domingo, setembro 12, 2004

Andebol: derrota pesada na apresentação - Belenenses, 21 - Setúbal, 26

A equipa principal de Andebol realizou esta tarde, no pavilhão Acácio Rosa, o jogo de apresentação aos sócios. Assim, e poucas horas depois de ter disputado a final do Torneio do Boa Hora contra o Sporting (derrota por 21-24), o Belenenses recebeu a equipa do Vitória de Setúbal, num jogo amigável que abriu o calendário desportivo das comemorações do 85º aniversário do Clube de Futebol "Os Belenenses".

Nas bancadas encontravam-se algumas centenas de sócios e simpatizantes, bem como adeptos adversários. Todavia, e num jogo de "portas abertas" esperava-se mais público e mais apoio à nossa equipa...

Os minutos iniciais disputaram-se com grande equilíbrio. O Setúbal adiantava-se no marcador, para logo o Belenenses empatar. Todavia, só aos 08m:43s que a nossa equipa alcançou a primeira vantagem (5-4).

A meio do primeiro tempo o Belenenses alcançou a sua maior vantagem durante o jogo (3 golos). Durante este período, e muito por culpa da excelente exibição do nosso guarda-redes, o Belém teve a oportunidade de dilatar o marcador... Todavia, os níveis de concentração da equipa baixaram, e o Setúbal foi-se reaproximando no marcador.

Aos 28 minutos, os sadinos passaram para a frente do marcador (12-13), mantendo a vantagem de um golo até ao final do primeiro tempo.

Antes do início da segunda parte, alguns elementos da equipa entregaram camisolas oficiais à claque mais antiga do clube - a Fúria Azul - como forma de agradecimento pelo apoio ao longo de toda a temporada 2003/4. A iniciativa foi saudada com forte aplauso por parte dos sócios e adeptos presentes.

O segundo tempo iniciou com um penalty falhado por parte dos de Setúbal e com o golo do empate a 13. O Belenenses parecia querer dar a volta ao resultado... Todavia, e depois das duas equipas chegarem aos 10 minutos de jogo com uma empate (16-16), o Belenenses esteve mais de 8 minutos sem marcar. Durante este período a equipa do Setúbal construiu uma vantagem de 3 golos (17-20) que iria continuar a ampliar...

A falta de agressividade defensiva, o desacerto ofensivo (com grande hesitação no remate de meia distância e uma insistência irritante no jogo interior, com o pivot, quase nunca produtivo) e elevados níveis de desconcentração foram permitindo ao Setúbal gerir a vantagem e estragar a festa azul. Aos 25m:26s o Belenenses perdia por 19-25.

Conquistada uma vantagem suficientemente larga, o treinador sadino retirou de jogo os melhores elementos da equipa (o número 22, por exemplo) e colocou em campo jogadores "do banco", permitindo ao Belenenses reduzir ligeiramente a desvantagem para os 21-26 finais.

No final foi entregue à equipa setubalense a Taça Aniversário. A sua vitória foi indiscutível, e é bem possível que com a primeira equipa em campo durante todo o jogo a vantagem tivesse sido maior.

O Belenenses revelou carências ao nível do jogo ofensivo. Falta confiança no remate de meia distância e imaginação na hora de construir jogo. A equipa insiste no jogo dirigido ao pivot, mesmo quando esta solução é claramente desajustada à estratégia defensiva adversária.

Perder "a feijões" não é grave, mas a nossa equipa perdeu uma excelente oportunidade para fidelizar sócios e adeptos.

sábado, setembro 11, 2004

Imaginemos...

... que eu tenho um carro clássico, em excelente estado de conservação. Imaginemos agora que o Automóvel Clube de Portugal me pede o carro, porque está a preparar uma equipa para entrar na Mille Miglia, uma competição destinada a automóveis clássicos.

Como é óbvio, para mim é uma honra que o carro que tanto trabalho me deu a encontrar numa garagem esconsa, algures no Fundão, seja escolhido entre todos os existentes em Portugal para participar nessa prova em representação do ACP. Afinal, é o culminar de um trabalho de restauro que me ocupou umas largas centenas de horas (terão sido milhares?) e me esvaziou a carteira de umas dezenas de milhares de euros. Mas, caramba, o meu carro vai representar o meu país.

No dia combinado, almoço com o piloto que irá conduzir o meu carro. É uma conversa afável, em que ele elogia o meu carro e o que tenho trabalhado nele. Agradeço a simpatia, mas recordo-lhe os problemas que a caixa de velocidades tem dado, pedindo-lhe para não ser demasiado exigente com a mesma e para, por favor, evitar a todo o custo fazer passagens de caixa demasiado rápidas. Saudamo-nos calorosamente à saída, ele satisfeito por poder conduzir uma fantástica peça de museu, eu orgulhoso deste carro que é quase a obra de uma vida.

Vou acompanhando a prova pela Internet e pela Comunicação Social, e preocupa-me o facto de logo no primeiro dia ter havido uma "chatice" com a mecânica. Telefono para Itália e um dos responsáveis pela representação portuguesa diz-me que houve um problemazinho com a caixa, mas está já resolvido, para não me preocupar. Assim faço, contente pelo bom tempo alcançado pela equipa portuguesa.

No dia seguinte... a equipa portuguesa perde mais de 2 horas e meia por causa de novo problema com a caixa. Ligo ao responsável inquirindo sobre os problemas, mas novamente me dizem que é um problema menor, já resolvido. Começo a preocupar-me, afinal tenho uma prova de clássicos na Serra da Estrela 3 dias depois da chegada do carro. Será que vem em condições?

Finalmente o meu carro chega. A prova correu mais ou menos, mas o mais importante foi representar o país. Por outro lado, um milionário russo até está interessado no meu carro. Pobre coitado, não sabe o valor das coisas. Abro a porta com saudades, ligo a ignição, ouço aquele ronronar que me põe louco. Embraiagem a fundo, 1ª... a 1ª está complicada... o piloto faz um sorriso amarelo, e o responsável ainda me diz: "Maçarico!" Bom, vou tentar em 2ª... nada, nem sequer entra. Saio do carro fulo, tenho a prova daqui a 3 dias e nem consigo levar o carro para casa.

Pedem-me desculpa, e avisam-me que daí a 4 meses há uma prova de clássicos em França, que o meu carro foi muito apreciado e que gostariam de contar com ele. Explicam-me detalhadamente o problema com que o carro ficou. E enviam-me o carro para casa... no reboque! Passo os 2 dias seguintes a abrir o motor, para chegar à caixa que não percebo porque não funciona. Tal como eles me haviam dito, só com uma caixa nova. Mas uma caixa nova tem de vir de Inglaterra, pelo menos uma semana! E aquela prova em que eu queria tanto entrar, que a minha mulher até quer ir comigo! Afinal, o carro é de quem? Quem é que o restaurou? Quem é que investe nele?

Isto lembra-vos alguma coisa?

sexta-feira, setembro 10, 2004

Marco Aurélio, o Imperador!

O guarda-redes Marco Aurélio, há 6 épocas no Belenenses, é actualmente um símbolo do nosso clube, para além de ser considerado por muito o melhor guarda-redes a actuar em Portugal. Fomos conhecê-lo melhor e descobrimos um homem sereno, bem-disposto e em que se nota, a cada frase, um enorme carinho por este clube que também já é o seu.

Como surgiu a hipótese de vir para Portugal? Era um campeonato aliciante?
A oportunidade surgiu quando estava no Santa Cruz, do Recife, os dirigentes do Rio Ave foram assistir à final do campeonato Pernambucano e depois do jogo convidaram-me a vir para cá. Tinha 26 anos, achei muito interessante o convite, resolvemos as questões com o Santa Cruz (tinha contrato até ao fim da época) e vim com muita expectativa. Fiquei muito contente.

Os primeiros tempos em Portugal, foram positivos?
Sim, foram positivos. Na primeira época no Rio Ave, não fizemos uma época muito boa, fiquei só meia época e transferi-me para o Farense, onde fiquei época e meia. Desportivamente aí as coisas correram melhor, financeiramente é que não, pois o Farense tinha algumas dificuldades. Depois, surgiu o convite do Belenenses, já lá vão 6 épocas, e até cá as coisas têm corrido bem, tirando a época anterior. Mas penso que dentro daquilo que tinha traçado para a minha carreira as expectativas estão satisfeitas.

Está há tantos anos no Belenenses, quais os aspectos positivos e negativos que tem encontrado?
Bom, há mais aspectos positivos que negativos. É um clube completamente diferente de todos os outros, a empatia que há com sócios e direcção, é um clube que tem marcado a minha vida não só profissional, mas também social, e estou realmente muito satisfeito em estar aqui. Já estou cá há 6 épocas, pretendo continuar por cá enquanto me quiserem, e pretendo dar o melhor ao clube para retribuir o que têm feito por mim, porque sem dúvida que o Belenenses é o responsável por todo o ênfase que consegui na minha carreira desportiva. Por isso, quero ajudar o Belenenses cada vez mais e elevar cada vez mais alto o nome do clube.

Já teve propostas para sair? Não acha o Belenenses um clube limitado para a sua categoria?
Propostas houve muitas coisas, mas nada oficial, muita especulação, nunca nada foi concretizado. Eu estou muito satisfeito no Belenenses. Acho que a carreira de um profissional é curta, temos de aproveitar as oportunidades, especialmente a nível financeiro que possam dar um futuro melhor à nossa família, mas para sair do Belenenses tinha de ser uma coisa que valesse muito a pena, não trocava o Belenenses por uma pequena diferença em termos financeiros. Estou bem em Lisboa, a minha família também, e isso é importante. E o clube tem-me mantido satisfeito. Para sair tinha mesmo de ser uma proposta muito aliciante, o que nunca aconteceu. Penso que o Belenenses é um clube grande, estou a cumprir os objectivos que tinha traçado para a minha carreira, e não me sinto minimamente diminuído por nunca ter jogado num dos “chamados” 3 grandes. Estou satisfeito e motivado, isso é importante e enquanto me sentir assim quero continuar a carreira aqui no Belenenses.

Depois de uma época para esquecer, o clube está a entrar no rumo certo?
Penso que sim. Fizemos duas épocas boas, ficámos em 5º e 6º, mas no futebol há ciclos que terminam e começam, e o ano passado não correu realmente bem. Tivemos muitas dificuldades para ficar na Superliga, e todos temos de assumir responsabilidades: jogadores, direcção, todos tiveram erros. É importante que os erros não se repitam. Esta época começámos bem, o grupo é forte, o treinador tem colocado uma mentalidade vencedora, que procura sempre o ataque, a vitória, o golo. Temos assimilado bem isso, os jogadores têm características para jogar da forma como o treinador gosta. Fizemos uma boa pré-época, e o primeiro jogo também foi bom, acho que a equipa vai subir de produção ao longo do campeonato e há a preocupação de jogar bem, pois assim é mais fácil chegar à vitória.

E os objectivos para esta época, quer no campeonato, quer na taça?
Bom, esta é uma época de transição, o objectivo é ficar nos 10 primeiros, mas se pudermos chegar lá acima, não enjeitaremos. Mas o essencial é uma época tranquila para na próxima época procurarmos um objectivo maior. A Taça é uma competição especial, se conseguirmos ganhar a Taça era óptimo. Desde que cheguei a Portugal que tenho essa ambição, jogar no Jamor, é um dia especial, de festa. É um jogo diferente. O ano passado fomos às meias finais, quem sabe não é esta época.

Qual o objectivo a nível pessoal?
Tentar manter um bom nível exibicional, estar sempre bem, porque se estiver bem na minha posição estou a ajudar o colectivo. Procuro sempre dar o meu melhor para que todos juntos consigamos fazer uma época tranquila.

Ao longo da sua carreira quem foram os colegas que o marcaram mais?
Já joguei com muitos jogadores de qualidade e óptimas pessoas… No início da minha carreira tive a oportunidade de, no Botafogo, jogar com o Sócrates. Ainda apanhei o final da carreira dele. Eu estava a começar e ele era consagrado, só treinar ao lado dele, marcou-me. E era um jogador excepcional. No Santa Cruz também houve outro jogador que me marcou, e que jogou cá em Portugal, que era o Zé do Carmo, que foi uma pessoa que ficava comigo nos estágios e me marcou muito. Aqui em Portugal, quando cheguei ao Rio Ave o Sérgio China foi importante a ajudar-me a adaptar, devo muito a ele. Aqui no Belenenses também houve vários, o Filgueira também é um jogador que admiro muito, não só como jogador mas como pessoa, uma pessoa fantástica. Mas havia muito mais, estou a deixar vários de fora.

Até quando pensa continuar a jogar?
É difícil de responder. Enquanto o atleta tiver condições físicas e motivação para jogar… há que ser auto-crítico, saber quando não conseguimos acompanhar o ritmo. Mas penso que a idade não é o factor primordial, há jogadores mais novos mas sem motivação. Eu ainda tenho, estou com 34 anos e não penso parar de jogar. Eu gosto deste meio e é bom a gente trabalhar numa coisa que nos dá prazer. Enquanto estiver física e psicologicamente bem, e com motivação, continuo a jogar. Mas por enquanto não penso nisso.

Após acabar a carreira, pretende ficar ligado ao futebol?
Ainda não pensei muito sobre isso, é prematuro. Um dia terá de acontecer, mas logo se vê. Mas gostava de ficar ligado ao futebol, tenho experiência dentro do futebol e gostava de passar isso a outros. Tenho o futebol no sangue, quando terminar a carreira logo se vê. Gostava de ficar aqui, a minha esposa é enfermeira no S. Francisco Xavier, a minha filha está adaptada à escola. Tudo depende das oportunidades que surgirem na altura.

Está ciente do respeito que os sócios do Belenenses têm por si. De onde pensa que vem esse respeito?
Bom, eu penso que é importante que o jogador responda às expectativas dos sócios. Por outro lado, fora do campo procura dar atenção a todos, tento ser humilde, acho que as pessoas reconhecem isso. Também estou cá há alguns anos, e sinceramente gosto muito dessa interacção com os sócios, sinto-me mesmo honrado quando sou reconhecido na rua e as pessoas vêm ter comigo e incentivam-me. É gratificante, porque procuro fazer o melhor, mas é sempre bom ser reconhecido. Sinto-me muito orgulhoso das pessoas relacionarem o Marco Aurélio e o Belenenses, é muito positivo.

A religião é uma nota constante da sua vida. Sempre foi assim, ou houve um momento em que precisou de buscar algo mais?
Bom, desde muito jovem, logo desde o início da carreira comecei a frequentar os Atletas de Cristo. Desde essa altura a minha vida pauta-se pela Bíblia. Sou Evangélico, acredito em Jesus Cristo, a minha vida está baseada nisso, na Bíblia, nos seus ensinamentos de vida, e tem-me ajudado muito quer ao nível desportivo, quer familiar, e tudo o que eu faço tem de ser de acordo com a palavra de Deus. Penso que é um dos factores para ter sucesso na minha carreira. Deus está sempre comigo, nos momentos bons, maus, e isso é importante para me dar força quando as coisas não correm tão bem, porque sei que Ele está ao meu lado e vai-me ajudar a sair daquela situação, e gosto também de comemorar com Ele os momentos bons. Tem-me ajudado muito.

É supersticioso?
Não, acredito em Jesus Cristo. Creio Nele, antes dos jogos faço uma oração, para que Deus dê uma ajuda à equipa, nos livre de lesões, mas lá dentro temos de correr, porque se não fizermos a nossa parte…

Quem é na sua opinião o melhor guarda-redes em Portugal? E no Brasil? E no mundo?
Em Portugal sou eu! (Risos) Há bons guarda-redes em Portugal, mas posso ser eu! No Brasil gosto do Dida, gosto de o ver jogar, é muito frio. É muito alto, com uma grande envergadura, aliás, joguei contra ele no início da carreira. A nível mundial gosto muito do Buffon, do seu posicionamento, da sua tranquilidade. Tive pena de não ver o Buffon a treinar no Restelo, mas estava de férias no Brasil.

Diz-se que o Pedro Alves tem muita qualidade. Quais pensa serem as suas principais qualidades?
O Pedro é um excelente guarda-redes, precisa é de jogar. É uma posição difícil, só um é que joga. Precisa de jogar para ganhar experiência e tranquilidade, isso só vem com os jogos. Vejo nele muitas qualidades, é jovem, trabalha muito bem, procura sempre aprender e eu também aprendo com ele. Estamos sempre a aprender. Ele tem todas as qualidades, posiciona-se bem, sai-se bem, é tranquilo. O resto vem com o tempo e com jogos. Assim que tiver oportunidade e entrar na equipa o tempo vai fazer dele um grande guarda-redes.

Vai ser um digno sucessor do Marco Aurélio…Penso que sim, tem tudo… Não digo sucessor, ele tem todas as condições para jogar. Ele tem procurado, eu também tenho dado tudo, e penso que é uma competição sadia onde cada um procura o seu espaço.

Que conselhos darias a um jovem que pretende ser guarda-redes?
É uma posição que exige muito treino, onde não se pode desistir nunca, é preciso preserverança, porque as coisas muitas vezes não acontecem como desejaríamos e é preciso muita força dar a volta à situação. Na minha carreira, para chegar até aqui, já passei muitas coisas difíceis, muitas adversidades, se tivesse desistido pelo caminho não estaria aqui. É preciso trabalhar muito, muita disciplina, e não desistir nunca, ir até ao fim. O guarda-redes não põe falhar. Você pode estar bem 90 minutos, tem uma falha, e o peso fica sobre o guarda-redes. Tem de saber superar isso, mas é uma posição bonita, diferente, vestimo-nos de forma diferente dos outros todos (risos) e eu gosto muito. Sempre quis ser guarda-redes, também influenciado pelo meu pai, que era guarda-redes amador. Ia ver os jogos dele, junto da baliza, e ele dava-me luvas e equipamentos. E… também não tinha muito jeito para jogar à frente (risos)

Uma mensagem final aos adeptos do Belenenses, e em particular aos fãs do Marco Aurélio.
Bom, mais que uma mensagem, é um pedido. Apoiem-nos, acreditem na equipa, estamos a trabalhar para devolver o Belenenses aos lugares cimeiros que merece. Queremos fazer uma boa época, tranquila, com bom futebol, e queremos trazer gente ao Estádio. Nós gostamos de entrar e ver os adeptos nas bancadas a puxar por nós. Espero que os adeptos venham ao Restelo e nos apoiem, porque ajudando-nos estão a ajudar o clube.

Belenenses no Mundo

Esta rúbrica, iniciada no início da semana, tem vindo a receber felicitações de muitos adeptos, e garantia de colaboração futura. Hoje, apresentamos uma foto publicada no jornal Record com um adepto Belenenses bem conhecido de todos nós em Koprivnica, aquando do Slaven Belupo - Belenenses. Cá fica, para a posteridade:


Luís Lacerda

Koprivnica - Croácia

quinta-feira, setembro 09, 2004

Mentiroso!

Manuel José exigiu, para continuar no Restelo, ter plenos poderes sobre a constituição da equipa. Dispensou 16 jogadores, entre os quais jovens de valor como Rui Duarte, Fajardo e Bruno Fernandes, e outros jogadores com provas dadas, como Odaír. Entraram anedotas como Valdiran, Byang-Min ou Sané... enfim. Graças a Deus, ainda conseguiu ir buscar o Pélé, um óptimo jogador.

A época começou da melhor forma, sem qualquer dúvida. Mas entretanto, surgem uma série de lesões, o curto plantel de 17 jogadores mais 4 juniores ressente-se, e perdemos em casa 1-4 com o Porto, num jogo atípico, que poderia ter conduzido a uma goleada histórica. Atípico porque após "entrar" a ganhar, com um golo do estreante Gonçalo Brandão, deixámos o Porto virar o resultado no início da 2ª parte e, a partir daí, a equipa ficou "triste", os adeptos ficaram "tristes"... Na semana seguinte, fomos à Madeira, ao Nacional, levámos outros 4, desta vez a 0. Começava por esta altura a falar-se que dirigentes do Al-Ahly estavam em Lisboa para levar o Manuel José. Na semana seguinte, 0-0 em casa, com o Moreirense. Quando Manuel José diz que estava a correr bem, MENTE. Manuel José, para além do dinheiro, fugiu por medo, porque viu o barco a afundar.

Convém lembrar que, na semana do jogo com o Porto, Manuel José afirmava, pela enésima vez, que sempre sonhara treinar o Belenenses, que era um projecto a 3 anos para devolver o Belenenses à dimensão que merece, etc e tal. Manuel José MENTIU, assim que apanhou uma oportunidade foi-se embora.

Na minha opinião, mais do que ir atrás do dinheiro, Manuel José fugiu da 2ª Divisão a que o seu projecto nos conduzia. Ele próprio, na sua ignorância, o admite, ao afirmar que no início da época recebera propostas da selecção Egípcia, do Al-Ahly e do Zamalek e rejeitou, pois o projecto no Belenenses era aliciante. Deixou de ser quando viu que fez asneira não foi?

Manuel José não tem carácter, e não é ninguém para criticar José Mourinho. Esse, pode ser tudo e mais alguma coisa, mas é um bom treinador. Manuel José nem isso, é um fracasso. Eu não me esqueço do que ele fez ao Marítimo.

E ele que não ouse, nunca mais, tentar desestabilizar o Belenenses. Eu vou estar atento.

quarta-feira, setembro 08, 2004

A DÉCADA DE 80 (CONTINUAÇÃO) - PARTE V - CONCLUSÕES - SECÇÃO III – A Falta de Orgulho e de Ambição



Simultaneamente com a diminuição da paixão clubística no Belenenses, e com a progressiva instalação de um cinzentismo e, até, de produtos “híbridios”, só parcialmente azuis (de que falámos no artigo anterior), e como natural consequência disso, tem-se assistido (e particularmente na década de 80, que é aquela que nos estamos a referir) a um conformismo, a uma falta de orgulho e de ambição – em muitos aspectos, a uma letargia – particularmente dolorosa, face à grandeza do Belenenses.

Também aqui, vamos referir apenas alguns episódios reveladores dessa situação, alguns já mencionados em artigos anteriores, outros a que ainda não nos tínhamos referido. E, mais uma vez, fá-lo-emos sob a forma de meros tópicos, para não nos alargarmos demasiado. Eis, pois, algumas situações:

* Depois da vitória na Taça de Portugal de 1989, a primeira dessa década que não fora conquistada por Benfica, Porto ou Sporting, depois desse regresso do Belenenses às grandes vitórias, não houve (como vimos), nenhuma celebração organizada, nenhum extrapolar desse sucesso para relançar em força o clube e torná-lo novamente capaz de atrair multidões. Poder-se-ia e dever-se-ia ter feito muitíssimo mais nesse campo. O ambiente era propício. Mais a mais, eram os 70 anos do clube, e podia-se ter unido as duas celebrações. Podia-se ter ousado voltar à intromissão entre os nossos velhos 3 rivais, ainda que de forma prudente – prudente mas decidida. A grande crise em que o Sporting estava então mergulhado, ajudaria a esse objectivo. Mas... ficámo-nos. Não houve celebrações. Deixou-se começar a decair a qualidade do plantel. O jogo de apresentação foi com... o Estrela da Amadora. Como já dissemos, durante esse defeso, o Restelo parecia estar em plena dormência. Claramente, a ambição tinha-se esgotado. O nosso pior receio confirmara-se: a vitória na Taça fora um ponto de chegada, não um ponto de partida, um ponto que significasse um recomeçar em força.

Devemos aqui ressalvar que talvez em parte isto se possa justificar pelo cansaço de Mário Rosa Freire e sua equipa. Rosa Freire presidia ao clube desde 1982, e é justo destacar que lhe pegou numa altura difícil e que, em alguns aspectos, conseguiu bons resultados. De qualquer maneira, acho que, nesta inércia, houve falta de alma e de ambição. Um dirigente em particular pode já estar cansado; mas, e os restantes responsáveis? E a própria massa associativa, nomeadamente os que estão (estavam) em posição de tomar iniciativas e arrastar os outros? Que grande oportunidade que perdemos

* Aliás, já na época anterior (87/88) se não aproveitara a embalagem do 3º lugar. Não se deu a Marinho Peres os meios, que ele pedia, para ir mais longe (o que o levou a ir-se embora). Não se explorou o feito desse regresso ao pódio. A única referência, muito tímida, foi a de um protesto de Barcínio Pinto, ao tempo Chefe do Departamento de Futebol, face ao desinteresse a que a imprensa nos votava.

* Já noutro artigo falámos do significativo episódio da discussão de um aumento de quotas em AG, durante o defeso que antecedeu a época de 88/89. Por isso, vamos citar o que escrevemos: “Não cabe agora discutir se ele [o aumento] era justificado ou não. O que me lembro é que, a certa altura, um membro da direcção, salvo erro Ramos Lopes (que anos mais tarde viria a ser Presidente), pretendeu justificar o aumento proposto, dizendo: ‘Para fazermos pelo menos tão bem como na época passada…’. Grande parte dos sócios riram, apuparam, disserem que ele era maluco, que estava a sonhar…

É contra esta menoridade, contra este conformismo, contra esta assunção de uma pequenez ao arrepio do espírito conquistador dos que fizeram o clube grande, contra esta falta de ousadia por objectivos mais altos, que eu escrevo tão repetidamente. Começou em alguns dirigentes, passou para muitos adeptos, foi conveniente para “poderes” externos ao clube (i.e., outros clubes e jornalistas ao seu serviço. Hoje, tristemente, já nem essa importância nos dão…). Por isso, quando alguém ousa pedir algo mais do que a menoridade ou até a subserviência perante outros clubes, é tido por aventureiro, por louco, por demagogo ou qualquer coisa assim. É uma maneira de estar enraizada no subconsciente.

Mas então, perguntar-se-á: acha bem os aventureirismos? Claro que não, claro que não acho bem. Mas os aventureirismos das últimas décadas começaram justamente pela eleição de direcções que triunfaram na base da campanha contra a demagogia, o excesso de ambição, as promessas… e com base na apologia dos coitadinhos-poupadinhos. E acabaram justamente nisso tudo que se anunciara combater – despesismo, aventureirismo, demagogia – mas de maneira pateta, ridícula, rebaixante do clube, atirado sem honra nem glória para a lama”.

* E vem a propósito, até por causa da 1ª Jornada deste Campeonato que se vai iniciar (o artigo é escrito antes, embora publicado depois), lembrar um episódio aquando de um jogo com o Marítimo, justamente na década de 80 (época 87/88). O jogo foi na Madeira, a um Domingo e eu estava no Estádio do Restelo, com mais alguns sócios, a acompanhar o que diziam na rádio. Logo aos 2 minutos, sofremos um golo. E assim ficou o resultado. Alguns de nós estavam tristes, desanimados alguém exclamou, para exprimir o seu desencanto: “Eh pá, tivemos 88 minutos e não conseguimos fazer um golo!”. E logo alguém replicou, alterado, com medo que se estivesse a criticar não sei o quê: “ E Então? Querias ganhar todos os jogos? Então eras campeão!” (sic). Só posso dizer: e se fossemos? Sim, parece que é um crime querermos (voltar) a ser campeões!

* Depois de eliminarmos o Bayer Leverkusen, em 88/89, havia quem fizesse votos de uma rápida despedida da presença europeia para nos concentrarmos no Campeonato, porque (dizia-se) isto de estar em várias frentes desestabilizava (!!!) o clube, etc.

* As repetidas afirmações (que aliás se mantêm décadas fora) do género “Não contratamos mais ninguém. Só se fizer falta ....” Ora, aqui cabe sempre perguntar: se fizer falta, para quê? Para não descermos de divisão? Para ficarmos a meio da tabela? Para chegarmos à Taça UEFA? Para ficarmos nos 4 primeiros? Para ganharmos o Campeonato? Pessoalmente, penso que: ou não temos recursos para mais contratações e então... “quem não tem dinheiro não tem vícios”; ou temos, e então devemos usar esses meios, dentro de critérios de rigor e equilíbrio, para chegarmos o mais longe possível (porque não há nenhum limite, senão quando se atinge o 1º lugar)!

* A omissão das Direcções em reagir ao facto de a imprensa nos ligar pouco (embora muitíssimo mais que actualmente) e continuar a atacar-nos capciosamente sempre que podia. Exemplo disso, foi o jornal Record do dia a seguir à nossa vitória na Taça: duas linhas minúsculas na capa, sem nenhuma imagem; todo o destaque para uma entrevista com um jogador do Benfica; na página 2, um editorial do Rui Cartaxana (olha quem!...) a dar-nos para trás; insinuações de que ganhámos por causa da arbitragem e da sorte (!!!), o que me pôs em estado de revolta quase colérica, etc. A estas discriminações e injustiças, os responsáveis não reagiam, nem nunca vi uma estratégia (nem preocupação com tal) para fazer reverberar as nossas vitórias, puxar pelo clube, torná-lo atractivo para os jovens, mostrá-lo como alternativa – novamente! – aos três clubes que sabemos, dá-lo como exemplo de luta contra a adversidade, reunir élan e entusiasmo à sua volta, fazer aumentar as assistências, manter viva a projecção e a ambição do clube.

* Ver pessoas dentro do clube a falar com toda desenvoltura nos três grandes, esquecendo (se é que sabem...) que houve quatro grandes durante décadas e que nós fomos um deles. Pelos vistos, há que não tenha ambição de o voltarmos a ser...

Poderíamos multiplicar os exemplos e situações. Acho, porém, que estes que aqui deixámos já são suficientes. Por isso, termino aqui o artigo de hoje, dizendo:

VAMOS TENTAR, COM TODA A FORÇA, VOLTAR A POSICIONAR-NOS BEM. E SE ISSO ACONTECER (TEM QUE ACONTECER!), NÃO PAREMOS. CONTINUEMOS A LUTAR PARA FAZER SEMPRE MELHOR, PARA CHEGARMOS SEMPRE MAIS LONGE!

(Nota: este artigo foi escrito à pressa, antes de ir para férias. Assim, pedimos desculpa por quaisquer gralhas ou frases pouco claras que nele se encontrem. Pedimos ainda desculpa pela omissão de publicação da rúbrica na semana passada, sendo que a partir desta semana a sua periodicidade semanal manter-se-á)

terça-feira, setembro 07, 2004

It's all about the money!

A minha estadia no Egipto fez-me clarificar, de vez, uma nítida sensação que tinha, mas que podia não passar de má vontade ou revolta para com Manuel José. Prende-se, portanto, com os porquês que levaram esse treinador a abandonar um projecto arriscado que levou para a frente, tendo exigido tudo sem dar nada em troca.

Conhecendo o Cairo, facilmente qualquer pessoa percebe que nem que fosse o Real Madrid, para ganhar menos ninguém ia para lá. O Cairo é uma metrópole com 18 milhões de habitantes, gigantesca, encravada num gigantesco oásis chamado Nilo, que se estende de Sul para Norte do país, sulcando uma pequena linha de vida. Para além do vale do Nilo, sobra o vazio e a morte. No vale do Nilo, sobra a pobreza e o atraso.

O Cairo é uma cidade onde os taxistas não conhecem os principais hoteis, pura e simplesmente porque quem lá se aloja não apanha táxis! O Cairo é uma cidade onde o parque automóvel é constituído, maioritariamente, por Fiat's 125, 127 e 128, por Peugeot's 404 e 504 ou por Tata's dos anos 70, coexistindo todo este monte de ferrugem com Jaguares, Porches e BMW's! O Cairo é uma cidade onde os prédios, todos com um mínimo de 10 andares, estão inacabados, em tijolo, sem janelas, onde encontramos torres de 30 andares com o 18º andar completamente aberto, sem sequer estar fechado com tijolo! O Cairo é uma cidade onde o stand da Ferrari fica na zona nobre da cidade, que continua a ser uma zona péssima! O Cairo é uma cidade onde o Sol só aparece lá para as 9 da manhã, pois a neblina da poluições esconde o fortíssimo Sol do deserto! O Cairo é uma cidade onde pura e simplesmente não há regras de trânsito, onde vale tudo, onde jamais um ocidental conseguirá guiar um carro mais de 100 metros! O Cairo é tudo isto e muito pior, apesar de ter coisas fantásticas.

Um português só vai morar para o Cairo em busca de uma coisa: DINHEIRO! Faça-lhe bom proveito Sr. Manuel José!

segunda-feira, setembro 06, 2004

Belenenses no Mundo

Tem inicio hoje uma nova rubrica no Blog, aberta à participação de todos os interessados, e que consiste na "exposição" de registos fotográficos enquadrando a disseminação do nome do Belenenses pelo mundo fora. Pretende-se obter um interessante registo de fotos que envolvam um elemento identificativo do nosso clube junto de um local mais ou menos emblemático, um pouco por todo o mundo, e também no nosso país. Estando a equipa azul no Egipto, nada melhor que dar o "pontapé de saída" pelo Egipto.


Manuel Benavente e Luciano Rodrigues
Deir El-Bahri - Luxor - Egipto


Luciano Rodrigues
Gizé - Egipto

Palavras que foram ditas - 20

Homenagem a Mariano Amaro

Em Maio de 1987, morreu Amaro, uma das maiores figuras da história do Belenenses e do futebol português.

Transcrevemos o texto que, então, foi publicado nas páginas da “Bola” por Aurélio Márcio, assumido benfiquista mas que (contrariamente à maior dos jornalistas de hoje) conheciam a história do desporto português.

“Era um nome histórico do futebol do Belenenses, fica bem ao lado de Artur José Pereira, dos olímpicos, como então se dizia, Augusto Silva e César de Matos, do nome lendário de José Manuel Soares (Pepe), o jovem perdido antes dos vinte anos e, claro, de Matateu, estes os nomes, não sei se nos falta algum, dos homens que ajudaram a escrever a história do futebol do Belenenses.

Mariano Rodrigues Amaro morreu ontem, aos 72 anos, fulminado por um ataque cardíaco e ficado ligado aos maiores triunfos do futebol do seu clube de sempre (…)

Era um jogador excepcional, dos maiores de sempre do nosso futebol, um centrocampista que seria hoje pago a peso de oiro, sempre do lado direito, onde mostrava uma versatilidade de jogo a fazer inveja, ainda hoje, aos nossos melhores centrocampistas.

Com ele, outra grande figura do nosso futebol, também das maiores, o madeirense Pinga, interior-esquerdo do F.C.Porto, com o qual travou duelos, nos encontros Belenenses – F.C.Porto que são da história do futebol, por conterem um elevado conteúdo técnico e uma corecção exemplar entre dois jogadores fora de série.

Dezanove vezes internacional, entre 1937 e 1947, praticamente entrou na selecção nacional em 1937 e dela nunca mais saiu até dar o lugar, atraiçoado por uma doença que o marcou, não a um sucessor, mas a vários jogadores que passaram pelo lugar que ele desempenhou com tanto brilho e que tantos anos levou depois a encontrar quem o substituísse.

Campeão Nacional, com o Belenenses, em 1945/46, vencedor da Taça de Portugal, em 41/42, Mariano Amaro, para além da sua classe de grande jogador exibia, dentro e fora do terreno, uma correcção e uma educação exemplares, nunca criando quasquer problemas a quem quer que fosse.

O primeiro número de ‘A Bola’ fica assinalado por uma entrevista notável, de José Alves dos Santos, em que Amaro, recuperado da doença que o acometeu num Sábado, na véspera de uma final da Taça, Belenenses – Sporting, declara que ia recomeçar, aos 30 anos, com o mesmo entusiasmo dos seus primeiros tempos.

Um grande jogador que nos deixa, uma figura histórica do futebol português e do Belenenses.

Morreu como queria, o velho amigo, de repente, sem dar trabalho a ninguém, certamente a olhar para o sorriso de uma mulher”.

A este artigo há que acrescentar que Amaro, no Belenenses, além de um Campeonato Nacional e de uma Taça de Portugal, conquistou ainda dois Campeonatos de Lisboa (1943/44 e 1945/46). Esteve ainda em duas outras finais da Taça que o Belenenses não conseguiu vencer, e só pela doença referida no artigo é que não esteve numa 4ª.

Noutro âmbito, na lista jogadores referidos por Aurélio Márcio como tendo sido “os jogadores que ajudaram a escrever a história do futebol do Belenenses”, faltam muitas figuras importantes. Entre muitas outras, basta lembrar as Torres de Belém (os grandes Feliciano, Vasco e Capela), Serafim, Artur Quaresma, Di Pace, Scopelli, Vicente, José Pereira…

Finalmente, lembremos que Pepe morreu aos 23 anos (e não antes dos 20), tendo constituído, juntamente com Augusto Silva e César de Matos, o trio de jogadores belenenses presentes na brilhante presença da Selecção Nacional, nos Jogos Olímpicos de 1928, em Amesterdão, fazendo do Belenenses o clube mais representado.

domingo, setembro 05, 2004

Quebrado o ciclo de vitórias



Após uma viagem atribulada, para realizar um jogo de "compensação" para o nosso clube em virtude da "fuga" de Manuel José para os Petrodólares, o Belenenses regressa do Egipto com uma derrota, ainda por cima gorda, no bornel.

Independentemente do que se tenha passado dentro das 4 linhas, há três factores importantes a considerar: a qualidade do Al-Ahly (em Portugal seria equipa crónica nos 5 primeiros lugares), o calor e pouca e humidade e o estado da relva (muito diferente da "europeia").

Enfim, fizemos o que nos competia, foi pena acabar o ciclo de vitórias, mas pode ser positivo, na medida em que tira ilusões e pressão. E agora, é nunca mais lembrar o Sr. Manuel José.

sábado, setembro 04, 2004

Belenenses no Egipto


O Belenenses disputa hoje ás 18.30 (hora de Lisboa) um encontro amigável com o clube egípcio Al-Ahly.
Estejam atentos ao Blog do Belenenses para novidades.

sexta-feira, setembro 03, 2004

Sobre o papel do psicólogo... Outra vez!

Há alguns dias escrevi num blog que criei – http://aquatico.blogspot.com/ - as seguintes considerações acerca da psicologia associada ao treino desportivo:

“Décadas de desenvolvimento científico da teoria e prática do treino desportivo colocaram a psicologia em lugar de destaque na preparação de atletas de competição em praticamente todas as modalidades. Nos últimos anos, as universidades portuguesas criaram programas curriculares de Psicologia do Desporto, e pós-graduações que envolvem obrigatoriamente aspectos ligados ao treino mental e ao apoio psicológico a desportistas em todas as fases da sua carreira.

De uma forma geral, o tempo dos ex-desportistas interessados pela modalidade mas sem outra formação técnico-científica de base, terminou. O exemplo mais flagrante desta realidade chega-nos do futebol de alta competição, durante décadas dominado por ex-futebolistas tornados treinadores... As exigências do quadro competitivo actual criaram novas necessidades e oportunidades para a inclusão de especialistas em outras áreas nas equipas técnicas: as equipas técnicas tornaram-se multidisciplinares.

Médicos, fisioterapeutas, preparadores físicos, nutricionistas e psicólogos foram sendo lentamente integrados num mundo que até há pouco anos lhes estava vedado, introduzindo lentas mudanças, bem como conceitos e práticas fora do comum. O treino psicológico, por exemplo, deixou de se basear no estrito bom (ou mau...) senso do treinador, para obedecer a regras devidamente estudadas e validadas. O resultado está hoje à vista de todos, expresso no sucesso dos países que mais cedo compreenderam que melhores resultados dependiam de alterações no planeamento e concretização de novas formas de treino.”

No mesmo blog, e em texto posterior, cheguei mesmo a citar as importantes palavras do Professor José Couto, em entrevista ao portal oficial do clube: “A equipa técnica é composta por 4 pessoas, nós trabalhamos sempre em grupo, e não há trabalhos individuais. O treino é feito com o fisioterapeuta, com o treinador adjunto e a psicóloga noutra área. Trabalhámos sempre em conjunto e portanto não destaco ninguém em especial. Destaco todos os meus colaboradores pelas excelentes prestações e pelo bom trabalho de equipa, procurando a inovação não apenas numa pessoa pois não me parece correcto, mas antes na forma de trabalhar de quatro pessoas que actuaram sempre, repito, em conjunto.”

Quando escrevi estas palavras não conhecia ainda a constituição das equipas técnicas principais do futebol e do basquetebol do Belenenses, nem o facto de quer numa quer na outra se ter verificado o desaparecimento dos psicólogos. Mais: pensei sinceramente que, uma vez começada a nova temporada iria escrever um post orgulhoso, em que salientaria uma vez mais a aposto do Belenenses na criação de condições de treino ideais para os seus atletas, ao nível daquelas que são conhecidas noutros países em que se verificam maiores sucessos ao nível desportivo. Enganei-me. E tenho pena.

Tenho pena porque acredito sinceramente que o treino mental é tão importante como o treino físico. O nosso técnico, Carlos Carvalhal, reconheceu-o de forma indirecta, quando referiu na sua recente entrevista ao Jornal O JOGO: “Não haverá quebras físicas, pois o plantel está a ser preparado para aguentar toda a época. O que poderá suceder são quebras anímicas, decorrentes de resultados menos agradáveis.”

Quem estará lá nesse altura, para levar a cabo um trabalho qualificado e estruturado de recuperação mental dos jogadores, individualmente considerados (uma vez que nem todos são influenciados da mesma forma), e do plantel, do ponto de vista colectivo?

Considero que a não inclusão de quadros qualificados, na área do treino mental, nas nossas mais importantes equipas de competição é um enorme passo atrás. E só espero que isso não seja evidente no comportamento em campo das equipas.

Pela minha parte vou continuar a defender um Belenenses cada vez mais virado para a inovação no treino desportivo. Cada vez mais bem estruturado e mais atractivo para os melhores atletas, em todas as modalidades que o clube entenda abraçar. Vou continuar a defender que o treino mental e a recuperação psicológica não é tarefa para o treinador principal, para os seus adjuntos ou para os médicos, para os dirigentes, seccionistas e técnicos de audiovisuais...

E pode ser que consiga convencer alguém.

PALAVRAS QUE FORAM DITAS 19: Perfeito Rodrigues e Mariano Amaro


Amaro, o grande capitão do Belenenses na década de 40, presente em boa parte das mais importantes conquistas do nosso clube, um dos maiores jogadores portugueses de todos os tempos, pilar da selecção nacional, legenda imorredoura, terá nesta série de apontamentos várias referências de destaque. Julgo que, de todos os grandes jogadores do Belenenses, era aquele do qual o meu pai falava com maior respeito - sentimento que julgo ter sido partilhado por outro belenenses que viveram “naqueles” tempos.

Hoje, na sequência do artigo anterior, fica um poema de Perfeito Rodrigues, escrito em 6 de Julho de 1984, e dedicado justamente, “Ao meu grande amigo e antigo companheiro de equipa Mariano Rodrigues Amaro”:

“Amaro! Tu amaste, eu sei,
Este Clube que é nosso.
Já não podes, nem eu posso:
Fez-se tarde…É a lei!

Tantos anos a lutar!
A defender nossas cores,
Sempre presos aos amores
Que em Belém foste encontrar!

Era jovem e tinha a Cruz
A “bela” que nos prendeu.
A ti te mostrou a luz
E mais tarde o apogeu!

Depois, tudo se esboroou.
Tudo fugiu num repente.
De ti apenas ficou…
Um sorriso para toda a gente.

Bem mereces a distinção
Deste Clube a que pertences.
E um abraço de gratidão
De todos os Belenenses!”

quinta-feira, setembro 02, 2004

PALAVRAS QUE FORAM DITAS 18: Perfeito Rodrigues


Jogador de futebol nos anos 30, mais tarde dirigente e sócio de mérito do Belenenses, Perfeito Rodrigues amou apaixonadamente o Belenenses.

Isso transparece, nomeadamente, em alguns dos poemas publicados, a meio da década de 80, no livro “Uma Outra Face”.

Deixamos aqui alguns excertos:

“(…)
Ai, Belém! Só eu sei quanto te amei.
E se outros te amaram, eu então direi:
Não creio que o meu amor fosse menor.
E se outras cores sempre recusei,
E dentro do rectângulo me esfarrapei,
É porque na verdade te tinha amor.

O teu valor, a tua aura imensa,
Foi a causa, o fulcro da indiferença
Movida, ao tempo, por uns tantos senhores…
Esquecidos andavam, aqui e além,
Que nascera num banco, em Belém,
Um Clube que primou ser dos maiores!
Hoje, apenas choro a tua descida,
Mas dentro de ti! Tu ainda tens vida!
E os que te rodeiam, ânimo forte.
E se todos lutarmos pela vitória,
Mais linda será, pois, tua história:
Jamais andarás aos baldões da sorte…”

quarta-feira, setembro 01, 2004

Sobre o nosso Jornal

Época nova, vida nova!

O Jornal do Belenenses voltou às mãos dos seus sócios e adeptos, informando e valorizando a actividade do clube, tantas vezes do desconhecimento de alguns de nós. Com especial peso ao futebol, mas não esquecendo as outras modalidades que tanto prestigio dão ao CF “Os Belenenses”, o nosso jornal veio para ficar.

Artigos bem escritos, fotografias bem tiradas, assuntos bem escolhidos e gente nova, com ideias. Os ingredientes estão todos reunidos, e agora é necessário prosseguir o esforço já realizados, e materializado nas edições até agora publicadas.

A prova de fogo começa em Setembro, com as muitas modalidades do clube a arrancar para a nova temporada. São tantas... o futebol, o andebol, a natação, o basquetebol, o pólo-aquático, o volei feminino, o triatlo, o rugby... Não será fácil, é certo. O jornal é o resultado da canalização dos tempos livres de cada um ao clube, e esse são neste mundo cada vez menos...

Todavia, tenho a certeza que, com o apoio das secções e com a adesão dos sócios e adeptos a este projecto, o novo Jornal do Belenenses vai vingar, e mostrar uma vez mais (desta vez no campo da “imprensa escrita”) aquilo que nele afirma o capitão Tuck acerca do Clube: que somos diferentes dos outros.

À equipa do Jornal do Belenenses um grande abraço e um muito obrigado!

terça-feira, agosto 31, 2004

Estereótipos...

Texto assinado por Vasco Mendonça, no Blog Terceiro Anel

O Belenenses venceu títulos e, historicamente, é ainda hoje o quarto maior clube português. É também, dos 4 maiores clubes, o único que desceu de divisão. Progressivamente, foi deixando de ser considerado um dos «grandes». Ainda mantém umas querelas com o Boavista, mas vê-se hoje reduzido ao campeonato do meio da tabela. Perder tornou-se, demasiadas vezes, uma realidade bi-semanal.

Ir ao Restelo hoje é estar preparado para tudo enquanto se come uma queijada ou um nougat. É olhar para o Tejo e elogiar o estádio, estar sentado ao lado de uma claque deprimida enquanto se mira o infinito de Porto Brandão e se pensa no clube idoso que se tem. Mastigam-se a custo analogias com o Partido Comunista e não tarda nada o jogo está a terminar e pensamos que um empate até nem é assim tão mau.O estádio já não enche. Na verdade, é como se nunca tivesse enchido e já ninguém espera que venha a encher. É esta a rotina.

Ser do Belenenses é muito fácil. Sofrer com isso é mais difícil. A última jornada da época anterior atesta bem o sentimento a que me refiro, alimentado por bancadas compostas como há muito não se via e em tudo quanto esses 90 minutos tiveram de comédico, embaraçoso e triste. A vaia monumental com que a equipa foi presenteada deixou-me com algum orgulho em ali estar, no meio de milhares de pessoas cujo primeiro ou segundo clube seria provavelmente o Belenenses. Para mim, que nunca tinha visto o estádio tão cheio e não tenho problema com os adeptos emprestados, foi comovente. Ainda assim voltei para casa com a mera certeza que o Belenenses não tinha descido de divisão, o que fez muito pouco por mim. Perdemos o jogo. Tudo acabou bem. Não há muitos factos mais deprimentes na história do clube.

Depois de uma pré-época prometedora, chega a primeira jornada. Pensei que íamos descer à terra, mas jogaram que se fartaram. Apetece-me sonhar qualquer coisinha, magicar um quinto lugar ao olhar para o calendário. Apetece-me esquecer o ano anterior e todos os outros, mas não tenho assim tantos anos de Belenenses. A minha memória do clube não é a memória colectiva que os mais velhos partilham. O Belenenses é hoje um clube bonito e simpático mas pouco relevante, conhecido pelo seu bonito estádio quase vazio, sinónimo de uma massa humana envelhecida que se divide entre a eterna nostalgia que a assombra fora do relvado e plantéis que a devolvem à realidade. Estou preparado para qualquer resultado, mas por tudo o que conheço e não vivi também me sinto envelhecido. Por enquanto, com pouca vontade de sonhar mas sem problemas em continuar a depender de nougats e queijadas para sobreviver à intempérie da normalidade.

O que mais me custa nestas palavras é o profundo desconhecimento que revelam, acerca da vida do clube, do seu pulsar interno, que mais dia menos dia vai ter expressão exterior... Trata-se de uma visão esterotipada, que não apresenta uma única novidade ou argumento novo. E textos destes conhecem-nos os Belenenses desde os idos anos 20...

A melhor resposta é dada todos os dias, no único verdadeiro complexo desportivo de um clube português: o do Restelo. Essa é ignorada, neste post.

De resto só vou deixar aqui um enorme PARABÉNS a todos nós, pelos 85 ANOS de existência (reais e não artificialmente aumentados). Que o clube cresça, que os novos sócios apareçam cada vez mais, que as modalidades (TODAS) se projectem com maior força, que a nossa equipa de futebol nos dê as alegrias que merecemos, que o complexo fique cada vez mais bonito, que o nosso Jornal tenha sucesso, que os blogs continuem o seu trabalho e que todos sejamos UM SÓ BELÉM.

A nossa comunicação social



No seguimento do texto do passado dia 17, publicamos de seguida alguns exemplos da discriminação da comunicação social portuguesa.

15/08/2004

Transmissão do jogo Portugal - Marrocos dos jogos olimpicos de Atenas 2004:
"Lourenço, jogador do Sporting emprestado ao Belenenses"...

Mas porque não dizem também: "Hugo Viana, jogador do Newcastle emprestado ao Sporting"???

15/08/2004

- Muito maior destaque (cinco vezes mais) na capa ao jogador do Benfica Vilela, e á vitória dos encarnados em jogo particular contra o Estoril do que há conquista de uma medalha de prata de um ciclista português nos Jogos Olímpicos (sendo, apenas, a 18º medalha conquistada por portugueses em todas as Olimpíadas);
- Crónica do jogo Estoril – Benfica. Referências ao Benfica ou seus jogadores e treinadores: 44; idem ao Estoril, 12: E ainda se aproveitou uma legenda de uma foto para dizer que a um avançado benfiquista foram “assinaladas faltas que não cometeu”. O título da crónica só refere o Benfica, como se este tivesse jogado sozinho...
- Apreciação individual de jogadores, no mesmo encontro: 50 linhas para os jogadores do Estoril (em vários casos só uma palavra: “Discreto”, “Tímido”, Controlou”!); 130 linhas para os jogadores do Benfica (só Luisão ocupou praticamente o mesmo espaço que todos os jogadores do Estoril).
- Jogo Braga – Bétis. Foi-lhe dedicado meia página, menos que ao jogo Vilafranquense – Benfica B. E compare-se essa meia página, com as páginas e páginas dedicadas ao Benfica-Bétis, antes e depois do jogo (depois, menos que o previsível, dada a estrondosa derrota do Benfica).

16/08/2004

Na capa, dá-se 4 vezes mais realce a um jogador do Benfica ser convocado para a selecção da Cróacia do que à vitória da selecção portuguesa em desafio dos Jogos Olímpicos!

segunda-feira, agosto 30, 2004

Palavras que foram ditas - 17

Vasco e o Campeonato que Belém venceu

Vasco de Oliveira, uma das lendárias “Torres de Belém”, um defesa de aço e coração azul puríssimo, jogador de raça tanto ao serviço do Belenenses como da Selecção Nacional, é outra das figuras do nosso clube que não poderíamos deixar de evocar. E fazêmo-lo através das palavras de outro grande belenenses, Homero Serpa, retiradas do seu livro “Camisola Azul e Cruz ao Peito”:

“Toda a gente se lembra de Vasco, o jogador temperamental e categorizado, que sentia (Vasco ainda sente o seu Belenenses) a camisola como poucos.

Vimo-lo a jogar no seu posto e, também, a avançado centro. Grandes jogos fez o Vasco, grandes injustiças se fizeram ao julgá-lo, grandes confusões se estabeleceram sobre a sua forma característica de discutir os lances.

Quem não se lembra do Vasco, famosa ‘Torre de Belém’? Quem não se lembra da sua arrancada pela linha lateral do lado da bancada do campo do Elvas, quando, na época de 1945/46, o Belenenses ali jogou um desafio decisivo, que lhe deu a vitória no Campeonato Nacional? Havia 0-1 e sofrimento à volta do rectângulo, onde MUITOS MILHARES DE BELENENSES viviam o grande drama. Poucos minutos faltavam para terminar o encontro. A derrota, mesmo o empate, seria o ruir de todas as esperanças. Vasco, inconformado, irresistível, arrancou campo fora, bola colada aos pés. Ia, numa doidice, dentes cerrados, suor a encharcar-lhe a camisola, até que um adversário teve que o derrubar. Da falta saiu o lance do golo do empate. E pouco tempo decorrido, Rafael, outra grande figura do futebol belenenses, infelizmente desaparecido do número dos vivos em condições trágicas, marcava o golo do triunfo”.

domingo, agosto 29, 2004

IMPRENSA: 1ª jornada

PORTAL OFICIAL DE "OS BELENENSES"
SuperBelém na Superliga !

A BOLA
Belenenses 3 - 0 Marítimo

O JOGO
Há Petrolina no Restelo

RECORD
Um céu pintado de azul e outro de tons escuros

MAISFUTEBOL
Azuis com fato de gala para começar

DESPORTO DIGITAL
Belenenses começa SuperLiga com goleada sobre o Marítimo

JORNAL DE NOTICIAS
Entrar com o pé direito e os reforços certos

INFORDESPORTO
Belenenses vence Marítimo na abertura

CORREIO DA MANHÃ
GOLEADA TRANQUILA EM TONS DE AZUL

PUBLICO
Belenenses Confirma Expectativas

SUPERLIGA: Grande exibição


O Belenenses venceu hoje o Marítimo por 3 bolas sem resposta.

A equipa de Carlos Carvalhal utilizou o seu esquema habitual, 4-4-2 losango, e alinhou de inicio com o seguinte onze: Marco Aurélio na baliza; Amaral, Rolando, Pelé e Cabral na defesa; Marco Paulo, Andersson (capitão), Juninho Petrolina e José Pedro ao meio-campo e no ataque a dupla Lourenço e Antchouet. Estiveram no banco: Tuck, Neca (Lourenço aos 85'), Cristiano, Ruben Amorim (Marco Paulo aos 89'), Pedro Alves, Eliseu (Antchouet aos 81') e Gonçalo Brandão.

Após os primeiros 10/15 minutos de dominio madeirense, o Belenenses pegou no jogo e realizou uma excelente exibição tendo inaugurado o marcador aos 24 minutos com um golo de Rolando, na sequência da marcação de um pontapé de canto por José Pedro. Após o primeiro golo o Belenenses acentuou o seu dominio tendo criado diversos lances para dilatar a sua vantagem. Destacam-se um forte remate de Juninho Petrolina ao poste, após excelente jogada individual e uma assistência de Marco Paulo para Antchouet que após fintar o guarda-redes vê o seu remate travado por um defesa contrário. No fim da primeira parte Antchouet marca o segundo golo após assistência de Juninho Petrolina. Fomos para o intervalo com o resultado de 2-0 mas esta diferença podia ser muito superior.

Na segunda parte continua o dominio azul e surge o terceiro golo do Belenenses na marcação de uma grande penalidade por parte do Lourenço. Ele merecia este golo pelo que já tinha feito no jogo. Destaca-se ainda uma grande jogada de Lourenço que assiste brilhantemente Antchouet, mas este este falha o remate escandalosamente. Nos ultimos minutos do encontro nada a destacar.

Conclusão: Vitória muita merecida. O Belém podia ter ganho por 5 ou 6.
Destaques: Rolando, Juninho Petrolina e José Pedro.
Marcadores: Rolando, Antchouet e Lourenço (grande penalidade).

Cartões Amarelos: Juninho Petrolina e Antchouet.
Cartões Vermelhos: -

Assistência: bancada dos sócios bem composta (3000??) mas as outras bancadas quase desertas.

Outros destaques: já temos bancos de suplentes novos e foi espectacular ouvir os sócios do Belenenses cantar o "Bailinho da Madeira".