreirabelenenses.blogspot.com/. Assim, e depois de Sequeira Nunes ter sido o primeiro candidato à presidência do Belenenses a criar o seu próprio site na internet, Cabral Ferreira torna-se também o primeiro a entrar na Blogosfera (Azul).

sábado, março 12, 2005

Tarde azul !

Esta tarde foi preenchida por jogos das equipas de competição do clube, que se apresentaram ao mais alto nível, honrando a nossa camisola e a Cruz que nos identifica! Vitórias no Basket, Futsal e Pólo-Aquático, e uma derrota fora, no Andebol, ante o líder da classificação da Liga.

Basquetebol

Em jogo a contar para a Liga TMN o Belenenses recebeu e venceu, após o 3º prolongamento, a equipa do Barreirense. Foi um jogo muito intenso e emocionante, bem disputado por duas equipas que se revelaram fortes e altamente competitivas.

Começou melhor o Belenenses, que nos minutos iniciais do 1º período se adiantou no marcador, muito por "culpa" de Mário Jorge (um dos melhores, senão o melhor, em campo) que em poucos minutos conseguiu 9 pontos e recuperou várias bolas na defesa. A equipa do Barreiro não baixou os braços, e equilibrou a partida, terminando os primeiros 10 minutos em vantagem (23-24).

O 2º período trouxe um Barreirense altamente concentrado, que surpreendeu a equipa azul. Foi com alguma facilidade que os jogadores da margem sul chegaram a uma vantagem de 10 pontos, que se manteve de forma mais ou menos constante até aos primeiros minutos da segunda parte. Os jogadores azuís estavam nesta fase do jogo particularmente infelizes no ataque e algo desconcentrados na defesa, falhando muitas "trocas" e permitindo aos 3 lançadores do Barreirense (Diogo Carreira, João Gomes e Axel Dench) fazer a diferença no jogo exterior.

Todavia... quando muitos consideravam o jogo perdido, o grito de revolta veio das bancadas. Não estavam cheias, é certo, mas desta vez tão guerreiros como os jogadores foram os sócios belenenses, que a partir desse momento não se cansaram de puxar pela sua equipa e de desconcentrar os adversários. Inverteu-se o rumo dos acontecimentos: os do Barreiro falhavam no ataque, enquanto que os nossos se iam aproximando no marcador.

Podia o jogo ter terminado no tempo regulamentar, mas o trio de arbitragem, liderado por José Araújo, não estava disposto a ver o jogo resolvido, e quando o Belenenses parecia descolar no marcador os senhores do apito optaram por ajudar o Barreirense a recuperar. O jogo terminaria empatado e, surpreendentemente com Axel Dench com apenas uma falta (Dench chegaria aliás ao fim do 3º prolongamento com apenas três faltas... inacreditável, se tivermos em conta que o seu forte é o jogo do "empurra" e da "cotovelada"...).

Os dois prolongamentos seguintes foram muito equilibrados, mas com decisões polémicas da equipa de arbitragem. Nesta fase as equipas começavam a ver os seus jogadores mais fortes atingir as 5 faltas pessoais, e os jogadores "do banco" entravam na partida com um enorme peso nas suas costas. Nesta fase destacou-se no Barreirense o "baixinho" António Pires, base de 18 anos que mostrou qualidade. Em ambos os tempos suplementares o Belém alcançou o empate a poucos segundos do fim, primeiro por Moore e depois por Miguel Minhava (que mostrou classe e espírito de líder).

O terceiro e último prolongamento foi todo azul. Moore, com 4 faltas pessoais, soube jogar e fazer jogar, bem acompanhado por Minhava e Luís Costa. Em campo estavam ainda João Monteiro (que entrou para o lugar do excluído Richard Anderson) e Paulo Simão (hoje menos feliz).

No final a vitória sorriu aos de Belém, por 125-120. O Belenenses vence pela primeira vez um terceiro prolongamento, e mantém-se a tradição de vencer o Barreirense com dificuldades. Os Guerreiros mostraram uma vez mais que são uma das mais fortes formações da Liga e o Barreirense revelou-se uma formação muito competitiva, com jogadores talentosos a não perder de vista...

Futsal

A nossa equipa de Futsal foi aos Olivais vencer a formação local (da 1ª divisão) após a marcação de grandes penalidades. Sobre as incidências do jogo aconselhamos a leitura do texto publicado no Blog CFBelenenses.

O Blog do Belenenses envia à secção de Futsal, incluindo naturalmente técnicos, jogadores e dirigentes, um grande abraço de parabéns pela brilhante vitória alcançada!

Pólo-Aquático

O Belenenses deu um passo em frente em direcção ao apuramento para o "play-off" ao derrotar esta tarde, na piscina do Restelo, a equipa do CDUP por 8-7. Esta vitória é particularmente importante, uma vez que por um lado o campeonato entre na sua recta final e que, por outro lado, o CDUP é um adversário directo do Belém na luta pelos lugares do topo da tabela, que dão acesso à fase final.

Andebol

Em jogo a contar para o Campeonato da Liga, a equipa do Belenenses deslocou-se à Madeira para defrontar a formação do Madeira SAD, 1ª da tabela. O resultado final foi de 24-21 favorável aos Madeirenses.

"Porque é que não se candidata?"

Se há coisa para a qual já me vai faltando a pachorra é para ser confrontado com aquela velha máxima do "porque é que não se candidata?" sempre que alguém aponta uma deficência às candidaturas que disputarão os órgãos sociais do clube, no próximo mês de Abril. Será que é preciso ser candidato para poder intervir no debate interno?

Creio que ninguém, mesmo aqueles que usam a estafada expressão, concordam com a limitação do debate às candidaturas. A discussão das propostas apresentadas (a apresentar neste caso), mas principalmente das ideias que muitos e bons sócios têm vindo a apresentar publica e gratuitamente ao longo dos últimos meses (e anos...) é um direito e uma obrigação de todos aqueles que verdadeiramente amam o Belenenses. Esse direito ninguém me tira e desse dever ninguém me demove.

Não, não me vou candidatar. Nem agora nem provavelmente nunca! Vou pelo contrário fazer algo que o estatuto de candidato nem sempre permite: trabalhar para o clube independentemente de quem ganhar as eleições, desde que isso não me obrigue a fazer, escrever ou dizer coisas com as quais não esteja de acordo.

Portanto, não admito que me digam (nem que digam a outros que por aqui vão deixando o seu qualificado contributo) que nos candidatemos ou que nos calemos. Até porque "a malta dos blogs" (apenas falo pelos blogs porque é o "universo" que conheço) para além de "falar"... concretiza os seus projectos em favor do clube, muitas vezes com claro prejuízo da sua vida familiar (e se calhar também profissional).

Atenção, não quero aqui dar aos espaços virtuais de discussão demasiada importância. Infelizmente, no passado, essa sobrevalorização do que aqui se escreve já conduziu a mal entendidos e a "zangas" desnecessárias, felizmente ultrapassadas. Mas caramba, isto dá trabalho (a todos) e não pode ser sistematicamente apontado como espaço(s) de crítica destrutiva ao clube e seus profissionais. Não pode porque NÃO É!

É óbvio que todos temos as nossas expectativas sobre o resultado eleitoral. Todos temos (ou estaremos em vias de optar) as nossas escolhas e ideias acerca do futuro do clube. Mas mais do que isso sabemos que o Belenenses, fundado em 1919, é muito mais do que uma direcção eleita (e que pode até ser destituída se for essa a vontade maioritária dos sócios) ou do que um processo eleitoral (por mais "apimentado" que seja).

Viva o Belém!

Escola de Guarda Redes do Imperador

Apenas na 5º feira, quando por questões ligadas ao jornal do clube me desloquei ao Restelo, reparei num pequeno poster colado no vidro do bar do "Vilas", no Pavilhão Acácio Rosa, anunciado a Escola de Guarda Redes do nosso Imperador, Marco Aurélio.

Não sei se é coisa nova, ou se tenho andado distraído, mas vou procurar informar-me e trazer a este espaço todas as indicações possíveis acerca de um projecto que me parece muitíssimo interessante e portador de inegável valor acrescentado para o Belenenses.

sexta-feira, março 11, 2005

PURA POESIA...


Foto de António Azevedo, "A BOLA"
(Clique na imagem para ampliar)

"Pode parecer o rei dos escravos, Spartacus, mas não é. Trata-se de um adepto do Belenenses, transportado para o sétimo céu pela força do futebol e, mais ainda, pela vitória do clube do Restelo (1-0) sobre os leões. Há paixões loucas, incontroláveis... e imagens lindas"

Em "A BOLA" (11.03.2005, pág. 15)

quinta-feira, março 10, 2005

Estou muito triste

Habituei-me a ver em João Manuel um jogador daqueles com verdadeiro valor e que nunca teve a oportunidade que muitos outros, com muito menor valia, têm por vezes. A cada ano que passava, mais refinado ficava o seu futebol e maior era a sua inteligência a jogar. De há cerca de 2 ou 3 anos a esta parte, com 30 e muitos anos, obviamente que a sua disponibilidade física já não era a mesma e o seu futebol acabava por se ressentir desse facto, apesar de continuar a ter ainda muito para dar (e deu) à União de Leiria, onde passou 9 anos, uma raridade nos tempos que correm.

Esta época saiu de Leiria, aos 37 anos, rumo ao Moreirense, onde se perspectivava um final de carreira ainda ao mais alto nível, numa equipa que nos tem habituado a compensar a falta de experiência da maioria do plantel com elementos com grande traquejo. Assim foi e tudo indicava que o jogador Beirão iria ser peça importante na equipa Minhota. Começou a época a titular mas desapareceu, surgindo a notícia em Dezembro que talvez fosse forçado a abandonar a carreira por problemas cervicais. Por mim falo, e a impressão com que fiquei em Dezembro foi que era pena que tivesse de abandonar a carreira, mas esses tais problemas seriam fruto dos seus 37 anos. Assim fiquei até há 2 ou 3 dias atrás, quando tomei conhecimento da sua situação actual.

Custa-me crer que o mesmo homem que há uns meses treinava ao mais alto nível é hoje aquele que as fotos que ontem vi no Record me mostraram. A vida é, de facto, o bem mais precioso que podemos ter e o que li ontem algures, que o jogo de homenagem foi feito esta semana porque no Verão João Manuel pode já não estar entre nós, deixou-me profundamente abalado. João Manuel não é uma das milhares de vítimas das estradas portuguesas nem tem um daqueles problemas que, infelizmente, afectam pessoas jovens e ceifam vidas a jovens ao nosso redor. João Manuel, um jogador que me deliciava, está apressada e cruelmente a ser rejeitado pelo seu corpo. Estou muito triste.

quarta-feira, março 09, 2005

ELEIÇÕES: MENDES PALITOS NA TRAFARIA

O Blog do Belenenses recebeu da candidatura de Mendes Palitos a seguinte notícia:

MENDES PALITOS NA TRAFARIA


António Mendes Palitos, candidato à presidência do Belenenses, vai estar, amanhã, dia 10 de Março, às 16H00, na Trafaria (no restaurante Fragateiro, para uma sessão de esclarecimento.

O candidato pretende, deste modo, explicar as razões que o levaram a avançar para a corrida e a aceitar o desafio de disputar a liderança do clube do Restelo.

Em debate vão estar também o programa eleitoral do candidato, os seus compromissos para com os sócios e objectivos definidos.

Basket: visita a Santarem

Hoje temos jogo de Basket!!! Os Guerreiros vão defrontar o Santarem Basket, pelas 21h00, no Pavilhão Gimnodesportivo de Santarém, num jogo a contar para a 23ªJornada da Liga TMN de Clubes.

Para mais informações sobre o jogo e a equipa consultar www.belenensesbasket.com.


Candidatura do Dr. Mendes Palitos

Lamentamos o atraso com que apresentamos esta informação que nos parece importante estar disponível, mas não fomos contactados pela lista de forma a publicá-la, pelo que limitamo-nos a transcrever o que foi publicado no Blog CFBelenenses. No entanto, em comunicações futuras aguardamos o contacto da lista em causa de forma a disponibilizar a informação.

«Press-Release» do Dr. Mendes Palitos

CANDIDATO PRETENDE COLOCAR O CLUBE ENTRE OS QUATRO MAIORES DO FUTEBOL PORTUGUÊS.

Estar entre os quatro maiores do futebol português, reforçar o plantel, apoiar as modalidades amadoras, apostar na formação dos jovens, consolidar o frágil equilíbrio económico do clube, reconciliar os sócios com o clube, concluir os projectos imobiliários, recuperar os troféus Pepe e combater a degradação das instalações são algumas das linhas mestras da candidatura de Mendes Palitos.
O candidato aposta na mudança para a direcção do clube e num corte com a continuidade preconizada por outro dos candidatos, Cabral Ferreira, actual vice-presidente do elenco presidido por Sequeira Nunes.


Sob o lema “Por um Belenenses com Alma e Emoções – Chegou a Hora de Mudar e de Ganhar” e com algumas palavras-chave como “Trabalho, Competência, Honestidade, Ambição e Vitórias”, António Mendes Palitos, candidato às próximas eleições no Belenenses, pretende empreender um processo que “leve o Belenenses a ser um dos quatro maiores clubes de futebol português, num prazo de cinco anos”.
“Vamos investir com determinação, mas sensata e inteligentemente, na valorização do plantel sénior, evitando as tradicionais situações em que o Belenenses funciona como “pau de cabeleira” dos negócios alheios. Poremos à disposição do clube, o recursos financeiros necessários à renovação do plantel”, adianta António Mendes Palitos.
A prioridade de Mendes Palitos vai para o futebol profissional, mas com o compromisso de continuar a apoiar outras modalidades, onde exista maior potencial desportivo e perspectivas comerciais sólidas, nomeadamente o andebol, basquetebol, natação e rugby. O candidato defende ainda a realização de um estudo de viabilidade económica do regresso ao ciclismo e também as potencialidades do futsal e do hóquei.
A formação dos jovens é outra das apostas, numa filosofia de valorização e aproveitamento dos recursos próprios. No fundo, António Mendes Palitos resume a necessidade de investir mais e melhor no futebol infantil e juvenil de competição “por forma a que o clube venha a beneficiar a prazo da grande riqueza e potencial das camadas mais jovens”. Paralelamente, será também melhorado o funcionamento da Escola de Formação Vicente Lucas, designado um gestor profissional para toda esta área.
O candidato mostra grande preocupação com o frágil equilíbrio económico e financeiro do clube, já que “este não deverá ser entendido numa lógica de “mercearia” e sim como uma realidade dinâmica e de desenvolvimento”.
António Mendes Palitos sublinha: “Implementaremos em todas as estruturas do clube uma gestão profissional por objectivos, com orçamentos de base-zero, definição anual de metas quantificadas e verificáveis e efectiva responsabilização dos vários níveis de decisão pelos resultados alcançados”.
Controlo orçamental e combate ao desperdício.
António Mendes Palitos exige a criação de instrumentos efectivos de controlo da execução orçamental e melhores mecanismos de auditoria financeira e jurídica.
“Manteremos controlo apertado sobre os custos que não tragam efectivos benefícios ao Belenenses e combateremos o desperdício, para que não falte ao que é importante o que esteja a ser mal gasto no supérfluo”, garante o candidato à presidência do clube.
Reforço da democracia na revisão dos estatutos.
No programa eleitoral de António Mendes Palitos consta ainda uma criteriosa revisão dos estatutos. Esta iniciativa visa melhorar a democraticidade da vida do Belenenses e “pôr fim à singular situação dos mandatos dos corpos sociais serem restritos a dois anos”.
Pretende desta forma o candidato, regressar aos mandatos de três ou quatro anos, a única forma de assegurar a estabilidade de gestão e a viabilidade de cada ciclo de projecto.
Relações sãs com as claques.
Para o candidato, as claques são importantes e não devem ser postas de lado, nem marginalizadas. Assim, António Mendes Palitos pretende implementar uma estreita cooperação com a Fúria Azul, as filiais e os blogues de Belém.
Com efeito, o candidato propõe: “Em troca do nosso apoio, acordaremos um comportamento responsável com as claques, que nos garantirão o respeito pela lei e pelas boas práticas desportivas, a par do seu indestrutível entusiasmo, voluntarismo e espírito de sacrifício”.
Reconciliar os sócios com o clube.
António Mendes Palitos considera importante devolver o Belenenses aos sócios, atraindo-os (os actuais e os futuros) para a vida do clube, através da incrementação da comunicação interna e da criação de condições para a sua participação e envolvimento no projecto de construção do novo Belenenses.
No âmbito dos projectos, será criado um “Espaço do Sócio” no complexo desportivo do Restelo, dotando-o, progressivamente, de um café com Internet, um espaço de televisão e vídeo, um ginásio e áreas de leitura e de ateliers.
Projectos imobiliários.
António Mendes Palitos defende os projectos imobiliários idealizados para a zona do Estádio do Restelo e anunciados pela direcção cessante de Sequeira Nunes.
No entanto, o candidato considera que “deverá efectuar-se uma análise cuidadosa e independente aos compromissos já celebrados com terceiros, de forma a garantir que os mesmos não prejudicarão o desenvolvimento das actividades desportivas”. Ainda segundo Mendes Palitos “entendemos que deve ser evitad a alienação de património imobiliário, porque há outras soluções possíveis para a sua rentabilização”.
Comunicação e imagem.
A área do marketing é outra das apostas de António Mendes Palitos, contribuindo, assim, para a valorização das marcas Belenenses, Belém e Loja Azul.
Neste sentido, o candidato pretende “conceber e comercializar produtos e serviços mais apetecíveis e coerentes para o mercado e celebrar acordos com entidades prestigiadas e inovadoras, tornando este sector num significativo centro de receitas”.
Troféus Pepe.
António Mendes Palitos pretende recuperar a tradição dos troféus anuais que distingam os atletas e sócios de grande mérito ou outras personalidades que tenham prestado serviços relevantes ao Belenenses.
Combater a degradação das instalações.
De acordo com António Mendes Palitos, é necessário limpar e beneficiar algumas instalações e espaços técnico-desportivos do complexo desportivo do Restelo, contrariando a sua degradação.
“Será garantida uma melhor higiene desses espaços, especialmente em alguns balneários secundários”, assegura o candidato.
Candidato denuncia retratos “surrealistas” do Restelo.
António Mendes Palitos defende um Belenenses activo, participativo e independente das grandes conveniências, como forma de defender os interesses do Belenenses nas estruturas associativas do futebol (Liga e Federação).
“Deve ser o clube a definir os seus interesses, as suas prioridades e o seu calendário. Por isso, não andaremos a reboque de terceiros e nunca mais serviremos de muleta a projectos de poder de terceiros”, afirma o candidato.
Ultimamente, Mendes Palitos tem assistido, incrédulo, a algumas situações que considera inqualificáveis e que, na sua opinião, apenas compromete a saúde e a alma do Belenenses.
Exemplos:
O mini-bus do clube arranca do Restelo com os jovens atletas, rumo a um jogo fora de casa. A viatura tem décadas de vida, pouca manutenção, nenhum dispositivo de segurança. Adorna perigosamente nas curvas, como se ameaçasse virar-se. Pelo escape enegrecido sai um fumo cancerígeno. Ninguém fica tranquilo, tamanho é o risco deste pequeno autocarro.
Pelas 19H00, o sócio atravessa, de carro, o portão poente do Restelo e aparece-lhe no caminho um porteiro do Belém. O homem é bem encarado? Será simpático e estará disposto a explicar ao sócio por que é que não pode entrar? Nada disso, as palavras são as seguintes: “O senhor tire o carro já, porque eles ainda aparecem por aí e, depois, quem se lixa sou eu!”. O sócio dá meia volta, pois não quer fazer nenhuma vítima.
Vai assistir a um jogo no famoso “sintético Nº 3”, o tal cujo tapete foi comprado em segunda mão e que hoje não passa de uma alcatifa careca. Lá em cima, o lavabo público, de apoio ao campo, está imundo. Um dos três urinóis encontra-se partido há vários anos. O cheiro é nauseabundo e há poças suspeitas no chão. Papel não há, nem nunca houve. As bancadas não existem, porque no sítio delas apenas existe lama, pedras e perigosos arames espetados no chão. É preciso aguentar de pé o jogo inteiro.
Experimente entrar nos balneários do famigerado Nº 3: porcaria por todo o lado, algumas baratas, torneiras que deitam água a ferver ou água fria, conforme calha. O mau cheiro não engana: por ali ainda não passou esfregona neste terceiro milénio!
É 24 de Fevereiro e arranca a reunião da Assembleia-Geral, num anfiteatro da Casa Pia. Eles não gostam de reuniões no Restelo. A abrir a sessão, como é de tradição, toca o Hino do Belenenses, numa versão arrastada e com o som estragado de velho.
Tecnologia dos anos 50, sinais de um mundo que já não é do nosso tempo. Ninguém cuidou da digitalização do hino, nem da sua gravação em CD. O clube parou no tempo.
Um sócio, mais destacado e destemido, ainda arrisca uma opinião na Assembleia-Geral: “Esta direcção não tem credibilidade para fazer uma profissionalização do clube”, afirma ele. E logo se levantam, indignados, os que contestam o atrevimento deste sócio em questionar a sua “credibilidade”.
Chega o menino Diogo ao Restelo, subindo a correr as escadas do lado Sul, para treinar no “Maracanã”. Logo lhe sai ao caminho um grande cão preto, dos seguranças, que lhe ferra uma dentada.
Estão apenas seis mil pessoas na bancada. E eles comentam entre si: “Tanta gente que veio hoje, apesar do preço dos bilhetes!”. Mas nós pensamos diferente: “Deviam ser muito mais os espectadores, porque sem sócios nas bancadas, o que será do nosso Belenenses?”.

A Lista

O Dr. Mendes Palitos, apresentou, esta tarde, a composição da lista de candidatos aos Orgãos Sociais do Clube de Futebol «Os Belenenses» para o mandato correspondente ao biénio 2005/2007.
Assim, a lista de candidatos, é a seguinte:

ASSEMBLEIA GERAL
Presidente: João Norberto da Palma Carlos - Sócio n.º 3998
Vice-Presidente: José Manoel da Costa Lourenço - Sócio n.º 777
CONSELHO FISCAL E DISCIPLINAR
Presidente: Pedro Miguel Jales Perre Neto - Sócio n.º 3999
DIRECÇÃO
Presidente: António Rodrigues Mendes Palitos - Sócio n.º 4003
Vice-Presidente: Carlos Rui Viana de Carvalho - Sócio n.º 3899
Vice-Presidente: António José Tavares Ribeiro - Sócio n.º 23299
Vice-Presidente: Armando de Assunção Castanha - Sócio n.º 526
Vice-Presidente: Manuel António Barbas Calheiros Leitão - Sócio n.º 19140
Vice-Presidente: Paulo José Mateus Gomes de Amaral - Sócio n.º 16088
Vice-Presidente: Miguel Angelo Vicente Ferreira - Sócio n.º 3519
Vice-Presidente: Fernando Jorge Alves - Sócio n.º 2415
Vice-Presidente: José Perpétuo dos Reis Valério - Sócio n.º 18107

Intervenção de António Rodrigues Mendes Palitos na apresentação da sua candidatura e programa às eleições de 9 de Abril de 2005 do Clube de Futebol “Os Belenenses”.

Apresento hoje a minha lista para os órgãos sociais do Clube de Futebol “Os Belenenses”, a cuja direcção terei a honra de presidir, se os sócios nos derem maioritariamente o seu voto, como espero, nas eleições do dia 9 de Abril.
A todos convido a reflectirem serenamente sobre as nossas propostas e o programa eleitoral que agora apresentamos aos sócios.
Candidato-me por imperativo ético e porque sinto a obrigação irrecusável de dar luta e de oferecer uma alternativa consistente àqueles que há longos anos dirigem o nosso clube e que pretendem continuar para além do que seria normal e razoável.
A lista que constituí, em estreita colaboração com o nosso candidato à presidência da Assembleia-Geral, João Norberto da Palma Carlos, constitui no seu conjunto a melhor equipa que nas últimas décadas foi por alguém apresentada ao sufrágio no nosso clube.
Com um colaborador do gabarito de Palma Carlos não poderia aliás ser outro o resultado.
Por isso, e pedindo desculpa por assim estar a violentar a modéstia do seu carácter, aqui mesmo lhe reitero os meus sinceros agradecimentos pela preciosa ajuda que me deu na selecção dos melhores e dos mais capazes.
Integram esta equipa profissionais altamente qualificados e prestigiados nas suas áreas de competência. São quadros técnicos de grande valor e experiência, com provas dadas na vida associativa, desportiva, económica e social.
Que fique, portanto, claro que esta não é uma equipa constituída por amigos e pelos familiares deles…
É uma equipa exclusivamente estruturada para corresponder às necessidades do Belenenses, às ambições dos nossos associados, ao grande objectivo da alma azul que é o de erguer e construir um Belenenses moderno, ganhador, que dê alegrias aos sócios e que imponha o nome de Belém como uma grande marca do desporto português e até - porque não sonhar? - do desporto europeu.
O que eu quero é um Belenenses com alma e com emoções, um clube digno de Pepe, de Vicente, de Matateu e de todos os nossos Maiores.
Um clube que dê um grande salto, qualitativo e quantitativo, um clube que ouse ganhar em Portugal e que assuma o objectivo de ir ao desafio europeu!
O que eu não quero é um clube povoado de burocratas, de autistas, de pequenos chefes partidários e de outros que não tratem os atletas e os sócios com a consideração e o respeito que merecem!
É bem verdade que devemos estar unidos, apesar da disputa eleitoral. Mas também é verdade que a democracia não existe sem a pluralidade de opiniões. Recuso frontalmente as teses de que - “quem não está connosco é porque não é bom Belenenses”.
Essa maneira de pensar já teve a sua época e deixou uma herança muito pesada a Portugal…
Não tenhamos pois medo da democracia, porque ela só se realiza na diversidade e no pluralismo das opiniões.
E não me tentem intimidar com processos, nem com pressões de bastidor, porque eu não cedo, eu não desisto, eu estou aqui para lutar e para ganhar!
E aproveito para lembrar aos meus concorrentes que, nesta fase que decorre até à posse dos novos órgãos sociais, devem abster-se de tomar decisões ou de assumir compromissos de longo prazo, que vão além da gestão dos assuntos correntes do clube e que possam condicionar a acção da próxima direcção.
A verdade é que, depois do acto eleitoral, continuaremos todos a ser Belenenses; e teremos todos de trabalhar em conjunto, ganhadores e perdedores, em benefício do nosso clube.
Mas quero jogo limpo, porque apenas sei jogar dessa maneira!
Ainda uma breve referência a um tema que tem vindo à baila e que é importante para o futuro do Belenenses.
Refiro-me ao tão falado projecto imobiliário para os terrenos do Restelo.
A esse respeito, quero frisar, uma vez mais, que sou a favor desse projecto se ele for bom para o futuro do Belenenses.
Mas não abdico do direito de saber toda a verdade sobre esse negócio. E quero que me expliquem a forma como ele se encontra desenhado em termos de engenharia financeira e da escolha de parceiros.
Mas não se diga que está tudo nas actas da Assembleia-Geral, porque o que mais me interessa não é o que lá está escrito, e que muito bem conheço, mas sim o que lá não está, mas deveria estar!
Pessoalmente, tenho a maior estima, consideração e respeito pelos meus concorrentes.
Mas é justamente em benefício do Belenenses, e até deles próprios, que entendo que este assunto deve ser estudado e aprofundado até aos mais pequenos pormenores.
Porque o clube merece saber toda a verdade, os sócios exigem toda a verdade!
Uma coisa é certa – e vem muito a propósito. Comigo, vão acabar as reuniões pouco publicitadas e pouco participadas da Assembleia-Geral.
Reuniões marcadas a dias e horas difíceis, reuniões quase confidenciais, onde o uso da palavra é feito em condições penosas, reuniões despachadas à pressa, onde qualquer opinião diferente é ouvida com murmúrios de desaprovação vindos de trás, da mesa onde se sentam os senhores dirigentes.
Não é nessas condições que se devem aprovar projectos como a venda, pura e simples, irreversível, de um terço do nosso precioso património aos espanhóis da construção civil e a um grupo corticeiro e imobiliário com sede… no Porto!
Porque não se ouviram primeiro os sócios?
Porque é que não se organizou primeiro um referendo, ainda que de valor consultivo, para saber qual a opinião dos sócios?
Porque é que se anda a dizer por aí que já está tudo aprovado e que nenhuma correcção ou ajuste é possível, quando isso não corresponde à realidade?
A razão é simples: há quem tenha medo da opinião dos sócios.
Acima de tudo, há quem ache que os sócios não estão habilitados a decidir o futuro do seu clube!
Eis aqui, nesta divergência, mais uma importante linha de clivagem entre a minha candidatura e a dos nossos concorrentes.
Nós queremos que o negócio imobiliário seja efectivamente o melhor projecto para o futuro do Belenenses.
Que nos dê mais independência financeira, mas também boas condições para a prática desportiva.
Que não comprometa o futuro da formação dos nossos jovens, ao substituir áreas de treino por blocos de betão.
Que não entaipe o Restelo entre mamarrachos de cimento.
Que não ponha a população da parte ocidental de Lisboa contra o clube do seu coração, que é o Belenenses.
Por isso, daqui vos lanço um desafio muito claro:
Que aceitem a designação de uma Comissão de Avaliação deste projecto, constituída por pessoas completamente independentes e tecnicamente qualificadas, que elaborem rapidamente um relatório que esclareça todos este assunto e nos revele a melhor forma de concretizar o projecto, no respeito pela Lei e pelos Regulamentos, e em benefício do Belenenses!
Termino rapidamente, porque as senhoras e os senhores jornalistas terão já a seguir a oportunidade de me pedirem os esclarecimentos que entenderem sobre o programa eleitoral e as diversas medidas que ele contém para mudar e para fazer crescer o Belenenses.
Quem me conhece, sabe que estou aqui com o propósito de exercer a legítima autoridade sem jamais ser autoritário.
Que não hesitarei, dentro e fora do Belenenses, onde já exerci cargos de natureza federativa e associativa durante muito tempo, na defesa intransigente dos interesses do nosso clube.
A desmotivação, o desleixo, a ausência de objectivos e de projecto, a falta de ambições, as incompetências e as prepotências vão acabar no dia da nossa posse, se os sócios assim quiserem.
Porque o que os sócios me têm dito, com o seu entusiasmo e o seu apoio, é que o futuro passa por esta equipa e que o Belenenses não pode arriscar mais dois anos de estagnação e de perda de influência.
Vamos pois às urnas, com convicção e com vontade de mudar. Que ninguém deixe de exercer o seu direito, que nenhum eleitor fique em casa no dia 9 de Abril.
Viva o Belenenses! Viva o Belenenses!
António Rodrigues Mendes Palitos

terça-feira, março 08, 2005

À VOLTA DO BELENENSES – SPORTING

Artigo da autoria de Eduardo Torres

A presente época futebolística que, até agora, não passou do medíocre ou do sofrível, trouxe-nos, porém, as duas vitórias que melhor me sabem: o robusto triunfo por 4-1 sobre o Benfica, há 3 meses atrás e, neste Domingo, o mais apertado mas, de certa forma, mais brilhante triunfo sobre o Sporting.

Não vou falar sobre o jogo em si mas das coisas que, à sua volta, me suscitaram a atenção.

Alguns aspectos negativos: a assistência, embora em número suficiente para dar ambiente ao nosso estádio, continuou a ser escassa (7 a 8 mil pessoas), mesmo tendo em conta o frio e a noite televisiva; a presença de adeptos do Sporting, “fardados”, nos lugares cativos dos sócios, e com atitudes provocadoras (algo a que já nos habituámos em jogos com o Benfica). Relativamente a este último aspecto, penso o seguinte: acho que se deve proibir, até para prevenir incidentes, que nas bancadas dos sócios entrem pessoas com símbolos de outros clubes! Mesmo que sejam sócios do CFB, proíba-se (se necessário for, adicionem-se os nossos Estatutos)! Em princípio sou contra proibições mas há normas elementares de respeito e civismo. Se eu ontem, em vez de ir ao Estádio, fosse convidado a ir jantar a casa de sportinguistas e ali visse o jogo na TV, teria a educação de não ir de cachecol azul e estar a gritar o golo do Belenenses! Se há gente que não tem essa educação, tomem-se medidas! O BELENENSES NÃO PODE SER O CLUBE QUE TODOS PISAM! Temos que restaurar o nosso orgulho!

E pela positiva? Como tantas vezes acontece, assomaram-me as lágrimas aos olhos. Sim, comovi-me com o meu Belém! Não com este ou aquele jogador – isso nunca! – mas com o meu/nosso Belenenses. Comovi-me ao ver o colorido das largas dezenas de bandeiras – bastante bonitas e alegres – da Fúria Azul. Comovi-me com a festa do nosso golo. Comovi-me com as duas jovens perto de mim – e não há nisto nenhuma malícia – que gritavam e festejavam alegremente, falando uma delas no nervosismo em que devia estar o seu avô. Comovi-me com os muitos (não todos, que há muito aburguesamento!...) que estavam de pé no último minuto, a dar o último empurrão à nossa equipa. Comovi-me com o nosso hino a entrar tão logo acabou o jogo. Comovi-me com os carros que apitavam festivamente, com os símbolos azuis a enfeita-los.

Foi pouco? No fundo sim, foi tão pouco!... Mas são expressões que brotam do que resta da nossa alma que, enorme com foi e pode ser, se o quisermos, ainda nos há-de restaurar como grande clube, ainda voltará a levantar o nosso esplendor. O Belenenses é um grande clube...é e será sempre, se nos soubermos portar com grandeza e tivermos aquilo que – só assim – devemos exigir aos que vestem a nossa camisola: ALMA! GARRA! QUERER!

"Os Homens que Mordem o Belém" nova actualização!



Foi recentemente actualizado o site "Os Homens que Mordem o Belém" (osbelenenses.zip.to/ohqmob) com vinte (!!!) novas "mordidelas".

Desta vez as "contribuições" foram dos seguintes meios de comunicação:

- A Bola
- O Jogo
- Record

- RTP
- SIC
- Sport TV

- TSF
- Antena 1

- Mais futebol
- Infordesporto
- Diario Digital

O site já conta com cerca de 120 registos!!

domingo, março 06, 2005

Assim, sim!

Grande vitória do Belenenses esta noite ante o Sporting. Vitória essa que só pecou por escassa, já que o Belenenses dispôs de, pelo menos, 6 oportunidades flagrantes de golo, tendo o Sporting criado verdadeiro perigo somente através de um remate de 1ª de Barbosa ainda na 1ª parte ao qual Marco Aurélio correspondeu com a classe habitual. De resto, o Sporting com muita posse de bola mas sem conseguir entrar na área e o Belenenses a saír a preceito no contra-ataque e a causar calafrios à defesa verde-e-branca.

Do lado do Belenenses, sou forçado a salientar as exibições de Pelé (pelo golo e pela consistência a defender, uma verdadeira rocha), Neca (encheu o campo, pena o falhanço logo no início do jogo), Rui Ferreira (é omnipresente) e Sousa e Marco Paulo (não por terem feito uma exibição deslumbrante, mas porque têm uma garra e um amor à camisola insuperáveis). Menção especial para alguém de quem muito mal tenho já dito: Paulo Sérgio! Grande jogo, grande exibição, muita inteligência. Assim sim, é reforço. Hoje colocou a sua técnica ao serviço da equipa e foi fantástico.

Pela negativa, destaco a exibição de Juninho Petrolina, completamente perdido em campo, a jogar sozinho e com 2 oportunidades desperdiçadas, a última das quais de forma infantil, com o guarda-redes bem adiantado da baliza e com um colega ao lado, em vez de optar por colocar no colega ou picar a bola, "encheu" o pé contra o guarda-redes. Terrível. Quanto a Antchouet, falei com ele no final do jogo e vai parar alguns jogos, pois tem uma lesão muscular e hoje nem conseguia correr.

Relativamente a Carvalhal, hoje esteve impecável, não lhe posso apontar nada. Percebeu que Zé Pedro está bem no banco e tirou Neca muito bem, pois tinha amarelo e o árbitro assim que pudesse ia expulsá-lo. O único ponto negativo da nossa exibição penso que não lhe pode ser imputado, e foi na minha análise o recuo exagerado da equipa a seguir ao golo. Mas penso que foi uma reacção dos jogadores que ordens do banco. Espero eu.

Em suma, uma excelente vitória, com todo o mérito e que poderia ter sido por números muito mais expressivos. Resta agora esperar que no Bessa surja este Belenenses e não o Belenenses da Amadora. Como é difícil ser adepto do Belém, nunca estamos preparados nem para as vitórias, nem para as derrotas.

BELÉM ATÉ MORRER

Artigo da autoria de Eduardo Torres, originalmente publicado a 28/02/2005:

Sem entusiasmo, nunca se fez nada de
verdadeiramente valoroso no mundo
Ralph Waldo Emerson


Há um cântico da(s) nossa(s) claque(s ), um em especial, que me toca profundamente. É assim:

Belém até morrer
Belém até morrer
Tenho todo o orgulho
Sou Belém até morrer.

A frase “Belém até morrer” pode ter dois sentidos: 1) Ser do Belenenses até que se esgotem os dias desta nossa vida; 2) Ser do Belenenses extremamente, com toda a força da alma, dando tudo ao nosso clube.

Há coisas mais nobres na vida do que ser de um clube. Nunca preconizaria que se desse, literalmente, a vida por um clube. Tão pouco sou a favor de fanatismos ou de adesões cegas, que já trouxeram males demasiados ao mundo para que os possamos considerar como coisas boas e louváveis. Nada disso! Entretanto, entristece-me o arrefecimento da paixão clubística, o adormecimento do ânimo que se verifica entre uma grande parte dos adeptos Belenenses, que adoptam uma postura morna, de distanciamento ou até de omissão.


Já não falo, sequer, daqueles que dizem que o Belenenses é o seu 2º clube ou o seu outro clube. Esses, para mim, não são belenenses coisa nenhuma: pelo contrário, a sua afirmação é das maiores ofensas que nos podem fazer. Dispenso essa atitude complacente e caritativa – mesmo se, em alguns casos, ela homenageia a grandeza de alma dos belenenses, que inspira respeito. Como dizia o Pedroto: “Ame-o ou deixe-o!”. Para mim, não se pode ser do Belenenses um bocadinho ou assim-assim. O Belenenses é o meu 1º clube, e o 2º, e o 3º, e o 4º, e o 1000º. Sou belenenses 100%, de raiz e de fruto, até à última fibra; vão para as camisolas azuis com a Cruz de Cristo todos os meus olhares e todos os meus amores, e não sobra espaço para mais nada, em termos clubísticos. E nem concebo outra maneira de se gostar do Belenenses. Como canta o nosso consócio Pedro Barroso: “Se houver alguém que não goste, / Não prove, deixe ficar; / Eu, só por mim, quero-te tanto / Que não vai haver menina [Belém] para sobrar”.

Sinto falta de ver o Belenenses a vibrar. Sinto falta de o ver querido e amado, apoiado e incentivado como o fizeram aqueles a quem devemos o existir este clube, para dele gostarmos. Sinto, sim, saudades de ver um clamor, uma tempestade de aplausos e de incentivos que faça estremecer o nosso estádio e a nossa alma quando a equipa vestida com a nossa camisola entra em campo. Sinto, sim, saudades de ver o nosso pavilhão cheio do grito “Belém! Belém! Belém!” a ecoar por todos os lados. É disso, muito mais do que de vitórias, que sinto falta, pois isso, só, bastaria para me aquecer o coração.

Não quero ofender ou atacar ninguém. Em termos de clubes, os que são do Belenenses são “os meus”, a minha família; para mim, terão sempre essa virtude, que me dá gosto de lhes descobrir outras. Desculpem-me, portanto, mas eu, que sou belenenses – belenenses ferrenho e total –, não posso entender certas coisas: não percebo que, por hábito, se entre tarde no estádio, já depois de a nossa equipa assomar em campo, não lhe podendo por isso tributar o nosso incentivo;

Não percebo os braços cruzados quando há palmas para empurrar as nossas cores para a frente.

Não percebo as gargantas caladas quando se ensaiam os gritos de apoio, que lembram aos nossos jogadores que ali estamos, e devem impor respeito aos adversário.

Não percebo que haja um speaker a quem não se tenha instruído que o nosso grito é “Belém! Belém! Belém” e não “Beléeeeeeeeeem”, e que possa dizer o “nosso Benfica” ou “Trapattoni vai mexer na equipa”, como se interessasse o nome do treinador da equipa adversária.

Não percebo os “doutores da bola” que, nas bancadas, falam de cátedra com ar de grande inteligência – e não me considero estúpido –, olham de soslaio, com quase reprovação, a “populaça que grita e que aplaude, e a quem nem um golo ou um gesto de esforço heróico é capaz de emocionar.

Não percebo que se queira acabar com os sectores que mais apoiam as nossas equipas, em vez de os expandir, multiplicar e enquadrar num movimento de grande élan.

Não percebo que haja quem não se comova com um mar de bandeiras azuis, quem não se exalta com o seu colorid.

Não percebo que haja quem esteja a torcer para que “o Benfica ou o Sporting, porque são de Lisboa, ganhem o Campeonato em vez do F.C.Porto”.

Não percebo que se aplauda ou aceite como normal receber jogadores emprestados de outros clubes portugueses (e particularmente do porto, do Sporting ou do Benfica), sem o sentir como uma humilhação e com ela sangrar;

Não percebo que, em vez de esquecer os jogadores que trocaram a nossa camisola pela de um outro clube português, se siga com grande interesse a sua carreira e se rejubile com as suas conquistas.

Não percebo os que não se comovem com aqueles que, vestindo a nossa camisola, nos honraram e enobreceram, nem com o nosso passado de paixão e glória.

Não percebo, enfim, os que não são belenenses ferrenhos!

Precisamos de belenenses que sejam – só e totalmente – “Belém até morrer”!

Já não falo, sequer, daqueles que dizem que o Belenenses é o seu 2º clube ou o seu outro clube. Esses, para mim, não são belenenses coisa nenhuma: pelo contrário, a sua afirmação é das maiores ofensas que nos podem fazer. Dispenso essa atitude complacente e caritativa – mesmo se, em alguns casos, ela homenageia a grandeza de alma dos belenenses, que inspira respeito. Como dizia o Pedroto: “Ame-o ou deixe-o!”. Para mim, não se pode ser do Belenenses um bocadinho ou assim-assim. O Belenenses é o meu 1º clube, e o 2º, e o 3º, e o 4º, e o 1000º. Sou belenenses 100%, de raiz e de fruto, até à última fibra; vão para as camisolas azuis com a Cruz de Cristo todos os meus olhares e todos os meus amores, e não sobra espaço para mais nada, em termos clubísticos. E nem concebo outra maneira de se gostar do Belenenses. Como canta o nosso consócio Pedro Barroso: “Se houver alguém que não goste, / Não prove, deixe ficar; / Eu, só por mim, quero-te tanto / Que não vai haver menina [Belém] para sobrar”.

Sinto falta de ver o Belenenses a vibrar. Sinto falta de o ver querido e amado, apoiado e incentivado como o fizeram aqueles a quem devemos o existir este clube, para dele gostarmos. Sinto, sim, saudades de ver um clamor, uma tempestade de aplausos e de incentivos que faça estremecer o nosso estádio e a nossa alma quando a equipa vestida com a nossa camisola entra em campo. Sinto, sim, saudades de ver o nosso pavilhão cheio do grito “Belém! Belém! Belém!” a ecoar por todos os lados. É disso, muito mais do que de vitórias, que sinto falta, pois isso, só, bastaria para me aquecer o coração.

Não quero ofender ou atacar ninguém. Em termos de clubes, os que são do Belenenses são “os meus”, a minha família; para mim, terão sempre essa virtude, que me dá gosto de lhes descobrir outras. Desculpem-me, portanto, mas eu, que sou belenenses – belenenses ferrenho e total –, não posso entender certas coisas: não percebo que, por hábito, se entre tarde no estádio, já depois de a nossa equipa assomar em campo, não lhe podendo por isso tributar o nosso incentivo;

Não percebo os braços cruzados quando há palmas para empurrar as nossas cores para a frente.

Não percebo as gargantas caladas quando se ensaiam os gritos de apoio, que lembram aos nossos jogadores que ali estamos, e devem impor respeito aos adversário.

Não percebo que haja um speaker a quem não se tenha instruído que o nosso grito é “Belém! Belém! Belém” e não “Beléeeeeeeeeem”, e que possa dizer o “nosso Benfica” ou “Trapattoni vai mexer na equipa”, como se interessasse o nome do treinador da equipa adversária.

Não percebo os “doutores da bola” que, nas bancadas, falam de cátedra com ar de grande inteligência – e não me considero estúpido –, olham de soslaio, com quase reprovação, a “populaça que grita e que aplaude, e a quem nem um golo ou um gesto de esforço heróico é capaz de emocionar.

Não percebo que se queira acabar com os sectores que mais apoiam as nossas equipas, em vez de os expandir, multiplicar e enquadrar num movimento de grande élan.

Não percebo que haja quem não se comova com um mar de bandeiras azuis, quem não se exalta com o seu colorid.

Não percebo que haja quem esteja a torcer para que “o Benfica ou o Sporting, porque são de Lisboa, ganhem o Campeonato em vez do F.C.Porto”.

Não percebo que se aplauda ou aceite como normal receber jogadores emprestados de outros clubes portugueses (e particularmente do porto, do Sporting ou do Benfica), sem o sentir como uma humilhação e com ela sangrar;

Não percebo que, em vez de esquecer os jogadores que trocaram a nossa camisola pela de um outro clube português, se siga com grande interesse a sua carreira e se rejubile com as suas conquistas.

Não percebo os que não se comovem com aqueles que, vestindo a nossa camisola, nos honraram e enobreceram, nem com o nosso passado de paixão e glória.

Não percebo, enfim, os que não são belenenses ferrenhos!

Precisamos de belenenses que sejam – só e totalmente – “Belém até morrer”!

sábado, março 05, 2005

Lista do Eng. Cabral Ferreira

O Eng. Cabral Ferreira, apresentou, esta manhã, a composição da lista de candidatos aos Orgãos Sociais do Clube de Futebol «Os Belenenses» para o mandato correspondente ao biénio 2005/2007.
Assim, a lista de candidatos, que foi subscrita por 200 assinaturas de associados do clube, várias delas vindas por correio, de fora da região de Lisboa e mesmo de fora do País, é a segunte:



ASSEMBLEIA GERAL
Presidente: António Machado Rodrigues - 62 anos - Engenheiro - sócio 5881
Vice-Presidente: António José Sequeira Nunes - 61 anos - Gestor - Sócio 1506
Secretário: Anabela Carvalho Figueiredo Monteiro Gonçalves - 43 anos - Advogada - sócio 4712
Secretário: Jorge Manuel de Almeida Gomes Pedro - 37 anos - Economista - sócio 3618
Secretário: José Idalino Morias Cascalho - 80 anos - Aposentado Trib. Contas - sócio 162
Secretário: Maria Helena Lopes Campos - 46 anos - Advogada - sócio 3170

CONSELHO FISCAL E DISCIPLINARPresidente: João Jorge Arede Correia Neves - 47 anos - Economista - sócio 2432
Vogal: Filipe Manuel A. Baltasar - 36 anos - Advogado - sócio 3772
Vogal: Hélder Manuel Ramos Oliveira - 54 anos - Economista - sócio 854
Vogal: Manuel José Benavente Rodrigues - 58 anos - Contabilista - sócio 1246
Vogal: Teresa Maria Cabral da Silva Duarte - 45 anos - Advogada Fiscalista - sócio 2777

DIRECÇÃO
Presidente: Armando José Cabral Ferreira - 54 anos - Engenheiro - sócio 7039
Vice-Presidente: Álvaro da Costa Ruas - 70 anos - Gestor - sócio 322
Vice-Presidente: Carlos Alberto Gonçalves - 61 anos - Engenheiro - sócio 944
Vice-Presidente: Fernando Hélder Barata Marques - 56 anos - Engenheiro - sócio 2763
Vice-Presidente: Henrique Miguel Pinto Barreiros - 35 anos - Consultor - sócio 2232
Vice-Presidente: João Carlos Martins Cunha Neves - 35 anos - Economista - sócio 3963
Vice-Presidente: João Luis Nogueira Barbosa - 51 anos - Gestor - sócio 1338
Vice-Presidente: João Marques Gonçalves - 64 anos - Empresário - sócio 4094
Vice-Presidente: Maria Ester Teixeira Monteiro - 44 anos - Dentista - sócio 14531
Vice-Presidente: Ricardo Serrão Franco Schedel - 52 anos - Economista - sócio 2726
Vice-Presidente: Vítor Manuel da Costa Simões Ferreira - 54 anos - Aduaneiro - sócio 8902

CONSELHO GERAL (Membros Indicados)
Carlos Alberto de Sousa Coutinho - 54 anos - sócio 1523
Francisco José Martins - 52 anos - sócio 2054
Idália Maria S. S. Marques Moniz - 40 anos - sócio 9104
João Rodrigo Pinho de Almeida - 28 anos - sócio 2971
Pedro Mendonça de Queiroz Pereira - 55 anos - sócio 849

Como informação suplementar, é de referir que a Sede de Candidatura, situada na Rua Gonçalves Zarco, Lote 1 - Loja 5, em frente à Secção de Ginástica do Belenenses e à Marisqueira Golfinho, passará a estar em funcionamento, todos os dias úteis, das 18h30 às 21h00, excepto nas situações em que sejam marcadas sessões de campanha noutros locais.

Cabral Ferreira apresenta lista esta manhã

O Eng. Cabral Ferreira, apresenta amanhã a composição da lista de candidatos aos Orgãos Sociais do Clube de Futebol «Os Belenenses» para o mandato correspondente ao biénio 2005/2007.
Assim, pelas 11h00 da manhã, o candidato entregará, ao Sr. Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Major Baptista da Silva, na Sala da Direcção do Clube, a respectiva lista de candidatos assim como as assinaturas necessárias para tal procedimento.
Segundo informações recolhidas, de seguida, pelas 11h30 da manhã, decorrerá um Encontro Informal, na Sede da Candidatura, situada na Rua Gonçalves Zarco, Lote 1 - Loja 5, em frente à Secção de Ginástica do Belenenses e à Marisqueira Golfinho, entre os candidatos da lista do Eng. Cabral Ferreira e os Associados do Belenenses que queiram estar presentes, para melhor conhecerem os candidatos e as suas ideias.
Entretanto, hoje ao início da noite, decorreu uma reunião informal, entre todos os candidatos da lista do Eng. Cabral Ferreira, na Sede da Candidatura, para melhor aferirem todos os pormenores para o dia de amanhã, dia em que será conhecida a composição da sua lista e em que haverá o primeiro contacto, mais oficial, entre o candidato e os associados do clube.
Continuaçao do post.

quinta-feira, março 03, 2005

ENTRE O PASSADO E O PRESENTE: AGORA... OLHANDO O FUTURO!

(Artigo de 4ª feira da autoria de Eduardo Torres, extraordinariamente publicado nesta quinta-feira, devido ao jogo da Taça de Portugal)

Concluída a longa digressão (muito mais longa do que inicialmente imagináramos...) pelo passado do Belenenses, vamos agora olhar para o futuro. Fá-lo-emos sob a forma do arrolamento de algumas ideias que consideramos fundamentais relativamente a toda a actividade e maneira de estar do clube.

Estas “propostas” têm naturalmente em conta o estado actual do Belenenses, que, em traços muito largos, podemos caracterizar do seguinte modo:


· Razoável saúde em termos financeiros.
· Bom património em termos de instalações, apesar da relativa antiguidade do nosso belo estádio e da quase sobre-ocupação do Pavilhão.
· Boa presença em várias modalidades extra-futebol mas sem concentração numa vitória que traga projecção. Sem desprimor, por exemplo, para o Campeonato Nacional de Râguebi do ano passado ou para feitos notáveis, até em termos internacionais, no Triatlo, a última conquista a ter alguma verdadeira repercussão foi a do Campeonato Nacional de Andebol, já lá vão 11 anos.
· Objectivos e prestações medíocres ou, no máximo, sofríveis, no Futebol.
· Acentuado adormecimento da Alma do clube e projecção cada vez mais diminuta, embora mantendo o estatuto de clube “simpático”.

Assim, os nosso objectivos passam por:

“RESPEITAR O PASSADO, CONSTRUIR O FUTURO”
“RESSURGIR”
“POR UM BELENENSES FORTE, ALEGRE E POPULAR”


Para tanto, entendemos que, entre outras, é preciso fazer as seguintes opções:

· Aumentar a duração dos mandatos da Direcção para 3 anos, de molde a que haja o tempo necessário para implementar uma política consistente. Por outro lado, a fim de se prepararem atempadamente as novas épocas desportivas, os mandatos devem terminar a 15 de Abril, e as eleições devem ser realizadas, no máximo, até 15 de Março.
· Diminuir o número de Vice Presidentes, com vista a aumentar a sua responsabilização e prestígio, bem como a garantir uma política coerente para o clube. Assim, propõe-se a existência de 6 Vice Presidências: Administrativa; Financeira; Património; Comercial; Imagem e Projecção; Desportiva (modalidades extra-futebol).
· A até agora inexistente Vice Presidência de Imagem e Projecção visa colmatar uma lacuna: a de uma política coerente e sistemática que permita transmitir uma imagem correcta, forte, respeitada e apelativa do clube, tanto directamente para as pessoas em geral, como para a comunicação social, e que permita torná-lo mais popular, atraindo novos adeptos. Cabe-lhe estudar a imagem que o clube deve projectar de si, e factores de diferenciação e identidade clubísticas que se tornem chamativos. Consideramos isto fundamental: um clube só capta e fideliza adeptos se tiver algo de estimulante que o caracterize e diferencie. Sem essa clara definição, dificilmente andaremos para a frente.

Esta Vice Presidência deverá englobar seis Departamentos:

1. O de Comunicação Social, que estudará e executará as melhores formas de lidar com jornais, rádio e televisão, de molde a facultar (e até, eventualmente, a criar) factos que sejam objecto de cobertura noticiosa (fonte de projecção do clube) e a disponibilizar a informação correcta e verdadeira, e que responderá e esclarecerá todas as deturpações, inverdades, desrespeitos ou omissões que os media tenham para com o Belenenses. (Exemplo: quando Jacinto João morreu, um jornal desportivo afirmou que ele e Matateu foram os únicos jogadores que não pertenceram aos “grandes”. Face a isso, dever-se-ia escrever ao jornal em causa, manifestando o respeito pela morte de Jacinto João e pelo grande jogador que foi mas lembrar que o Belenenses é um grande, facto historicamente não discutido durante décadas; que, nesse sentido, os grandes jogadores que o representaram pertenceram a um clube “grande”; que se lamenta que, aceitando o critério do jornal, se tenham esquecido jogadores como Pepe, Augusto Silva, Amaro, Vicente e as Torres de Belém, todos jogadores de enorme classe e popularidade).

2. O de Juventude, que estudará e executará políticas de captação de jovens, criando-lhe um ambiente atraente, acolhedor e fomentador de entusiasmo, e assegurará o relacionamento com as claques, apoiando-as, contribuindo para o seu crescimento, e para uma actuação forte e dinâmica mas balizada dentro de limites de civismo e correcção.

3. O de Expansão, que estudará e executará políticas que atraiam novos adeptos e entusiasmem os já existentes a acompanhar mais habitual e intensamente o clube, revitalizando a mística belenense, nomeadamente através de anúncios (na comunicação social ou em cartazes publicitários), de correspondência, de visitas - sobretudo de escolas mas também de outras instituições - às instalações do clube (estádio, piscinas, pavilhão, sala de troféus) e de iniciativas em que fique patente a grandeza apelativa do clube.

4. O Audiovisual, que coordenará a edição do jornal do clube, e facilitará a criação e a divulgação de livros, filmes ou discos em que a história e a alma do Belenenses estejam presentes. O jornal deve ser melhorado, tanto na apresentação quanto no conteúdo, não se limitando a entrevistas e notícias frias e dispersas: precisa de adquirir mais coerência como um todo e de transmitir alma e calor. Isso não depende dos redactores, que têm desempenhado bem a sua função, mas, sim, de quem dirige o jornal. Deve-se, por outro lado, criar condições para que ele esteja à venda nas bancas.

5. O de História e Arquivo, que assegurará a recolha, conservação e perpetuação de todos os factos relativos à vida do Belenenses, divulgando-os e apresentando-os de formas apelativas aos sócios, aos adeptos, à comunicação social e à população em geral.

6. O da Relação com os Sócios, que procurará incentivar, dinamizar e aproveitar a sua participação no clube e manter uma informação regular e atempada.
Esta Vice-Presidência deverá ainda incutir nos jogadores e treinadores que nos representem a forma como se pretende que falem do clube; fazer-lhes compreender que é ofensivo para o Belenenses estarem a falar nos assim chamados “três grandes” (visto que nós queremos retomar a tradição de ser um clube grande) e no desejo de chegar a um deles (embora sendo livres de tomar as opções que entenderem para a sua carreira; mas podem só declarar que têm ambição, e que essa ambição não tem limites). Mais ainda: no início de cada época, sobretudo para os recém-contratados, deve-se resumir o peso da história do Belenenses (por exemplo, mostrando e sublinhando o resumo do extraordinário palmarés que está no início da Agenda) e o significado de envergar aquela camisola, que é gloriosa e que foi honrada com sangue, suor e lágrimas.

· A também até agora inexistente Vice Presidência Desportiva coordenará e acompanhará todas as modalidades extra-futebolísticas, definindo e hierarquizando prioridades face aos meios existentes, de molde a potenciar as possibilidades de sucesso nas áreas que mais possam contribuir para o prestígio e popularidade do clube, nomeadamente:

1. Conquista de competições europeias (v.g., Hóquei em Patins) ou, pelo menos, participações com verdadeiro impacto.

2. Conquista de títulos nacionais que tenham maior repercussão pública.

3. Participação de atletas nossos em Campeonatos Mundiais e Europeus e, sobretudo, em Jogos Olímpicos, em condições que lhes permitam obter posições de destaque.

Para a prossecução destes fins, deve pedir aos responsáveis de todas as modalidades as pretensões e objectivos para a nova época, e reunir regularmente com eles para aferir do cumprimento (ou não) dos seus objectivos, das suas necessidades e das causas de eventuais insucessos. Nenhuma modalidade poderá “estar à solta”. Note-se que esta Vice-Presidência não visa substituir-se ao trabalho dos directores e seccionistas de cada modalidade mas, sim, coordenar a sua acção e torná-la coerente com os objectivos definidos pelo clube como um todo.

· Realizar campanhas de recuperação de antigos sócios, podendo incluir a redução drástica do quantitativo de quotas a pagar e, se possível, a manutenção do número de sócio. Devem idealmente ser feitas quando o Belenenses estiver “em alta” e com um texto expressivo e “inspirador”.

· Reactivar o Hóquei em Patins. Nela deve haver a aposta suficiente para podermos conquistar uma Taça europeia, só por isso se justificando a sua reactivação. (Em alternativa ao Hóquei em Patins, estudar a hipótese de criação de uma poderosa Equipa de Corta Mato, para o mesmo fim). A conquista de uma Taça Europeia deve ser um objectivo estratégico do clube. Repare-se que, no caso do Hóquei em Patins, isso só implicaria um investimento muito relevante na 3ª época, quando chegássemos à 1ª divisão; e de grande monta na época seguinte, para garantir a aludida conquista de uma Taça Europeia. Nestas 2 épocas, teria, evidentemente, que se reduzir o investimento em alguma ou algumas das outras modalidades de pavilhão e alta competição: Andebol, Basquetebol e Futsal. Atingido o objectivo pretendido, essas 4 modalidades voltariam a estar em igualdade de circunstâncias em termos de se escolher a(s) que justificaria(m), doravante, uma maior aposta. Esta, deverá ter em conta que um título (da Divisão principal, claro), tem maior repercussão do que três 4ºs lugares.

A aposta no Hóquei em Patins para conquistar uma prova europeia assenta no facto de ser uma modalidade de grande implantação em Portugal e em que aquele objectivo, por isso mesmo, se afigura, muito mais fácil de alcançar.

A elevada taxa de ocupação do Pavilhão, se necessário for, ultrapassar-se-à através do recurso a outro espaços, alugados, para treinos – não forçosamente do Hóquei em Patins mas, sim, da modalidade e/ou escalão em que provocar menos contratempos. Em termos de jogos, o nosso Pavilhão ainda permite mais utilizações.

· Explorar a já aventada hipótese de regresso à actividade do Ciclismo MAS somente se, em especial na Volta a Portugal, for possível obter resultados que não transmitam do clube uma imagem de debilidade (o que depende das parcerias que se conseguirem obter). É preciso verificar compatibilidade deste regresso com o objectivo estabelecido no ítem anterior.

· Rever e suprir faltas no elenco de sócios de mérito.

· Realizar campanhas de recuperação de antigos sócios, podendo incluir a redução drástica do quantitativo de quotas a pagar e, se possível, a manutenção do número de sócio. Devem idealmente ser feitas quando o Belenenses estiver “em alta” e com um texto expressivo e “inspirador”.

· Elaborar um questionário junto dos sócios por forma a conhecer melhor os gostos e motivações de cada um e o que os aproxima e afasta do clube, e adequar a oferta de produtos e serviços conforme a procura.

· Redefinir o conceito de sócio, assegurando-lhe maiores vantagens e premiando positivamente os mais assíduos e participativos. Tentar fazer uma elencagem de profissionais que sejam sócios do clube e que, a troco do aumento de clientela, propiciem descontos aos restantes associados.

· Incluir no jornal do Belenenses, em todos os números, um destacável com uma proposta de sócio que pode ser enviada para os competentes serviços do clube. A proposta deve ser o mais simples possível, só com os elementos identificativos absolutamente indispensáveis. Nos cafés das zonas onde o Belenenses tem mais implantação – Belém, Ajuda, Alcântara, Algés - deveria haver exemplares do jornal do clube, oferecidos.

· Dar prioridade máxima às acções tendentes ao aumento das assistências no Estádio do Restelo.

Todas as medidas possíveis devem ser tomadas nesse sentido, incluindo:

1. Política de preços coerente e consentânea com o poder de compra dos portugueses e tendo sempre presente o princípio de que é melhor obter a mesma receita com mais espectadores e bilhetes mais baratos do que o contrário. Diferenciar os preços das bancadas superior e inferior do lado Nascente (antigas Central e Lateral), e tentar que os sectores mais perto do relvado estejam mais compostos (transmitem mais calor; e aparecem em fotografias de jornais e imagens de TV. Público atrai público, desertificação atrai desertificação...).

2. Publicar alguns anúncios na Comunicação social.

3. Oferecer aos espectadores adereços que dêem alegria e colorido ao espectáculo: bandeiras, cachecóis. Instruir speaker para criar um ambiente coerente com as tradições do Belenenses (o grito é “Belém! Belém! Belém!” e não “Beléeeeeeem”).

4. Acabar com a necessidade de adquirir bilhetes de quota suplementar, aumentando, em contrapartida, as quotas em cerca de 5%.

5.Oferecer 2 convites por época para jogos de futebol a praticantes de todas as modalidades do clube; oferecer, a quem comprove a assistência a 80% dos jogos de cada Campeonato, em alternativa, a gravação em vídeo de 2 jogos ou um semestre de quotas pagas a novo sócio que se proponha (e que não tenha deixado de ser sócio nos 5 anos precedentes), assim premiando positivamente quem assiste aos jogos, incentivando a equipa com a sua presença.

· Recuperar a gestão da Loja Azul para o clube e promover a sua ampliação, dinamização e publicitação. Averiguar a possibilidade de abertura de espaços na Superior e na Central.

· Aumentar o número de bares disponíveis em dias de jogos de Futebol nas bancadas dos sócios. Os actuais são manifestamente insufuicientes.

· Reforço sustentado da equipa de futebol, mantendo a espinha dorsal ano após ano, colmatando as posições mais carenciadas e, por fim, procurando jogadores que possam transmitir um “toque de qualidade extra”. Por norma, não mudar mais do que 3 / 4, no máximo 5 jogadores por ano, visto que as equipas verdadeiramente competitivas se edificam com coerência e de forma continuada.

· Nas actuais circunstâncias, dar prioridade a treinadores estrangeiros, se possível contratados ainda antes do fim da época anterior (para melhor ficarem a conhecer as características do futebol português), que não venham com os “tiques” de subserviência e menoridade face a SLB, FCP e SCP.

· Pôr fim à política de recorrer a jogadores emprestados por outros clubes portugueses, nomeadamente por Benfica, Porto e Sporting, desde logo por negar a identidade do Belenenses. Em contrapartida, estabelecer protocolos com clubes estrangeiros, designadamente espanhóis e brasileiros. Se não for possível restabelecer imediatamente parcerias com clubes com a dimensão, por exemplo, de um Real Madrid (como existiu no passado), fazê-lo, para já, com outros de média dimensão.

· Criação, e verdadeira dinamização, de um Gabinete de Prospecção, não só a nível dos escalões secundários nacionais, mas também a nível internacional, nos mercados que tenham jogadores ao alcance da capacidade financeira do Belenenses e/ou em que sócios ou antigos praticantes do Belenenses (Salustiniano Lopes, Di Pace, Gonzalez, Mladenov...), directa ou indirectamente, se possam mover: Brasil, Argentina, Paraguai, Bulgária, Angola, Moçambique... Esse Gabinete deverá ser coordenado pelo Director-Técnico e dirigido por um profissional do Clube a 100%. Deve ser dada particular atenção aos jogos de selecções de sub-21 de países em que jogadores possam ser contratados a preços acessíveis.

· Orientar e programar as contratações de modo a que o Belenenses volte a estar representado
na Selecção Nacional de Futebol (implicando o ponderar das posições em que tal possa mais facilmente acontecer. Por exemplo, se, na Selecção, um dos postos de defesa lateral não estiver mais ou menos cativo, tentar contratar jogadores, para essa posição, com potencial para serem convocados para representarem a equipa nacional).

· A ser necessário vender jogadores, evitar fazê-lo para clubes portugueses, tentando, sim, transferi-los para clubes estrangeiros, inclusive diligenciando activamente para os tornar conhecidos.

· O Director-Geral deve ser uma pessoa que esteja completamente dentros dos meandros do futebol, com bastante garra e competência e que idealmente seja belenense. O Presidente da SAD deve constituir o garante do seguimento, pela SAD, dos valores, ideais e da estratégia definida pela direcção do Clube – e deve estar sempre presente com uma atitude de exigência e de evocação da identidade e dos objectivos do clube.

· Utilizar “Velhas Glórias” (Vicente, Artur Quaresma, Alfredo Quaresma, Filgueira, Tuck, futuramente Marco Aurélio) como motivo de mobilização e transmissão da mística azul, fazendo parte das equipas técnicas do futebol jovem ou somente em acções de formação e ensinamento da história azul e do seu passado no clube. Aproveitar bem a figura de Vicente como representante de excelência e de glória no Belenenses.

· Fazer um anúncio muito amplo e sedutor de torneios de captação para o futebol jovem, 3 vezes ao ano (Fevereiro, Maio, Julho).

· Incentivar as modalidades a terem um site próprio, como já acontece com o Basquetebol.

· Equidistância face aos outros clubes grandes e política sagaz de consonância com clubes de dimensão média (v.g.. V.Guimarães, Sp. Braga, V. Setúbal...) contra os privilégios de que alguns clubes beneficiam. Estudar a viabilidade de colaborar no surgimento de um jornal que capitalizasse a não atenção dada pelos outros jornais desportivos a todos os clubes menos 3 e às modalidades extra-futebol. Estabelecer parcerias com rádios.

· Comemorar condignamente o ano de 2006, em que passam 85 anos do 1º jogo internacional do Belenenses; 80 anos da conquista do 1º Campeonato de Lisboa; 80 anos da obtenção dos terrenos das Salésias; 75 anos da morte de Pepe; 60 anos da conquista do Campeonato Nacional; 55 anos do ingresso de Matateu no Belenenses; 50 anos da inauguração do Restelo; 45 anos da estreia nas competições europeias; 40 anos do fim da actividade futebolística de Vicente, entre várias outras efemérides, com:

1. Homenagem aos Campeões sobrevivos de 1946.
2. Publicação de livro sobre o Campeonato de 1946.
3. Publicação de livro “Das Salésias ao Restelo”, com a história dos parques desportivos do Belenenses.
4. Realização de jogo com equipa de prestígio: idealmente o Real Madrid ou o Barcelona, em alternativa o Sevilha, nosso 1º adversário em jogos internacionais, em que haja
5. Uma ampla divulgação de forma a garantir uma grande assistência para um programa em que, antes do jogo, haveria a projecção de filme (a realizar) sobre o passado o presente e o futuro do Belenenses, feito de modo impressivo, tocante e que, ao interagir com o público, permita a criação de um ambiente de grande entusiasmo. O filme seria posteriomente vendido em DVD e VHS.

· Adquirir terrenos em locais com preços acessíveis (e não, portanto, no Restelo) onde se possam construir projectos imobiliários que sejam geradores de receitas complementares às do Bingo e ás do projecto imobiliário do Restelo.

· Abertura de espaços para lojas na Bancada Nascente, de cujo arrendamento resultem receitas para o clube.

· Colocação no Estádio do Restelo de algo (iluminação projectada com o símbolo do clube) que o permita ser visto de longe e ser uma referência “azul” para a zona da grande Lisboa.

· Tentar, no possível, dotar as instalações do Restelo de elementos e características presentes nos novos estádios.

· Diligenciar para que os empregados do clube estejam imbuídos do necessário e correcto espírito e o transmitam dignamente em todos os contactos públicos.

Quanto ao futuro a médio e longo prazo, falaremos em próximo artigo.

Shame on you!

É com um profundo sentimento de revolta que regresso da Reboleira. Não pela derrota em si, mas por cada vez mais, e hoje mais que nunca, ter a certeza que muitos dos nossos jogadores e equipa técnica não merecem a camisola que envergam. Usam-na como se fosse algo perfeitamente banal vestir esta camisola. Usam-na assim, porque não lhes ensinam que esta camisola já custou o suor de muitas gerações de Belenenses. Usam-na assim, porque quando a desrespeitam não lhes mostram que no Belenenses só há um caminho: o da luta! Ganhando ou perdendo, exige-se luta, garra, querer.

A azia é tal que não me vou alongar muito. Podíamos ter ganho na Reboleira, indesmentível. Aliás, a haver um justo vencedor nos 90 minutos eramos nós, pois o guarda-redes do Estrela da Amadora, Paulo Lopes, fez uma exibição do outro mundo, com pelo menos 3 defesas fenomenais e mais um par de boas defesas. Quanto a Pedro Alves, encaixou algumas bolas, pois apesar de algumas boas ocasiões, o Estrela conseguiu atirar dois remates para fora do estádio...

Incrivelmente, o Belenenses entrou com aquela atitude altiva de quem se acha superior. Isto ante uma equipa sem grande qualidade (2ª Liga), mas que se encheu de brios e garra e foi a única que pensou exclusivamente na vitória do princípio ao fim. E o prolongamento foi uma verdadeira vergonha, ao nível dos piores jogos da época passada, com um sufoco constante na nossa área.

De positivo no Belenenses, Neca que fez um jogo muito bom, atacando e defendendo (estupidamente, na bancada, chamavam nomes a Neca quando pressionava os adversários, diziam que ainda ia para a rua. Com adeptos destes...) e Sousa, com um jogo de grande entrega e onde podia ter selado a vitória nos últimos minutos. Pela negativa, nem vale a pena falar. O marasmo, a mornice, o laissez-faire que cada vez mais nos caracterizam e que nos fizeram perder mais uma oportunidade sublime de ganhar a Taça de Portugal.

No banco, hoje Carvalhal até esteve bem. Mas só hoje. Li declarações dele ontem, perfeitamente aberrantes, em que afirma que o que interessa é fazer um campeonato tranquilo e a Taça é uma competição paralela, que iam ver o que se podia fazer. Isto a 2 jogos da final só pode ser gozar com quem lhe paga. Porque se a Direcção, a sua entidade patronal, concorda com esta atitude idiota e lhe dá o "amen", em útlima instância a entidade patronal de Carvalhal são os adeptos, e esses não lhe podem perdoar a falta de âmbição. Já não sei se Carvalhal quer chegar ao Porto ou ao Benfica. Mas por este andar, só se for, com todo o respeito, ao Benfica de Castelo Branco. Impressionante o laxismo que grassa neste clube e que contamina quem cá chega, pouco tempo depois de querer ganhar a Taça de Portugal pelo Leixões e de passar uma eliminatória da Taça UEFA com uma equipa da 2ªB.

É preciso muito trabalho psicológico. E é preciso ensinar aos jogadores o que é o Belenenses. Vejo todos os jogadores, de todos os clubes, "comerem a relva". Vejo os nossos calmamente instalados em campo, mais parecendo que estão no sofá, gozarem o seu ordenado pago a tempo e horas e cumprindo esse terrível aborrecimento que se chamam jogos.

Uma última achega para o árbitro, Paulo Paraty. O que aconteceu a meio da 2ª parte não é um erro do árbitro ou uma falha de comunicação da equipa de arbitragem: o fiscal de linha, a 15 metros do lance, levanta a bandeirola e assinala penalty que se traduziria na expulsão do jogador do Estrela. O árbitro, a 30 metros e por trás das costas do jogador, diz que não é penalty. Até aqui tudo bem. Mas transforma-se em caso de polícia quando o fiscal de linha mantém a bandeirola levantada a olhar para o árbitro, o Belenenses pára de jogar, e o árbitro se RECUSA a ouvir o que o fiscal de linha tinha para lhe dizer. Deus queira que passe muitos anos na prisão.

Cada vez mais estou farto. De gastar tempo e dedicação neste poço sem fundo chamado Belenenses. Onde por cada um que rema para a frente, há 10 ou 15 a remar para trás. Basta! Chegou a hora de dizer chega a esta palhaçada! Temos de assumir claramente as nossas responsabilidades, ou a nossa morte será mais rápida do que a maioria imagina. A jogar como jogamos, jamais subiríamos da 2ª Liga. Se lá caírmos, pode ser uma queda sem retorno. E o 10º lugar hoje na Superliga, esse grande resultado, pode ser daqui a 2 ou 3 anos o 10º lugar na 2ª Liga. Um campeonato tranquilo...

Estou muito, muito triste. Sentissem eles um décimo do que eu sinto por este clube...

quarta-feira, março 02, 2005

DESILUSÃO

O Belenenses foi esta noite afastado da caminhada em direcção ao Jamor pelo Estrela da Amadora, após 120 minutos sem golos e 8 penaltys para cada lado. Wilson, o histórico central azul, falhou a sua grande penalidade.

Para mais tarde fica a análise às incidências do jogo.
Por agora apenas quero referir que se trata de um enorme balde de água fria, uma desilusão que nos enche a todos de tristeza.

terça-feira, março 01, 2005

Objectivo... TAÇA!

Temos vivido um campeonato sem objectivos, seguindo à risca a velha máxima de “pensar jogo a jogo”. Parece-me que nunca alguma equipa levou tão à letra o “participar” ao invés do “competir”, sem com isto querer tirar qualquer mérito aos resultados alcançados pelo Belenenses esta temporada que, apesar de curtos para um clube com os pergaminhos do Belenenses, têm afastado o fantasma da despromoção que nos atormentou até aos últimos minutos da temporada passada.

De facto, o grande fantasma do Belenenses nesta Superliga chama-se falta de objectivos, ou se quisermos ser mais analíticos, o estabelecimento de um objectivo que não é carne nem peixe. Com um plantel com algum valor, capaz de aspirar a muito mais que a manutenção, obviamente o nosso objectivo não poderia ser a fuga à despromoção, pois essa no início da temporada, excepto um cataclismo (como o da temporada passada), estava já afastada do horizonte. Então, se em 18 equipas claramente 7 ou 8 estabelecem como objectivo não descer, qual será o nosso papel no seio das 10 equipas restantes? 3 assumem claramente o ataque ao título, restando então comente 7 equipas. Dessas 7, pelo menos 4 definem como prioridade o acesso às competições europeias. Restam portanto 3, na minha óptica Belenenses, União de Leiria e Nacional da Madeira. São equipas com plantéis com algum valor, que possuem alguns dos melhores jogadores da Superliga (Antchouet, Edson ou Adriano, por exemplo), capazes de jogar em qualquer equipa do campeonato, mas que por um motivo ou outro estabelecem o objectivo do campeonato tranquilo e o resto “logo se vê”.

A situação do Leiria facilmente se compreende dada a sua falta de bases de apoio que só uma gestão rigorosa e interessante do ponto de vista desportivo é capaz de manter ano após ano entre a primeira metade da tabela, com algumas “gracinhas” pelo meio. Atente-se só em alguns dos jogadores do Leiria e perceba-se que há claramente inteligência: Helton, internacional A Brasileiro, um guarda-redes de bom nível, é de há alguns anos a esta parte, mais birra menos birra, o guardião da baliza ; no lado esquerdo, Edson vive o drama de jogar na Superliga, já que é preferível contratar um Fyssas, um Dos Santos ou um Leandro, completamente desenquadrados da realidade nacional e cujo valor futebolístico é duvidoso, a contratar aquele que tem sido um dos melhores jogadores do campeonato nos últimos anos. Mas todo o mérito vai para a sua contratação por parte do Leiria, que o conseguiu trazer para Portugal depois de ter passado um ano no Brasil após uma passagem não muito bem sucedida pelo Marselha, onde mesmo assim jogou durante toda a temporada com regularidade, numa equipa que atingiu a final da Taça UEFA nesse ano ; na frente, Krpan vem para o Leiria após ser o melhor marcador do campeonato Croata. Apesar de pessoalmente não o considerar um grande jogador, é claramente um jogador de classe e que tem vindo a ser importante na manobra Leiriense ; João Paulo continua esquecido em Leiria e faz dupla com Renato que passou uns meses no Leixões a pensar que ficaria rico tendo depois percebido que rico só no papel, que em termos monetários era complicado “ver” o prometido ; Otacílio é um experiente trinco brasileiro, que fez a carreira em clubes de topo e dá uma óptima consistência ao meio-campo defensivo, onde tem a seu lado Paulo Gomes, mais um a viver o tal “drama de jogar na Superliga”. Há ainda outros jogadores no plantel com bastante interesse, mas só estes já dão para formar uma equipa interessante e não seriam de desdenhar por um qualquer candidato ao título. É pelo menos esta a minha opinião. E Mourinho também disse que com 3 jogadores do Leiria (ou de qualquer Leiria deste campeonato) conseguiria ser campeão. Foi campeão, nacional, da Europa e do Mundo (porque o título mundial é mais dele que de qualquer outro treinador) com Valentes, Ferreiras, Tiagos, Macieis, Derleis e outros que tais… Compreendo que, apesar deste plantel recheado de valores, o Leiria tenha sempre ambições modestas. Porque como já foi referido, assenta numa base de apoio inexistente.

Já o Nacional da Madeira é um caso diferente: graças aos impostos de todos os portugueses, chega ao Brasil e compra, troca e destroca jogadores de topo como lhe apetece. Se os outros vão ao Ipatinga ou à Portuguesa Santista buscar o ponta-de-lança suplente, o Nacional vai ao Palmeiras ou ao Cruzeiro buscar o tal ponta-de-lança suplente. Surgem assim na Madeira alguns bons valores Brasileiros que, mesmo assim, têm dificuldade em dar alguma consistência ao Nacional, o que não poderá ser dissociado do peso da insularidade, situação igualmente vivida pelo Marítimo, que no entanto já se conseguiu libertar um pouco dessa situação.

Temos então o nosso Belenenses, com um plantel equilibrado, alguns bons jogadores, uma base de apoio interessante do ponto de vista nacional, situação financeira estável e que, numa análise a frio, parece ter condições para aspirar a muito mais. Então porquê tão pouco? Tem-se falado que este, mais que um ano zero (que é normalmente o que temos ano após ano, nunca chegamos ao ano 1 e, a única vez que chegámos nos últimos anos, com Marinho Peres, fomos escandalosa e deliberadamente “empurrados” para o meio da tabela), é até um ano menos um. Não um ano de transição, mas um ano de transição na renovação. A construção da tal “espinha dorsal” para os próximos anos parece estar a ser feita, restando-me desejar que o trabalho efectuado não seja destruído já no próximo Verão. A renovação com o treinador, apesar de eu ser assumidamente contra contratos prolongados (mais de uma temporada) com treinadores, pois na minha óptica eles são meras “peças” do projecto e não os “mentores” do projecto, deixa algumas garantias que há um trabalho que está a ser feito com continuidade. Mantendo a base deste plantel e contratando não mais que 3 jogadores que façam a diferença, poderemos aspirar a um dos 5 ou 6 primeiros lugares na próxima época. Aliás, justiça seja feita, se houvesse honestidade na Superliga, o Belenenses teria neste momento mais uns 8 pontos e em vez de estarmos com a “boca seca”, estaríamos a lutar pelo título… mas apesar de tudo, temos de ser também nós honestos e perceber que este Belenenses não tem “estaleca” para tão altos voos. Mas será que os assumidos candidatos têm? Ou não passam de bluff e uma “boa imprensa” que lhes dá toda a cobertura?

Resta-nos então a Taça, da qual se disputam os Quartos de Final já amanhã, na Amadora, ante o Estrela da Amadora. Quais serão os objectivos na Taça? Serão os mesmos dos adeptos? Será que a equipa e dirigentes têm a mesma noção dos adeptos, que temos este ano uma boa oportunidade de levantar a Taça (tal como o ano passado, onde infelizmente falhámos penosamente)? Como iremos jogar à Amadora? Jogar jogo a jogo, calmamente, esperando o desenrolar do jogo e que a sorte nos sorria? Ou entraremos demolidores, com vontade de resolver o jogo com 2 ou 3 golos logo na 1ª parte, pois a ambição de levantar a Taça sobrepõe-se ao respeito por uma das melhores equipas da 2ª Liga? E os nossos jogadores emprestados ao Estrela, jogarão contra nós? Mauro e Rui Borges, apesar de não serem fundamentais na manobra do Estrela, são jogadores com valor e que nos podem complicar a vida. Ora se nós somos “anjolas” quando jogamos contra quem nos empresta, será que também seremos “anjolas” quando jogamos contra aqueles a quem emprestamos?

Amanhã, na Amadora, espero sinceramente que haja uma invasão azul. Espero que pelo menos os adeptos Belenenses ainda sejam ambiciosos e desejem ganhar a Taça. Espero que com bilhetes a preços razoáveis (honra seja feita à Taça), um mar azul inunde a Reboleira, independentemente do frio, da chuva, do dia ou da hora.

Porque o Belenenses tem história, mas precisa urgentemente de fazer ainda mais história! Porque a história vale o que vale, e sempre há-de relembrar as conquistas do passado. Mas dos fracos não reza a história. E se ontem éramos fortes e inolvidáveis, não continuemos neste marasmo de ambição e a fazer correr o tempo, correndo para o esquecimento. Porque há que marcar o golo da vitória o mais cedo possível, sob pena da derrota final ser inevitável. E perpétua.